| Publicado por: | vander.christian |
| Data: | 12/09/2009 |
| Hora: | 20:12:44 |
| Página: | biblioteca_ler |
| Livro | LEMBRANÇAS DE UM PASSADO |
| Capítulo | 4 |
| Leituras: | 287 |
A diferença era de apenas três meses. Mônica Bartolomeu estava grávida de uma menina. Este era um fato inusitado na cidade de Garcia, a algazarra foi grande. O padre Ezequiel não se esqueceu de falar na missa de domingo que o nascimento de duas crianças quase ao mesmo tempo era divino e que Deus estava abençoando cada vez mais a cidade de Garcia.
José Sales não batia de frente com João Bartolomeu, mas Carolina e Mônica eram colegas fizeram o acompanhamento médico juntas. E o Ivan se mostrava distante já não cantava Carolina, não ia mais pra frente do portão da casa dela.
-Ele dizia que eu parecia uma sereia – confidenciou Carolina a Mônica.
-E você o que achava dele?- perguntou Mônica interessada.
-Me sentia incomodada é claro! Eu sou casada, mesmo se não fosse... não gosto dele.
A vida de José Sales e Carolina mudou; eles estavam vivendo como se estivesse acabado de se casar. Finalmente José havia tirado de foco o Ivan e só pensava no menino que estava pra nascer. E João Bartolomeu dizia que a sua filha jamais seria vista andando com o filho de José Sales. O problema é que nem tudo é como esperamos; mais tarde João Bartolomeu descobriria que a sua filha não o obedeceria e que o filho de José Sales se tornaria o melhor amigo da filha de João.
Se for pra dizer a verdade Aroldo era daqueles garotos complexos que ficava horas sentado sozinho sem dizer uma palavra; tinha dificuldade em assimilar as coisas e quase sempre fazia as tarefas que lhe era incumbido duas ou três vezes. Tal comportamento não acontecia quando estava junto de Anita, quando estava junto de sua amiga, Aroldo parecia dotado de uma esperteza incrível, sem falar na criatividade.
Já Anita era educada com as pessoas; sempre falava cumprimentava quem encontrasse na rua, se estava comendo alguma coisa oferecia para quem estivesse por perto. Mas havia um problema: dentro de sua casa Anita não era assim. Respondia a sua mãe e não obedecia ao seu pai, não tinha cuidado com as suas bonecas (onde estava brincando deixava os brinquedos todos ali e não preocupava em guardá-los). E todas as vezes que brincava com Aroldo, ela pegava os brinquedos e guardava nos seus devidos lugares.
A mesma idade, eram vizinhos e de comportamentos diferentes, embora quando estavam juntos um completava o outro. Assim era Aroldo e Anita.
O que João Bartolomeu e sua esposa, José Sales e Carolina, Anita e Aroldo não sabiam era que há exatos seiscentos e quarenta quilômetros dali, havia uma garota que nascera um dia depois de Aroldo e que independente da diferença de classe, receberia a ajuda de Anita e assim ajudaria Aroldo. O nome dessa garota era Tainara.
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