| Publicado por: | vander.christian |
| Data: | 12/09/2009 |
| Hora: | 20:13:21 |
| Página: | biblioteca_ler |
| Livro | LEMBRANÇAS DE UM PASSADO |
| Capítulo | 5 |
| Leituras: | 258 |
Quando José Sales saiu do hospital e maternidade estadual da cidade de Maringá naquela tarde, sentiu algo que jamais imaginou sentir. Minutos atrás pegara em seu colo pela primeira vez o seu primeiro filho. Ficou pensando em como aquilo era possível: uma pessoa gerar uma outra pessoa.
-Só o senhor Deus, só o senhor para me dar esta alegria – disse para si mesmo enquanto descia as escadas do hospital. – Obrigado senhor por dar um filho lindo e saudável.
Chegando em casa foi para o quarto alisou novamente o lençol do berço pegou o mordedor que estava na gaveta da cômoda deixou junto da chupeta, tirou as fraldas de lugar desdobrou, tornou a dobrar e a guardar no mesmo lugar e por fim sentou na cama de casal e se pos a pensar em como seria a vida dele e de sua esposa dali pra frente. Saiu então para ir ao mercado comprar umas vitaminas para quando Carolina chegasse; no meio no caminho encontrou com Ivan.
-Fiquei sabendo que nasceu o seu filho – disse Ivan sem parar de andar. – Parabéns, é o seu primeiro filho?
-Sim, por quê? – perguntou José.
-Parabéns – dizendo isso seguiu o seu caminho.
E quando Carolina chegou em casa com Aroldo nos braços logo recebeu a visita dos vizinhos e ganhou muitos presentes e a benção do padre Ezequiel. José Sales parecia um bobo com o pequeno Aroldo no colo.
João Bartolomeu não teve esse mesmo comportamento com relação a menina que nascera. Isso porque, ele já era pai de um menino. E as visitas foram menos porque muita gente não gostava de João. E um pouco relutante, José Sales foi com a sua esposa visitar a vizinha – João fingiu que nem viu José.
-Qual é o problema entre vocês? – perguntou Carolina discretamente enquanto saiam para o quintal.
-Nada, ele só vai com a minha cara e eu também não vou com a dele – respondeu José dando de ombro.
-Mas ele é o seu patrão!
-Não, ele não é o meu patrão.
Quando o casal iam se aproximando de sua casa, passaram em frente a casa de Ivan. José nem olhou para a casa, mas Carolina disfarçou que estava tirando a manta de cima do rosto de Aroldo e olhou para a direção da casa, e pôde jurar que Ivan estava atrás da janela espiando eles dois.
No ínicio da tarde, começou o movimento na casa da família Cramer. O apartamento estava cheio de bexigas cor- de- rosa e cartazes com frases do tipo: “seja bem vinda Tainara”, espalhada por toda a casa. E sob o berço, uma pilha de brinquedos que vizinhos parentes e amigos deram sem dó. Havia também um bolo, feito por uma das confeiteiras mais conhecidas do Morumbi, para garantir a diversão da garotada que iriam acompanhadas de seus pais. Às treze horas e vinte a quatro minutos, o carro entrou na garagem e minutos depois, Fátima e Euclides entravam na casa com a pequena Tainara no colo. E todos gritaram “viva!”e todos pegaram a menina no colo...
Aí esta, os acontecimentos que se seguiram após o nascimento de três crianças ( quase ao mesmo tempo).
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