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Olá visitante@vanmix.com 2010 motivos para ser feliz,

 

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Perfil de bruno

 

Olá, galera!


Pra quem perdeu o tempo de vir aqui e ler essa baboseira... Quero dizer... An... Bem... É... Pra quem teve a enorme bondade de vir visitar meu perfil, aí vai algumas informações:


Meu nome completo é Bruno Pinheiro de Lacerda. Tenho 22 anos até o meu próximo aniversário e sou de Contagem (Região Metropolitana de Belo Horizonte), Minas Gerais (sou mineiro uai!), Brasil (sou brasileiro com muito orgulho!), América do Sul, América, Planeta Terra, Sistema Solar (não sei o número do meu sistema solar... Alguém aí sabe?), Vialáctea, universo (também não sei o número deste universo... Alguém aí poderia me informar?)... Bem, acho que já está bom, não é?


Sou solteiro, por enquanto, mas tenho namorada, portanto, garotas, tirem o olho! Kkkkk!!! Que presunção a minha, não? Kkkk!!!


Sou cego mesmo, desde que nasci, e não vejo nem com os olhos da alma, nem com os olhos de Deus... Aliás, ele não quis me emprestar os olhos dele nem um pouquinho, sabe? Imagina eu vendo com aqueles olhos gigantes que tudo vê! Seria o máximo! Mas, ele me negou isso, então, nada feito, sou cego mesmo. Kkkkk!!!


Não sei se vocês notaram, mas, gosto muito de escrever e ler. Pra mim, o melhor livro foi Harry Potter e, dentro da série, o melhor foi Harry Potter e a pedra filosofal. O melhor filme que já assisti foi O Senhor dos Anéis... Dentro deles, qualquer um... Não tenho preferência, mas eu escolheria o terceiro se fosse obrigado, só porque é o último mesmo. Não tenho uma música preferida; aliás, nem sou assim tão fã de música... Gosto delas, mas não entendo nada do assunto.


Bom, se você leu isso tudo, você é um àtoa na vida mesmo, hem? Opa! Han Han... Quero dizer... An... Bem... Obrigado por ler meu perfil! Volte sempre!


Agora... Se você quer saber mais sobre mim... Você realmente é um fofoqueiro dos maiores! Pra quê alguém ia querer saber mais sobre mim? Nem sou artista! Kkkk!!! Opa! Acho que fiz de novo... Han han... Quero dizer... Se quiser saber mais sobre mim, é só mandar um e-mail para:

bruno@vanmix.com

e perguntar o que quiser. Terei o maior prazer em responder... Assim... Depois de uns dez anos... Opa! De novo! Quero dizer... Terei o maior prazer em responder o mais rápido possível!


Agora sim, acho que eu disse tudo. Fui!

 

Ultimas postagens de bruno

 

Aranhas turistas invadem quintais na Austrália

postado em 20/02/2010 às 19:29:52 na página noticias

 

"Dezenas de casas na cidade de Gold Coast, no nordeste da Austrália, estão parecendo cenário do filme Aracnofobia. As residências foram invadidas por aranhas venenosas.

- Teve um dia que contei 17 bichos no quintal, passeando ao lado da piscina. Meus vizinhos contam que veem aranhas no quintal todo o dia. Nunca vi nada igual na região, diz a dona de casa Jeannie Simpson.

Ela reclama que ninguém, nem amigos nem parentes, vai visitá-la, já que as aparições dos animais são frequentes no verão.

- Sonho direto com aranhas, lamenta Simpson, que já flagrou algumas delas subindo pelas pernas. Felizmente, conseguiu espantar com safanões e não foi picada.

A diretora do Parque de Répteis da Austrália, Mary Rayner, explica que os animais são do tipo aranha-rato (Missulena bradleyi), espécie encontrada na Austrália e no Chile.

- É preciso ter cautela com esses aracnídeos. O clima quente e úmido favorece à reprodução. Vivem em colônias, por isso há tantos circulando pela cidade, avisa Mary.

Vinte casos de aranhas invasoras foram relatados, com algumas picadas e escaladas em pernas. Só uma pessoa foi hospitalizada e passa bem.

Mas as aranhas assassinas estão tranquilas. Parece que só querem fazer um tour pelos quintais.

De qualquer maneira, já tem gente fugindo de Gold Coast, para desespero das aranha"s.


Mais informações no site: http://www.r7.com.


Fonte: http://noticias.r7.com/esquisitices/noticias/aranhas-turistas-invadem-quintais-na-australia-20100219.htm

Protestos prejudicam passagem da tocha olímpica por Vancouver

postado em 12/02/2010 às 21:15:03 na página noticias

 

"A abertura da Olimpíada acontece na noite desta sexta-feira
Manifestantes forçaram uma mudança no trajeto da tocha olímpica pela cidade de Vancouver, no oeste do Canadá, horas antes da cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno, nesta sexta-feira.

O protesto reuniu cerca de 150 manifestantes contra o impacto financeiro e ambiental dos Jogos para o país. Eles atacaram os carros de apoio do comboio no bairro de Downtown Eastside – um dos mais antigos e mais pobres de Vancouver.

A polícia dispersou os manifestantes, e a organização mudou a rota do comboio que vem acompanhando a tocha olímpica no trajeto global de 45 mil km, percorridos nos últimos 106 dias em território canadense.

Um dos participantes do revezamento da tocha nesta sexta-feira foi o governador da Califórnia, o ex-ator Arnold Schwarzenegger, e o bicampeão olímpico britânico Sebastian Coe, que lidera o comitê organizador da Olimpíada de 2012 em Londres.

Abertura

A tocha será usada para acender a pira olímpica no estádio BC Place, na abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno, que terão duração de duas semanas.

A cerimônia de abertura deve contar com a presença de cerca de 60 mil pessoas.

A delegação brasileira, composta por cinco atletas, também participará do evento. O “Time Brasil”, como foi batizado pelo Comitê Olímpico Brasileiro, conta com Leandro Ribela e Jaqueline Mourão no cross country, Isabel Clark no snowboard, e Jhonatan Longhi e Maya Harrisson no esqui alpino.

“A cerimônia de abertura é o momento onde percebemos que todo o esforço e treinamento valeram a pena pela oportunidade única de entrar no estádio, sob os olhos de todo mundo, representando o seu país", disse Mourão, prestes a disputar a sua quarta edição de Jogos Olímpicos, sendo duas de inverno (no cross country) e duas de verão (no mountain bike).

Tocha

A passagem da tocha olímpica já foi alvo de protestos em Jogos anteriores.

Antes da última edição da Olimpíada de verão, a passagem da tocha por países como Grã-Bretanha, França, Estados Unidos e Austrália se transformou em palco de protestos contra a ocupação do Tibete pela China, cuja capital, Pequim, foi a sede dos Jogos de 2008.

Por conta dos protestos, em março de 2009, o Comitê Olímpico Internacional (COI) anunciou que a tocha olímpica não passaria mais por vários países antes do início dos jogos.

Pela determinação, todos os países escolhidos para sediar jogos olímpicos terão de assinar um contrato que prevê que a chama não sairá de suas fronteiras.

A medida acabou com o tradicional percurso em revezamento da tocha partindo da Grécia, o berço dos Jogos Olímpicos, rumo à cidade que sedia a Olimpíada".


Mais informações em: http://www.bbcbrasil.com.


Fonte: http://www.b...

Farmácia na Estônia vende até pó de unicórnio

postado em 12/02/2010 às 20:16:47 na página noticias

 

Uma loja de mais de 500 anos comercializa produtos muito engraçados... No mínimo, curiosos.


"A casa foi aberta na Idade Média e continua, séculos depois, repleta de clientes à procura de remedinhos originais. Um dos mais vendidos na Raeapteek, farmácia que funciona em Tallin, capital da Estônia, é um marzipã com receita secreta. Segundo os donos da loja, ele cura qualquer dor no coração. Não é um medicamento cardíaco. Trata-se de um doce de amêndoas que alivia a dor de separações, maridos e mulheres traídos, foras e abandonos.

- É a mesma fórmula usada há 588 anos, quando a farmácia começou a funcionar, garante Ulle Noodapera, um dos proprietários.

A farmácia mais antiga da Europa – esse é o lema do lugar – foi aberta na praça de Tallin, em 1422, pelo médico Johan Molner, de origem germânica. Os netos de Molner repassaram o ponto para uma família búlgara, que cuidou do local por 300 anos. Desde então, vem trocando de proprietários.

- Ninguém até hoje reclamou do remédio contra dor do coração, jura Noodapera.

E olha que são quase 600 anos de venda do produto. Uma dose do marzipã mágico tem 40 gramas e custa 1 euro (R$ 2,54).

As prateleiras da Raeapteek oferecem outros itens de grande impacto, vendidos em discretas embalagens: pernas secas de rã, olhos de cobra, pó de unicórnio, sangue de gato, lã de ovelha, pedaços de múmia, abelhas queimadas, estômago de lobo e coração de coelho – esse último receitado, informa Noodapera, para “restaurar a sanidade”. Os outro servem para tratar problemas como impotência, resfriado, dor de barriga ou nas costas e frieiras no pé.

- Sangue de gato é ótimo para melhorar a visão, diz o proprietário, que assegura indicar médicos do século 21 para casos mais graves.

Os turistas que visitam Tallin adoram comprar caixinhas com lã de cordeiro, revela Noodapera.

- Serve para aliviar dor nas costas e é feita com ingredientes que imitam esse tipo de lã, explica.

Já o pó de unicórnio é de verdade mesmo. Só não é divulgado onde ele é adquirido".


Mais informações no site: http://www.r7.com.


Fonte: http://noticias.r.

Chefe é processado por soltar muito pum

postado em 08/02/2010 às 20:16:37 na página noticias

 

"Um supervisor do Seminário Teológico Judaico de Nova York foi processado por uma ex-funcionária do local porque "soltava muitos gases" durante o trabalho.

Roberta Feinsmith, 67 anos, adorava seu trampo. Ela nunca teve nenhum tipo de problemas no escritório, até 2007. Foi quando Alan Cooper foi contratado para chefiar.

O cara era folgado, mandão, gritava e xingava seus subordinados. Até aí, Roberta se segurava e aguentava. O problema era que Cooper fedia demais. O chefe peidava o tempo todo durante o expediente.

A gota d'água surgiu quando o supervisor mandou um e-mail a todos, pedindo para os funcionários antigos se demitirem. Segundo a lógica do flatulento, os mais velhos exerciam uma má influência nos mais novos.

Roberta, que não é mais nenhuma mocinha, foi mandada para a rua, se encheu e entrou na Justiça contra o ex-chefe gasoso.

Cooper não quis se pronunciar sobre o assunto. Agora, o juiz vai decidir quem tem razão".


Mais informações no site: http://www.r7.com.


Fonte: http://noticias.r7.com/esquisitices/noticias/chefe-e-processado-porque-soltava-muitos-gases-20100208.



Cientistas descobrem linguagem avançada em espécie de cães

postado em 05/02/2010 às 21:01:33 na página noticias

 

"A espécie desenvolveu uma linguagem complexa, diz o pesquisador (Foto do documentário 'Prairie dogs, talk of the town', exibido pela BBC2)


Um pequeno roedor pode ter a linguagem mais sofisticada do mundo animal.

A afirmação é do acadêmico Con Slobodchikoff, que trabalha nos Estados Unidos e vem estudando há muito tempo o repertório vocal do chamado cão-da-pradaria-de-cauda-curta ( Cynomys gunnisoni ).

Com um único latido, diz o cientista, um animal pode alertar sobre o tipo e direção de um predador oculto e até descrever a cor.

Se a descoberta for confirmada, isso significa que estes roedores comunicam-se de uma maneira mais complexa até do que macacos e golfinhos.

Slobodchikoff dá detalhes das experiências que fez para revelar a estrutura oculta da linguagem do animal em um documentário exibido pela BBC.

O cão-da-pradaria-de-cauda-curta pertence à família dos esquilos e vive no norte dos Estados de Arizona, Novo México e sul do Colorado.

No passado, havia uma população de bilhões mas são considerados por fazendeiros como uma praga e seu número diminuiu acentuadamente.

Mas os animais ainda existentes vivem em colônias de centenas de indivíduos e cavam uma complexa rede de tocas subterrâneas".


Mais informações em: www.bbcbrasil.com.


Fonte: http://www.bbcbrasil.com


Diplomata paquistanês não assume cargo por se chamar “pênis grande”

postado em 05/02/2010 às 19:52:44 na página noticias

 

"O caso é duríssimo para a diplomacia dos dois países. Indicado embaixador do Paquistão na Arábia Saudita, Miangul Akbar Zib, de 55 anos, foi rejeitado por causa de seu sobrenome polêmico – que significa “grande pênis” em árabe.

Zib tinha sido vetado nos Emirados Árabes e no Bahrein pelo mesmo motivo. O episódio virou motivo de gozação no Oriente Médio. O povão quer saber onde o Paquistão estava com a cabeça ao indicar Zib.

Ele serviu na embaixada do Canadá e na África do Sul, estados em que o nome dele não significa nada.

O governo do Paquistão promete acabar com a confusão e enviar um novo embaixador. Anunciou ainda que fará rigorosas traduções antes de sugerir um diplomata de alto escalão. Não pretende criar mais embaraços de enormes dimensões no mundo árabe".


Mais informações no site: www.r7.com


Fonte: http://www.r7.com



Pai bêbado manda filhos morderem policial

postado em 29/01/2010 às 19:30:08 na página noticias

 

"A polícia de Colorado Springs, nos Estados Unidos, afirmou que um homem bêbado no playground de uma lanchonete mandou seus filhos pequenos morderem o rosto de um policial.

Joshua Algers, 28 anos, foi encontrado visivelmente alterado na lanchonete, na tarde da última quarta-feira (27). O bebum foi detido assim que os policiais perceberam que já existia uma ordem de prisão contra o pinguço.

Algers ficou agressivo quando um dos guardas mandou a mãe das crianças levarem os pequenos para longe dali. O bêbado tentou chutar os policiais e mandou seus dois filhos morderem o rosto deles".


Mais informações no link de "ESQUISITICES" do portal: www.r7.com.


Fonte: http://www.r7.com

China reclama de críticas dos Estados Unidos sobre sensura na INTERNET

postado em 22/01/2010 às 21:23:05 na página noticias

 

"A China reclamou nesta sexta-feira das críticas feitas pelos Estados Unidos às restrições à liberdade na internet, dizendo que elas podem atrapalhar as relações entre os dois países.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Ma Zhaoxu, disse que os Estados Unidos deveriam "respeitar os fatos" e parar de "fazer acusações sem fundamentos sobre a China".

"Os Estados Unidos criticaram as políticas da China para administrar a internet e insinuaram que a China restringe a liberdade à rede", disse Ma em um comunicado no site do Ministério. "Isso vai contra os fatos e é prejudicial às relações China-Estados Unidos."

Os comentários do Ministério foram feitos depois que, na quinta-feira, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, disse que a China restringe a liberdade na internet e pediu que Pequim investigue reclamações do site Google de que teria sofrido ataques de hackers originados na China.

Caso Google

Em um discurso em Washington, Clinton afirmou que a internet tem sido uma "fonte de grande progresso" na China, mas que qualquer país com acesso restrito a informação está se arriscando a "se fechar para os avanços do próximo século".

Ela afirmou ainda que os Estados Unidos pretendem debater questões sobre a liberdade da internet em sua relação com o governo chinês, e pediu uma ação dura contra pessoas e nações que realizam ataques virtuais.

No dia 12 de janeiro, o Google disse que hackers tentaram se infiltrar em contas de seu serviço de email pertencentes a ativistas de direitos humanos chineses, em um "ataque altamente sofisticado" originado na China.

Clique Leia mais na BBC Brasil: Google pode abandonar mercado na China

Clinton pediu para que as autoridades chinesas investiguem as queixas do Google e divulgue suas conclusões.

Ela afirmou ainda que, além da China, países como a Tunísia, o Egito, o Irã, a Arábia Saudita e o Uzbequistão aumentaram sua censura na internet e chegaram a assediar blogueiros.

Reação

O discurso da secretária americana também foi criticado pela imprensa estatal chinesa.

"A campanha dos Estados Unidos pelo livre fluxo de informação em uma internet sem restrições é uma tentativa disfarçada de impor seus valores em outras culturas em nome da democracia", diz editorial do jornal em inglês Global Times .

As autoridades chinesas insistem que o Google e outras empresas de internet estrangeiras são bem-vindos no país, desde que obedeçam às leis e tradições da China".


Mais infrmações no site: www.bbcbrasil.com.


Fonte: http://www.bbcbrasil.com


Garoto canadense, de 16 anos, é preso por violentar sexualmente o gato

postado em 22/01/2010 às 20:18:53 na página noticias

 

"Um garoto de 16 anos, de Dartmouth, Nova Scotia (Canadá) foi preso sob acusação de ter violentado o gato da família.

O garoto não pode ter seu nome revelado por questões legais. Ele foi preso no fim de semana e foi levado a depor diante de um tribunal de menores nesta quinta (21).

A mãe do garoto notou que o gato tinha uns machucados estranhos e o levou para o veterinário onde foi constatado que o animal havia sofrido violência sexual.

O garoto não é flor que se cheire. Em dezembro passado, ele foi sentenciado a seis meses de liberdade assistida por crime de agressão sexual. No dia 3 de maio, ele vai responder por dez acusações diferentes, que variam entre abuso sexual e exposição indecente do corpo.

O garoto está detido sob custódia no centro para menores infratores de Nova Scotia e deve ficar por lá, pelo menos até fevereiro, quando vai haver a audiência que determinará a fiança do seu caso".


Mais informações em: www.7.com.


Fonte: http://www.r7.com

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Pai pedófilo coloca fotos de filhos em site de pedofilia e vai preso

postado em 15/01/2010 às 21:46:47 na página noticias

 

"O Tribunal de Justiça do País Basco, no norte da Espanha, condenou a 18 anos de prisão um homem que colocou mais de 2 mil arquivos de imagens de seus próprios filhos de 11 e 13 anos em um site de pedofilia.

O pai dos menores, cujo nome não foi divulgado, filmou e fotografou os filhos durante cinco anos na praia e em casa e até postou imagens dos amigos das crianças que iam brincar na residência da família.

Segundo a polícia, o homem fazia parte de uma rede internacional de pedofilia que reunia cerca de 14 mil associados.

A organização, desmantelada pela polícia em 2009, tinha até mesmo um sistema de hierarquia.

Para subir de status no grupo e acessar o material considerado mais exclusivo em pornografia infantil, era preciso cumprir a norma de colocar imagens dos próprios filhos.

De acordo com a nota do Tribunal de Justiça, o homem entrou no setor mais alto da escala da organização, chamado “Nobres do Reino”, onde compartilhou arquivos com outros 144 supostos pais pedófilos.

Condenação

Segundo o tribunal, “o site de pornografia infantil permitia adicionar, baixar e observar imagens de sexo explícito de adultos com menores de idade inferiores aos 13 anos”.

A sentença do Tribunal de Justiça do País Basco ordena ainda uma indenização equivalente a R$ 8 mil para cada um dos menores por danos morais, a retirada definitiva da custódia e a proibição de aproximação entre o pai e os filhos durante seis anos".


Mais informações em: www.bbcbrasil.com.


Fonte: http://www.bbcbrasil.com


Fazendeiro prova que vaca é sua com exame de DNA

postado em 15/01/2010 às 19:43:44 na página noticias

 


"Há mais de dois anos, uma vaca desapareceu do sítio de Luiz Roberto Ferreira, em Andradina, que fica a 629 km de distância da cidade de São Paulo. A vaca apareceu no sítio do seu vizinho, mas, por mais que dissesse que aquela vaca era sua, o vizinho negava.

- A pessoa que estava com ela dizia que era dele, que ele que tinha criado, desde quando era bezerra, explica o seu Luiz.

Com toda a certeza de que o vizinho estava agindo de má fé, Luiz foi até a delegacia e registrou um boletim de ocorrência, mas desanimou diante da burocracia. Foi quando lhe passou pela cabeça a idéia de fazer um teste de DNA, porque ele é dono de um dos filhotes da vaca que sumiu.

Seu Luiz desembolsou R$ 400 em um teste que foi feito em um laboratório de Belo Horizonte (MG) e a conclusão não poderia ser mais favorável. Segundo o veterinário Paulo Eduardo Benez é certeza absoluta que a vaca que seu Luiz procurava é justamente aquela que estava na fazenda do vizinho.

O delegado Carlos Antônio Mendonça Casati diz que foi a primeira vez em seus 30 anos de profissão em que viu caso semelhante.

Com o laudo em mãos, a polícia determinou que o vizinho devolvesse a vaca a seu verdadeiro dono, mas não foi o bastante.


Seu Luiz teve tantas despesas que foi obrigado a vender a vaca para um amigo e, assim, tirar a corda do pescoço".


Mais informações em: www.r7.com.br.


Fonte: http://www.r7.com.br

Rádio Vanmix: a rádio que está no seu coração!

postado em 15/01/2010 às 17:10:46 na página radio

 

Bons ventos tragam você aqui, na página da nossa rádio! Fique à vontade!

A Rádio Vanmix está no ar! E ela veio pra ficar com você, pra ficar no seu coração! Ouça nossos programas e também nossa programação musical. Vale a pena!

E, enquanto você ouve a rádio, você pode navegar pelo nosso site:

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OS PARANORMAIS: O FRACOTE

postado em 11/03/2009 às 17:00:25 na página biblioteca_ler

 

OS PARANORMAIS: O FRACOTE

Bruno Pinheiro de Lacerda


(...)


Quando a sondagem da morte vier, qual será o seu preço? Ei! Não me diga que você não tem um, porque é mentira! Todos nós temos um preço: uns se entregam mais fácil, outros lutam mais, mas todos têm um preço. E esse preço depende apenas da vontade de viver de cada um. Sabe o que isso significa? Isso significa que, para não ser escravo da morte, para ter um preço bem alto, você nem mesmo precisa ser um daqueles chamados de: OS PARANORMAIS!


Caio e Daniela estavam na casa de Zenildo, a fim de dar uma lição e saciar o desejo de vingança deles em relação ao responsável pela separação dos irmãos. Enquanto isso, Leandro lutava contra o paranormal do isótopo do Oxigênio e, a luta não ia muito bem para Leandro... Sem poder mover os braços e com ferimentos na boca, Leandro está em sérios apuros...


Leandro, dessa vez, foi atingido na boca. Vários dos seus dentes se quebraram e sua boca sangrou. Ele foi ao chão e sua energia vital ficou em 30%.


A escuridão no local aumentava cada vez mais. Parecia que toda a luz, toda a vida estava sendo sugada por aquela espada das trevas. Aquele rio, antes cheio de vida e luz, agora parecia cheirar à morte e sombrio. Não, a situação definitivamente não estava boa.


Cádmus zombou:


_ O que houve? Não gostou do gosto do sangue? Eu farei com que você sofra muito antes de morrer! Farei você implorar pela morte! Farei você ser invadido pelas trevas e ficar em desespero, totalmente em desespero! E, então, quando você não for nem mais capaz de sofrer, eu o matarei! Hahahahahahahahahahahahahahahaha!!!


Leandro, porém, ainda tinha um plano...


_ Você acha que venceu, Cádmus? Você realmente pensa que será tão fácil assim? _ Leandro questionou.


_ E... Não será? _ Cádmus continuou em tom de zombaria.


_ Não, não será! _ Leandro retrucou, bravamente.


_ E... Posso saber como você pretende me vencer? Você não pode mexer os braços, e sua boca está muito machucada... Sua energia vital está baixa... Como pretende me vencer?


_ Na verdade, Cádmus, eu saí cedo demais do torneio que teve... Não tive tempo de mostrar minhas habilidades. Isso, por um lado, foi muito bom! Afinal, inimigos como você, por exemplo, não me conhecem direito. Na Planície de Atlântida, que foi o lugar onde treinei, o Mestre Magnus me ensinou coisas que você jamais sequer sonhou... E, como lá é um lugar mítico e místico, poucos conhecem e têm acesso... Bom, há uma habilidade que me permite recuperar fisicamente; isso significa que ficarei perfeitamente bom fisicamente... Isso me custará cinco pontos de vida, mas, é um custo barato, na situação em que estou, não é mesmo? Essa habilidade se chama...


Leandro, então, concentrou-se e lançou:


_ [Iluminação!]


Nesse momento, toda a escuridão foi dissipada. O ambiente voltou a ser como antes e Leandro foi envolvido em uma bola de luz branca por alguns segundos; em seguida, a bola de luz branca desapareceu, e Leandro ficou novamente visível, sem os ferimentos de antes, ou seja, plenamente saudável. A energia vital dele, entretanto, caiu para 25%.


_ Acha que isso vai te ajudar?


_ Mais do que você pensa! _ Leandro replicou.


_ Então, vamos ver! Quero ver você enfrentar a minha... [Espada das trevas!]


_ Idiota! _ Leandro disse. _ Um golpe já sentido por mim uma vez, não fará efeito uma segunda vez! Eu vou enfrentar a sua espada das trevas com a minha... [Espada da luz!]


E então, da mão direita de Leandro _ a qual estava estendida para frente _, surgiu uma espada muito brilhante, feita de luz, que voou na direção da outra espada. As duas espadas, então, chocaram-se e, desse choque, resultou uma explosão e, também, a destruição de ambas as espadas.


_ Imbecil! _ Cádmus falou, com ódio. _ Eu posso recriar a espada das trevas!


_ É mesmo? _ Leandro disse, em tom irônico. _ Pois saiba que isso não me assusta!


_ Bom, então, veremos como você se sai contra a minha... [Espada das trevas!]


E então, da mão direita de Cádmus (a qual estava estendida para frente), saiu uma espada negra, feita de alguma coisa indescritível. A espada era muito densa e parecia ser feita de pura escuridão a quem olhava... Ela absorvia toda a luz em volta de si e transformava tudo em trevas e morte.


Leandro, no entanto, tranquilamente, disse:


_ Tolo! Se sua espada pode ser recriada, a minha, obviamente, também pode! Avante, [Espada da Luz!]!


E, novamente, da mão direita de Leandro (a qual se encontrava estendida para frente), saiu uma espada muito brilhante. A espada parecia pouco densa e parecia ser feita de luz a quem olhava. Ela jorrava luz e tornava tudo luz e vida por onde passava.


E, dessa forma, o campo de batalha foi se dividindo: metade luz e metade trevas. E, quando as duas espadas se chocaram, ocorreu aquilo que sempre ocorre quando dois opostos se encontram: tudo foi anulado e uma forte explosão aconteceu. As duas espadas foram completamente destruídas e os adversários só não foram atingidos pela energia da grande explosão (a qual foi muitíssimo mais forte que a anterior), porque se abaixaram e se protegeram.


Após algum tempo, os oponentes se levantaram e Leandro falou:


_ Você entendeu agora, Cádmus? Sua espada das trevas já não é mais problema para mim! E... Enquanto você só tem essa espada das trevas, eu possuo outras armas! E vou acabar com você! Experimente o meu... [Canhão de luz!]


Então, um canhão se materializou diante de Leandro e começou a disparar vários feixes de imensos raios de luz contra Cádmus. O paranormal do cristal de Oxan foi duramente atingido. Ele foi ao chão e sua energia vital ficou em 60%.


_ Como? _ Cádmus bradou, levantando-se. _ Seu golpe não era assim! Ele não era tão poderoso! Esse canhão... Eu não o vi na sua luta contra Caio!


_ É claro que não, Cádmus. Eu não usei nem dez por cento de minhas habilidades e energias contra Caio. Afinal, ele é meu amigo... Se é que você é capaz de entender isso.


_ Maldito!


_ E agora, eu vou dar o golpe final! Prepare-se!


Leandro, então, concentrou-se, desenhou o Sol com as duas mãos e enunciou:


_ Tome isso: [Réplica Solar!]!


E então, aconteceu: foi como se o Sol tivesse caído em cima de Cádmus. Ah, aquilo era doloroso e terrível, ao mesmo tempo que belo e magnífico! Cádmus estava no centro do Sol, sendo atingido duramente por ele, com todo o seu calor e todas as suas explosões, com todo o seu poder.


Leandro afirmou, veemente:


_ Este será o seu fim, maldito!


Enquanto isso, na casa de Zenildo, no quarto dele...


_ Sério? _ Zenildo ironizou. _ E... Por acaso, não era isso o que você queria?


_ É claro que não! _ Daniela replicou. _ Eu jamais quis ser uma paranormal!


_ O... O quê? _ Zenildo balbuciou, incrédulo.


_ Tudo o que eu sempre quis foi apenas ficar com meu irmão, vê-lo se tornar um grande paranormal e ser uma garota normalzinha, como outra qualquer... _ Daniela afirmou. _ Eu jamais quis ser uma paranormal! Mas, você me obrigou a isso... E eu paguei caro por suas decisões. Mas, agora, é a sua vez de pagar por suas decisões e, vou garantir que você pague bem caro!


_ [Pontes de Hidrogênio!] _ Caio lançou, rapidamente, surpreendendo Zenildo, o qual foi preso pelas Pontes de Hidrogênio e não pôde mais se mover. Então, Caio disse: _ Agora, “caro” Zenildo, é hora de você pagar pelos seus crimes!


Após um tempo, Caio perguntou a Daniela:


_ Quer fazer as honras, irmãzinha?


_ Com muito prazer! _ Respondeu Daniela, com um tom de gigantesca felicidade.


Então, a paranormal do cristal de Flúor se concentrou, espalmou as mãos para cima e enunciou:


_ [Cristais de neve!]


Daí, vários cristais de neve, acompanhados por um intenso e forte vento gelado, atingiram Zenildo nos olhos. Zenildo sentiu uma dor intensa e perdeu a visão. Ele bradou:


_ Eu sabia! Maldita garota! Eu sabia! Sabia que você faria isso! Maldita! Maldita!


_ Não se preocupe, Zenildo, porque isso é temporário. _ Daniela replicou. _ Amanhã sua visão voltará, fique tranqüilo! Porém, hoje, quero que você não possa ver o que lhe atingirá. Agora... É hora de algo permanente, não é? Então, você terá o prazer de provar... O...


E Daniela abriu os braços e se abaixou... Ela começou a desenhar no ar o corpo de Zenildo, de baixo para cima, com as duas mãos; o desenho era feito diante do corpo de Zenildo. Após Daniela completar o desenho, ela posicionou as mãos _ ainda com os braços um pouco abertos _ diante da cabeça de Zenildo e, então, juntou as duas mãos, entrelaçando os dedos. Por fim, ela enunciou:


_ [Congelamento vital!]


Zenildo sentiu como se uma energia muito importante deixasse seu corpo e fosse toda para a sua cabeça... Seu corpo, excetuando-se a cabeça, ficou todo frio, parecendo sem vida. Todavia, ele ainda podia sentir seu corpo... Como isso era possível? E... O que era aquele ataque?


Daniela explicou, adivinhando a ignorância de Zenildo:


_ Você não sabe o que aconteceu, não é? Bem, eu vou te explicar... Eu concentrei toda a sua energia vital e toda a sua vida na sua cabeça, Zenildo. Isso significa que você não poderá morrer, a não ser que sua cabeça seja destruída. Entretanto, você sentirá a dor sempre que alguma parte do seu corpo for atingida e danificada. E, se alguma parte for destruída, você sentirá eternamente a dor dessa perda. Legal, não é?


Zenildo nada disse. Daniela, então, falou:


_ Acho que agora é sua vez, Caio.


_ Sim... _ Caio disse. _ Bem, meu ataque também será permanente... Sabe, Zenildo? Você usou muitas vezes sua energia para fins malditos. Agora, porém, isso acabará! Colocarei um fim nisso! Meu ataque encerrará sua vida como um paranormal! Prepare-se para a...


Caio lançou as mãos para o ar e foi, aos poucos, baixando as mãos, até tocar o chão com as duas. Então, ele enunciou:


_ [Submissão de energia!]


Zenildo, então, sentiu seu poder sair do seu controle. Caio explicou:


_ Agora, Zenildo, você só poderá lançar sua energia quando eu autorizar. E, levando-se em conta tudo o que você fez com sua energia contra mim, esqueça que um dia você foi um paranormal! Agora, é claro, vamos a uma parte mais dolorosa. Você terá o prazer de provar... Da...


E Caio estendeu a mão direita para frente e lançou:


_ [Força e energia!]


E Zenildo foi atingido duramente: a energia vital dele ficou em 90%.


_ Bom, de minha parte, está bom. Daniela? Há mais alguma coisa que você queira fazer com ele? _ Caio perguntou.


_ Oh, é claro que sim! _ Daniela respondeu. _ Agora é hora do show!


E, então, um verdadeiro massacre começou.


_ [Ondas de pedras!] _ Foi o primeiro ataque de vários outros lançados pela paranormal do cristal de Flúor contra o indefeso Zenildo.


Daniela lançava vários ataques e Zenildo gritava de tanta dor, mas a energia vital dele permanecia a mesma, uma vez que a paranormal não atacava a cabeça do seu adversário.


Até mesmo Caio se assustou com a cena, porque ele próprio jamais conseguiria fazer metade daquilo com Zenildo. Sim, ele mataria o inimigo, mas torturá-lo daquela maneira? Não, isso o paranormal do cristal de Hidrogênio não faria. Entretanto, ele não interferiria na luta...


Não interferiria, não fosse uma sensação estranha que sentiu... Ele sentiu a energia vital de Leandro baixar demais e, sentiu também uma sensação estranha, como se Leandro precisasse dele. Caio, então, disse:


_ Dani?


_ Sim? _ Respondeu a garota, parando seus ataques contra Zenildo.


_ Preciso ir agora... Parece que Leandro está em apuros, parece que ele precisa de mim. Mas... Você pode ficar à vontade aí, tudo bem?


_ Não, Caio _ Daniela contrariou _ eu irei com você.


_ Vamos, então. _ Caio disse.


_ Você teve sorte, Zenildo... Agradeça aos Céus por isso. _ Daniela disse ao adversário. _ Bem, vamos, então. _ Ela concluiu.


E, quando os irmãos estavam saindo, Zenildo disse, fracamente:


_ Você, Daniela, é escrava do ódio... Você não será uma boa pessoa, enquanto for escrava do ódio... Seu... Seu irmão sabe disso, mas não dirá nada a você, porque é seu irmão... Mas... Você ouvirá isso novamente, eu sei que sim!


Voltando à luta de Leandro...


_ Esse é o seu fim! _ Leandro afirmou de novo, enquanto Cádmus sentia o poder do ataque “Réplica Solar”.


Entretanto, após algum tempo, todo aquele Sol desapareceu. Cádmus parece ter, de alguma forma, conseguido anular aquele Sol. Muito embora as coisas tenham voltado ao normal, Cádmus foi ao chão, esgotado, e sua energia vital estava agora em apenas 20%.


Depois de alguns segundos, Cádmus se levantou e disse:


_ Muito bem, Leandro! Você fez um ótimo trabalho, mas, como eu já disse antes, você não conseguirá me matar, porque não tem instinto assassino. Eu, por outro lado, sim, tenho de sobra! Além disso, você não é o único que tem surpresas... Hahahahahahahahahahahahahahahahaha!!! Meu próximo ataque, Leandro, não só o matará, como também me devolverá toda a energia vital que você tirou de mim! Você tem a réplica solar, não é? Pois eu tenho algo parecido, só que bem mais sombrio... Você vai ter o prazer de provar... A...


E Cádmus cerrou os punhos e fechou os olhos, enunciando, em seguida:


_ [Réplica do inferno!]


E de repente, Leandro se encontrou em um caldeirão fervente, cercado por trevas, fogo e criaturas horrendas! As criaturas possuíam rostos desfigurados, pelos por todo o corpo, um tronco exageradamente volumoso e extenso, quatro patas e dois enormes braços, uma espada na mão direita e uma lança na esquerda. As mãos dessas criaturas eram podres, as patas gigantescas e gordas e o cheiro que tais monstros emanavam era o do sangue e da morte, os quais cobriam os corpos dessas criaturas malignas. O fogo do inferno, assim como todos aqueles monstros, atacou Leandro de uma vez.


E o ataque teria extinguido Leandro da existência do universo, corpo e alma, não fosse um fortíssimo golpe lançado contra Cádmus; o paranormal do cristal de Oxan foi, então, obrigado a cancelar seu ataque, a fim de se defender contra um segundo golpe, mais forte que o primeiro, lançado contra ele.


Cádmus, então, virou-se na direção dos golpes e questionou:


_ Quem está aí?


_ Eu! _ Caio respondeu, com fúria na voz. _ Eu sou Caio, o paranormal do cristal de Hidrogênio! E farei você pagar pelo que fez a Leandro!


_ Não, Caio, deixe esse imbecil comigo. _ Uma voz disse.


_ Quem é você? _ Cádmus perguntou, àquela voz sem imagem.


Então, Cádmus viu uma garota, a qual respondeu:


_ Eu sou Daniela, a paranormal do cristal de Flúor.


_ Mas... Quero fazer esse idiota pagar pelo que fez a... _ Caio tentou protestar, mas foi interrompido pela irmã.


_ Não se preocupe, Caio, farei com que ele pague bem caro! Aliás, farei com ele bem mais do que você faria... E, também, aquele fracote ali _ disse Daniela, apontando para Leandro _ precisa muito da sua ajuda.


_ Eu... Não... Sou... Fracote... _ Leandro protestou. Entretanto, os fatos contrariavam a afirmação do paranormal do cristal de Oxigênio.


Só aquele milésimo de segundo de contato com o golpe de Cádmus foi suficiente para deixar a energia vital de Leandro em míseros 5%.


Daniela retrucou:


_ Cale-se! Você foi o único dentre nós que não conseguiu vencer o paranormal do isótopo do seu cristal! E olha que esse cara aí é dos mais fracos que eu já tive o desprazer de encontrar!


_ O quê? _ Cádmus não acreditou no que ouvia.


_ Eu não... _ Leandro tentou dizer, mas Daniela o interrompeu, bruscamente.


_ Cale a boca, paranormal de quinta categoria! Poupe o restinho de energia inútil que, felizmente, você tem a sorte de ainda ter com você! Afinal, nada do que você diga poderá provar que você não é um fracote, porque é isso mesmo o que você é! Agora... Caio, sugiro que você leve seu amigo para o hospital, antes que ele morra. Eu cuido desse idiota aqui! _ Daniela falou, apontando para Cádmus.


_ Tem certeza de que você quer lutar contra esse cara aí sozinha? _ Caio perguntou.


_ Sim, eu tenho. E... Leandro precisa de você, Caio; então, vá lá ajudá-lo! _ Daniela falou.


_ Bom, então, tudo bem... Vou ajudar Leandro. _ Caio aceitou a sugestão da irmã, porque sabia que era verdade: Leandro não estava bem.


Então, Caio pegou Leandro e o levou ao hospital.


Cádmus virou-se para Daniela e perguntou:


_ Então, você acha que pode me derrotar, garota?


_ Eu não acho, tenho certeza! _ Daniela respondeu.


_ Bem, vamos ver, então! Eu vou acabar com você! Sinta o terror da minha...


E Cádmus lançou:


_ [Espada das trevas!]


Daniela segurou a espada das trevas com a mão direita. Cádmus, então, disse:


_ Idiota! Acha que segurar a minha espada vai salvar você? Agora, garota, você não poderá mexer a sua mão direita!


_ Sério? _ Zombou Daniela. _ E... Como então você explica isso?


E Daniela mexeu a mão direita normalmente, movendo a espada de um lado para outro, após, claro, virar a espada e apontá-la para Cádmus.


_ Como...? Como é possível? _ Cádmus questionou, incrédulo.


_ Agora, eu estou curiosa... _ Daniela prosseguiu, irônica como quase sempre ela era... _ O que essa espada faz? O que aconteceria se, por exemplo, eu a lançasse contra sua perna direita? Bem, vamos fazer o teste, não é?


E Daniela lançou:


_ [Retorno da maldição!]


E a espada das trevas voou rapidamente e atingiu a perna direita de Cádmus, a qual ficou paralisada. Cádmus foi ao chão e a energia vital dele ficou em 90%.


_ Maldita! _ Bradou o paranormal do cristal de Oxan. _ Maldita! Eu vou acabar com você! Prove, então, da... [Réplica do inferno!]


E, novamente, aquele cenário foi montado. Entretanto, nem o fogo nem as criaturas atacaram. Cádmus não entendia. Ele pensava:


_ “Como isso é possível? Não pode! Não pode estar acontecendo! Por que as criaturas não atacam? Por que o fogo não ataca? Por que o inferno não a afeta?”


Ele balbuciou:


_ Não, não pode ser! Por quê? Por quê?!


_ Esse é o que você chama de inferno, Cádmus? _ Daniela questionou, com falso tom de decepção na voz. _ Bem, eu acho que você não conhece o inferno...


_ O quê? _ Cádmus perguntou, incrédulo.


_ Mas, não se preocupe, eu lhe mostrarei como ele é! _ Daniela concluiu, veemente.


Então, com um leve movimento de mãos, todo aquele cenário _ com trevas, fogo e criaturas _ foi extinto.


_ Não! _ Exclamou Cádmus, sem acreditar no que seus olhos viam. _ Não pode ser! Impossível!


E Daniela, ignorando os murmúrios do adversário, lançou, impiedosa:


_ [Cristais de neve!]


E vários cristais de neve, juntamente com um vento intenso, forte e gelado, atingiram Cádmus. A energia vital dele caiu para 50%. E ele gritou de dor e, em seguida, bradou:


_ Não, não pode ser! Eu não consigo mover meu corpo! Droga!


Daniela prosseguiu com seus ataques:


_ [Força Cortante!]


E Cádmus foi atingido. Suas pernas foram cortadas primeiro, mas ele nem teve tempo de sentir direito a dor, porque seus braços foram dilacerados e cortados logo em seguida. Seu corpo, após pouco tempo sob aquele ataque, ficou irreconhecível. Os gritos de dor de Cádmus eram intensos e extremamente altos, mas não pareciam afetar Daniela. Cádmus pensou:


_ “Sim, esse é o meu fim... Essa garota não é como os outros, ela tem instinto assassino, ela sabe ser cruel.”.


_ Acaba... Logo... Com isso... _ Cádmus pediu. Afinal, qualquer coisa seria melhor que aquela dor, não é?


_ Por que eu faria isso? _ Daniela perguntou, friamente. _ Você não merece! Agora... Eu vou torturar também a sua alma! [Corte sobrenatural!]


Se a dor dos cortes físicos era gigantesca, ela não chegava a um milésimo do que Cádmus sentia agora. Apesar de, fisicamente, ele não sofrer nem um arranhão, o sofrimento dele era terrível!


_ “Não, essa garota não tem só instinto assassino, ela é cruel e má mesmo”... _ Cádmus pensou, em meio a gritos ensurdecedores de dor, os quais ele emitia veementemente.


A energia vital de Cádmus agora estava em apenas 1%. Ele já nem mais era capaz de gritar ou sentir dor... Então, ao longe, ele ouviu uma voz que dizia:


_ E agora, Cádmus, acabarei com você! Farei do seu corpo apenas pó! Vá para o inferno e o conheça, infeliz! [Ondas de pedras!]


E foi isso: o corpo de Cádmus era nada mais que pó e sua alma provavelmente estava despedaçada. É sempre assim, não é? “Do pó viemos, ao pó retornaremos”. A crueldade não é como a bondade. A bondade é uma dádiva, concedida a todos nós pelo criador do universo. A crueldade, por sua vez, é parte daqueles que são escravos do ódio. A bondade nos traz vitórias e alegrias... A crueldade nos traz vitórias às vezes, mas também nos impede de alcançar nossos sonhos, porque ela nos nubla a visão e, daí, não sabemos mais o que é nosso sonho e o que é delírio de um louco. Ser bom é ser ser humano, mas ser cruel é somente isso: ser cruel.


E por falar em crueldade, em algum lugar obscuro, três pessoas sentiam a morte de Cádmus.


David, uma dessas pessoas, falou a Vitória, outra delas:


_ É hora, Vitória! É hora da batalha final!


_ Sim, é. _ Vitória concordou.


_ Muito bem! Eu e Amanda pegaremos Caio e Daniela e, você ficará com Leandro!


_ Sim. _ Vitória concordou.


_ E eu vencerei! Hahahahahahahahahahahahahahahahaha!!!


A batalha final se aproxima. Será que Daniela será um dia capaz de ver além de sua crueldade? Será que Leandro será capaz de vencer seu próximo oponente? Será que Caio será capaz de derrotar David? Será que o amor é mesmo capaz de vencer o ódio?


(continua)


(...)



Perfil de Bruno Pinheiro

postado em 04/02/2009 às 20:20:17 na página perfil

 

Olá, galera!


Pra quem perdeu o tempo de vir aqui e ler essa baboseira... Quero dizer... An... Bem... É... Pra quem teve a enorme bondade de vir visitar meu perfil, aí vai algumas informações:


Meu nome completo é Bruno Pinheiro de Lacerda. Tenho 22 anos até o meu próximo aniversário e sou de Contagem (Região Metropolitana de Belo Horizonte), Minas Gerais (sou mineiro uai!), Brasil (sou brasileiro com muito orgulho!), América do Sul, América, Planeta Terra, Sistema Solar (não sei o número do meu sistema solar... Alguém aí sabe?), Vialáctea, universo (também não sei o número deste universo... Alguém aí poderia me informar?)... Bem, acho que já está bom, não é?


Sou solteiro, por enquanto, mas tenho namorada, portanto, garotas, tirem o olho! Kkkkk!!! Que presunção a minha, não? Kkkk!!!


Sou cego mesmo, desde que nasci, e não vejo nem com os olhos da alma, nem com os olhos de Deus... Aliás, ele não quis me emprestar os olhos dele nem um pouquinho, sabe? Imagina eu vendo com aqueles olhos gigantes que tudo vê! Seria o máximo! Mas, ele me negou isso, então, nada feito, sou cego mesmo. Kkkkk!!!


Não sei se vocês notaram, mas, gosto muito de escrever e ler. Pra mim, o melhor livro foi Harry Potter e, dentro da série, o melhor foi Harry Potter e a pedra filosofal. O melhor filme que já assisti foi O Senhor dos Anéis... Dentro deles, qualquer um... Não tenho preferência, mas eu escolheria o terceiro se fosse obrigado, só porque é o último mesmo. Não tenho uma música preferida; aliás, nem sou assim tão fã de música... Gosto delas, mas não entendo nada do assunto.


Bom, se você leu isso tudo, você é um àtoa na vida mesmo, hem? Opa! Han Han... Quero dizer... An... Bem... Obrigado por ler meu perfil! Volte sempre!


Agora... Se você quer saber mais sobre mim... Você realmente é um fofoqueiro dos maiores! Pra quê alguém ia querer saber mais sobre mim? Nem sou artista! Kkkk!!! Opa! Acho que fiz de novo... Han han... Quero dizer... Se quiser saber mais sobre mim, é só mandar um e-mail para:

bruno@vanmix.com

e perguntar o que quiser. Terei o maior prazer em responder... Assim... Depois de uns dez anos... Opa! De novo! Quero dizer... Terei o maior prazer em responder o mais rápido possível!


Agora sim, acho que eu disse tudo. Fui!

CAMINHO DA INDEPENDÊNCIA

postado em 04/02/2009 às 20:06:02 na página biblioteca_ler

 


Para todos os que podem ver com os olhos, certamente isso seria algo corriqueiro; para mim, era algo novo, amedrontador, mas extremamente necessário. Dar
o primeiro passo, realmente sozinho, sem os olhares de ninguém era desafiador. Entretanto, seria o primeiro passo para a independência.

E foi com todos esses pensamentos, com todos os meus medos, com todas as minhas incertezas, mas com muita vontade, dedicação e apoio familiar, que saí,
sozinho, naquele começo de manhã. Eu saí sozinho... Sozinho! Aquilo era uma coisa muito boa, mas, ao mesmo tempo, assustadora.

Saí do quintal de casa, fechei o portão: agora não tinha mais volta. Dei as costas para o portão, virei à esquerda e segui em frente. Eu havia treinado,
com alguém, todo o caminho. Mesmo assim a idéia de estar sozinho me assustava um pouco. Dobrei a esquina, continuei reto e virei novamente à esquerda:
cheguei ao ponto de ônibus. Entrei no veículo e sentei. Aquele era o Ponto Final e o ônibus estava parado. Eu devia pedir ao motorista que me avisasse
quando chegasse no ponto em que eu iria descer. Ah, ele seria um bom motorista?

O Motorista entrou no ônibus; eu o chamei e disse-lhe onde queria descer, pedindo-o para que me avisasse quando chegasse lá.

Ah, sim, ele era um excelente motorista! Um dos melhores - se não o melhor - que já conheci. Com ele, caminhei um ano inteiro, até alcançar meu maior sonho;
com ele, o caminho foi muito melhor!

O ônibus partiu: meu medo aumentou. Depois, o medo se transformou em ansiedade, a qual se transformou em aflição. O ônibus caminhava, naturalmente; as pessoas
conversavam, naturalmente; o tempo passava, naturalmente; só eu, ali, não era natural, nem agia naturalmente. Por quê? Será que eu não sabia que tudo era
natural, inclusive meus medos e a minha insegurança? É, acho que eu não sabia! O ônibus passou o viaduto e seguiu, rapidamente chegou à Avenida João César
de Oliveira. O veículo, então, parou no primeiro ponto da avenida: muitos desceram, muitos subiram, e eu ali, sentado, incrivelmente preocupado. O Motorista
se lembraria? E se não se lembrasse? A lotação arrancou; aliás, deslizou pelo asfalto, porque o Motorista dirigia com uma calma sensacional! Logo chegaria
minha hora. O segundo ponto passou, bem como o terceiro.

Minha hora chegou e eu, naturalmente, fui avisado. Desci, completei o caminho até o Pitágoras e tudo correu bem.

E eu aprendi uma lição: tudo é natural, natural demais para que nós nos preocupemos em demasia. Naturalmente, eu me adaptei a uma nova vida e alcancei meu
grande sonho: uma vaga na UFMG. Acho que sempre vou começar uma nova vida, para alcançar sempre grandes sonhos!

AS QUATRO CORES

postado em 04/02/2009 às 20:04:04 na página biblioteca_ler

 


Na bandeira, o verde:
Verde, não mais das florestas, mas sim da esperança,
De um povo que, como criança,
Espera do Céu o milagre,
De um povo que tem medo de votar,
Que tem medo de mudar.

Na bandeira, o amarelo,
Das riquezas encontradas,
Das moedas mal usadas,
Das políticas de euforia,
Da sempre presente covardia.

Na bandeira, o azul,
Do céu deste país,
Do céu que nos faz feliz...
Só o céu mesmo,
Porque a política, os políticos, a situação brasileira e todo o resto...

Na bandeira, o branco:
O branco da paz,
Ou melhor, da falsa paz,
Da falsa alegria
E da doce melancolia,
De um povo que só adia...

A DECISÃO

postado em 04/02/2009 às 20:01:55 na página biblioteca_ler

 


Há uma distância enorme
Entre a honestidade
E a inverdade
E uma linha tênue, feita de uma folha,
Separando o bem do mal;
E então? Qual é tua escolha?

Há uma distância enorme
Entre o preto e o branco
E uma linha tênue na imensidão,
Entre a claridade e a escuridão!

Há uma distância enorme
Entre a vida e a morte
E uma linha tênue, que nos faz temer,
Entre viver
E morrer;
És tu quem irás escolher!

Ah!
Cair ou voar?
Que irás escolher?
E então? Que decides?
Viver, ou morrer?

Entre a claridade e a escuridão,
Entre a falsidade e a exatidão,
Entre a amizade e a solidão,
Tu irás escolher;
E então? Qual é tua decisão?

Ah!
Cair ou voar?
Que irás escolher?
E então? Que decides?
Viver, ou morrer?

Entre a tristeza e a alegria,
Entre a matéria e a energia,
Entre o divino e esta baixaria,
Tu irás escolher!
As distâncias enormes irás percorrer?
Ou na linha tênue irás te perder?

Ah!
Cair ou voar?
Que irás escolher?
E então? Que decides?
Viver, ou morrer?

ASTRONAUTA ALIENADO

postado em 04/02/2009 às 19:58:03 na página biblioteca_ler

 


Astronauta alienado:
Por que vives viajando,
Sempre no Mundo da Lua,
E nessa cabeça tua,
Os neurônios devagando?

Astronauta alienado,
Por que só vives voando?
Vives lá, longe da Terra,
E, ao fazer escolhas, erras;
Por que só ouves o que não presta
E ainda ficas divulgando?

Astronauta alienado,
O que tu sabes é só
Sexo, erotismo, violência;
Tu não consegues perceber,
Pois quem não tem, não pode ver,
Mas, não tens mais inteligência!
Teu cérebro, imerso na carência;
Teus neurônios viraram pó.

Quem és?
És todo o ser,
Que já se apequenou,
Que no inferno, na porqueira do mundo,
Se largou!
Astronauta alienado...
Ser humano acabado...

Astronauta alienado,
Por que tu te alienas?
De ti não tenho compaixão,
Eu tenho pena!

EXÉRCITO DE PEDRA

postado em 04/02/2009 às 19:55:41 na página biblioteca_ler

 


Na intimidade da intimidade da escuridão,
Em um castelo subterrâneo,
Raposas... Tramam? Contra quem?:
Mistérios desmistificados!
Que será de nós, assim petrificados?

De que adianta um exército,
Se a Medusa o enfeitiçou?
De que adianta um povo
Que o conformismo alienou?

Na intimidade da vergonha,
Uns poucos ainda resistem na luta,
Mas na intimidade do comodismo,
Os mesmos são sufocados!
Mistérios, tão bem escondidos, tão desmistificados!
E o que será de nós, assim, petrificados? ... ... ... (...) ... ... ...

EM BUSCA DA ETERNIDADE

postado em 04/02/2009 às 19:53:54 na página biblioteca_ler

 


A tristeza passa,
A alegria passa,
As multidões passam,
As gerações passam,
As pessoas passam,
As espécies passam...

Uma música passa,
Um governo passa,
O tempo passa!

A Terra passará,
Os Céus passarão,
E o universo está perdido,
Pois até a eternidade passa;
E então?

E então?
Se nem a eternidade é eterna,
Se tudo é inconstante,
Se tudo é confusão,
Se tudo passa inerente à nossa vontade,
Se tudo foge ao nosso controle,
Se as palavras nos escapam pelas mãos,
Se tudo é um caos, perdição,
Se passam amores,
Se a vida passa,
Se passa o chão,
O que os escritores
Falarão?

EU NÃO SEI ESCREVER

postado em 04/02/2009 às 19:51:11 na página biblioteca_ler

 


Tenho uma confissão a fazer: Eu não sei escrever.

Você, leitor, deve estar estranhando que eu, após mandar um monte de textos para a Vanmix, , diga uma coisa tão surpreendente! Mas, é a pura verdade.

Eu sei o que é escrever. Escrever é produzir metáforas, paradoxos, oxímoros, metonímias, hipérboles, em uma fábrica única: o cérebro. Eu sei o que é escrever.
Entretanto, não sei escrever.

Ah, como eu queria saber fazer metáforas, paradoxos, neologismos! Ah, como eu queria saber um modo de metaforizar a metáfora, neologisar o neologismo, metonimizar
a metonímia, paradoxar o paradoxo, hiperbolizar a hipérbole, pleonastizar o pleonasmo! Ah, como eu gostaria tanto de saber escrever!

No entanto, busco esse aprendizado incessantemente e, não aprendo! Quanto mais busco, mais descubro que não sei! Quanto mais procuro, menos encontro! Por
quê?

Escrever é uma arte rara, poucos a sabem fazer, apesar de que muitos a fazem. Eu não sei escrever, sou um daqueles que não têm o dom e não sabem, mas faço,
por insistência, por teimosia, por gostar de fazer.

Eu não sei escrever, mas escreverei... Até aprender? Não: Até esquecer completamente tudo o que aprendi, até me convencer de que não devo, até a morte!

O TRISTE FIM DE SEU JOÃO

postado em 04/02/2009 às 19:46:30 na página biblioteca_ler

 


A tecnologia é fogo!

Seu João era um carpinteiro exemplar. Na verdade ele só sabia bater o martelo, todavia, ele era bom nisso e, era o importante.

Seu João não conhecia a tecnologia, ou pelo menos achava que não. Ele não tinha opinião nenhuma sobre ela.

O tempo passou e agora, Seu João já projetava a casa e batia o martelo. Agora ele já conhecia a tecnologia, entretanto, ela ainda estava um pouco longe
dele.

Ele pensava que a tecnologia era uma maravilha. Ele a queria mais que tudo.

E o tempo passou mais um pouco.

Agora, Seu João projetava a casa, construía a mesma sozinho e também a decorava. Agora a tecnologia estava lá, em sua casa, em seu trabalho, enfim, bem
próximo dele. Seu João já comia o pão torrado, onde vinha impressa uma detalhada previsão do tempo (ele já saía de casa sabendo o que ia acontecer, isto
é, se ia chover, se ia fazer frio, etc.).

Seu João adorava a tecnologia: Ele a venerava e a amava.

Ele pensava maravilhas sobre ela, até que, em um "belo" dia, um robô passou a pensar por ele, ou melhor, passou a pensar melhor que ele e, por conseguinte,
tomou seu lugar no trabalho!

Agora Seu João pensava horrores da tecnologia. Ele a amaldiçoava acima de tudo. Ele pensava. Será que pensava?

Agora, Seu João, que havia visto o julgamento e a condenação à cruz do Messias, via o novo julgamento de Cristo. Porém, agora o júri estava em dúvida se
condenava Jesus Cristo à Cadeira Elétrica ou à Injeção Letal.

Cristo foi condenado à Cadeira Elétrica. O sinal da cruz foi abolido: Seu João se suicidou.

  

ANJO DA MORTE: UM MAL NECESSÁRIO

postado em 04/02/2009 às 19:44:33 na página biblioteca_ler

 



Um anjo, pálido, sem alegria,
Um anjo, sempre coberto por véu,
Leva, pro inferno, purgatório ou Céu,
Seres que já não têm mais energia.


Este anjo tem que agüentar zombaria,
De companheiros, que se acham “mel”,
E dizem que ele é amargo como fel;
Este anjo anseia por sua “anistia”.


Ter o seu trabalho reconhecido,
Prum anjo que só traz o anoitecer,
É um prêmio, mas é mais que merecido!


Você pode não gostar, não querer,
Mas ele deve ser compreendido:
O anjo merece seu amanhecer!

 

CORREDORES DA MORTE

postado em 04/02/2009 às 19:41:55 na página biblioteca_ler

 


 
Nos corredores da morte,
Um homem tão forte,
Se põe a chorar.

Nos corredores da morte,
Inútil sorte,
Inútil pensar!

Nos corredores da morte,
Homem destemido
Começa a rezar.

Nos corredores da morte,
O ateu mais veemente
Chama por Deus;
Nos corredores da morte…
Dívida antiga?
É fácil lembrar!

Nos corredores da morte,
Todos são iguais,
Todos são o que são;
Nos corredores da morte,
É hora da verdade,
Não há salvação.

Nos corredores da morte,
Um leve transporte
Para um mundo maior!

Nos corredores da morte,
Acerto de contas:
Você está só!

Nos corredores da morte,
O encontro com ela é inevitável;
Nos corredores da morte,
É vã a corrida,
Viver é improvável.

Nos corredores da morte,
Uma foice forte,
Uma ampulheta a marcar…

Nos corredores da morte,
O fogo da vida
Vai se esgotar!

É hora de romper a barreira,
Ganhar liberdade,
Destruir o pilar!

Agora tu és invencível,
E vais rir de nós,
Pois ninguém mais pode te derrubar!

Tua vida se extinguiu,
Como este poema se extinguirá.

 

MEU PAÍS: UNIDADE DE CACOS?

postado em 04/02/2009 às 19:39:18 na página biblioteca_ler

 


 Estilhaços:
Um país sem uma mão,
Em um caminhar sem razão,
Uma estrada sem chão;
A partilha do pão?
Não.


- ”Minha pátria, minha vida,
Sólida, desenvolvida,
Um governo: Perfeição!”
Mil promessas esquecidas
Tem perdão?


Estilhaços:
Um país em mil pedaços,
Mil pedaços, um país?
União?
E a elite? E o povão?
Um só cordão?
Não!
Meu país em mil pedaços:
Estilhaços.


 

CÍCLICO

postado em 04/02/2009 às 19:36:10 na página biblioteca_ler

 


 Às vezes, a alegria toma conta de mim,
Então, me sinto explosivo, assim
Como a lua cheia.

Porém, às vezes, a alegria desaparece, some,
Então, me sinto como a lua minguante:
Vazio, "sem nome".

Porém, como tudo que vem, vai e volta de novo,
A alegria vai voltando para mim
E eu vou sentindo-me seguro, emergente,
Tal como a lua crescente!

E quando sou só alegria,
Me sinto renovado,
Como a lua nova.

E quando essa alegria amadurece,
Fico de novo explosivo
Igualmente à lua cheia, que resplandece.

Eu sou, como a lua, feito de fases,
Sou cíclico
E só posso ser feliz assim,
Porque todos são iguais a mim;
Ou será que existe alguém que não é cíclico?

 

LÁGRIMAS DE PEDRA

postado em 04/02/2009 às 19:33:37 na página biblioteca_ler

 


Eu não quero ser da paz; 
Aliás, eu nem queria saber o que é guerra! 
Não quero ser ninguém, 
Eu não quero ser o que não sou, 
Não quero ter o que não tenho, 
Não quero ter o que você tem, 
Estou feliz com o que tenho e com o que sou; 
Não quero ser o dono do progresso, 
Aliás, eu nem sou a favor do progresso! 
Eu não pedi para nascer, 
Ninguém me perguntou o que eu queria ser, fazer ou se eu 
[era a favor ou não desta vida mesquinha na terra;] 
Mas… Já que aqui estou, 
Algo eu tenho que fazer: 
Descobrir… Trabalhar… Lutar… Viver… Sentir! 
Eu não quero o espaço de ninguém, 
Só quero ser eu mesmo: 
Eu só quero ser feliz! 

Quem sabe eu possa falar a verdade, 
Quem sabe um dia eu possa ser eu mesmo 
E não ter que fingir: 
Quem sabe um dia eu possa… 
Ser feliz! 

Eu só queria meu espaço no mundo, 
Eu só queria falar o que penso, 
Eu só queria ser honesto, 
Eu só queria mostrar para que vim, para que presto; 
Eu só queria sonhar! 
Eu só quero não ser censurado, 
Eu só quero não ver meus direitos sendo deixados de lado, 
Eu só quero passar minha mensagem, 
Eu só quero voar! 
Eu só quero falar, 
Só quero ser compreendido; 
Só quero que alguém dê ouvidos 
Ao que digo; 
Eu só queria ver todos os seres humanos falando a 
[mesma língua:] 
A língua do amor; 
Eu só queria, para variar um pouquinho, fazer alguma coisa, 
Eu só quero que me ajudem a fazer alguma coisa, 
Quero que todos entrem neste coro, nesta mensagem: 
Eu só quero ser eu mesmo, 
Só quero ser feliz. 

Quem sabe eu possa falar a verdade, 
Quem sabe um dia eu possa ser eu mesmo e não ter que fingir, 
Quem sabe um dia eu possa ser feliz. 

Eu só quero olhar para uma pedra 
E não ver uma pedra: 
Ver uma construção; 
Eu só quero olhar para o povo 
E não ver miséria, 
E sim, felicidade! 
Eu só quero falar de política, 
Sem falar de políticos: 
Quero falar de homens! 
Eu só quero olhar para você, 
E não ver mentiras: 
Ver você! 
Já cansei de me olhar no espelho 
E não me enxergar! 
Eu só quero me ver; 
Eu só quero ser um livro aberto, 

Eu só quero ser eu mesmo: 
Eu só quero ser feliz! 

Quem sabe eu possa falar a verdade, 
Quem sabe um dia eu possa ser eu mesmo 
E não ter que fingir: 
Quem sabe um dia eu possa… 
Ser feliz! 

Quem sabe eu possa falar a verdade, 
Quem sabe um dia eu possa ser eu mesmo e não ter que fingir; 
Quem sabe um dia eu possa… 
Ser feliz. 
Ser feliz… 
Ser feliz? 
Sim: Ser feliz! 

METAMORFOSE

postado em 04/02/2009 às 19:30:24 na página biblioteca_ler

 


Fica em cima das folhas, 
De onde nasce, não sai; 
É a feia lagarta: 
Preguiçosa, comilona, 
Não trabalha, só gasta; 
Você, meu grande amigo, 
Em sua vida é lagarta? 

“Encasule-se” então, 
Pense em suas atitudes: 
Reflita, mude, 
Depois rompa a carcaça; 
Alce vôos bem altos, 
Amplie seus horizontes, 
Seja então borboleta 
Abra os olhos amigo: 
Veja o mundo de outra maneira. 

Seja uma borboleta, 
Mostre ao mundo sua beleza; 
Trabalhe! Sorria! Aprenda! Ensine! Escute! 
Arregace as mangas, 
Pense, prepare, execute!

 

UM POUCO DE HUMOR?

postado em 04/02/2009 às 19:26:50 na página biblioteca_ler

 


A vida é cheia de desencontros. 

Na política, os “grandes profissionais” vivem se desencontrando com suas promessas, com o que dizem, com o que pensam… 

No futebol, os times vivem se desencontrando com a vitória, com a clareza e até mesmo com o futebol! 

Na economia, o Dólar se desencontra com o Real, que se desencontra com o Peso, que se desencontra com o Euro… 

O povo vive se desencontrando com o dinheiro! O nordestino sertanejo vive se desencontrando com a água! A paz vive se desencontrando com o mundo! … 

Falando sério: Enquanto o mundo não transformar esses desencontros em encontros, a humanidade jamais será completamente feliz. 

CARTA DE RENDIÇÃO

postado em 04/02/2009 às 19:24:24 na página biblioteca_ler

 


Os monstros estão na rua, 
Matando sem piedade; 
A droga, aqui, corre solta: 
De um jeito que o ser humano merece, 
“do jeito que o diabo gosta”, 
De um jeito que não dá mais; 
O bem anda sufocado, 
Por vezes, o mal está vencendo, 
“Gente boa” morre fácil, 
Mais monstrinhos vão nascendo; 
É demais para meu entendimento: 
Eu me rendo! 

Um respeitável “ex-pobre”, 
Está em um lindo pedestal, 
Lá no alto do planalto, 
Em um palácio divinal; 
Mas… O que ele lá, está fazendo? 
Ou “marmelada” ou “farofinha”, 
Pois um Brasil entregue ao Demo, 
É o que vejo na telinha! 
E você? Ainda crendo??? 
Será que as promessas ainda valem? 
É demais para minha razão: 
Eu me rendo! 

A fauna de minha pátria, 
A muito se encontra morta, 
A flora, um grande navio 
Estrangeiro transporta; 
Viro as páginas deste livro, 
A mesma história vou vendo, 
É minha pátria que está indo embora, 
É nações que se acham superiores, 
É o Brasil que está morrendo, 
É um povo que sofre calado 
E é demais para o meu coração: 
Eu me rendo! 

Minha energia se acabou, 
Preciso recarregar, 
Como a Alemanha da I Guerra Mundial fez: 
Deu um “tempinho” na luta, 
Para bem mais forte voltar; 
A alegria passou por mim, 
A felicidade me deu um “tchauzinho”, 
A chama da esperança, em mim, se apagou; 
Já não sou mais dono de mim, 
O mal já me dominou; 
Não tenho mais forças para prosseguir: 
Eu me rendo! 

Foram as bombas jogadas no Iraque, 
O atentado nas Torres-Gêmeas, 
A pobreza dos países subdesenvolvidos, 
A guerra no Oriente Médio 
E a desigualdade no mundo, 
Que acabaram comigo; 
Estou fugindo do perigo, 
Se sou covarde? Talvez seja, 
Mas, minhas feridas estão grandes, 
Preciso me recompor; 
Eu preciso de um tempo: 
Eu me rendo! 

Ao povo, do qual faço parte, 
Deixo minhas insignificantes palavras; 
Ao meu leitor, meu irmão, 
Deixo meu sangue: Minha marca, 
De uma luta que espero não ter sido em vão; 
Aos demônios do inferno 
E aos vampiros deste planeta, 
Deixo minha carta de rendição: 
Eu me rendo!!! 

SOU ASSIM

postado em 04/02/2009 às 19:20:09 na página biblioteca_ler

 


Sou um enorme “cata-vento sem vento”, 
Sou uma grandiosa “alma sem coração”, 
Por isso vivo a vida sem razão, 
Por isso meu andar é assim tão lento. 

O meu lirismo é o meu grandioso invento, 
A monotonia é minha emoção; 
E se sou feliz nessa encarnação, 
É porque facilmente me contento. 

Não tenho experiência pra falar, 
Não tenho experiência pra sorrir, 
Mas, falo e nada pode me calar. 

E se um caminho pra mim vai se abrir 
E paciente, tenho que esperar, 
Esperarei: Jamais vou desistir.

CONFISSÃO

postado em 04/02/2009 às 19:17:29 na página biblioteca_ler

 


Não dirijo carros, 
Não dou a partida, 
Nem faço parar, 
Não controlo minha vida, 
Não governo meu destino, 
Mas sigo meu caminho: 
Perdido na estrada, 
Perdido na vida, 
Mas nunca sozinho. 

Destruo a Terra, 
Acabo com o verde, 
Pois sou ser humano, 
E portanto imperfeito; 
Sou atrapalhado, 
Não sou um poeta, 
Apenas escrevo 
E sigo meu caminho: 
Perdido na estrada, 
Perdido na vida, 
Mas nunca sozinho. 

Eu não sou Ronaldinho, 
O grande rei da bola, 
Eu não sou Fernando Veríssimo, 
O grande rei da escrita; 
Eu não sou Bonaparte, 
O grande rei da conquista, 
Eu não sou importante, 
Eu não sou um artista, 
Mas busco o meu espaço 
Seguindo o meu, só meu caminho: 
Perdido na estrada? Sim; 
Perdido na vida? Estou; 
Porém, jamais serei um ser sozinho. 

ISSO É REAL?

postado em 04/02/2009 às 19:14:19 na página biblioteca_ler

 


O país do futebol, 
A oitava economia mundial, 
Aqui é mais bonito o Sol, 
Temos uma bela capital. 

Os turistas que aqui se encontram, 
Vêem belezas e maravilhas; 
Mas. Isso é real? 

Aqui impera a pobreza, a miséria e a fome, 
E uma classe dominante, 
Que não vale o que consome; 
Vejam que situação: 
O desemprego aqui se espalha, 
E quem realmente trabalha, 
Não ganha nem para comer. 

Muda-se o presidente, 
Nosso comandante promete mudanças, 
Mas um antigo governo continua: 
Os políticos são os mesmos, 
A situação é a mesma; 
A bandidagem se perpetua. 

Os assaltos vão acontecendo, 
A solução ninguém vê; 
Inocentes vão morrendo, 
E as vozes vão se calando, 
E assim o Brasil vai pintando, 
Seu auto-retrato ao mundo inteiro. 

E ele é claro, muito claro, 
Só não vê quem não quiser; 
As músicas de Roberto Carlos, 
As jogadas de Pelé, 
As poesias de Carlos Drummond 
E a pobreza do Nordeste, 
Mostram o que a gente é. 

Óh, meu Deus! 
Que país é esse? 
Que Brasil é esse? 

UM GRANDE MODO PARA EDUCAR OS FILHOS

postado em 04/02/2009 às 19:10:37 na página biblioteca_ler

 


Ei! Você aí! Não está sabendo como educar seus filhos? Não tem um exemplo sequer para dar a eles? Não fez nada de bom desde que seus filhos nasceram? Então,
continue lendo este texto, porque aí vai uma boa sugestão: 

Chegue para seu filho, (é recomendável que ele tenha no mínimo dezoito anos), chame-o para uma conversa muito séria, (se possível, deixe-o bem preocupado
e sem saber qual o conteúdo do diálogo), sente-se em um sofá juntamente com ele, (Não é necessário que você esconda os arrotos, os puns e nem é preciso
deixar de ligar a televisão e ter uma boa comida) e, então, comece um ótimo diálogo entre pai e filho, (daqueles que marcam época): 

— Olha, filho: Você sabe que até hoje, eu só briguei com sua mãe umas sete milhões, novecentos e cinqüenta e sete mil, trezentas e vinte e duas vezes, não
sabe? 

— Ah, é? —  Responde ele tentando te animar, (esse é o grande mal dos filhos). —  Eu nem tinha notado! 

— Pois é. Você sabe que eu só assisti televisão comendo alguma coisa, aproximadamente doze milhões de vezes, não sabe? 

— Não. —  Seu filho responde já meio assustado. 

— Pois é. Você sabe, que eu só dei noventa milhões de arrotos e trinta bilhões de puns, não sabe? 

— Hum... —  Diz seu filho só para dar um sinal de vida e para mostrar que está prestando atenção, (mais uma vez tentando agradar ou evitar broncas). 

— Pois é. Você sabe que meus modos são ótimos! 

— Sei... 

— O motivo dessa conversa é a sua educação... 

— O que tem minha educação, pai? 

— É que minha consciência pesa neste momento, porque só sua mãe te disse o que fazer e o que não fazer até hoje. O que acontece é que eu acho muito fácil
te educar. 

— Ah, é? 

— Sim, filho. É difícil para mim dizer isso, mas... Não sei como falar isso... Você viu todas as minhas atitudes... Isto é, as que eu tomei até hoje, não
viu? 

— Sim, —  Responde ele e tenta te agradar mais uma vez dizendo: —  E as admiro. 

— É sobre isso que quero falar com você: Não as admire, e sim, faça tudo ao contrário, que você será um ótimo garoto. Eu sei que você tem talento! 

O INFERNO DE UMA ETERNA VIAGEM

postado em 04/02/2009 às 19:06:42 na página biblioteca_ler

 


João é um respeitado caçador. Ele mora em BH e viaja para caçar. Em todas as viagens que fazia era bem sucedido e matava quantos animais quisesse. 

Ele era responsável por muitas pálpebras se fecharem. 

Seu maior sonho era conhecer o mar. Apesar de viajar muito, João nunca tinha ido a uma praia; João nunca conhecera o mar. 

Certa vez, ele foi a uma bela praia em Salvador. As águas não eram de tudo cristalinas; porém, as praias eram muito bonitas. 

Ele entrou no mar pela primeira vez. Ele estava emocionado. 

João foi mais para o fundo: Resolveu nadar. Ele era bom nadador, porém nunca havia experimentado a fúria do mar. Aliás, esse exímio caçador nunca havia
experimentado a fúria da natureza. 

João deitou-se e começou a nadar. Nesse momento, ele estava muito emocionado. 

Começou então, a pensar no futuro presidente de nossa pátria. Lula poderia fazer um bom governo. Seu único problema era a falta de conhecimentos de línguas.
Imaginou Lula conversando com o presidente da Escócia, da Irlanda e de tantos outros países. Como seria isso? Algo do tipo: "- Oi companheiro". E nada
mais, pois Luís Inácio não entenderia a fala dos presidentes de outros países e, a recíproca também seria verdadeira. Pensou então, como nossa língua é
desvalorizada. Uma grande prova disso seria o fato dos outros presidentes não entenderem Lula. As ondas estavam fortes e violentas e estavam puxando João
para o fundo; porém, ele não percebia. 

Imaginou um belo jogo de futebol de campo e de praia. Se imaginou dando dribles e marcando muitos gols. Imaginou a torcida gritando seu nome e... As ondas,
cada vez o puxavam mais para o fundo. 

Imaginou-se caçando e matando muitos animais, porém não pensou que a caça poderia ser ele. Imaginou-se tomando uma cervejinha ao sair dali, mas... Não se
fez uma pergunta: Será que sairia? 

Em sua última gota de fôlego, viu os guardas pulando na água para tentar salvá-lo, porém, tudo em vão. As ondas já o carregaram demais. Assim, João perdeu
os sentidos e o mar, representando a natureza, fechou as pálpebras de um especialista em mortes. Assim, a natureza mostrou sua fúria, fúria esta que o
homem ou não conhece ou finge não conhecer. 

O homem fecha pálpebras de elementos da natureza; em contrapartida, a natureza dá a resposta, fechando pálpebras de humanos. 

Estamos em uma grande guerra. Nesta, não há vencedores. E enquanto o ser inteligente, homem, não se conscientizar e parar de destruir quem o construiu,
pálpebras se fecharão sem cessar e muitas vidas serão perdidas por pouca coisa. 

CRÔNICAS INCOMPLETAS DE UM NÃO-CRONISTA

postado em 04/02/2009 às 19:05:19 na página biblioteca

 

Um dia eu acordei e disse:


_ Ei! Eu quero ser poeta.


Daí, escrevi uma poesia. No entanto, eu jamais fui um poeta.


Outro dia, eu acordei e disse:


_ Nossa! Hoje eu queria contar algo interessante.


Daí, sentei e fiz uma crônica, mas continuei sem contar nada interessante...


A vida é dura, meu amigo!

QUERER É PODER?

postado em 04/02/2009 às 18:59:33 na página biblioteca_ler

 


Quem pode ver todo o universo, 
Quem pode edificar o amor, 
Quem pode vencer tudo sempre, 
Só pode ser um ser perfeito; 
Quem não pode, que contemple. 

Quem pode fazer amizades, 
Sem sair de seus aposentos, 
Quem pode construir as 26 asas, 
Com as quais voam os escritores, 
Só pode ser o ser perfeito; 
Quem não o é, que não blasfeme. 

Quem construiu mundo e fé? 
Só pode ser o ser perfeito, 
Só pode ser mais do que lindo; 
E que cale-se, quem não o é. 

PALAVRA INVENTADA

postado em 04/02/2009 às 18:57:17 na página biblioteca_ler

 


Em uma gramática respeitada, 
Juventude é palavra inventada; 
A gramática é como um gelo sobre o rio, 
Que retém calor, mudança e frio; 
Para a mesma se reformar, 
Deve ser submetida a júri popular. 

Na política atual, 
Honestidade é palavra inventada; 
Ou não foi dicionarizada, 
Ou é muito mal tratada; 
E não é apenas aqui, 
É em todo lugar por aí. 

E por fim, nesta humanidade, 
Palavra boa é palavra inventada; 
Palavra boa é muito bem falada, 
Mas é muito mal usada; 
Solidariedade, compaixão e amor, 
Não fazem parte de nosso valor. 

E no homem, tão inteligente, 
Não são palavras inventadas, infelizmente, 
Violência, cinismo e guerra, 
Que tanto destrói nossa Terra. 

SILÊNCIO: ONDE MORAS?

postado em 04/02/2009 às 18:51:32 na página biblioteca_ler

 


Eu olho em meu quarto, vejo o silêncio e pergunto: 
Silêncio, onde estás? 
Eu olho a rua, vejo o silêncio e pergunto: 
Silêncio, onde estás? 

Eu olho para o alto, vejo o silêncio e pergunto: 
Silêncio, onde estás? 
Eu entro em um sono profundo, então nada pergunto, 
Mas o silêncio responde: 

- "Estou em seu sono profundo, 
No falar de um mudo, 
No escutar de um surdo 
E no olhar de um cego. 

Estou, no falar do oprimido, 
Na compaixão do bandido 
E na morte de um ente querido. 

Estou, no falar do político, 
No andar do paralítico, 
Na explicação do governo 
E na cobrança do povo. 

Estou, No alto de uma nuvem, 
No cair de um raio 
E no fundo do oceano. 

Estou na dor de um jogador, 
No chorar de um ídolo 
E no sofrimento de um herói de TV. 

Se calarem a voz dos profetas, 
É a mim que encontram, 
Pois sou a coisa mais perfeita criada pelo divino. 

Eu, sou como a fé, 
Pois ninguém pode me ver, escutar e tocar, 
Porém, todos me sentem, de uma forma ou de outra, 
Pois estou no interno de cada um. 

Estou no pedido de socorro da natureza, 
No esbravejar da formiga 
E no trabalhar das abelhas. 

Estou em qualquer lugar, 
E posso afirmar 
Que todos me sentem: 
E como me sentem..." 

POESIAS INCOMPLETAS DE UM APRENDIZ DE POETA

postado em 04/02/2009 às 18:48:41 na página biblioteca

 

Se não quer,
Não se detenha,
Mas, se quer,
Então venha,
E leia as poesias
Humildes e incompletas,
Deste aprendiz de poeta,
Que, quando criança, sonhava,
Que, quando criança, escrevia,
Que, quando criança, desejava,
Ser criança para sempre,
Ser criança ainda um dia,
E, quando criança queria,
Perder-se perdidamente,
Num mundo de fantasias!


PRÓLOGO: A PRIMEIRA PREVISÃO

postado em 20/01/2009 às 23:23:24 na página biblioteca_ler

 

ALAN SÓLEN E OS MISTÉRIOS DO ORÁCULO


Autor: Bruno Pinheiro de Lacerda


RESUMO:



Fomos consultar o oráculo, e o oráculo disse:


"Dois gêmeos divididos serão pilares da discórdia, que levará uma família a uma crise. E essa crise só será resolvida com uma tragédia: o mal será descoberto
e uma morte marcará o fim".


Eu, Lisandra Sólen, não acredito no oráculo. Entretanto, todos acreditam. Eu não deixaria minha vida ser guiada por uma previsão; contudo, as previsões
são tão misteriosas, que minha vida foi guiada por duas delas. Eu não acredito no oráculo, mas não posso ignorar seus mistérios, porque toda vida na Terra,
na minha época, é guiada pelos mistérios do oráculo.




Epígrafe: Você pode não acreditar em previsões, mas, se fugir delas, elas se cumprirão e, se não fugir, elas nortearão sua vida.


PRÓLOGO: A PRIMEIRA PREVISÃO


Não há finais felizes. Tudo o que há é começos, fins e recomeços. Alguns desses fins são felizes, outros nem tanto. Se você não acredita, eu lhe provarei.
Eu poderia pedir para que você olhasse para sua própria vida e percebesse que ela é feita de começos, fins (felizes ou tristes) e recomeços, mas não farei isso. Prefiro lhe contar uma história.
Essa história me foi contada por Alan Sólen, um homem que veio do futuro. Ele não veio só para me contar a história da vida dele, veio, antes, a passeio. Contudo, acabamos nos encontrando, e ele resolveu contar a história da vida dele e me pediu que contasse a você, leitor. Obviamente, não usarei o Português da época de Alan, uma vez que, caso eu fizesse, você não entenderia; aliás, nem mesmo Alan usou o Português da época dele para me contar a história dele, porque eu não entenderia! A história de Alan será contada na Língua Portuguesa de nossa época mesmo.
_ Ei, escritor! Eu já estou quase desistindo de ler! Então, que tal começar a história?
Muito bem! Já que você me pediu tão amavelmente, começaremos...
Você sabe qual é o problema com as previsões? O problema é que, quanto mais nos afastamos delas, quanto mais as evitamos, quanto mais fazemos tudo para que elas não se cumpram, aí mesmo é que, irremediavelmente, elas se cumprem.
A história que contarei aqui, leitor, provará isso.
_ Duvido!
Bem, vamos a ela, então.
Eis que, no dia seis de Maio do ano 3199, em uma tarde bonita e ensolarada, uma família de feiticeiros caminhava tranqüilamente na direção do Oráculo.
_ Feiticeiros? Oh! Era só o que faltava! Uma tola história pra criança! Agora sim, vou desistir!
Espera! Acho que devo explicar algo...
Os feiticeiros não são pessoas especiais, que nasceram com poderes sabe lá Deus de onde... Na verdade, todos nós nascemos com poderes, todos nós somos feiticeiros em potencial. Esses poderes não são algo inexplicável: eles são apenas nossas energias. Todos nós possuímos energias internas, uns mais, outros menos, mas todos nós possuímos uma determinada quantidade. Entretanto, como nós, seres humanos comuns dessa época, só usamos dez por cento de nossa capacidade cerebral, não podemos controlar nossa energia interna e, claro, tampouco podemos controlar a energia externa. Na época de Alan, um ser humano comum usa vinte por cento de sua capacidade cerebral. Os feiticeiros, no entanto, são aqueles que conseguem usar oitenta por cento ou mais de sua capacidade cerebral. Por essa razão, eles são capazes de controlar sua energia interna e, também, a energia externa a eles.
Os feiticeiros sempre existiram. Na Idade Média, eles foram perseguidos pela Igreja Católica. Por isso, resolveram se esconder. Eles criaram o CONFEIT (Conselho dos Feiticeiros) e criaram um mundo a parte, onde viveram por centenas e centenas de anos, sem o conhecimento das sociedades dos seres humanos comuns. Todavia, no ano 3107, eles saíram do esconderijo e foram reconhecidos pelas sociedades de seres humanos comuns.
Agora, chega de explicações!
A família em questão era formada por três membros: Marta, Marcos e Lisandra.
Marta era a matriarca da família. Ela era uma feiticeira pouco poderosa, uma vez que só era capaz de usar oitenta por cento de sua capacidade cerebral e, além disso, não possuía lá muita energia interna inata. No entanto, o que lhe faltava em poder lhe sobrava em ambição: ela era pesquisadora de rituais para aumentar o poder e, claro, já havia executado vários deles. Agora, ela estava grávida de gêmeos bi-vitelinos: um menino e uma menina.
Marcos é o patriarca da família. Ele, tal como Marta, não é muito poderoso, pelos mesmos motivos que sua esposa não o é. Todavia, ele não tem a ambição de sua mulher.
Lisandra é filha do casal. Ela é uma garota prodígio, certamente! Com um ano apenas, ela já sabia andar e falar fluentemente. Com dois anos, ela já sabia ler e escrever melhor que muitos alunos de nossas escolas! Com três, ela havia despertado, sozinha (o que não é muito comum), seus poderes mágicos. Com quatro, ela já lia, falava e escrevia fluentemente Amazon, a língua do planeta mais antigo do universo, onde todos os seres humanos são feiticeiros.
Agora, com quatro anos e alguns meses, Lisandra estava muitíssimo feliz! Afinal, ela teria um irmãozinho! Ela sempre quis ter um irmão, sempre sonhou com isso. Até que ter uma irmã não era sonho dela... Ela nem queria isso, na verdade. Mas já que vinha, tudo bem, ela aceitaria e amaria a irmã. Porém, o que ela queria mesmo, o que a encantava mesmo é que... Ela teria um irmão! Ela certamente o amaria mais que tudo, mais até do que ela mesma...
E a família chegou ao Oráculo. Eles haviam decidido ir a pé, porque o Oráculo ficava perto e, fazer uma caminhada de vez em quando é sempre bom, não é?
O Oráculo ficava dentro de um grande e bonito castelo. A família entrou no castelo. A emoção de todos ali era bem grande, mas Lisandra parecia não se importar muito. Não é que ela não respeitasse as tradições, é que ela não acreditava mesmo no Oráculo. Afinal, uma vida não pode _ nem é _ definida por uma simples e mera previsão. De qualquer forma, era tradição a consulta ao Oráculo e, como eu disse antes, mesmo Lisandra respeitava muito as tradições.
E passo a passo, a “nobre” família foi se aproximando do Oráculo. Naquele dia, ninguém parecia querer consultá-lo.
E finalmente eles chegaram lá, diante do grande Oráculo. A emoção _ mesmo de Lisandra _ era muito grande... Afinal, não era todo dia que se ficava diante de algo tão grandioso quanto aquele enorme Oráculo, não é?
Marta começou a consulta, com o ritual exigido:
_ Ó, grande Oráculo, atenda às nossas súplicas, responda às nossas dúvidas, traga luz à nossa escuridão!
_ Sobre o que vocês querem minha luz? _ O Oráculo questionou.
_ Sobre nossos filhos _ respondeu Marcos _ os gêmeos que estão para nascer.
_ Parece que tem alguém aqui que não acredita nas minhas previsões... _ O Oráculo afirmou.
_ Ó, grande Oráculo, ignore! _ Marta implorou. _ Essa garota aí não vale nada! Nada!
_ Por que está aqui, garota? _ O Oráculo perguntou. _ Se não acredita em minhas previsões, para que veio aqui?
_ Não acredito em suas previsões e jamais acreditarei. Entretanto, respeito às tradições; se elas existem, deve ser por alguma razão, não é? Então! É por isso que estou aqui. Estou cumprindo meu papel nas tradições... Agora, cumpra o seu! _ Lisandra respondeu, firme.
_ Garota insolente! _ Marta ralhou. _ Respeite o Oráculo!
_ Por quê? _ Lisandra questionou. _ Ele não merece mais respeito do que já lhe estou dando! Minha presença aqui é mais sinal de respeito que o Oráculo merece!
_ Ora, sua garota insolente! Eu vou... _ Marta ia dizendo, mas foi interrompida.
_ Basta! _ Ordenou o Oráculo. _ A garota talvez não esteja errada... Além disso, vocês vieram aqui para uma previsão, certo? Pois bem, ei-la aqui...
O oráculo ficou em silêncio por um tempo. Em seguida, ele fez sua previsão:
_ Dois gêmeos divididos serão pilares da discórdia, que levará uma família a uma crise. E essa crise só será resolvida com uma tragédia: o mal será descoberto
e uma morte marcará o fim.
A sombria previsão do Oráculo atingiu duramente quase todos os membros daquela família. Lisandra não se importava com isso e, pelas suas leituras, sabia que, quanto mais se tenta fugir de uma previsão, mais perto ela estará de se cumprir.
Marta, contudo, estava especialmente cabisbaixa.
A volta para casa foi algo funesto. O clima estava fúnebre. A matriarca parecia realmente abatida. Lisandra, no entanto, não acreditava nisso. Não, não, sua mãe não estava abatida, nem aqui, nem na China! Aquela expressão não era abatimento, era outra coisa... Mas... O que seria? A garota não sabia dizer.
A chegada em casa foi um alívio, ao menos para Lisandra: ela odiava aquele clima.
Assim que a família chegou em casa, Marta e Marcos foram para o quarto e se trancaram lá. Lisandra decidiu ficar ali, atrás da porta, escutando a conversa. Afinal, ela sentia que algo muito importante sairia dali. e... Ela não podia perder algo tão importante, podia?
Marta foi quem começou aquele importante diálogo, o qual mudaria, para sempre, a vida de toda aquela família:
_ Não, Marcos, eu não permitirei que essa previsão se cumpra! Eu não posso!
_ O que podemos fazer, Marta? Você sabe tão bem quanto eu que as previsões do Oráculo sempre se cumprem! Nós não temos escolha!
_ Sim, nós temos! Eu não terei esse garoto!
_ O quê? Como assim?
_ Conheço um consultório de médicos feiticeiros que são especialistas em aborto... Pedirei a eles que tirem o garoto. Eu terei só a menina.
_ O quê? Você vai matar o garoto? Mas... Você não pode!
_ Sim, eu posso e, sim, eu o farei!
_ Não, você não pode! Isso é crime! Você não pode fazer isso!
_ Não há outra opção, Marcos!
_ Sim, há várias! Nós só não estamos conseguindo ver agora! Certamente nós encontraremos uma solução! Podemos criá-los juntos, podemos fazer com que os dois se gostem mais que tudo, podemos...
_ Já chega! Eu não permitirei que nada estrague os meus... Digo... Eu não permitirei que os meus filhos se matem!
_ Bem, faça como você quiser. Aliás, é sempre assim mesmo, não é? Tudo acontece sempre da forma como você quer... Eu te amo demais para impedir que você cometa suas loucuras... Mas alguém deveria impedir.
Lisandra não ouvia mais nada. Não, isso não era possível! Marta queria matar o próprio filho? Não, Lisandra não mais a considerava uma mãe.
Agora, o que preocupava a garota era... Como ela impediria aquela atrocidade? Como ela poderia salvar a vida do irmão, o qual ela tanto amava, mesmo antes de conhecer? Como?
Diante de um problema tão grande, Lisandra foi para seu quarto e fez o que ela sempre fazia, o que ela tanto gostava: leu. Sim, leitor, ela leu muito, ela buscou em cada livro que tinha uma solução. Sabe? Geralmente, a solução sempre está nos livros, porque eles são o legado dos nossos antepassados para nós, eles são os lugares onde o conhecimento da humanidade é armazenado. É claro que, na época de Lisandra, os livros são digitais, estão guardados no computador... Entretanto, ainda assim, continuam sendo livros.
E, como sempre, Lisandra Sólen, a garota prodígio, a menina mais inteligente do universo, obviamente, achou a solução para o problema. Rapidamente, ela criou um plano de ação e o colocou em prática.
Saindo do quarto, a garota prodígio foi buscar por Marta e, não foi difícil encontrar: a matriarca estava no mesmo quarto onde ela havia decidido pela morte de um dos seus filhos. Sim, leitor, o aborto é um assassinato, porque tira a vida de uma criança, ou a oportunidade de que ela viva. Você, é claro, pode discordar de mim... Contudo, não poderá negar o que eu disse e repito: o aborto tira a vida de uma criança, ou a oportunidade de que ela viva.
Lisandra colocou no rosto uma expressão muito inocente e sorridente e se aproximou de Marta, perguntando:
_ Mãe, posso ver os bebês?
_ Isso não será possível, garota. _ Marta respondeu, seca como sempre. _ Você bem sabe que eu tenho mais ou menos um mês de gravidez e, você não poderá ver nem sentir nada!
_ Mas... Posso tocar assim mesmo? Quero ao menos tentar sentir os bebês! _ Lisandra retorquiu, com a mesma expressão inocente, mas também com uma cara de determinação no rosto.
Marta percebeu que, caso ela negasse o que a filha queria, a garota insistiria e, isso não seria nada bom. Se, porém, ela aceitasse, Lisandra a deixaria rapidamente em paz. Então, a matriarca tomou a decisão mais lógica para ela:
_ Se eu deixar você tocar no meu ventre e tentar sentir os bebês, você me deixará em paz, certo?
_ Claro! _ Lisandra respondeu, sorridente. Afinal, ela sabia que havia conseguido o que desejava.
_ Então, vá em frente. _ Marta autorizou, sem saber que, a partir dali, seus planos seriam completamente destruídos.
Lisandra se aproximou mais e tocou no ventre de Marta. Em seguida, a garota enunciou, com muita emoção em sua voz:
_ Rit wit protetio!
Marta ficou confusa... Lisandra estava tentando realizar um ritual? Ou apenas brincava de fazer magia? A matriarca decidiu que uma garota de quatro anos e alguns meses jamais poderia realizar um ritual; então, ela zombou:
_ Brincando de magia, Lisandra?
A garota, por sua vez, ignorou o que a matriarca disse e continuou:
_ Mel _ ela chamou.
E, quando chamou, sentiu como se o espírito do irmão lhe désse atenção, sentiu como se ele a olhasse (com os olhos do espírito) com uma curiosidade tão inocente e infantil, que Lisandra ficou ainda mais emocionada do que ela já estava.
Ela prosseguiu:
_ Yectec egy lisan, culan escutum wit edy lisan; yectec egy lótan, culan escutum wit edy lótan; yectec egy megan, culan edy protetio!
Nessa hora, Lisandra sentiu o olhar do espírito do irmão sobre ela, sentiu a emoção daquele espírito, sentiu-se analisada. Ela, claro, não se intimidou com aquele olhar penetrante sobre ela e seguiu:
_ Fekec egy edy lisan ik eg edy gurguiec Fidélis, mora ik protetio!
Agora sim, Lisandra se sentia realmente analisada e julgada. O espírito do irmão parecia ver profundamente, até mesmo dentro da alma de Lisandra, e parecia também julgar se ela era ou não digna do que pretendia. Lisandra sabia que o que ela pedia era algo muito grande, mas sabia também que seria o melhor para o irmão. Afinal, se ela não conseguisse, se ele a negasse o pedido, tudo estaria perdido para ele.
Após um tempo razoável de análise e julgamento, Lisandra sentiu-se pré-enchida com uma energia calorosa e poderosa percorrendo o seu corpo; ela sentiu como se uma vida fosse depositada em seus cuidados... Ah, sim, o espírito do irmão havia aceitado o pedido dela: agora ele sobreviveria, sem dúvidas!
Lisandra, então, agradeceu mentalmente ao espírito do irmão e encerrou o ritual, dizendo:
_ Yec!
Então, ela sentiu como se o ritual tivesse sido terminado com êxito. E, realmente, ele o foi.
Marta sentiu como se perdesse algo muito importante, mas ela não sabia o que era. Enquanto o ritual era feito, a matriarca sentiu a magia no ar; no entanto, ela se recusava a acreditar que uma garota de quatro anos e alguns meses fosse capaz de realizar um ritual e, ainda, em outra língua! Não, aquele ritual não deu certo, certamente! Aquele ritual foi só uma brincadeira de criança... Não é?
O que Marta não sabia, mas descobriria muito em breve, é que sim, o ritual havia dado muito certo. E Lisandra sabia: por isso, ela foi para o seu quarto, toda sorridente.
No dia seguinte, Marta foi ao consultório da Doutora Venéssia. Ela havia marcado horário no dia anterior e, além disso, Venéssia era grande amiga de Marta. Chegando lá, a matriarca foi cumprimentada pela amiga:
_ Olá, Marta! Que bom te ver! O que traz você aqui?
_ Bom, Venéssia, é que... Ontem, fui ao Oráculo... Pra saber sobre o destino dos bebês, sabe?
_ Sim...
_ Bem, e... A previsão não foi nada boa... E... Eu... Eu quero abortar um dos bebês... O garoto.
_ Bom, se é isso, posso resolver rapidinho! Chamarei meu funcionário... O Rubem, sabe? Ele é o maior especialista em abortos e, certamente, conhece um feitiço perfeito para fazer o que você quer! E, claro, eu acompanharei todo o processo, só para garantir que você fique bem. Um momentinho, que vou chamar o Doutor Rubem...
_ Sim.
Venéssia disse, então:
_ Computador, chame o Doutor Rubem!
_ Sim, Doutora Venéssia. _ O computador respondeu.
Após alguns segundos, o computador voltou a dizer:
_ Doutor Rubem na linha, Doutora Venéssia.
_ Excelente! _ Venéssia exclamou. _ Doutor Rubem? Pode vir aqui agora, por favor?
_ Claro, Doutora Venéssia. _ O médico respondeu.
Após algum tempo, Rubem chegou à sala onde estavam Marta e Venéssia; a médica falou:
_ Bem, Doutor Rubem, minha amiga aqui quer tirar um dos bebês que ela espera... Ela espera gêmeos bi vitelinos... Um casal, para ser mais preciso. Ela quer tirar o garoto. Você pode fazer isso agora?
_ Sim, DoutoraVenéssia, farei isso agora mesmo! _ Rubem respondeu.
_ Bom! Eu acompanharei o processo, pra garantir que a Marta fique bem. Eu poderia fazer o aborto eu mesma, é claro, mas prefiro que você o faça, porque, assim, posso ir acompanhando tudo, para o caso de algo dar errado.
_ Sim, Doutora Venéssia.
Rapidamente, tudo ficou pronto para o ritual. Venéssia foi explicando o processo, enquanto Rubem aprontava as coisas:
_ Bem, Marta, o processo é o seguinte: faremos um ritual de transferência de vida e, com ele, você transferirá a vida do seu filho para o Doutor Rubem.
_ Como assim, “transferir vida”? _ Marta questionou.
_ Bom... Toda mãe tem a vida do filho em suas mãos _ explicou Venéssia. _ Quando os filhos vão crescendo, a mãe vai perdendo pouco a pouco a vida do filho... Contudo, mesmo quando a prole chega à maioridade, um pouco da vida dela permanece sempre com a mãe, até que a progenitora morra. Quando o bebê ainda está no útero, ele é extremamente frágil e sua vida está quase totalmente com a mãe. Em alguns casos, a mãe pode transferir a vida do filho para outra pessoa, para proteção dela e do bebê. Conta-se por aí que, em Amazon, foram registrados alguns casos de transferência de vida feita sem o consentimento da mãe... Dizem que isso foi feito com o consentimento do espírito do bebê... Todavia, nós, aqui na Terra, nunca vimos isso, nem tivemos comprovação. Então, em minha opinião, tudo isso é apenas lenda. Você entendeu, Marta?
_ Sim, creio que sim.
_ Ótimo! Então, de volta ao ponto... Você transferirá a vida desse bebê para o Doutor Rubem, através de um ritual de transferência de vida. Em seguida, o Doutor Rubem fará um ritual de sacrifício, entregando a vida do bebê ao inferno. Você entende?
_ Sim, entendo.
_ Lamento, mas... O único ritual de morte de feto que temos é esse... Eu gostaria de entregar a vida do bebê ao Céu, mas, o Céu não aceitaria isso, aceitaria?
_ Esse garoto não merece o Céu, Venéssia. _ Marta falou, veemente e seca.
_ Ótimo! _ Venéssia ficou feliz. _ Pensei que você amasse o garoto, de alguma forma...
_ Não, eu não o amo, de modo algum! Ele tem que morrer e, se você pode mandá-lo ao inferno, para mim, melhor ainda!
_ Muito bem! O Doutor Rubem já aprontou tudo. Agora, começaremos o ritual. Você está pronta, Marta?
_ Sim, eu estou.
_ Então, vamos lá! Doutor Rubem, vá em frente!
E assim, o Doutor Rubem começou o que seria o penúltimo ritual da sua vida:
_ Ritual de transferência de vida!
E o clima começou a ficar pesado. A sala começou a ficar escura, sombria... E o Doutor Rubem prosseguiu:
_ Espíritos do inferno, concedam-me a oportunidade de tomar a vida do bebê de uma mãe em minhas mãos! Espíritos do inferno, dêem-me o poder!
Marta fez sua parte:
_ Eu, Marta Demoni, entrego a vida do bebê do sexo masculino que está no meu ventre ao Doutor Rubem Álvares Fenercác! Que ele faça com a vida do bebê o que ele quiser!
E Rubem voltou a falar:
_ Eu, Doutor Rubem Álvares Fenercác, aceito a vida desse bebê, tomo a vida desse bebê em minhas mãos!
O clima ficou ainda mais sombrio, mas nem um sinal de magia foi percebido. Mesmo assim, o Doutor Rubem concluiu o ritual:
_ Que assim seja!
E, nada. Nem um sinal de magia. A única coisa que foi sentido era o clima cada vez mais sombrio daquela sala... Mesmo assim, o Doutor Rubem iniciou o último ritual da sua vida:
_ Ritual do sacrifício do feto!
Agora sim, o clima estava sombrio... Não, não era pouco sombrio, nem muito sombrio, era sombrio de verdade! Duvido, leitor, que você saiba o que é isso... Aliás, duvido que você sequer seja capaz de entender isso. Na verdade, nem eu mesmo sou. Mas a verdade é que o clima estava sombrio, sombrio de verdade!
Ignorando isso, o Doutor Rubem continuou:
_ Eu, como portador da vida do feto do sexo masculino que está no ventre de Marta Demoni, entrego a vida e a alma desse feto a vocês, espíritos do inferno! Façam com o feto o que vocês quiserem, levem o feto à sua morada, façam dele seu alimento e da alma dele sua diversão!
Nesse momento, criaturas sombrias surgiram das dimensões mais inferiores da Terra, dimensões invisíveis aos olhos carnais humanos, mas bem visíveis aos olhos dos espíritos de seres humanos. Os demônios que surgiram tinham garfos, facas, espadas... Enfim, várias armas na mão. Cada um carregava duas armas: uma em cada mão. Na mão direita, a arma variava de demônio para demônio (podia ser uma espada, uma faca, um arco, ou qualquer outra arma); na mão esquerda, todos levavam um garfo. As criaturas eram ridiculamente feias e muitíssimo assustadoras. Elas tinham rosto deformado e seus corpos estavam cobertos de sangue. Elas levavam a morte por aonde iam e sugavam as vidas daqueles que estavam em volta. Dizia-se que apenas feiticeiros sombrios podiam suportar a presença desses demônios, mas nada ainda havia sido comprovado cientificamente.
As dimensões inferiores não podiam ser vistas por olhos carnais, mas aqueles demônios sim, podiam. E eles foram vistos. E o Doutor Rubem tomou a visão daquelas criaturas como sinal de sucesso do ritual. O doutor nem mesmo percebeu a ausência do sinal de magia que indicaria verdadeiramente o sucesso do ritual... Ele nem percebeu que sua vida corria perigo, uma vez que aqueles demônios estavam sedentos por sangue e por energia vital. O Doutor Rubem não percebeu nada e, tampouco Marta e a Doutora Venéssia perceberam. As criaturas se aproximaram do ventre de Marta, a qual não parecia afetada pela presença delas nem um pouquinho.
E assim, sem perceber que algo ia mal, Rubem Álvares Fenercác terminou o ritual, dizendo:
_ Que assim seja!
_ E foi então que, tardiamente, todos perceberam que algo ia mal, bem mal!
Como leões muito famintos, os demônios avançaram para o ventre de Marta. E, nesse momento, um brilhante escudo dourado apareceu, impedindo o avanço dos demônios que, de outra maneira, entrariam no ventre de Marta e tomariam o feto com eles. Os demônios, ao atingirem o escudo dourado, pareceram ser jogados longe e, sentindo muita dor, soltaram um uivo pavoroso. Alguns deles, foram até mesmo destruídos; outros, conseguiram escapar do pior.
Outra vez, os demônios tentaram avançar contra o ventre de Marta; outra vez, eles foram detidos pelo escudo dourado; outra vez, alguns foram destruídos e outros conseguiram resistir. Outra vez, as criaturas soltaram um uivo realmente pavoroso de dor.
Uma terceira vez, as criaturas tentaram e falharam. Uma terceira vez, elas emitiram um uivo pavoroso, que congelou os corpos e as almas de todos os presentes ali.
Irritadas, as criaturas perceberam que não poderiam levar a vida daquele feto. Contudo, uma vida havia sido prometida e, uma vida elas teriam.
Vorazmente, as criaturas avançaram contra o Doutor Rubem. Vorazmente, o corpo dele foi devorado. O sangue do médico cobriu os corpos das criaturas e, a alma do doutor foi levada para as dimensões inferiores. A cena foi, para todos os presentes, pavorosa. E, tal como vieram, de repente, as criaturas se foram, desapareceram. E tanto Marta quanto a Doutora Venéssia ficaram ali, chocadas.
Venéssia não acreditava. Ela ouvia sempre dizer dos casos ocorridos em Amazon, em que a vida do bebê era transferida das mãos da mãe para outra pessoa, sem o consentimento da mãe, mas com o consentimento do próprio espírito do bebê; entretanto, ela jamais imaginou que veria algo similar aqui, no planeta Terra. Mas... Como? Como foi possível? E... Quem? Quem fez isso? Quem conseguiu fazer tal coisa grande, quem foi o autor de tal façanha?
Venéssia não pôde manter mais o silêncio, ela não conseguiu se conter... Ela começou a murmurar:
_ Não... Não pode ser! Eu jamais pensei que... Mas... Como? Eu... Eu não acredito nisso...!!! Quem teria...?
_ O que está acontecendo, Venéssia? _ Marta questionou.
_ A vida do seu filho, Marta, já não está mais em suas mãos! Alguém, de alguma forma, transferiu... Bem... Como eu vou explicar? Ah... Bom... Sabe? A vida do seu filho foi transferida da sua mão para as mãos de alguém mais e... Sem o seu consentimento, Marta.
_ Não! Não pode ser! Não é possível! Isso... Isso não pode ter acontecido!
_ Bem, eu... Eu sei que isso é difícil de acreditar... Sei que é difícil... Nem eu mesma acreditaria... É como eu disse antes: pensei que tal coisa não fosse possível, pensei que essa história fosse só uma lenda, uma falácia... Mas... Mas... Era verdade... Era verdade! Isso... Isso é... É incrível! Mas... Quem? Quem fez isso?
E, nesse momento, Marta se lembrou do dia anterior... A matriarca se lembrou da filha falando aquelas palavras estranhas, daquele sentimento de magia no ar, daquele sentimento de que algo deixava Marta e ia para as mãos de Lisandra... Não! Não podia ser!... Podia?
_ Não! _ Marta expressou em voz alta o que pensava. _ Não pode ser! Ela não pode ter feito isso!
_ Quem? _ Venéssia perguntou. _ Quem, Marta? Quem foi que fez isso? Certamente é um feiticeiro _ ou uma feiticeira _ muito poderoso _ ou poderosa...
_ Não! _ Insistiu Marta. _ Uma garotinha de pouco mais de quatro anos não pode fazer o que uma médica especialista considera uma lenda! Não há como!
_ Uma garota? De... Pouco mais de quatro anos? Quem, Marta?
_ Mas... Não há outra explicação! A única coisa diferente que aconteceu de ontem para hoje foi isso! Mas... Não pode ser verdade!
_ Quem, Marta? _ Venéssia insistiu na pergunta, na tentativa de tirar a amiga do transe no qual Marta se encontrava.
_ Lisandra... _ A matriarca sussurrou, como se apenas falar o nome fosse um tremendo absurdo.
_ Lisandra? Sua filha? _ Venéssia questionou, incrédula. _ Mas... Ela só tem pouco mais de quatro anos!
_ Eu sei! Mas... É ela!
_ Não, Marta, não pode ser!
_ É ela, Venéssia! Eu vi! Ontem, ela colocou a mão no meu ventre e... Disse algumas coisas e... Eu senti como se a magia estivesse fluindo, como se estivesse por todo o ambiente... Eu tentei, mas não pude mudar de posição, não pude tirar a mão de Lisandra da minha barriga... Sim, Venéssia, é ela! Eu sei! Tudo indica que ela fez algum ritual em alguma língua estranha e... Droga! Nem eu mesma quis acreditar! Nem eu mesma queria ver! Mas... É ela! Eu sei! Não tenho dúvidas! É ela! É aquela fedelha maldita! Droga!
_ Nossa! Então... Incrível! _ Venéssia estava pasmada. _ Bem, essa garota deve ser realmente poderosa, Marta!
_ O quê? Uma garotinha de pouco mais de quatro anos? Não, duvido muito! Foi sorte, na certa! Mas... E agora? O que faremos?
_ Bom, Marta, não há como fazer nada enquanto a vida do seu filho estiver nas mãos de outra pessoa. Por ora, ninguém poderá fazer mal nem a você, nem ao bebê. Você, querida amiga, é, agora, praticamente imortal e intocável. Isso, claro, é ótimo! O ruim é que o bebê também é praticamente imortal e intocável enquanto estiver no seu ventre, nem mesmo você pode lhe fazer mal. E... Só há uma solução, Marta: você precisa fazer com que sua filha desfaça o que ela fez.
_ É claro! Mas... Tenho certeza de que ela se negará... Sempre foi sonho dela ter um irmão e... Você viu do que ela foi capaz para proteger a vida do garoto, não é?
_ Sim, eu vi.
_ Pois é! E agora? Como vou obrigá-la a desfazer o que ela fez? Não posso matá-la, posso?
_ Não enquanto o bebê estiver no seu ventre, não enquanto a vida dele estiver nas mãos dela. Bem... Afinal, deve estar nas mãos dela, não é?
_ Sim, provavelmente sim.
_ Bom,... Sabe? A “magia do controle mental” é proibida... É um dos maiores crimes para um feiticeiro usá-la contra qualquer ser humano... Entretanto, uma mãe pode usar essa magia contra uma filha, em situações extremas... Afinal, usando essa magia, a mãe pode convencer a filha a tomar algum remédio vital para a saúde da garota, não é?
_ Oh! Que interessante!
_ E... Sabe? Você poderia usar essa magia contra Lisandra e, depois, quando o CONFEIT for investigar, você pode alegar que usou a magia para que sua filha tomasse um remédio muito amargo, mas vital para a saúde dela... É claro que eles irão interrogá-la e, provavelmente, ela dirá o contrário, ela dirá a verdade, mas... Como médica, posso atestar que ela não está em plenas condições mentais... Você sabe, não é? A perda do irmão certamente a abalará muito!
_ Excelente! Farei isso hoje mesmo!
_ Mas, Marta, se você não conseguir, eu não poderei fazer nada por você, infelizmente. Você compreende, não é?
_ Sim, claro.
_ Bom, então... Boa sorte!
_ Pra quê? Lisandra é só uma garotinha!
Marta se levantou e foi saindo, quando Venéssia repetiu:
_ Mesmo assim, boa sorte...
E, quando marta havia saído, pouco antes de ela fechar a porta do consultório e deixar Venéssia sozinha, a pensar no que havia acontecido, a médica completou:
_ Você irá precisar, certamente.
É claro que Marta não ouviu e, mesmo que tivesse ouvido, não teria dado a atenção que a afirmação da amiga merecia. Isso, claro, seria a ruína da matriarca. Mas, ela perceberia tarde demais.
Chegando em casa, Marta foi direto ao quarto de Lisandra. A matriarca falou:
_ Você sabe, Lisandra? Hoje, fui a uma médica... A Doutora Venéssia, uma amiga minha.
_ Oh! É mesmo? E... Como vão os bebês? _ Lisandra perguntou, sorridente e com aquela carinha de inocência.
_ Eles estão bem, muito bem, aliás! Sabe? Por causa da previsão do Oráculo, eu gostaria de abortar um deles... Afinal, não quero ver um deles matando o outro, não é?
_ Ah, não se preocupe! As previsões do Oráculo são só isso: previsões. Elas não são reais.
_ O quê? É claro que são reais!
_ Não, elas não são.
_ Já chega! O caso é que não consegui abortar o garoto, por sua culpa!
_ Sério? Fico feliz com isso!
_ Você fez alguma coisa ontem, não é?
_ Sim, eu fiz. Um ritual muito interessante, sabe?
_ Pois bem! Você irá desfazer isso agora!
_ Não, eu não vou.
_ Então, você não me deixa outra alternativa, a não ser...
E então, Marta se concentrou e lançou:
_ [Magia do controle mental!]
_ [Vidate!] _ Lisandra enunciou e, então, um belo espelho apareceu em sua frente. Em seguida, ela lançou: _ [Concatenae!]
O feitiço de Marta bateu no espelho de Lisandra e foi refletido contra a matriarca. Então, Marta se desviou para a direita, a fim de escapar do próprio feitiço, o qual, agora, voltava-se contra ela mesma. E, então, ao se desviar para a direita, Marta foi atingida pelo segundo feitiço de Lisandra (“Concatenae”) e, cordas mágicas, firmes e inquebráveis, indestrutíveis e intransponíveis, prenderam a matriarca.
_ Como...? _ Marta murmurou, incrédula.
_ O que houve, Marta? _ Lisandra zombou. _ Será que, no auge de sua arrogância, você não imaginou que poderia perder um duelo mágico para uma garotinha de quatro anos? Oh! Que pena! Talvez, se você tivesse imaginado, você teria se preparado melhor, não é? Se bem que... Alguém tão débil como você jamais poderia me derrotar, não é mesmo, Marta?
_ Retire seu feitiço agora! _ A matriarca ordenou.
_ Oh! Então, não te ensinaram a ser educada? _ Lisandra continuou zombando. _ Pois bem, eu te ensinarei agora a ser educada e também a ser uma boa mãe! Eu te ensinarei a ser a mãe que você nunca foi e jamais será! Prepare-se, infeliz! Mas, antes, evitarei que você tenha quaisquer outros filhos com a...
E Lisandra lançou, firme:
_ [Maldição do solo infértil!]
O feitiço atingiu duramente Marta e ela sabia, de imediato, que jamais teria outro filho depois que ganhasse os gêmeos. Mas Lisandra ainda não havia acabado...
Em seguida, a garota lançou um encantamento poderosíssimo:
_ {Submita cótan, submita mótan, submita lótan, submita pótan, submita tótan!}
E o encantamento foi muitíssimo efetivo: Marta foi atingida duramente.
A matriarca sentiu que não era mais dona de si mesma, sentiu que não controlava mais a si própria. Era estranho... Seria um encantamento de controle mental? Não, era pior, bem pior! Mas... Não seria proibido?
_ Não, Marta, o encantamento que usei contra você não é proibido... _ Lisandra disse. _ Na verdade, eu não posso usá-lo contra nenhum ser humano de Amazon, nem contra embaixadores de Amazon; no entanto, posso tranquilamente usá-lo contra você, uma vez que você não se encaixa em nenhuma daquelas categorias. Agora, vamos a algumas... An... Regrinhas básicas... Não é? Você, a partir de agora, responderá às minhas ordens e às minhas perguntas diretas dizendo: “Sim, mestra”. Ficou claro?
Aquilo era ridículo! Marta não faria aquilo, jamais! Todavia, antes que ela pudesse sequer perceber, ela já havia respondido:
_ Sim, mestra.
Droga! Aquilo não podia continuar!
E Lisandra prosseguiu:
_ A partir de agora, você cuidará muito bem dos dois bebês! Você se alimentará muito bem, você fará o acompanhamento da gravidez com um médico respeitável... Ah! E... Claro, o médico não pode ser ninguém que você conheça! O médico será alguém que eu mesma escolherei. E... Você será muito cuidadosa com os bebês que estão dentro do seu ventre! Quando você os ganhar, você continuará sendo uma mãe exemplar e cuidando muitíssimo bem deles, até que você possa vir para casa. Você os registrará como Alan Sólen (o garoto) e Almira Sólen (a garota). E, quando você chegar aqui, você entregará o garoto para mim e deixará esta casa. Você se separará no papel do meu pai e ficará apenas com Almira. Você cuidará muito bem dela e não poderá machucá-la, de nenhuma maneira, nem fisicamente, nem emocionalmente, nem psicologicamente, nem espiritualmente, nem de nenhuma forma pensável e imaginável! Você deverá cuidar muito bem dela! Ficou claro, Marta?
_ Sim, mestra. _ Foi a resposta da matriarca.
Droga! Aquilo estava sendo um inferno para Marta! Não, ela não acreditava que havia sido derrotada e humilhada por uma garotinha de pouco mais de quatro anos!
Lisandra seguiu>
_ E... Você não contará a ninguém, de modo algum, nem de maneira direta, nem indireta, o que aconteceu aqui hoje. E, diante das outras pessoas, você me tratará da forma como você sempre o fez, ou seja, com indiferença e desprezo. Mas... Que fique bem claro: você não tocará em mim, em hipótese alguma! Fui clara, infeliz?
_ Sim, mestra.
_ Então, agora... Suma da minha frente, maldita!
Marta queria dizer poucas e boas para a garotinha petulante, ela queria continuar ali, para que a garota visse que a matriarca não obedecia a ninguém, mas tudo o que Marta fez foi dizer:
_ Sim, mestra.
E, em seguida, ela saiu correndo dali, mesmo sem querer.
Os meses se foram como horas e, no dia sete de Janeiro do ano três mil e duzentos, às sete horas e sete minutos, nasceu Alan Sólen e, seis minutos depois, nasceu Lisandra Sólen. Os bebês nasceram muito bem, muito saudáveis! E, no mesmo dia, Marta voltou para casa...
_ No mesmo dia, escritor? Ah, sim, claro! E o Papai Noel os visitou, não é mesmo?
Ei! Lembre-se de que estamos no ano 3200 d.C!. A tecnologia já está bem mais desenvolvida que a nossa, leitor! Além disso, Marta foi atendida por um médico feiticeiro, o que torna as coisas ainda mais fáceis!
Chegando em casa, Marta entregou Alan para Lisandra e ia saindo, quando a menina ordenou:
_ Espera!
Marta não queria, mas, como ainda estava sob o efeito do encantamento (e ficaria assim por um bom tempo), não teve outra opção, a não ser parar e olhar para trás.
_ Quero ver a menina. _ Lisandra disse.
Marta, então, mais uma vez contra a sua vontade, mostrou Almira para Lisandra. A menina _ agora de quase cinco anos _ lançou em Almira:
_ [Megan wit Gemini!]
O feitiço atingiu a garotinha e uma linha vermelha ligou-a ao seu irmãozinho (o qual estava no colo de Lisandra). A irmã mais velha disse:
_ Lamento, Almira, mas, por enquanto, isso é o máximo que posso fazer por você.
Em seguida, Lisandra ordenou:
_ Agora, vá!
E Marta se foi.
Ao deixar Almira ir com Marta, Lisandra cometia talvez o maior erro de sua vida... Mas, é claro, ela só descobriria isso mais tarde. Almira, tão pequena e tão inocente, sem saber _ obviamente _, havia sido condenada há alguns anos no inferno.
E, ao aceitar cuidar de Alan, ao se propor a cuidar de Alan, Lisandra ganhava uma enorme responsabilidade e perdia mais que sua inocência e sua infância...



NOTA DO AUTOR?


Olá, galera! Beleza? Espero que sim!


Bom, publicarei, abaixo, um glossário com palavras em Amazon. O desafio de vocês será traduzir os rituais, magias e encantamentos contidos no Prólogo. O dicionário não será publicado em todos os capítulos, mas eu o publicarei de tempos em tempos. E, de tempos em tempos, eu publicarei as traduções oficiais dos feitiços, encantamentos e rituais do livro. Mas, claro, publicarei também as tentativas de tradução que vocês publicarem nos comentários. Então, mãos à obra!

Muito bem! Abaixo vai o glossário:


DICIONÁRIO DE AMAZON


Autora: Lisandra Sólen


Tradução para o Português atual: Alan Sólen e Bruno Pinheiro


Ac: Sufixo indicador de tempo passado. Todo verbo que contenha esse sufixo terá de perder o “y” (indicador de infinitivo) e estará no tempo pretérito. O modo verbal (subjuntivo, indicativo ou imperativo) deverá ser descoberto pelo contexto. O contexto indicará também se o pretérito é perfeito, imperfeito ou mais que perfeito.


Concatenae: Prisão da qual não se pode sair, de modo algum; cordas mágicas. Obs: Concatenae é a prisão (ou o sistema prisional) de Amazon.


Cótan: Corpo humano; corpo (como conjunto de pessoas); conjunto; grupo.


Culan: Como; conforme; do modo; forma; de modo; de um modo; de uma maneira; de maneira; de forma.


Ec: Sufixo indicador de tempo presente. Todo verbo terminado em “ec” terá que perder o “y” (indicador de infinitivo) e estará no tempo presente. O modo verbal (indicativo, subjuntivo ou imperativo) terá que ser descoberto pelo contexto.


Ed: Tu; você.


Edy: Te, a ti; teu, tua; seu, sua (quando usado para segunda pessoa); se (quando usado para segunda pessoa). Obs: “Edy” é pronome de segunda pessoa, usado em todos os casos em que “Ed” não pode ser usado.


Eg: Eu.

Egy: Me, mim, a mim; meu. Obs: O pronome “Egy” é usado em todos os casos em que o pronome “Eg” não pode ser usado.


Ej: Ele, ela.


Ejy: se; seu, sua; lhe. Obs: O pronome “Ejy” é usado em todos os casos em que o pronome “Ej” não pode ser usado.


Em: Nós.


Eny: nos; nosso, nossa. Obs: O pronome “Eny” é usado em todos os casos em que o pronome “Em” não pode ser usado.


Er: Vós; vocês.


Ery: Vos; os (quando usado para segunda pessoa); vosso, vossa; seus, suas (quando usados para segunda pessoa).


Escutum: Escudo; barreira; protetor; colete.


Ez: Eles, elas.


Ezy: Os; lhes; seus, suas.


Feky: Dar; ofertar; oferecer; entregar; conceder.


Fidélis: Fidelidade; exclusividade.


Gemini: Gêmeo(a), gêmeos(as); amor de gêmeos(as); proteção de gêmeos(as). Sent. Fig.: Almas-gêmeas. Obs: Em Amazon, a relação entre gêmeos(as) vai muito além da relação de sangue. Acredita-se que haja uma mítica em relação aos gêmeos.


Gurguiy: Jurar; prometer; pactuar.


Ic: Sufixo indicador de tempo futuro. Todo verbo terminado em “ic” terá que perder o “y” (indicador de infinitivo) e estará no tempo futuro. O modo verbal (indicativo, subjuntivo e imperativo) deverá ser descoberto pelo contexto. O contexto também indicará se o verbo está no futuro do presente ou no futuro do pretérito.


Ik: E (conjunção aditiva).


Lisan: Vida; vivente; aquele(a) que vive; força de vida, energia vital; vital; o(a) mais importante. Sent. Fig.: Esperto(a). Obs: Lisandra significa, em Amazon, aquele(a) que tem mais força de vida. Significa também, paradoxalmente, aquele que se sacrifica por algo ou alguém.


Lótan: Alma; coração.


Megan: Magia; beleza; delicadeza; beleza delicada. Semt. Fig.: menina. Obs: Megan é nome de menina em Amazon. É um nome usado apenas para meninas consideradas belas e delicadas ao mesmo tempo. No passado, foi usado apenas para princesas, mas atualmente é usado geralmente para meninas comuns, cujas mães querem dar status de princesas.


Mel: Irmão.


Mélan: Irmã.


Mora: Amor.


Mótan: Mente; cérebro; pensamento; ente mental. Sent. Fig.: aquele(a) que pensa.


Oc: se (como partícula indicadora de reflexividade ou como partícula de indeterminação do sujeito); si.


Nic: Se (como condicional).


Pótan: Pessoa; pessoal. Sent. Fig.: Ser humano.


Potéris: Poder; força; energia. Sent. Fig.: Poderoso.


Protetio: Proteção; protetor(a). Sent. Fig: Sacrifício feito para a proteção; protetor(a) que se sacrifica para proteger o que protege.


Rec: Que; o qual, a qual, os quais, as quais; cujo, cuja, cujos, cujas; quem.


Rit: Ritual; ritual mágico. Sent. Fig.: Ciclo.


Submita: Submissão.


Submity: Submeter.


Tótan: Total; todo; tudo.


Vidate: Espelho do universo, que reflete a cada um sua própria alma e suas próprias ações, bem como seu próprio poder e suas próprias magias.


Wit: Do, da, dos, das; de.


Yec: Que assim seja. Sent. Fig.: Amém. Obs: “Yec” é usado para terminar rituais mágicos em Amazon.


Yecty: Aceitar; concordar; receber.


Zóc: Mas; contudo; porém; entretanto; no entanto; todavia; embora; mesmo que.

ALAN SÓLEN E OS MISTÉRIOS DO ORÁCULO

postado em 00/00/0000 às 18:13:16 na página biblioteca

 

Fomos consultar o oráculo, e o oráculo disse:


"Dois gêmeos divididos serão pilares da discórdia, que levará uma família a uma crise. E essa crise só será resolvida com uma tragédia: o mal será descoberto e uma morte marcará o fim".


Eu, Lisandra Sólen, não acredito no oráculo. Entretanto, todos acreditam. Eu não deixaria minha vida ser guiada por uma previsão; contudo, as previsões são tão misteriosas, que minha vida foi guiada por duas delas. Eu não acredito no oráculo, mas não posso ignorar seus mistérios, porque toda vida na Terra, na minha época, é guiada pelos mistérios do oráculo.


UMA ESCOLHA INCONSCIENTE

postado em 28/02/2008 às 13:59:34 na página biblioteca_ler

 

UMA ESCOLHA INCONSCIENTE
CAPÍTULO 8

UMA ESCOLHA INCONSCIENTE


(***) FILOSOFIA:


Às vezes, sem perceber, tomamos atitudes que implicam escolhas. Talvez sim, essas escolhas sejam inconscientes, mas são nossas escolhas e não podemos fugir delas.


(***) NOTA DO AUTOR:


Olá, galera! Beleza? Espero que tudo esteja bem com vocês!


Primeiramente, quero agradecer a todos os meus leitores! Leitores do 3v, do Floreios e Borrões, do Fanfiction e, agora, também da Vanmix, muito obrigado! Eu escreveria de qualquer forma, porque gosto de escrever mesmo, mas com vocês escrever é bem melhor, é bem mais divertido! E aqui fica um agradecimento a todos os leitores que comentaram (e também àqueles que ainda comentarão) esta história! Valeu mesmo!


Dessa vez não temos respostas aos comentários. Entretanto, antes de ir para a história preciso dizer uma coisa, preciso falar algo muito importante...


Nem todos os feitiços desta história estarão em Latim. Isso ocorrerá por algumas razões: a primeira delas é que não tenho um dicionário Português/Latim, não conheço ninguém que saiba Latim, não sei Latim e também não conheço nenhum tradutor virtual de Português para Latim que seja compatível com os leitores de tela que uso; dessa forma, criar feitiços em Latim se torna bem complicado. Eu até já procurei na INTERNET, mas achei muito pouca coisa gratuita e compatível com os leitores de tela que uso (uma vez que sou Deficiente Visual). Se, porém, alguém quiser me ajudar nisso, aceito a ajuda com o maior gosto! Então, alguns feitiços que criarei estarão em Latim mesmo, mas outros poderão estar em Hebraico, em Português mesmo, ou até em língua nenhuma (pode ser que eu crie uma palavra nova, que çoe bem e faça o trabalho, se é que vocês entendem)! Kkkk!!! Bem, é isso.


Agora, sobre o capítulo... Creio que este capítulo não será o mais emocionante, mas será certamente um bom capítulo. Espero que vocês gostem. Vou adverti-los de que algumas coisas dos livros 5 e 6 serão aproveitadas nas minhas fics. Então, se você não quer ver nada desses livros, fique atento. Contudo, afirmo que posso mudar coisas, posso descrever cenas, situações e lugares diferentes do que está nos livros. Afinal, a base da minha história é o livro 4... Minha história começa depois do livro 4. Então, tudo o que vem depois, posso mudar, se eu quiser. Então, não se assuste, ok? Vocês estão avisados!


Muito bem, então, vamos à história.


(***) NO CAPÍTULO ANTERIOR...


O grande duelo entre Harry Potter e Salamandra Riddle na aula de Defesa Contra as Artes das Trevas terminou em empate. Nossos dois estimados personagens trocam farpas e, agora, Salamandra tem a oportunidade de realizar o sonho que ela tinha quando decidiu aceitar a proposta de Dumbledore de ir para Hogwarts: destruir Potter. Será que ela conseguirá? Ou será que conhecer os problemas do rival fará com que ela não o odeie mais?


(***) HISTÓRIA:


Então, Salamandra se lembrou de uma coisa... Para matar alguém, era necessário ter a intenção de matar. Se seu coração não tivesse a intenção de matar, de nada adiantaria enunciar o feitiço. Salamandra, então, decidiu deixar tudo nas mãos do seu coração: ele decidiria tudo, ele julgaria e daria o veredicto, ele diria se Harry Potter era culpado ou inocente, ele escolheria entre matar ou deixar vivo ao “menino que sobreviveu”... Ela abriu seus olhos e liberou todos os seus sentimentos em apenas um feitiço, duas palavras...


_ Avada Kedavra!


A garota fechou os olhos novamente... Não, ela não queria ver o resultado do que acabara de fazer.


Harry, por sua vez, apenas esperou... Sim, a morte seria boa.


Enquanto isso, um raio verde saiu da ponta da varinha de Salamandra Riddle e, lentamente, voou na direção de Harry Potter.


Harry sentiu algo impactar no seu peito, no exato lugar onde ficava o coração. O "menino que sobreviveu" foi ao chão e, por alguns momentos, perdeu a consciência.


Após um tempo, Salamandra abriu os olhos e viu... Ah, aquilo era o que ela queria? Um corpo estendido no chão... Não, não era qualquer corpo, não era qualquer pessoa... Matar a matriarca Malfoy foi fácil; afinal, Riddle não gostava mesmo dela e nem a conhecia de verdade. No entanto, matar Harry Potter não era a mesma coisa, Salamandra o conhecia, talvez melhor até mesmo que os amigos dele... Ela conhecia as lembranças dele e toda a vida do "menino que sobreviveu"... Era isso mesmo que ela queria? Matá-lo? Mais uma vez, a "prole do inominável" se lembrou de que, para que a Maldição da Morte funcionasse, era necessária vontade e prazer na morte do alvo da maldição; então, se Potter estava morto, sim, era o que ela queria.


Salamandra se ajoelhou, olhou para o corpo estendido no chão... Não havia medo, como houve em Narcissa, a expressão de Potter era pacífica. E, o mais estranho era... Parecia que ele respirava! Não, isso não era possível, era? Será que ele não estava morto? Mas, então, o que aconteceu?


Harry sentiu que sua consciência voltava. Onde ele estaria? Será que ele estaria junto com seus pais? Quando esse pensamento veio à sua cabeça, Harry Potter sorriu. E, quando ele abriu os olhos, perdeu o sorriso: ele ainda estava na Câmara Secreta e, o pior, Salamandra Riddle estava ali, ajoelhada no chão, olhando para ele! Ora! O que aconteceu? A Maldição da Morte o atingiu, ele tinha certeza! Ele viu o raio verde! O feitiço o atingiu! Por que ele não estava morto, então?


_ Não pode ser! _ Salamandra murmurou. _ Não... Não pode ser!


Harry estava tão confuso quanto ela.


_ O... O que aconteceu? _ Harry questionou, mais para si mesmo que para a bruxa que estava ali, olhando para ele. _ O feitiço me atingiu! Eu tenho certeza! Então, por que...?


_ Claro...! Só pode ser isso! Para que o "Avada Kedavra" dê certo, é preciso ter uma real intenção de matar e, além disso, é preciso sentir prazer em fazê-lo. Eu... Bem, eu não tinha real intenção de... Provavelmente não... É a única explicação possível.


Harry se levantou e perguntou, agora diretamente para Riddle:


_ Você... Não tinha real intenção?


Salamandra também se levantou e respondeu, agora olhando nos olhos do bruxo à sua frente:


_ Não. Essa é a única explicação possível. Se eu tivesse real intenção de matar você, o feitiço teria dado certo.


_ Mas, então, por que o raio verde saiu da sua varinha? Eu fui atingido por ele! Eu sei! Eu tenho certeza!


_ Eu... Eu não sei... Não sei o que aconteceu... Primeiro, parecia que você estava morto e, depois...


_ Não faz sentido!


_ Não, não faz. Porém, isso é magia, não é?


_ É... Isso é magia.


_ Bem, acho que devemos voltar, não é?


_ Voltar? _ Harry questionou, surpreso. Ele esperava que a garota tentasse matá-lo novamente, esperava que ela ficasse revoltada, esperava qualquer coisa, menos que ela dissesse simplesmente, com toda a calma do mundo: "Vamos voltar?".


_ Você quer ficar aqui mais um pouco? _ Salamandra questionou, em um tom de voz normal, livre de qualquer emoção ou rispidez. _ Por mim, não temos mais nada para fazer aqui, mas, se você quiser ficar mais tempo, não tenho problema com isso.


_ Por que me trouxe aqui? _ Harry perguntou, tentando entender o que aconteceu.


_ Desde que fiz onze anos, eu recebi todo ano a carta de Hogwarts. Eu nunca pude aceitar... Até este ano. Este ano eu aceitei e... Pretendia realizar meu maior sonho até então... Destruir Harry Potter. Eu realmente pensava que você era o culpado, senão por todo o meu sofrimento, ao menos por parte dele; porém, agora eu percebi que eu estava errada. Bem... Eu percebi que... Percebi que você também pagou caro pela fatídica noite... Nós dois sofremos o bastante... Acho que agora eu posso seguir em frente... Em paz.


_ Você veio para Hogwarts só para ter a oportunidade de me matar?


_ Sim. Mas agora... Agora esse já não é mais meu objetivo.


_ E... Qual é?


_ Eu... Ainda não sei. Mas vou descobrir logo, tenho certeza disso.


_ Eu poderia fazer com que você fosse expulsa, sabia? Afinal...


_ Sim, talvez você pudesse, mas... Sei que você não fará isso.


_ Não tenha certeza disso...


_ Ah, sim, eu tenho. Você não fará isso. Eu sei! Eu te conheço melhor que quase todas as pessoas, Potter. Conheço sua “nobreza”... Estudei cada passo seu, cada atitude sua ao longo dos anos... E sei que você não irá dizer nada do que aconteceu aqui a ninguém. Até por ue, o que aconteceu aqui é algo muito pessoal. Nós compartilhamos histórias de vida, Potter, e isso não é algo que acontece corriqueiramente.


_ É...


_ E então? Vamos sair daqui, ou você precisa de mais tempo?


_ E... Como vamos sair?


_ Chave de portal...


_ Chave de portal?


_ Exato! E então? Vamos?


_ Tudo bem... Vamos.


E os dois voltaram para Hogwarts, mais especificamente para o campo de Quadribol, mas só depois que Harry bebeu algumas poções que Salamandra lhe deu.


Os dois caminharam para dentro do castelo e, assim que entraram, um monte de pessoas gritaram:


_ Harry!


_ Onde você estava? _ Hermione questionou.


_ Ah... Eu não sei bem onde eu estava... _ Harry respondeu, sem olhar nos olhos de Granger. _ Eu perdi a consciência por um tempo e... Depois eu acordei no campo de Quadribol.


_ No campo de Quadribol? _ Minerva MCGonagal perguntou. _ Mas nós procuramos você lá e não encontramos! Isso não é possível, Sr. Potter.


_ Eu o tirei de lá, para dar algumas poções a ele. _ Salamandra respondeu.


_ O quê? O que você fez a ele? _ Hermione questionou, vigorosamente.


_ Nada demais. _ Salamandra respondeu, calmamente. _ Eu apenas evitei que ele caísse violentamente contra o chão e, depois, tomei as medidas necessárias para que ele ficasse bem.


_ E isso inclui um feitiço de estuporamento? _ Hermione retrucou, com ódio na voz.


_ É claro, Granger! _ Salamandra replicou. _ Uma queda horrível como aquela assusta qualquer um, sabia? Eu precisava evitar que ele se movesse muito, no caso de ele ter quebrado algum osso e... Depois, eu tirei ele daquele bolo de pessoas loucas como você que atrapalhariam tudo... Então, eu lhe dei as poções necessárias para que ele ficasse bem. Mais alguma perguntinha inútil, Granger?


_ Eu não acredito em você! _ Insistiu Hermione.


_ Eu não preciso que você acredite em mim. A sua opinião, para mim, não vale nada!


_ Acalmem-se! _ Interferiu Dumbledore, que chegou ali há algum tempo e ouviu o final do diálogo. _ O importante é que está tudo bem agora. Harry? Salamandra? Se vocês me acompanharem, eu lhes mostrarei a sala de vocês! _ Completou o diretor, sorrindo alegremente.


_ Sim, diretor. _ Respondeu Salamandra, com um tom gélido na voz.


Dumbledore, Harry e Salamandra saíram do bolo de pessoas e caminharam. Quando eles estavam próximos da escada que levava à torre de Astronomia, Harry viu um corredor que ele nunca havia visto antes; se aquele corredor era novo ou já estava ali há muito tempo, ele não tinha certeza, porém, ele acreditava que era novo. Eles entraram no corredor. Nele, havia várias salas. Eles caminharam por algum tempo, até chegar na última sala, que parecia ser a maior delas e que era guardada pelo quadro de Merlim. Dumbledore disse algumas palavras e o quadro abriu espaço; então, eles entraram. Realmente, a sala era enorme! Dentro dela, havia duas mesas grandes, com algumas gavetas e cadeiras extremamente confortáveis. Havia também quatro portas: duas delas levavam a pequenos quartos com uma cama de solteiro e um banheiro e as outras duas levavam uma a um grande laboratório de Poções e outra a um salão de duelos. Era uma sala magnífica!


_ Incrível! _ Harry e Salamandra exclamaram, ao mesmo tempo.


_ Muito bem, garotos, eu vou deixar vocês dois a sós, para que combinem uma senha para a sala. _ Dumbledore falou e saiu dali.


Os dois deram uma volta pela sala, a fim de conhecê-la melhor, e depois se sentaram em duas cadeiras.


Após alguns momentos de contemplação, a “prole do inominável” falou:


_ O que você acha de colocarmos a senha da nossa sala em língua de cobra?


_ Em língua de cobra?


_ Sim, Potter. Em Hogwarts, só nós somos ofidioglotas! E, se colocarmos a senha da sala em língua de cobra, ninguém mais poderá entrar aqui!


_ Ótima idéia! E... Qual seria a senha?


_ Ah... Que tal... “Voldemort é um perdedor”? Se o próprio Voldemort vier aqui, ele seria capaz de falar em língua de cobra, mas... Duvido que ele dissesse essa senha...


_ Excelente! Eu concordo.


Eles colocaram a senha na sala, que era guardada pelo quadro de Merlim. Em seguida, voltaram para seus respectivos salões comunais e seguiram suas rotinas normais de fim de dia.


E a semana correu tranqüilamente, sem graves incidentes, até Sexta-Feira. Harry e Salamandra pareciam se adaptar bem melhor que Rony e Hermione ao sistema de estudo em duplas implantado por Alvo Dumbledore. O jovem Weasley e Granger tiveram uma verdadeira guerra sobre que matérias escolheriam; após uma grande discussão entre eles, eles decidiram _ ou Hermione impôs, como queiram _ que fariam Aritmancia, Runas Antigas e Cuidados de Criaturas Mágicas e não estudariam Adivinhação. Não preciso dizer que Ronald não gostou nada disso, preciso? De qualquer forma, ele nada pôde fazer contra a “autoridade suprema” de Hermione (como Salamandra ressaltou várias vezes, o “pesadelo Granger” sempre faz o que quer com Weasley). No caso de Harry e Salamandra, não houve problemas: eles decidiram (na verdade, Potter sugeriu e Riddle aceitou) fazer Adivinhação e Cuidado de Criaturas Mágicas. Salamandra era muito boa em Aritmancia e Runas Antigas, ela havia estudado tudo sobre isso na Mansão Malfoy e teve excelentes professores; então, ela queria estudar Adivinhação, para ver como era... Preciso dizer que ela ficou muitíssimo decepcionada? De qualquer forma, tudo estava decidido e a “prole do inominável” não fez nada para mudar. Afinal, ela concordava que seria bom ter uma matéria tão idiota como Adivinhação, porque ela teria tempo para os projetos pessoais dela.


Na Sexta-Feira o dia amanheceu ensolarado. O “menino que sobreviveu” teve uma boa noite de sono, sem pesadelos, o que era muito incomum, mas, era também muito bom. Ele acordou no horário normal, foi ao banheiro para fazer o que era preciso e depois foi para o Salão Principal, a fim de tomar o café da manhã. O correio matinal chegou normalmente e, depois do café, Harry foi para sua primeira aula do dia, que seria Cuidados de Criaturas Mágicas, com o grande (literalmente grande) Professor Hagrid.


A turma estava na beira da Floresta Proibida, já que o docente havia dito antes (por meio de recados) que os alunos deviam se dirigir até aquele lugar, pois a aula seria lá.


Hagrid chegou na hora certa e cumprimentou a classe:


_ Bom-dia, pessoal! A aula de hoje já está preparada! Olhem para a frente e me digam: o que vocês vêem?


Harry olhou para frente e viu um belo cavalo alado, mas não teve tempo de dizer nada, porque Salamandra exclamou, exultante:


_ Testrálias!


_ Exatamente! _ Hagrid confirmou, sorrindo abertamente. _ São Testrálias, uma espécie de cavalos alados.


_ Eu não vejo nada. _ Malfoy disse, com desdém.


_ É claro que não, idiota. _ Salamandra retrucou. _ Você é um garoto mimado, que ainda não viu nada além das fraldas que você usa! As Testrálias só podem ser vistas por aqueles que já viram a morte.


_ Exato! _ Mais uma vez Hagrid confirmou, mas agora o sorriso do mestre era ainda maior, já que uma sonserina estava animada com sua aula, o que não era comum. _ Só quem viu a morte pode ver as Testrálias. Por isso, elas são consideradas criaturas agourentas, mas isso não é verdade.


_ Testrálias são criaturas muito perigosas! _ Malfoy afirmou, categoricamente.


_ Não, não são não! _ Salamandra mais uma vez replicou, para a surpresa de muitos. _ As Testrálias são apenas criaturas incompreendidas. Elas são muito úteis e inteligentes, mas as pessoas não podem vê-las e, por isso, têm medo delas. Se você quer um transporte rápido e preciso, as Testrálias são, certamente, as melhores opções!


_ Isso mesmo! _ O professor concordou. _ Testrálias são criaturas muito úteis e Dumbledore as usa para transportar as carruagens de Hogwarts. As Testrálias são criaturas inteligentíssimas! Se bem treinadas, elas podem te levar aonde você quiser. Alguém quer dar uma voltinha nelas?


Salamandra levantou a mão, excitada, antes que qualquer outra pessoa pudesse sequer pensar em fazê-lo.


_ Muito bem! _ Cumprimentou Hagrid. _ Vá em frente!


A garota montou na testrália e o animal voou rapidamente por toda Hogwarts, pousando no mesmo lugar em que ela estava antes do vôo. Em seguida, o professor perguntou se mais alguém queria voar nas testrálias (existiam duas lá, prontas para serem montadas); Harry levantou a mão e foi. A vista de Hogwarts do alto era maravilhosa! Em seguida, mais alguns alunos se animaram a voar nas testrálias. No final da aula, Hagrid pediu trinta centímetros de pergaminho sobre as testrálias.


_ Foi uma aula fantástica! _ Comentou Salamandra.


_ Sim, foi. _ Concordou Harry.


E eles foram para o Salão Principal, para o almoço. Chegando lá, cada um foi para sua mesa.


Harry se sentou, encheu seu prato de comida e começou a comer. Ele estava faminto! A aula havia sido realmente incrível!


_ Será que aquela garota viu a morte de quem? _ Hermione perguntou.


_ Que garota? _ Questionou Harry.


_ Ora, Harry! Que garota? Riddle!


_ Ah! Bem, eu não sei, Hermione. Mas... Isso importa?


Hermione fechou a cara e não disse nada.


Quase no fim do horário de almoço, Cho Chang se aproximou de Harry Potter e o cumprimentou:


_ Oi, Harry!


Potter olhou para a garota, mas, não sentiu nada. Parecia que sua “paixão” por Cho Chang havia passado. De qualquer forma, ele decidiu ser educado:


_ Oi, Cho.


_ Como você está indo nas aulas?


_ Bem. E você?


_ Tirando Poções... Estou indo bem no resto. E... Como você está agüentando ser dupla daquela garota?


_ Ah... Riddle não é tão ruim assim.


_ Não? Bom... Dizem que ela é horrível! Sabe? Andam dizendo que ela usa a Maldição Cruciatus nas suas colegas sonserinas! Isso é horrível, você não acha?


_ Ah... Se fosse em outras pessoas, talvez, mas... Que mal há em lançar Cruciatus nas Sonserinas? Elas são horríveis mesmo! _ Harry disse, sorrindo.


_ Ah... _ Cho estava desconsertada. _ Bem, Harry... Eu... Eu queria saber se... Bom... Você tem companhia para ir a Hogsmeade?


_ Não, Cho, eu não tenho.


_ Bem... E... Você... Quer ir comigo?


_ Tudo bem, Cho.


_ Sério?


_ Sim.


_ Ótimo! _ A garota falou, muito alegre. _ Então... Nos vemos por aí, certo?


_ Sim.


E a garota se foi. Hermione comentou:


_ Você não parece muito animado... Não gosta mais dela?


_ Eu acho que não, Hermione. _ Harry respondeu.


Depois do almoço, eles foram para as masmorras, para a aula do Professor Snape.


_ Muito bem! _ Começou o docente. _ Hoje vocês farão uma poção muito boa: a Poção da Força. É uma poção muito útil, já que ela te deixa mais forte fisicamente por um tempo; obviamente, passado o período do efeito da poção, você se sentirá extremamente débil. Feita de maneira errada, a Poção da Força pode te deixar tão mole quanto um bebê. Portanto, muita atenção! As instruções estão no quadro e os ingredientes no armário. Comecem!


Harry e Salamandra começaram a fazer a poção. Todavia, Potter estava extremamente distraído; afinal, Poções não era a matéria preferida do “menino que sobreviveu” e, depois do almoço... Você sabe, não é? Por duas vezes, Riddle teve que impedir que o garoto arruinasse a poção, impedindo-o de colocar ingredientes errados. Na terceira vez, a bruxa reclamou, rispidamente:


_ Potter! Preste atenção no que você está fazendo!


Mas Harry não conseguia. E, depois de um tempo, mais uma vez ele cometeria um grave erro, o qual arruinaria por completo a poção, não fosse a intervenção de Salamandra. A garota, agora muito furiosa, bradou:


_ Potter! Você é um incompetente! Se não vai ajudar, não atrapalhe!


_ Eu estou tentando fazer a minha parte, Riddle! Mas não é fácil, sabia? Eu odeio Poções! Tanto quanto eu odeio o professor da matéria!


_ Isso não importa, Potter! Você pode odiar o quanto quiser, mas tem que prestar atenção no que você faz! Você não pode mascarar sua incompetência com o seu ódio!


_ Já chega, Riddle! Eu não tenho que suportar suas idiotices!


_ Não são idiotices, Potter, são verdades. Você pode odiar qualquer matéria. Porém, não deve permitir que seu ódio o impeça de aprender! Odiar Poções não é desculpa para não aprender nada! Preste mais atenção no que faz!


_ Já chega, Riddle! Eu não quero ouvir mais nada de você!


_ Claro... Arrogante como sempre... De quem você herdou sua arrogância, Potter? Da sua mãe, ou do seu pai? Sua arrogância é insuportável!


_ Talvez seu pai tenha passado um pouco da arrogância dele para mim, Riddle, quando ele me atacou naquele dia em que eu tinha um ano...


_ É, pode ser... Mas acho improvável, porque sua arrogância, às vezes, é bem maior que a dele. Imagino que um dos seus pais também era arrogante... Agora... A minha dúvida é... Qual dos dois?


O "menino que sobreviveu" estava irritado, descontrolado, eu diria. Ele já não estava mais de bom-humor.


_ Você é, sem dúvida, a pior coisa que seu pai já fez! _ Harry falou, com ódio na voz.


_ Ah, é? Pensei que, para você, a morte de seus pais fosse a pior coisa... _ Respondeu Salamandra, irônica.


_ Ora, Riddle! Pode parecer estranho, mas você consegue ser pior que qualquer morte! Você é o inferno!


_ É mesmo, Potter? Fico feliz com isso!


_ Você é tão inútil, imprestável e demoníaca, que nem seu pai ama você! Aliás, nem ele nem sua mãe!


_ Cale-se, Potter! Cale-se!


_ Seu pai ordenou ao seu comensal que te prendesse, porque sabia que você era perigosa até pra ele! E, sua mãe... Preferiu ir pra Azkaban a cuidar de você!


_ Cale-se, Potter!


_ Você é desprezível! Tanto, que nem seus pais te quiseram! Até eles a rejeitaram!


_ Eu te odeio, Potter! Você é dez vezes pior que o Lorde das Trevas!


_ Só porque eu disse a verdade? Você sabe que é desprezível, Riddle! Ninguém gosta de você!


_ Estupefaça!


O feitiço lançado por Salamandra foi, talvez, o mais forte feitiço que a garota havia lançado em toda a sua vida. Pouco antes de ela lançá-lo, Harry Potter viu que as palavras ditas por ele mexeram realmente com a garota, as emoções se refletiam claramente nos olhos dela... Ódio, muito ódio, foi o que o bruxo viu nos olhos da "prole do inominável" pouco antes de ser atingido fortemente pelo feitiço de estuporamento. Harry sentiu seu corpo ser lançado ao ar, muito alto, pouco antes de perder a consciência.


Harry olhava para seu corpo, voando no ar e atingindo fortemente a parede oposta, caindo bruscamente no chão em seguida. Ah, não, aqueles não eram seus olhos! Mas... Como era possível? Ele estava vendo tudo a partir de outro ponto de vista... Para ser mais exato, ele via tudo sob o ponto de vista de... Salamandra? Não, não podia ser!


_ Potter! _ ele ouviu o grito do seu odiado professor.


Viu também o professor olhando para todos os lados, achando o seu corpo inconsciente... Viu Snape se virar para Salamandra e perguntar:


_ O que aconteceu, Riddle?


_ Nada demais, Professor Snape. _ Harry se ouviu dizer... Mas, não, definitivamente, aquela não era sua voz! Aquela era a voz de... Salamandra Riddle. Mas... Como era possível? Ele estaria dentro do corpo dela? Ou dentro de sua mente? _ Potter disse algumas coisas... An... Muito irritantes... E... Bem, eu lhe lancei o feitiço "Estupefaça". _ Harry sentiu as emoções da garota. Sim, o que ele disse a deixou muito triste, ele podia sentir. E ele sabia, ah, sim, agora sabia, sabia que ela só lhe lançou o "Estupefaça" por causa do que ele disse.


_ Só isso? _ Questionou o mestre das poções.


_ Sim, Professor Snape.


_ Muito bem. Então... _ O professor fez o corpo de Potter flutuar, jogou-o na cadeira em que ele deveria estar sentado e enunciou: _ Enervate!


Nada. Não deu certo. O docente pareceu se concentrar mais e lançou novamente:


_ Enervate!


Mais uma vez, nada.


_ Impossível! _ Murmurou o professor. _ Eu ouvi o feitiço que foi lançado! Tenho certeza de que foi apenas o feitiço de estuporamento! Por que não dá certo? _ E o mestre tentou mais uma vez, agora com todas as suas forças: _ Enervate!


E, de novo, nada.


_ Weasley! _ Chamou o docente, muito desgostado. _ Leve o sr. Potter para a Ala Hospitalar!


_ Sim, senhor. _ Respondeu Rony.


_ O que você fez com ele, Riddle? _ Hermione questionou, com ódio na voz.


_ Nada que ele não merecesse, Granger. _ Respondeu Salamandra, com a mesma intensidade de ódio na voz. Harry pôde sentir o grande ódio que Salamandra sentia por Hermione. E isso era plenamente normal, já que Hermione sempre, desde o começo, implicava com Salamandra. O que Harry não entendia era o por quê, uma vez que Granger não era costumeiramente assim.


_ Lacarnum Inflamare! _ Hermione lançou.


_ Glacios! _ Protegeu-se Salamandra, contra-atacando em seguida com: _ Expelliarmus!


O ataque foi rápido demais e Granger não conseguiu se defender. Ela foi lançada longe e sua varinha voou longe também, mas fora da mão dela.


_ Já chega, Granger! _ Rosnou o professor de Poções. _ Cinqüenta pontos menos para a Grifinória, por provocar confusão na minha aula! Ah! E... Granger? Uma semana de detenção!


Hermione se levantou, baixou sua cabeça e ficou muito envergonhada... Ela não queria detenções, mas... Harry pôde ver o olhar triste de sua amiga. Ele não gostava de vê-la assim, mas sentia a satisfação de Salamandra.


_ A aula terminou! _ Snape bradou. _ Vamos! Todos vocês, fora da minha sala!


Salamandra saiu da sala, de cabeça erguida, com uma expressão dura no rosto. Harry deduziu, após um tempo, que ele devia estar na mente da garota... Era a única explicação! Ele a viu caminhar, na direção da torre da Sonserina. Chegando no lugar certo, ela murmurou a senha, com um tom de desprezo na voz:


_ Sangue Puro.


Depois de entrar no Salão Comunal da Sonserina e ir para seu dormitório, ele a ouviu murmurar:


_ Como se o sangue valesse alguma coisa... Idiotas!


A garota se sentou na cama. Em seguida, ela fechou os olhos... Harry podia acompanhar os pensamentos dela... Ele via e sentia tudo... Ele percebeu o quanto suas palavras foram duras, ele percebeu o quanto Salamandra sofria... E isso o assustou. Ele sempre pensou que a garota não se importasse realmente... Mas estava errado. E... Por que ele disse tudo aquilo? Por muito pouco!


Após um tempo, Parkinson entrou no dormitório.


_ Parabéns, Riddle! Você conseguiu se livrar de Potter! Isso é fantástico! Seu pai ficará bem feliz...


_ Parkinson, saia daqui. _ Salamandra retrucou, rispidamente.


_ Por que eu deveria? Dê-me um bom motivo!


_ Ah, claro... _ Riddle, então, pegou sua varinha, apontou-a para Parkinson e enunciou, friamente: _ Crucio!


E Parkinson caiu no chão, contorcendo-se em dores. Após trinta segundos, mais ou menos, Salamandra baixou sua varinha e perguntou, ainda friamente:


_ E então, Parkinson? Esse é um bom motivo, ou será que preciso apresentar mais um?


Parkinson não disse nada: ela apenas se levantou e saiu correndo.


_ Inútil! _ Salamandra murmurou após um tempo, guardando sua varinha. _ Eu odeio pessoas que falam demais e não têm coragem para enfrentar as conseqüências do que diz!


Mais tarde, outra pessoa entrou no dormitório. Dessa vez, porém, era Dumbledore.


_ Salamandra? _ O velho diretor chamou, com tom amável na voz.


_ Fale, Diretor. _ Riddle respondeu, com um tom de voz desprovido de emoção. Harry percebeu que aquele tom de voz era usado habitualmente por Salamandra, com todas as pessoas. Às vezes ela usava um tom ríspido, mas só quando ela não estava a gosto... Em todas as outras vezes, ela usava o tom frio, desprovido de emoções... Harry não podia dizer que ela estava a gosto em nenhum lugar ali, mas, pelo menos ela não estava irritada com nada... Ou ao menos era o que parecia.


_ Acompanhe-me, por favor! _ Dumbledore pediu, ainda amavelmente, com um sorriso no rosto.


Harry ouviu os pensamentos de Riddle:


_ "Velho louco e idiota! Por que não diz o que quer de uma vez? Maldito velho manipulador!".


Harry sorriu mentalmente, porque Salamandra não odiava Dumbledore... Ele sentia isso. Ela apenas não tinha paciência para as voltas que o velho diretor de Hogwarts dava antes de chegar no ponto em que ele queria. Harry já estava acostumado.


Salamandra seguiu o diretor. Eles saíram da Sonserina e foram para a Ala Hospitalar. Os corredores de Hogwarts estavam tranqüilos. Ao chegarem, entraram e Dumbledore convidou Salamandra a se sentar em uma cama: a cama onde o corpo de Harry Potter estava inconsciente, em repouso.


Dumbledore falou:


_ Veja, Salamandra...


A garota olhou, com olhar de tédio. Ela respondeu:


_ Ah, sim... E daí? É só lançar um "Enervate" e, tudo fica bem!


_ Ah, Salamandra... _ Dumbledore replicou... _ Não é bem assim. Todos os membros do corpo docente de Hogwarts tentaram acordar Harry com um "Enervate"... Todos! Mas... Não adiantou. Até mesmo Madame Pomfrey tentou! E não só o feitiço "Enervate"... Ela tentou várias poções e, nada!


_ Incompetentes... _ Salamandra murmurou e, depois, falou bem mais alto: _ um bando de incompetentes! Incompetentes e fracos, claro.


_ É, talvez sim...


_ Você não tentou, ou sim? _ Quis saber a bruxa.


_ Ah, sim, eu tentei. E eu quase consegui, mas... Parece que o feitiço que você lançou foi realmente muito poderoso! Salamandra, eu não posso obrigá-la a desfazer o feitiço e, mesmo que eu pudesse, eu não o faria, porque sei que não daria certo. Para desfazer o feitiço, você precisará de todas as suas energias, você precisará querer desfazer o feitiço, mas o sentimento tem de ser verdadeiro e tem de vir do seu coração! Mas... Eu quero pedir para que você pense um pouco... Por pior que seja o que Harry te disse, será que ele merece ficar em um sono eterno? As pessoas se desentendem, Salamandra, e isso é natural. Mas estuporar alguém não é a melhor maneira de se resolver o problema. Você pode sempre conversar com Harry... Tenho certeza de que vocês se entenderiam! Bem, eu não quero uma resposta... Também não vou recriminar você por sua decisão, mas... Eu vou lhe pedir uma coisa, apenas uma... Siga seu coração, faça o que ele lhe pedir. Bom... Preciso ir agora. Sabe, parece que os pais estão muito revoltados ultimamente... Ando recebendo vários berradores!


E Dumbledore se foi.


Harry sentia que as palavras de Dumbledore tocaram o coração de Riddle... Sim, ao contrário do que ele pensava, ela tinha um coração e, também sentimentos! A garota olhou para o corpo de Harry, inconsciente... Então, de repente, Harry parou de ver o que acontecia... Ele parecia cercado, em uma escuridão. Então, ele ouviu a voz de Salamandra, que disse:


_ Ah, Potter! O que você está fazendo na minha mente?


_ O... O quê? _ Harry pensou.


_ Saia!


E Harry se sentiu voando no ar e caindo duramente em algum lugar...


Escuridão... Sim, muita escuridão... Foi tudo o que Harry viu e sentiu depois. Após um tempo, ele ouviu uma voz que enunciava:


_ Enervate!


E, finalmente, ele pôde abrir os olhos. Quando ele fez isso, ele saltou de uma vez, desorientado... Onde ele estaria? O "menino que sobreviveu" olhou para todos os lados, mas tudo estava desfocado! Então, ele sentiu que uma mão muito forte segurou sua cabeça _ a qual girava para um lado e para outro, rapidamente, descontroladamente _ e outra mão lhe colocava os óculos... Ah, agora sim, tudo estava entrando em foco! Harry olhou novamente para todos os lados e percebeu que ele estava na enfermaria de Hogwarts. Então ele se lembrou de tudo o que havia acontecido, de tudo o que ele havia visto... Será que ele entrou mesmo na mente de Riddle? E, se sim, como?


_ Muito bem, Potter... O que achou do pequeno passeio na minha mente?


_ Então, foi real! _ Harry exclamou. _ Eu... Eu entrei... Mas... Como?


_ Parece que há uma conexão entre nós, Potter. Você tem uma conexão com Voldemort, que foi ampliada quando ele voltou, porque ele usou seu sangue para voltar e, como eu sou filha dele... Parece que eu também herdei algo dessa conexão... Parece que eu e você também temos uma conexão entre nós. E, de alguma forma, você usou essa conexão para dar um passeio pela minha mente. Eu te advirto de uma coisa: você não entrará na minha mente de novo, a não ser que eu permita! Bom, agora... penso que precisamos resolver nosso probleminha, você não acha?


_ É... Bom... Eu... Acho que lhe devo um pedido de desculpas...


_ Não, você não deve. Nós dois dissemos coisas que não deveríamos. Bem, eu tenho uma proposta pra você... Acho que devemos fazer um acordo: eu não falo dos seus pais, nem das pessoas que se sacrificam por você e, em troca, você também não comenta nada sobre meus pais nem sobre as pessoas que não gostam de mim... E então? Será que temos um acordo?


_ Sim, claro!


E os dois estenderam e apertaram as mãos, selando o acordo.


Depois disso, a paz reinou entre os dois. Eles ainda discutiam, mas nenhum deles levantou a varinha contra o outro.


E Outubro chegou. A saída ao povoado de Hogsmeade seria no dia seguinte. Era uma Sexta-Feira, de noite, quando Dumbledore chamou Harry no seu escritório. O garoto foi, entrou, sentou-se (após ser convidado a isso) e o diretor falou:


_ Harry, quero que você mostre o povoado de Hogsmeade a Salamandra, amanhã. Bem, sei que você marcou com a Senhorita Chang, mas... Ela entenderá que você não pode ir com ela.


_ Mas... Senhor, eu não posso fazer isso com ela!


_ Harry, tenho certeza de que ela entenderá! E... Se ela não entender... Bom, você se negaria a atender um pedido meu, Harry?


O tom usado por Dumbledore fez com que Harry respondesse:


_ Não, senhor. Falarei com Cho e... Desmarcarei o encontro.


_ Excelente! _ Dumbledore exclamou, sorrindo muito.


Harry agora corria pelos corredores, procurando Cho, para desmarcar o encontro. Ele não estava triste por isso... Não queria mesmo ir àquele encontro. Ele só aceitou por educação, ou sei lá por que... Vai entender, não é?


Harry finalmente encontrou quem ele queria: ela estava indo para o Salão Comunal da Corvinal. Ele chamou:


_ Cho!


A garota se virou e disse:


_ Sim, Harry?


_ Eu sinto muito, mas... Não podemos ir a hogsmeade juntos amanhã.


A garota se assustou. Ela questionou, com voz triste:


_ E... Por quê, Harry?


_ Dumbledore me pediu um favor... E... Eu não pude negar. E... Não vai dar para irmos juntos... _ E, em seguida, o garoto completou, apenas por educação: _ Eu sinto muito, Cho.


Nem ele mesmo acreditava naquilo, mas parecia que a garota acreditou. Ela respondeu:


_ Tudo bem, Harry. Fica pra próxima, então.


_ É, é sim.


E ele se foi, para o Salão Comunal da Grifinória.


No dia seguinte, Harry se aprontou rapidamente e foi para o Salão Principal, a fim de tomar o café-da-manhã. Na mesa da Grifinória, Hermione comentou:


_ Cho estava triste ontem à noite... Ela não parece animada com o passeio a Hogsmeade... Você sabe se aconteceu alguma coisa, Harry?


_ Ah, sim... Eu... Bem, eu desmarquei o encontro com ela...


_ Por quê? _ Rony perguntou.


_ Dumbledore me pediu para mostrar Hogsmeade a Riddle. Então, não posso ir com Cho.


_ E... Você aceitou? _ Rony questionou, incrédulo.


_ Ah... Bom... Eu... Eu não pude negar.


_ Não pôde? _ Hermione retrucou, irritada. _ Eu não vejo você muito triste com a notícia, Harry! Você parece aliviado por não ir com Cho a Hogsmeade!


Harry baixou a cabeça, evitando o olhar de Hermione e não disse nada.


Depois do café, Salamandra se aproximou e disse:


_ E então? Vamos, Potter?


_ Vamos. _ Harry respondeu, um pouco tenso. Só agora ele percebia que teria de ir a Hogsmeade com, nada mais, nada menos que... Salamandra Riddle. E, ele não gostava tanto assim disso. Ah... Será que ir com Cho seria melhor?


_ Escute, Potter, eu gosto disso tanto quanto você! _ Salamandra falou, séria, com o habitual tom frio na voz. _ Só aceitei isso, porque não quero uma luta contra o diretor de Hogwarts e, sei que você aceitou pelo mesmo motivo. Porém, se temos que passar o dia todo juntos, se temos que fazer esse passeio juntos, sugiro que ao menos tentemos nos suportar. Será melhor assim... Afinal, eu não quero estragar meu dia!


_ Tudo bem, Riddle. Vamos! _ Harry encerrou o diálogo naquele momento.


Os dois saíram do castelo, passaram pelo zelador (mostrando suas autorizações, claro) e entraram em uma carruagem, juntos com Rony e Hermione. A carruagem partiu e rapidamente chegou à vila.


No povoado, Hermione disse:


_ Bem, Harry, acho melhor que Rony e eu deixemos você e Riddle sozinhos... Eu não suportarei passar meu dia com essa garota!


_ Tudo bem, Hermione. _ Harry concordou, com um leve sorriso no rosto.


Afinal, no ano anterior ele viu o ciúmes que Rony teve de Hermione, no dia do baile. E ele viu também que Rony era correspondido, ou ao menos isso era o que Harry pensava. Então, ele imaginou que, se os dois ficassem juntos aquele dia, talvez eles... Mas.. Seria bom? Se os dois... Harry ficaria sozinho!


O "menino que sobreviveu" foi, porém, retirado duramente de seus pensamentos, quando Salamandra disse:


_ Pode ir com seus amigos, Potter. Eu realmente não preciso que ninguém me mostre Hogsmeade!


_ Não, eu não posso. _ Retrucou Harry. _ Dumbledore deve ter mandado alguém para ver se eu atendi ao pedido dele e...


_ Eu sei, Potter, sei que ele mandou alguém! _ Salamandra replicou. _ Porém, eu sei quem é e... Posso cuidar dele. Vá com seus amigos! _ A garota insistiu.


_ Não... _ Harry negou mais uma vez e, aproximando-se um pouco mais de Salamandra, ele disse apenas para que ela ouvisse: _ deixe Rony e Hermione sozinhos... Talvez...


_ Tudo bem, Potter... A escolha é sua. _ A garota finalizou o assunto.


Hermione e Rony se foram. Harry ia perguntar a Salamandra onde ela queria ir, mas, então, no exato momento em que ele ia fazer isso, Cho apareceu diante dos dois e gritou:


_ Ah! Então era esse o favor que Dumbledore pediu, não é, Harry? Mentiroso! Idiota! Você preferiu vir com essa garota que comigo, não é?


Harry não respondeu e, isso, irritou mais ainda Chang:


_ Responda! Você prefere ela, não é?


_ Eu acho que você está exagerando, Cho. _ Potter finalmente respondeu. _ Dumbledore pediu para que eu mostrasse o povoado de Hogsmeade a Riddle e, é isso que estou fazendo. Nada mais!


_ Você pode ir com ela se quiser, Potter. _ Salamandra interferiu. _ Posso cuidar da pessoa que está aqui para ver se você está atendendo mesmo ao pedido de Dumbledore... Conheço a pessoa que nos está vigiando e, posso cuidar dela. Garanto que ela não contará nada! E... Você pode ir com ela, se quiser.


Harry foi, mais uma vez, surpreendido. Cho Chang deu um pequeno sorriso, estendeu a mão para Harry Potter e, no tom mais meloso possível, disse:


_ Vamos, Harry?


Vendo a relutância do "menino que sobreviveu", Salamandra insistiu:


_ Vá com ela, Potter!


Entretanto, Harry não estava disposto a isso.


_ Não, eu não vou. _ Ele negou. _ Eu não quero.


_ O... O quê? _ Cho falou, com lágrimas nos olhos. _ Seu... Seu... Seu imbecil!


Chang estava descontrolada. As lágrimas caíam em abundância de seus olhos. Ela gritou:


_ Você é um cafajeste, Harry! Um idiota! Um... Um... Um vaga...


_ Basta, Chang. _ Salamandra interferiu. _ Eu não quero mais ouvir sua voz! Por que você não recolhe o resto de dignidade que você tem e sai daqui?


_ Você! _ Cho continuava dizendo, em voz alta e descontroladamente. _ Você é a culpada de tudo!


_ É mesmo? _ Salamandra questionou, ironicamente. _ Oh! Que tocante! Agora... Saia da minha frente!


_ Isso não vai ficar assim! _ Ameaçou Chang.


Cho moveu sua mão na direção do bolso onde sua varinha ficava, mas, quando ela ia retirar a varinha do bolso, Salamandra lançou, duramente:


_ Depulso!


E Cho foi jogada longe, longe da vista de Harry.


_ Ah... _ Salamandra comentou... _ Acho que exagerei na força do feitiço. Mas... Você sempre pode ir atrás dela, Potter... Você pode ir e dizer que...


_ Não, eu não irei atrás dela, Riddle. _ Harry cortou o que Salamandra ia dizer.


_ Tem certeza?


_ Sim, tenho. _ Ele respondeu em um tom de voz que deixava claro que aquele assunto terminava ali, naquela hora.


_ Bem, então... A escolha é sua.


_ Onde você quer ir? _ O garoto perguntou, a fim de mudar de assunto.


_ Que tal irmos em alguma loja que venda artigos para Quadribol? _ Salamandra sugeriu, agora com um tom de voz leve e calmo, o que não era comum.


_ Ótimo! _ Concordou o bruxo.


E os dois iam para lá, mas, no caminho, viram um bando de gigantes que vinha na direção deles.


_ São... Gigantes! _ Exclamou Potter.


_ É... _ Concordou Riddle. _ E parece que eles não nos querem vivos... Potter, temos duas opções... Podemos lutar, ou fugir. O que você prefere?


_ Eu... Eu quero lutar!


_ Bom, então... Há dois feitiços que podem ser usados na luta... Um é a Maldição da Morte... O outro é o "Reducto"... Mas tem que ser lançado com muita força! Afinal, a pele dos gigantes são muito resistentes! Lance o "Reducto" no pescoço dele... Você entendeu?


_ Sim, entendi.


_ Bem, então... _ Salamandra apontou a varinha para um deles, enquanto eles estavam longe, juntou o máximo de energia possível e lançou: _ Reducto!


(***) E, NO PRÓXIMO CAPÍTULO...


Nossos heróis terão de lutar contra o exército de gigantes. E, depois, terão de enfrentar _ ou aceitar _ os absurdos da imprensa bruxa. Mas o passeio de Hogsmeade não será interrompido! O que o destino reserva a nossos heróis? Não percam, o próximo capítulo de "HARRY POTTER E A PROLE DO INOMINÁVEL": "OS MOVIMENTOS DO MINISTRO"!


(***) RECADO DE UM PERSONAGEM:


"às vezes, o que sentimos se mostra gradualmente, e nós só percebemos nossos sentimentos, quando eles já são fortes demais, tão fortes que não podemos mais controlá-los." de Harry Potter, para os leitores de Bruno P. L..


(***) PALAVRA DO AUTOR:


E então? O que acharam? Gostaram?


A quem gosta de Cho Chang, eu só tenho uma coisa a dizer: eu sinto muito, não gosto dela. Ela não terá participação ativa na minha história. Para falar a verdade, provavelmente o papel de Chang termina aqui. Se ela voltar, será como comensal, ou na AD, mas, de qualquer forma, ela não terá um papel determinante em nada... Será apenas personagem figurativo.


Agradeço mais uma vez a todos vocês, leitores, e peço que vocês continuem lendo e, se possível, comentem! Obrigado e, até mais.




Autor: bruno

RESULTADO INESPERADO

postado em 28/02/2008 às 13:58:44 na página biblioteca_ler

 

RESULTADO INESPERADO
CAPÍTULO 7

RESULTADO INESPERADO


(***) NOTA DO AUTOR:


Olá, galera! Tudo bem com vocês? Espero que sim!


Bom, devo informá-los que no 3v o CAPÍTULO 6 teve alguns probleminhas, por causa de que eu uso os colchetes para delimitar os feitiços e... Bem, eu não me atentei para o fato de que o site não aceita isso... Ah, como sou desatento!!! Eu sabia que o fanfiction tirava os colchetes, mas nem mesmo me preocupei em olhar se o 3v fazia a mesma coisa... Porém, no caso do 3v é pior, porque o site não tira os colchetes sozinho: é a Mariana Edo quem edita manualmente e os retira. Ah, pobre Mariana!!! Muito obrigado por ter retirado os colchetes de todos os capítulos das minhas fics! Bem... O caso é que, no último capítulo, ela se esqueceu de fazê-lo e, o capítulo foi publicado sem os feitiços. Agora já está tudo acertado, tudo ok: vocês, leitores do 3v, podem ler tranqüilamente o capítulo 6! E, em virtude disso, devo informar que não usarei mais os colchetes para delimitar os feitiços: os encantamentos ficarão soltos, no meio das falas dos personagens. Não creio que isso será problema para ninguém, mas... Talvez o pessoal do Floreios e Borrões ache estranho (isso é, se esse site não tira os colchetes também, não é? Mas eu acho que não tira não). Então esse é meu primeiro aviso. Peço desculpas aos meus leitores do Aliança 3 Vassouras pelo transtorno e garanto que, a partir deste capítulo, isso não ocorrerá novamente, ao menos não pelo mesmo motivo.


Devo, também, pedir desculpas a todos os meus leitores pela demora na atualização. Por favor, desculpem-me! A culpa não foi desta fic... O caso é que eu não conseguia escrever um capítulo de uma outra fic minha e, aí, tudo ficou parado. Mas, agora, espero que tudo volte ao normal. Desculpem-me!


Agora, vamos entrar em temas mais interessantes. No trailer desta fic, eu previa uma coisa... Entretanto, como sempre acontece nas minhas histórias, o que eu previa não acontecerá exatamente quando eu previa... Entendem? De modo que o que o trailer apresentou foi apenas uma pequeniníssima parte da grande aventura que teremos. Se isso incomoda a alguém, devo, mais uma vez, pedir desculpas; porém, não posso dizer que isso me incomoda... Neste capítulo, teremos a parte que, na minha opinião, é a mais emocionante do trailer. Mas, não se preocupem: teremos coisas bem mais emocionantes que isso mais pra frente! Eu realmente não consigo seguir minhas previsões iniciais para a história, porque enquanto escrevo, analiso, penso sobre o que estou escrevendo, aprendo e, obviamente, mudo muitas coisas... Espero que vocês gostem!


Muito bem: vamos, agora, responder aos comentários:


Comentário: “Cara só quero saber quem vai ser a personagem principal o harry ou a Salamandra pq to até com vontade de continuar a ler mas queria saber blz flws.”. Igorr.

Resposta: Olá, Igorr! Tudo bem com você? Espero que sim! Bom, fico feliz que minha resposta anterior não tenha sido inútil... Você me surpreendeu! Achei que você cumpriria a promessa de desistir... Fico feliz que não foi assim! Obrigado por continuar a ler! Agora... Respondendo à sua pergunta... Bem, há duas teorias possíveis sobre isso e, acredite, nem eu mesmo sei qual é a certa e qual é a errada. A primeira é que tanto Harry quanto Salamandra são personagens principais; se for assim, os dois terão importância e espaço iguais na história. A segunda teoria é que Harry é o principal; de qualquer forma, não se esqueça de que Salamandra é (ou será, futuramente) o par romântico de Harry e, dessa forma, é natural que ela apareça; além disso, ela é personagem original e você não a conhece, de modo que eu preciso apresentá-la e, isso, meu caro, não se faz em duas linhas, nem em dois capítulos. Bom, o que você deve entender é que, o fato de Harry ser o personagem principal não significa que ele tenha que ser o mais poderoso. Creia-me quando eu te digo que ele é sim o mais poderoso nessa minha série (“O TOQUE DO AMOR”), mas o poder não aparece, nem se mostra, do dia para a noite, certo? É preciso desenvolver o poder e esse desenvolvimento, no caso de Harry, será muito interessante nessa série. Salamandra, no entanto, quase não precisa desenvolver seus poderes, porque eles já estão desenvolvidos! Lembre-se, Igorr, que ela foi treinada para ser a princesa das trevas! Lembre-se, meu caro, que ela recebeu um treinamento muito duro e, eu me atreveria a dizer, até mesmo desumano! E, passando pelo que ela passou, sendo treinada como ela foi, não surpreende que ela seja poderosa e que já tenha seus poderes quase completamente desenvolvidos, não é? Espero que você entenda e aceite isso. Nada nas minhas histórias acontece do nada, sem um motivo... Tudo tem um porquê, mesmo que você não compreenda agora. Mas não se preocupe, que no final da série “O TOQUE DO AMOR” você entenderá tudo. Por ora, apenas saiba que Harry é sim personagem principal, ou sozinho, ou junto com Salamandra, mas isso não faz dele o mais poderoso... Ainda. Espero que você continue lendo e comentando! Valeu!


Comentário: “a fic está mto boa, só acho que a salamandra ta forte de mais”. Everylone.

Resposta: Olá, everylone! Tudo bem com você? Espero que sim! Primeiramente, muito obrigado por ler e comentar! Valeu mesmo! Agora... Quanto a Salamandra, você entenderá o porquê de ela ser tão forte mais tarde, embora eu ache que já expliquei razoavelmente isso acima, na resposta que dei a Igorr. Continue lendo e comentando, ok? Valeu!


Comentário: “Pois é... Cá estou eu em mais uma fic sua ;O E espero que você esteja bem!
Adorei a fic, mas não abandona 'A vida em jogo' não viu??
Agora... Falando sobre o presente... HARRY POTTER E A PROLE DO INOMINÁVEL... Gostei da personalidade da Salamandra (Que nome estranho para uma garota!)
é realmente enigmática...
Como sempre... Parabéns, e em breve, talvez, eu poste minha primeira fic aqui! E adivinha no que estou me 'inspirando'? Pois é... A vida em Jogo. E fica
tranquilo, você terá seu nome nos créditos ;O
Beijos e abraços,
LoLy Black”.

Resposta: Olá, Loly! Sim, eu estou excelente! Muito atarefado esses dias, mas, excelente! E você? Espero que tudo esteja bem com você também! Ah! É muito bom ver você aqui também! Ótimo mesmo! E... Há um tempinho que você não comenta lá em “A VIDA EM JOGO”, não é? Bom, obrigado por ler e comentar minhas fics! Que bom que você está gostando! Realmente, a personalidade de Salamandra é bem enigmática sim... E... O nome dela é estranho, mas tem uma razão... Pesquise sobre as salamandras (especialmente naquele livro da J. K. Rowling... “ANIMAIS FANTÁSTICOS E ONDE HABITAM”... Acho que é isso, mas, se não for, é algo assim...) e, mais pra frente na história, creio que você entenderá o porquê do nome dela. Eu escolhi a dedo! Kkkkk!!! Ah! E... Não se preocupe! Eu não abandonarei “A VIDA EM JOGO” não! Por favor, continue lendo e comentando, ok? Valeu!


Muito bem, galera... Quero aqui agradecer a todos os meus leitores, todos mesmo!!! Muito obrigado por ler a minha fic! E, peço que vocês, por favor, comentem! É sempre bom receber comentários, saber o que vocês estão achando... Portanto, quem puder, por favor, comente! Valeu!


Agora, chega de enrolação! Vamos à história!


(***) FILOSOFIA:


Será que alguém é culpado pelo nosso sofrimento? Será que nós o somos? Não. Culpar os outros, ou a nós mesmos, pelo nosso sofrimento é uma grande perda de tempo. O que devemos fazer é lutar para mudar a situação e transformar o sofrimento em forças para vencer nossos verdadeiros inimigos.


(***) NO CAPÍTULO ANTERIOR...


Finalmente, Hogwarts! Dumbledore anuncia que, neste ano, os estudantes trabalharão em duplas, mas farão os NOM’s e os NIEM’s individualmente. E o primeiro dia de aulas começa. Severo Snape, incrivelmente, concede cinco pontos para a Grifinória. E, na aula de Defesa Contra as Artes das Trevas Salamandra, é desafiada por Malfoy, Granger e Potter. Ela derrota facilmente os dois primeiros, mas, quando chega na vez de Harry, isso não ocorre. Os dois travam um duelo realmente fantástico! E agora? Quem vencerá? Que surpresas trará Salamandra?


(***) HISTÓRIA:


_ Mais alguém quer desafiar a senhorita Riddle?


Harry, timidamente, levantou a mão. A professora disse:


_ Muito bem, Potter! Pois venha!


O sorriso que a docente deu a Harry foi diferente do que ela dava aos outros alunos. Harry ocupou a posição que Hermione ocupara e se preparou.


_ Quando eu disser três, comecem! _ Falou a mestra. _ Um... Dois... Três!


_ Expelliarmus! _ Lançou Harry.


Mais uma vez, Salamandra desapareceu. Nesse momento, Harry Potter se lembrou... “Há outras formas de se ficar invisível, Harry”... Ah! Então era isso! Ela estava invisível! E, certamente, era através de um feitiço, um feitiço de invisibilidade! Ele tinha que tirar o feitiço, mas... Como? Um feitiço veio na direção de Harry, mas ele se protegeu:


_ Protego!


E assim ficou por um tempo. Os escudos de Potter barravam os feitiços de corte lançados por Riddle. E, quando podia, Harry contra-atacava:


_ Expelliarmus!


Entretanto, ele nunca conseguia acertar seu alvo. E foi então que os feitiços pararam de chegar do nada em Harry. Ele também parou de tentar contra-atacar e se concentrou, tentando ouvir ou sentir qualquer coisa que delatasse a presença de Salamandra em qualquer lugar. Então, o garoto sentiu um vento sobre sua cabeça e, sacou: a garota estava nas suas costas, ela havia pulado para ficar atrás do garoto, na tentativa de surpreendê-lo. Harry, sem se virar, apontou sua varinha para trás de si e lançou:


_ Expelliarmus!


Na mosca! Salamandra foi surpreendida e, conseqüentemente, duramente atingida. Ela perdeu sua varinha e foi arremessada para trás, batendo na parede. O som do encontro do corpo de Riddle com a parede entregou sua posição; Potter se virou rapidamente, apontou a sua varinha para a posição do barulho e lançou:


_ Finite Incantatem!


E Salamandra ficou visível.


_ Acabou, Riddle! _ Afirmou Harry.


_ Ainda não, Potter! _ Retrucou Salamandra.


_ Vamos ver, então!


_ Vá em frente!


_ Estupefaça!


_ Protego!


Mesmo sem varinha, a “prole do inominável” conseguiu formar um escudo muito bom! A professora estava petrificada... Aquela garota realmente era boa! Era capaz de fazer magia sem varinha! Aquilo era fantástico!!!


_ Eu te disse que ainda não tinha acabado, não foi, Potter? Bom, e agora... Expelliarmus!


Harry não esperava o feitiço, já que Salamandra estava sem varinha, e, dessa forma, foi atingido em cheio. O bruxinho perdeu sua varinha e foi lançado para trás violentamente, batendo na parede oposta à que havia batido Salamandra.


_ E agora, Potter? _ provocou. _ Eu sei fazer magia sem varinha! E você? Será que sabe? Bem, vamos ver... Estupefaça!


O feitiço voou na direção de Harry.


Não, não, ele não podia perder para Riddle! Não! Ele tinha que fazer algo, precisava fazer algo!


Sem saber o que fazia, Harry pensou fortemente em um escudo... Ele queria se proteger, queria vencer esse duelo, queria mesmo! Sem saber, ele mentalizou o “Protego”.


E, quando o feitiço lançado por Salamandra se aproximava, um forte escudo se formou na frente de Potter, protegendo-o do feitiço lançado por Riddle.


Salamandra ficou admirada. Afinal, seu grande rival havia executado um feitiço não-verbal sem varinha, o que era dificílimo! Contudo, ela não estava disposta a perder esse duelo, por nada nesse mundo!


Harry precisava de sua varinha... Sim, ele precisava! Ele pensou em como seria bom se sua varinha fosse até sua mão, como seria bom se ele pudesse, assim como Salamandra, fazer feitiço sem varinha e convocar sua varinha até ele! E, qual não foi sua surpresa quando viu sua varinha indo até sua mão... O garoto se concentrou mais e a varinha ia cada vez mais rápido até ele.


Vendo aquilo, Salamandra também convocou sua varinha, da mesma forma que Harry: com um “Accio” não-verbal.


Harry e Salamandra, agora ambos com suas varinhas em mãos, fitavam-se. O olhar de ódio era recíproco.


Salamandra pôde ler na mente de Harry que ele pretendia lançar um “Expelliarmus”. Contudo, ela decidiu não bloquear o feitiço,mas lançar o mesmo feitiço, ao mesmo tempo, para ver quem era mais forte.


_ Ah, Potter... Isso vai ser interessante. _ Murmurou a garota.


Os dois se concentraram, colocaram naquele feitiço toda a sua energia mágica e, em uníssono, enunciaram:


_ Expelliarmus!


E os feitiços voaram, com destino aos seus alvos, que eram distintos e opostos. E os feitiços foram voando... Voando... Voando... Até que, de repente, chocaram-se! Mas, em vez de provocar uma explosão, a colisão não provocou nada. Os feitiços tampouco se atravessaram... Não, não, não, nada disso aconteceu! O que aconteceu, caros leitores, surpreendeu a todos, todos mesmo!


Quando os dois feitiços se encontraram, eles se fundiram e, estranhamente, mudaram de forma... Ah, como é que eu vou explicar isso? É tão incrível!...!!! A união dos feitiços fez surgir, no ar, um enorme raio que, aos poucos, foi subindo e adquirindo a forma de... Um coração. Sim, você não leu mal não, o grande raio adquiriu a forma de um coração! E, esse coração ficou ali, no teto da sala, visível para todos!


Quando a professora viu aquilo, ela ficou... Perplexa. E todos também ficaram da mesma forma, porque ninguém jamais havia visto coisa igual!


Harry e Salamandra não entendiam... Os feitiços que os dois lançaram não teria surtido efeito? Os dois olharam para todos os lados, viram as caras de perplexidade de todos, olharam-se, depois olharam para o alto e viram, lá, no teto da sala, o grande coração, brilhante e chamativo... Eles voltaram a se olhar, sem entender nada...


_ Mas... Mas... O... O que... O que é... Isso? _ Harry murmurou, mais para si mesmo que outra coisa...


_ Eu... Eu acho que... Acho que isso significa um empate, não é? _ Salamandra questionou, com uma cara de total surpresa.


_ É... Parece que sim. _ Concordou Harry, também com a mesma cara de Riddle.


Então, lentamente e ao mesmo tempo, os dois baixaram suas varinhas e voltaram aos seus lugares.


A professora, após um tempo, retomou o controle e disse:


_ Muito bem! Excelente demonstração de duelo! Senhor Malfoy, sua incompetência é incrível! Eu esperava mais do senhor! Dez pontos menos para a Sonserina pelo seu pouco empenho no duelo! Que vergonha! Mas... Uma pessoa me surpreendeu... Vinte pontos para a Grifinória pela valentia do senhor Potter e mais cinco pontos por saber a hora de parar! Senhor Potter, o senhor é realmente incrível!


_ Não vai retirar pontos da Grifinória pela torpeza de Granger, professora? _ Questionou Draco Malfoy.


_ Senhor Malfoy, eu gostaria de lembrá-lo que a professora aqui sou eu! Dez pontos menos para a Sonserina por desrespeito, senhor Malfoy!


_ Meu pai vai saber sobre isso! _ Choramingou Draco.


_ Senhor Malfoy... _ A docente começou, perigosamente calma... _ Sua ameaça custará mais vinte pontos para a Sonserina. Ah! E antes que eu me esqueça de dizer... Eu não tenho medo de comensais da morte como o seu pai, senhor Malfoy. Eu já lidei com muitos deles... E venci! Seu pai não será o primeiro. E... Detenção, senhor Malfoy... Uma semana! E sem questionar! Se o senhor abrir sua maldita bocarra para dizer uma letrinha sequer, por menor que seja, eu tirarei mais cinqüenta pontos de sua casa e lhe colocarei em detenção pelo resto de sua vida! Ficou claro? ... Que bom! Agora... Acho que podemos retomar nossa aula, certo? ... Muito bem! Quero que vocês pratiquem duelos com suas duplas! Eu passarei olhando e corrigindo possíveis erros... _ E a mestra moveu sua varinha, colocando as carteiras em um canto, deixando a sala livre para a prática dos duelos. _ Vamos lá! Ao trabalho!


E as duplas começaram a praticar duelos. Entre Rony e Hermione, seria redundância dizer que Rony perdeu todos os duelos e mais cinco pontos para a Grifinória pela sua incompetência. Entre Salamandra e Harry, bem... Harry também perdeu todos os duelos, mas, estranhamente, ganhou cinco pontos para a Grifinória pela sua... “Valentia”... Ele não acreditava! Era impressão dele, ou aquela professora estava lhe dando uma certa e sutil preferência?


A aula terminou e todos foram almoçar. Afinal, após aulas duplas de Poções e aulas duplas de D. C. A. T., todos estavam famintos, especialmente Rony... Que novidade, não? Na verdade, eu nem sei por que eu falo essas coisas tão incomuns!!! Será que eu não estou sendo suficientemente original? Oh, Céus! Bem...


Após o almoço, todos foram para a aula de Transfiguração.


_ Bom-dia, classe! _ Começou a professora Minerva MCGonagal. _ Este ano é ano de NOM’s. Portanto, vocês têm que estudar muito! Trabalhem duro, porque os NOM’s moldarão suas vidas, os NOM’s influenciarão em suas carreiras profissionais e, poderão até mesmo influenciar no rumo das suas vidas! Então, espero que os senhores e as senhoritas levem o estudo a sério! Agora, sobre a nossa matéria... Este ano estudaremos a transfiguração de grandes objetos e dos vegetais. Será muito duro e difícil, especialmente para alguns de vocês, mas sei que vocês conseguirão, se levar a sério. Hoje, começaremos aprendendo a transformar madeira em algum animal pequeno... Vocês receberão um grande cubo de madeira e terão de transformá-lo em um rato. Entenderam? ... Então, comecem!


E todos começaram. A tarefa era realmente difícil. Salamandra parecia ter muita dificuldade... Aquilo, para ela, era horrível! O olhar de desprezo e impaciência evidenciava claramente seu incômodo e sua impotência diante daquela atividade.


Harry, por outro lado, conseguia avançar bastante! É claro que ele ficava atrás de Hermione, mas isso não era demérito algum, certo? O garoto, em um certo momento, olhou para o lado e viu sua dupla com uma dificuldade impressionante. A garota parecia se concentrar ao máximo e seus esforços resultavam em quase nada. Harry pensou em fazer uma pequena travessura... Ele não sabia por que fazia aquilo, já que nunca havia feito antes, mas, afinal, era justo, não era? Ora essa! Salamandra tornou sua vida insuportável na aula anterior! Então, por que não fazer o que ele estava pensando? Era justo!


Harry se lembrou de um feitiço que havia lido nas férias... Sim, o bruxo leu nas férias! Após a morte de seu companheiro, ele decidiu levar os estudos um pouco mais a sério. O garoto, então, apontou discretamente sua varinha para o cabelo de Salamandra, murmurou o mais baixo que pôde um feitiço e, então, os cabelos de Riddle se transformaram em uma enorme serpente. Salamandra sentiu o feitiço atingi-la e o peso (atrás de sua cabeça) aumentar; ela olhou para trás e viu... Seus cabelos haviam sido transformados em uma enorme serpente! E foi então que ela viu a varinha de Harry _ o qual sorria vitorioso _ apontada para os seus cabelos! Aquilo era absurdo! E o pior não era isso... O pior era que a serpente estava inquieta e se preparando para dar um bote!


_ Potter!!! _ Salamandra gritou, irada. _ Maldito imbecil!!! Você vai pagar caro por isso! _ E, voltando-se para a serpente, a bruxa falou, em língua de cobra: _ Detém-te!


A serpente parou e Salamandra apontou sua varinha para ela enunciando:


_ Finite Incantatem!


E a enorme serpente se transformou novamente nos longos cabelos de Salamandra Riddle.


_ Algum problema aqui, senhores? _ Perguntou a professora MCGonagal, séria.


_ Sim, professora! Potter transformou meus cabelos em uma serpente! _ Salamandra respondeu, com um grande olhar de puro ódio.


_ Potter! Como você pôde fazer isso? Não pensou nas conseqüências? Dez pontos menos para a Grifinória! E, da próxima vez, eu terei de aplicar-lhe uma detenção!


E a docente saiu de perto dos dois. Harry voltou ao seu trabalho. Salamandra também, mas antes disso, sussurrou, de forma que só Harry Potter ouviu:


_ Você vai me pagar caro por isso, Potter.


O resto da aula foi normal. No final, apenas Hermione e Harry conseguiram concluir a transformação (Harry um pouco depois de Hermione, claro), o que rendeu dez pontos para a Grifinória.


Harry saiu da sala assim que acabou. Ele teria o resto da tarde livre e, como mais algumas pessoas (dentre elas Fred e George Weasley) também a teriam, eles decidiram ir para o campo de Quadribol para jogar um pouco, já que Dumbledore só mostraria as salas das duplas depois do jantar.


As equipes foram divididas, escolheu-se o juiz e o jogo começou. Harry foi para o ar... Ah, ele adorava voar! Voar lhe trazia uma paz incrível!


Entretanto, ele não teve muito tempo para isso. Após mais ou menos dois minutos que o “menino que sobreviveu” estava no ar, algo inesperado aconteceu: de alguma forma que o bruxo não entendia, os dois balaços e quatro bastões voaram na direção da cabeça dele. O garoto não conseguiu se desviar e foi duramente atingido. Nesse momento, ele pareceu ouvir uma voz na sua mente que dizia: “Ah, que incompetente!!!”. Ele perdeu o equilíbrio e caiu da vassoura... Pareceu perder a consciência também, mas não tinha certeza, porque foi rápido demais. Ele caía... Caía... E ouvia vozes...


_ Harry!


Ah, sim, aquela voz era de... Hermione!


_ Eu não vou deixar que você faça isso! _ A voz de Hermione continuava falando, brava. _ Lacarnum Inflamare!


_ Glacius Totalus! _ Gritou uma outra voz, dura, firme, ríspida, que parecia ser de... Não, não podia ser! Seria... Salamandra???


_ Hermione! _ Gritou uma outra voz, muito assustada, que parecia ser de Rony.


E Harry continuava caindo, mas parecia que sua queda estava sendo, aos poucos, amenizada. Ele pensou, a princípio, que bateria violentamente no chão, mas isso jamais chegou a acontecer. Alguém evitou sua queda, além de ter atenuado, de alguma forma, a dor que ele sentia pelas pancadas. Abriu os olhos para tentar visualizar seu salvador, quando viu, ali, no alto da arquibancada, com a mão direita estendida na direção dele, ninguém mais, ninguém menos que... Salamandra Riddle. Mas o corpo de Harry não chegou mesmo no chão... Flutuou no ar, para longe do campo de Quadribol.


Harry ainda pôde ver Hermione, quase totalmente congelada, ou ao menos era isso que parecia... E depois não viu mais nada, porque um feitiço o atingiu e ele ficou desacordado. Pouco antes de receber o feitiço e ficar inconsciente, porém, o “menino que sobreviveu” ouviu vozes que gritavam:


_ Harry! Harry! Harry!


_ Onde está ele?


_ Ele sumiu!


_ Mas... Como? Ele não pode ter desaparecido assim! Não pode sumir do nada!


_ Deve ser aquela garota... A tal Riddle.


_ Harry! Harry! Harry!


O garoto acordou, meio atordoado. Onde ele estava? Na Ala Hospitalar? Não sabia... Abriu os olhos... Ah, sim, ele estava de óculos! O bruxo se concentrou, recuperou todos os sentidos e, finalmente, percebeu que, definitivamente, não estava na Ala Hospitalar.


Foi então que ele ouviu uma voz... Ah, aquela voz! A voz de Salamandra Riddle, que dizia:


_ Você não morre mesmo, hein, Potter? _ Provocou Salamandra. _ Joguei em você, com toda a força possível, dois balaços e quatro bastões! E joguei nessa sua cabeça de burro! E você, ainda assim, sobreviveu. Como pode? Você tem muita sorte, Potter!


_ Eu te odeio, Riddle! Eu te odeio!


_ Isso me deixa feliz, Potter.


Harry olhou para todos os lados... Onde ele estaria? Ele olhou detalhadamente... Sim... Sim... Aquela era... A Câmara Secreta!


_ Como...? _ Murmurou Harry.


_ Sinceramente, Potter, você é muito incompetente! Eu queria mesmo que você fosse atingido por um dos balaços, mas esperava que você se desviasse do resto! Acho que você não é tão bom quanto dizem...


_ Por que estou aqui? _ Questionou o bruxo, sério.


_ Eu o trouxe aqui, Potter, para lhe dar algumas poções que curassem seus ferimentos.


_ O quê? Você...


_ Sim, Potter, eu lhe ajudei a curar seus ferimentos. Madame Pomfrey demoraria muito a fazer isso...


_ Por que você me ajudou, Riddle?


_ Eu não te ajudei, Potter... Eu só trouxe você aqui, porque eu queria matar você com minhas próprias mãos!


_ O quê?


_ É isso mesmo, Potter! Desde que eu cheguei na sede da Ordem da Fênix eu queria uma oportunidade para acabar com sua vida! Você é o culpado por todo o meu sofrimento! E, agora, você pagará por isso!


_ Eu não sou culpado por nada! _ Protestou Harry, com ódio na voz.


_ Ora, Potter! Você é culpado sim! Culpado de tudo, de todo o meu sofrimento! Por sua culpa eu fiquei presa num quarto escuro por... Uns quatorze anos! Por sua culpa, minha vida foi um inferno! E, agora, você vai pagar por isso!


_ Minha culpa? Minha culpa? Você está louca, garota?


_ Não, eu não estou! Se você tivesse morrido, junto com seus pais, eu não teria passado por tudo o que eu passei!


_ Será que não? Você acha que Voldemort te trataria melhor que Lúcio Malfoy? Ora, como você é ingênua!


_ Cale-se, Potter! Já chega de conversa! Eu acabarei com você! Mas, dessa vez, lhe darei uma chance de se defender... Duelaremos, Potter, até a morte!


_ O quê? _ Harry não acreditava.


_ Sim, Potter! Duelaremos, e nosso duelo será mortal... Hoje, apenas um de nós sairá vivo daqui. Pegue sua varinha e se prepare!


_ Mas... Mas... Isso é... Ilegal...


_ E... Posso saber desde quando você se importa com as regras, Potter? No seu segundo ano, você e seu bando fizeram a Poção Polissuco, cometendo vários atos... Ahn... Ilegais... Não foi?


_ Como você sabe disso?


_ Sua mente é um livro aberto para mim, Potter! Agora... Pegue sua varinha e se prepare!


Sem opção, Harry pegou sua varinha e se preparou. Os rituais de duelo foram feitos e o combate começou.


_ Exp... _ Tentou lançar Harry Potter, mas seu feitiço foi bloqueado antes mesmo de que as palavras saíssem de sua boca. _ Est... _ Tentou outro feitiço, mas, novamente, foi em vão. _ Mas... Como...? _ Harry perguntou mais para si mesmo que tudo.


_ Potter, você é um inútil! Você sempre venceu seus inimigos contando com a sorte! Você é fraco, Potter... E Voldemort é ainda mais fraco que você. Você jamais tentou aprender de verdade, não é, Potter? Você jamais leu livros que lhe ensinassem a fazer feitiços realmente bons, não é? Você sempre achou que sobreviveria, pela sorte... Potter, você não passa de um garoto arrogante e prepotente, que não sabe nada! Mas, agora, eu vou lhe colocar no seu lugar!


E, com um movimento rápido de varinha, Salamandra lançou Harry no ar e o garoto bateu violentamente no chão.


_ Você é patético, Potter. Eu poderia brincar com você... Poderia destruir cada osso do seu corpo, poderia fazê-lo sofrer, levá-lo à loucura...


E, com mais um movimento de varinha de Riddle, Potter foi lançado contra uma parede e caiu novamente no chão.


_ Ridículo! _ Continuou a bruxa. _ Você não vale nada!


E, mais uma vez, Harry foi jogado contra a parede com um simples movimento da varinha de Salamandra. Não, ele não poderia morrer sem ao menos lutar! Harry, em uma última tentativa, ergueu sua varinha (que ainda estava firmemente segura na sua mão direita) e enunciou:


_ Expelliarmus!


Salamandra apenas moveu sua varinha e produziu um escudo que parou o feitiço de Harry, fazendo-o ir e bater na parede oposta.


_ Acha que vai me vencer com um feitiço tão simples, Potter?


_ Est... _ Tentou Harry, mas, foi inútil, pois seu feitiço, mais uma vez, foi bloqueado antes mesmo de ser pronunciado, já que, agora, Salamandra o olhava nos olhos, assim como nas primeiras vezes em que ele lançou feitiços. Salamandra só não o olhou nos olhos quando ele lançou o último “Expelliarmus”...


_ Sabe, Potter, você até tem talento... No entanto, você o desperdiça... É realmente uma pena! Agora...


Salamandra moveu sua varinha e Harry foi desarmado e jogado mais uma vez contra a parede, caindo duramente no chão. E, com mais um movimento da varinha de Riddle, Potter estava amarrado e suspenso no ar.


_ Potter, diga-me uma coisa... O que diriam seus fãs se o vissem assim? _ Salamandra zombou. _ O que diria Dumbledore se o visse assim?


Harry não respondeu. Ele não se sentia bem... Salamandra continuava olhando nos olhos dele... E, para ele, tudo aquilo pouco importava. Se ele iria morrer, tudo bem, que morresse! Seria até bom, porque ele encontraria seus pais! Ele não sabia por que sobrevibeu... E, para dizer a verdade, por várias vezes o bruxo desejou ter morrido naquele dia, junto com sua família! Para que ele sobreviveu? Para passar por tudo aquilo que ele passou? Para ser desprezado por seus tios? Para que o mundo mágico o considerasse ora como herói e ora como vilão? Harry se lembrou de toda a sua vida... Lembrou-se de tudo o que passou com os Dursleys... Lembrou-se do seu segundo ano... Do seu quarto ano... Não, a morte não seria ruim...


_ Agora, Potter, você vai pagar por todo o meu sofrimento! _ Prosseguiu Salamandra. _ Mas não lhe causarei apenas uma dor física... Será muito pior! Crucio!


E, no momento em que a Maldição Cruciatus o atingiu, ele começou também a ver algumas imagens... Imagens que o faziam sofrer muito mais que a maldição lançada por Riddle... Imagens tristes, que ele nunca desejou e nunca desejaria nem ao seu pior inimigo.


Uma garotinha de dois anos, no dia do seu aniversário, recebia, como presente, a Maldição Cruciatus de Lúcio Malfoy. Essa mesma garotinha, por várias vezes, era torturada por um longo tempo e sem motivo algum. Harry via tudo, do ponto de vista da garota... Ah, aquilo era duro demais para ele! A tristeza daquela menina... Aquilo era desumano! E Harry continuava a ver os piores momentos daquela menina, que crescia sob torturas, semanas sem comida e um duro treinamento... E, nos piores momentos da vida dela, a família Malfoy dizia que o culpado por tudo aquilo era... Harry Potter. Ele viu todo aquele sofrimento, viu a garota tentando criar uma poção que fizesse seu pai voltar, viu o êxito dela, viu a felicidade da menina, que sonhava com a volta de seu pai, sonhava em ter uma família... Viu a felicidade plena dela quando Lúcio Malfoy a informou que a poção havia dado certo e que o pai dela estava ali para vê-la, viu a decepção da garota quando o pai dela a viu e, em vez de abraçá-la, recebeu-a com uma Maldição Cruciatus, viu a decepção, a tristeza e o desespero dela... Ah, aquilo era duro demais, ele não agüentaria! Ele preferia receber uma Cruciatus amplificada do que ver tudo aquilo!


E, quando todas aquelas imagens acabaram, a Maldição Cruciatus continuou por mais algum tempo, mas Harry Potter não a sentiu, porque sua dor psicológica, sua dor mental superava a dor física. A maldição da tortura, assim como da outra vez, foi, aos poucos, sendo abrandada, até parar definitivamente.


Em seguida, Salamandra disse:


_ Muito bem! Agora, Potter, eu poderia quebrar cada osso do seu corpo... Poderia torturá-lo das piores formas possíveis! Entretanto, eu lhe darei uma morte rápida e indolor. Sabe o que vem agora, Potter? ... Agora é hora da sua morte! Meu próximo feitiço será...O “Avada Kedavra”.


Salamandra continuava olhando-o nos olhos. Mas, isso não importava mais! Harry não se importava mais com sua vida... Afinal, depois de viver aquilo tudo, depois de ouvir tantas vezes que o culpado pelo sofrimento dela era ele, Harry Potter, era natural que ela o culpasse... E, claro, era natural que ela desejasse a morte dele. E ele não se importava nem um pouco em morrer... Por que deveria se importar? O que ele tinha ali? Rony e Hermione, no fim das contas, ficariam juntos e o esqueceriam... Seus pais estavam mortos... Ninguém o estimava de verdade, pelo que ele era... Todos apenas se aproximavam dele por seu nome, por uma coisa que ele nem se lembrava que fez, por uma coisa estúpida que ele nem queria realmente ter feito! Se tivesse morrido, naquele dia, junto com seus pais, tudo teria sido melhor!


Mas, ele sabia que não era culpado pelo sofrimento de Salamandra... Ele não teve escolha, não poderia evitar o que aconteceu...


_ Tem alguma coisa a dizer antes de morrer, Potter? _ Perguntou Salamandra.


_ Sim, tenho. _ Harry falou. _ Se você acha que me matar é a solução para a sua vida, vá em frente! Não tenho medo da morte... E, você até estaria me fazendo um favor... Mas, saiba que o seu sofrimento não é minha culpa. Eu não tive escolha, não pude decidir se queria ou não matar Voldemort! Você acha mesmo que, se eu pudesse escolher, eu o mataria? Acha que eu escolheria viver, sabendo que meus pais estavam mortos? Você acredita mesmo, Riddle, que eu escolheria passar por tudo o que passei? Você pode ler a minha mente, não é? Então, você sabe que eu não estou mentindo... Veja a minha vida! Você escolheria viver, sabendo que seus pais estão mortos, Riddle? Eu não escolheria. Como eu já disse, não tive escolha. Então, não posso ser culpado pelo que você passou... O único culpado de tudo... Aliás, os únicos culpados são... Voldemort e, Lúcio Malfoy. Porém, se você acha que me matar é a solução, vá em frente! Mas saiba também que isso não vai diminuir seu sofrimento, nem vai evitar que você sofra no futuro. Vá em frente, Riddle!


A garota continuava a olhar nos seus olhos. Harry, então, pensou em toda a sua vida... Viu toda a sua vida novamente... Todas as suas alegrias e tristezas... Não, ele não tinha por que viver.


_ Adeus, Potter! _ Salamandra sentenciou, finalizando a conversa.


Todavia, as coisas não eram tão fáceis assim para ela. Salamandra viu toda a vida de Harry, viu todo o sofrimento dele, viu a sinceridade dele quando ele dizia todas aquelas palavras e, isso a comovia. Ao contrário do que todos diziam, ao contrário dos julgamentos de todos, ela não era uma pessoa má, ela não odiava trouxas, nem coisa parecida, ela não queria dominar o mundo... Tudo o que ela queria e sempre quis foi uma família... Apenas uma família! Seria pedir muito? E o pior é que seus pais estavam vivos! Contudo, não queriam saber dela... Mas seu primeiro ano de vida fora feliz! Ela lembrava de ter visto seu primeiro ano de vida nas aulas de Oclumancia com o Professor Snape! Seu primeiro ano de vida foi feliz! Todo aquele inferno começou depois da derrota de Voldemort, depois que o maldito Harry Potter derrotou Voldemort! Mas... Potter não teve escolha! Ele não pôde escolher entre viver ou morrer! Ora! Mas ele derrotou Voldemort aquele dia! Tendo escolha ou não, ele o fez! Mas não teve escolha...


Os pensamentos conflitantes de Salamandra fê-la recuar, fê-la hesitar... Seria justo?


Não, ela não queria ver mais nada na mente daquele garoto! Então, ela quebrou a conexão visual e fechou os olhos, tentando afastar os sentimentos, tentando se tornar impassível, como no início... Todavia, não deu resultado. Apesar da conexão visual ser quebrada, a conexão mental se manteve. De alguma forma e por algum motivo desconhecido, as mentes de Harry e Salamandra estavam ligadas... Agora um podia ver os pensamentos e sentimentos do outro. Salamandra tentava, desesperadamente, fechar sua mente, mas, não conseguia afastar todos aqueles sentimentos conflitantes...


Agora Harry pôde ver o que Salamandra sentia e pensava... Ele via o conflito na mente da garota... Mas, como ele fazia aquilo? Ele não sabia... De qualquer forma, o que ele via lhe mostrou que Riddle não era uma má pessoa. Ela era justa... À sua maneira, claro, mas justa. Não, ela não merecia passar pelo que passou! Ninguém merecia!


A cabeça de Salamandra estava a ponto de explodir. Vários pensamentos e sentimentos... E conflitos! Além dos pensamentos e sentimentos de Harry, que lhe invadiam a mente... Aquilo era horrível! Para Salamandra, pior que seus próprios conflitos era a aceitação de Potter... Droga! Por que aquele garoto tinha que ser como era?


Então, Salamandra se lembrou de uma coisa... Para matar alguém, era necessário ter a intenção de matar. Se seu coração não tivesse a intenção de matar, de nada adiantaria enunciar o feitiço. Salamandra, então, decidiu deixar tudo nas mãos do seu coração: ele decidiria tudo, ele julgaria e daria o veredicto, ele diria se Harry Potter era culpado ou inocente, ele escolheria entre matar ou deixar vivo ao “menino que sobreviveu”... Ela abriu seus olhos e liberou todos os seus sentimentos em apenas um feitiço, duas palavras...


_ Avada Kedavra!


A garota fechou os olhos novamente... Não, ela não queria ver o resultado do que acabava de fazer.


Harry, por sua vez, apenas esperou... Sim, a morte seria boa.


Enquanto isso, um raio verde saiu da ponta da varinha de Salamandra Riddle e, lentamente, voou na direção de Harry Potter.


(***) E, NO PRÓXIMO CAPÍTULO...


A primeira ida ao povoado de Hogsmeade chega e Harry Potter faz planos para ir com Cho Chang... Porém, Dumbledore parece disposto a estragar os planos de Harry e obrigá-lo a ir com outra pessoa... Como reagirá o garoto? Não perca, o próximo capítulo de “HARRY POTTER E A PROLE DO INOMINÁVEL”: “UMA ESCOLHA INCONSCIENTE”!


(***) RECADO DE UM PERSONAGEM:


“Odiar alguém é amá-lo em sua essência.” De Salamandra Riddle, para os leitores de Bruno P. L..


(***) PALAVRA DO AUTOR:


E aí, galera? Gostaram?


Bem, sobre o capítulo... Espero que vocês tenham notado que Harry Potter não é santo, nem bonzinho, nesta história. Nessa história, todos são culpados! Harry é culpado, Salamandra também o é e, logo logo vocês perceberão que Hermione e Rony também o são... Todos são culpados de serem imperfeitos, de cometerem erros! Todos são culpados e, ao mesmo tempo, inocentes. Portanto, antes de julgar um personagem desta história, pense bem! E, antes de julgar seu semelhante, na vida real, pense bem! Pense bem, porque todos nós somos culpados e inocentes ao mesmo tempo... Todos nós somos culpados e inocentes por sermos imperfeitos, por cometermos erros, por amar, por odiar... Por viver... Todos nós somos culpados e inocentes e, culpar a outras pessoas ou a nós mesmos é inútil, é uma perda de tempo, julgar os outros é uma perda de tempo... O que devemos fazer é apenas lutar. Lutar, para que nossos erros sejam mínimos e nossos acertos máximos; lutar, para que nosso amor supere nosso ódio; lutar, para que a paz supere a guerra, para que a solidariedade vença o egoísmo, para que o bem vença o mal... Lutar, enfim, por um mundo melhor. Ninguém é culpado e, ao mesmo tempo, todos nós o somos... Pense nisso, antes de julgar seu semelhante, ou um personagem desta história.


Este é um dos meus capítulos prediletos! Obviamente, teremos capítulos melhores, mas esse é um excelente capítulo, ele ficará, certamente, entre os melhores da história! Aguardem, que teremos mais emoção!


Agradeço a todos os meus leitores e peço: quem puder, por favor, comente! Valeu! Até mais!


Oi Bruno, quanto tempo que esta fic está parada... eu tive até que ler tudo de novo para me lembrar de alguns detalhes... Bom, eu não tenho muitos comentários, pois o capítulo ficou muito bom, apenas uma coisa que não passou batido.
Por que o Harry ganhou pontos pelo duelo e a Salamandra não? Pelo que pude ver, a professora ficou mais impressionada com ela do que com ele.
Abraços,
Belle


(***) RESPOSTA DO AUTOR:


Olá, Belle!


Bem, sinto muito não poder responder à sua pergunta. Sei que todos (ou quase todos) os meus leitores se perguntarão a mesma coisa... Bem, vou dizer apenas que não foi erro meu! Kkkkk!!! Foi proposital. Agora... É dever de vocês, leitores, achar uma resposta à pertinentíssima pergunta feita pela minha estimada Beta Reader. Por que será que a professora deu tantos pontos a Harry sem motivos??? Será que ela é uma espécie de “Snape Grifinor”??? Que mistérios esconde a nova professora de Defesa Contra as Artes das Trevas? Vocês devem ter notado que ela tira pontos da Sonserina e dá muitos à Grifinória e, especialmente a Harry... Por que será? Façam suas apostas!


Bem, é isso. Espero ter esclarecido... Ou melhor, não ter esclarecido nada. Kkkkk!!! Até mais!




Autor: bruno

CINCO PONTOS PARA A GRIFINÓRIA

postado em 28/02/2008 às 13:57:49 na página biblioteca_ler

 

CINCO PONTOS PARA A GRIFINÓRIA
CAPÍTULO 6

CINCO PONTOS PARA A GRIFINÓRIA


(***) NOTA DO AUTOR:


Olá, galera! Olha eu de volta, com mais um capítulo! E aí? Beleza? Espero que tudo esteja bem!


Bom, acho que lhes devo um pedido de desculpas por demorar a atualizar. Não, não é falta de inspiração, tenho o capítulo pronto na cabeça e a história até bem definida na mente. O problema é que as duas histórias que escrevo estão passando por um momento de falta de ação e, como o que mais me encanta nelas é justamente a aventura e a ação, estou meio sem vontade de escrever, entendem? Esses momentos são muito difíceis para mim. Tanto nesta fic quanto na outra que escrevo estou passando por isso. Agora, escrever um capítulo está sendo algo terrível! Não creio que seja falta de inspiração... Acho que é só que estou passando por um momento em que preciso escrever algo que não gosto de escrever, mas que é necessário para a história. Bom, logo a coisa vai ficar interessante e meu ânimo volta. De qualquer forma, o capítulo está aí.


Bem, vamos à resposta aos comentários, certo? Vamos lá!


Comentários: “Igorr: Cara no inicio achei a fic boa e talz mas essa Salamandra é ricudicula sinceramente faz tudo o que quer pelo que vc eu lie até pareça que ela é invencivel
e mais forte que todos achei ridiculo sinceramente parei no cap 4 e ñ consigui ler mais essa personalidade dela é muito chata pelo menos na minha opnião
fuis. A só mais uma coisa até da para entender pq ela é assim mas eu pensei que o personagem principal era harry potter mas vejo que me enganei acho que só por
isso ñ gostei da fic pq ela até é boazinha.”.

RESPOSTA: Olá, Igor! Beleza? Espero que tudo esteja bem com você! Bom, realmente, Salamandra é muito forte sim, porém ela não é invencível. E, sim, a personalidade dela é muito complexa, assim como a personalidade de todos os meus Personagens Originais; sinto muito que você não tenha gostado. E, não, você não tem razão quando diz que Harry não é o personagem principal, porque ele o é, assim como Salamandra também o é. O fato de Harry Potter ser um dos personagens principais desta fic não significa que ele tenha que ser o mais forte. Entenda que tudo o que Salamandra sabe ela aprendeu com muito esforço e sofrimento; Harry será forte, mais do que já é, claro, mas, isso mais pra frente... Talvez na terceira fic da série “O TOQUE DO AMOR”. Bom, parece que você não vai ler minha resposta ao seu comentário, já que você deixou ao menos subentendido que não leria nada mais além do capítulo 4; então, tecnicamente, estou perdendo o meu tempo... Porém, respondo aos seus comentários na esperança de que você ainda esteja lendo... Sou sonhador, né? Kkkkk!!! Sinto muito que você não tenha gostado, mas, não posso fazer nada para melhorar...Afinal, você não deu nenhuma sugestão... Que pena! De qualquer forma, obrigado por seus comentários e por ter lido a fic.


Comentário: “Olá, tudo bem?

Bom, sobre a sua fic...

Realmente tenho que te dar os parabéns, sua fic está realmente ótima!

A personalidade da Salamandra é enigmática, para se falar de que lado ela está, tem que se depender do momento.

Você conseguiu criar uma ambiente dinâmico, intrigante muito bem.

Mais uma vez, meus parabéns! Você escreve muito bem.

Abraços!

Lavi Black”.

Resposta: Olá, Lavi Black! Tudo bem com você? Espero que sim! Bom, obrigado por ler minha fic e por comentar também! Valeu mesmo! É verdade, a personalidade de Salamandra Riddle é bem misteriosa sim... Talvez isso incomode a alguns leitores... Kkkkk!!! Salamandra tem uma personalidade complexa e intrigante... Além de ser, às vezes (confesso), muito chata! Kkkkk!!! Ah, mas, na minha opinião, ela é boa. É claro, porém, que minha opinião conta pouco, certo? Espero que você continue lendo e gostando! Valeu!


Muito bem, galera! Vamos, agora, à história!


(***) FILOSOFIA:


Às vezes, as pessoas que amamos nos levam a fazer coisas que jamais faríamos por nós mesmos. O amor é perigoso? Ou uma fraqueza? Não. O amor é nossa maior fortaleza, mas devemos tomar cuidado com ele.


(***) NO CAPÍTULO ANTERIOR...


Salamandra e Harry conseguem se salvar e vencer Voldemort e aos seus comensais. Todos vão para Hogwarts, e Dumbledore toma uma importante decisão, que afetará muito nossos heróis.


(***) HISTÓRIA:


Mas, quando o diretor continuou...


_ Harry Potter e...


Todo o salão se calou. Só a voz de Dumbledore foi ouvida:


_ Harry Potter e Salamandra Riddle!


_ O quê? _ As vozes de Harry e Salamandra foram ouvidas, em uníssono.


Agora sim o silêncio era total! Parecia que todos percebiam o que acontecia... Aparentemente, Harry Potter e Salamandra Riddle não eram amigos... Isso ficava claro pelo olhar de ódio que trocaram... Mas... Então, por que eles foram juntos a Hogwarts? Ninguém entendia nada. Todavia, todos esperavam uma discussão.


_ Draco Malfoy e... _ Continuou Dumbledore, a fim de evitar problemas... _ Pansy Parkinson!


_ Não pode ser! _ Murmurou Harry na mesa da Grifinória. _ Que sorte a minha!


_ Ela não parece ser tão ruim assim... _ Rony comentou.


_ Rony! _ Reprovou-o Hermione. _ Ela é horrível! É uma garotinha metida, prepotente, presunçosa e insuportável!


_ Eu não acho isso. _ Rony insistiu. _ Ela parece ser bem legal! E inteligente também! É isso o que te incomoda, não é Hermione?


_ Não, Rony! _ Retrucou a garota. _ O que me incomoda é que ela é perigosa! É isso!


_ Perigosa? _ Rony ironizou. _ Oh, sim, claro! Entendo! Ela é mais inteligente que você e, por isso, é perigosa PRÁ VOCÊ, certo? Ah, Hermione, faça-me o favor! Salamandra não tem nada de perigosa! Não é, Harry?


_ Ela é estranha... _ Potter comentou, mas sem perceber a discussão. O “menino que sobreviveu” estava pensativo e não prestava muita atenção em nada.


_ Harry? Você está bem? _ Questionou Hermione.


Potter, contudo, não respondeu. Ele continuava prestando mais atenção em seus pensamentos que em qualquer outra coisa.


_ Harry? _ Chamou-o Hermione, trazendo o garoto de volta à realidade.


_ O quê? _ O garoto respondeu, meio assustado.


_ O que está acontecendo, Harry? _ Perguntou Hermione.


_ Ah... Nada... Nada... Eu só... Só estava... Pensando... _ Falou Potter.


_ Em quê? _ Insistiu Granger.


_ Ah... Em... Em nada importante. É só que... Que... Eu... Eu acho aquela Riddle... Muito... AHn... Estranha. Hora ela é horrível, hora ela é suportável... Eu não entendo.


Após falar todas as duplas, o diretor continuou o discurso:


_ Muito bem, meus caros... Peço desculpas por me alongar tanto! Agora... Vamos ao banquete!


E todos começaram a comer. Bom, sei que você, meu querido leitor, já sabe disso, mas, o banquete de Hogwarts estava rico e delicioso, como sempre!


Após o banquete, Alvo Dumbledore se levantou novamente e falou:


_ Bem, caros alunos, peço a vocês que não se esqueçam das regras! Este ano, especialmente, é melhor que vocês as respeitem, para a sua própria segurança! Voldemort está de volta, mesmo que o Profeta Diário e o Ministro da Magia neguem, e precisaremos nos unir para vencê-lo, precisaremos da magia suprema! A união nos tornará fortes, assim como a magia suprema e, acreditem, a vitória é possível! Mas, vocês precisam se dedicar, aprender cada dia mais, porque os comensais da morte não levarão em conta que vocês são alunos, eles apenas os atacarão e, se vocês não estiverem preparados, morrerão! Então, por favor, dediquem-se às classes! Bom, acho que já lhes molestei muito... Boa-noite!


Com isso, todos se levantaram para ir às suas salas comunais. Hermione e Rony chamavam os alunos de primeiro ano para guiá-los.


Quando chegaram no Salão Comunal da Grifinória, Harry, Rony e Hermione decidiram dormir, e foram aos seus dormitórios.


O “menino que sobreviveu” se deitou, fechou as cortinas de sua cama e dormiu. Dessa vez, seu sono foi tranqüilo.


O belo Sol da manhã invadiu o quarto dos quintanistas de Hogwarts e um garoto de olhos muito verdes acordou, levantou-se, tomou um belo banho, arrumou-se, esperou seu melhor amigo ficar pronto e os dois desceram as escadas, indo ao Salão Comunal da Grifinória e se encontrou com a melhor amiga deles; em seguida, o trio foi ao Salão Principal a fim de tomarem o Café-da-manhã. Não é preciso dizer que a comida estava boa, muitíssimo boa, porque, isso, vocês, leitores, já sabem, certo? Para falar a verdade, eu nem precisaria contar o que aconteceu no café, não fosse algo diferente da rotina cansativa dessa parte do dia em Hogwarts... No final do desjejum, Alvo Dumbledore se levantou para dizer algumas palavras:


_ Meus estimados alunos: devo informá-los sobre algumas regras... É que, como este ano vocês trabalharão em duplas, algumas regras precisam ser observadas. Primeiramente, as duplas terão de estudar no mínimo duas horas por dia nas suas salas... Cada dupla terá uma sala, que só poderá ser usada por ela, e os dois terão de estudar juntos por duas horas. Vocês conhecerão suas salas hoje, depois das aulas. No Sábado, as duplas terão de estudar duas horas na biblioteca, sob a supervisão de Madame Pince. Os dois membros da dupla não poderão assistir a nenhuma aula sozinhos, a dupla terá de se manter em equipe até para assistir as aulas. Se um deles não puder, por algum motivo, comparecer à aula, o outro também não poderá; os dois terão de chegar nas aulas juntos e deverão permanecer juntos sempre, desde o fim do café-da-manhã até a hora do jantar. Isso significa que vocês terão de caminhar em duplas pelos corredores de Hogwarts todo o dia. As detenções também serão cumpridas em duplas. Isso significa que, caso um dos membros de uma dupla pegue detenção, o outro terá de cumpri-la detenção também. Então, meus caros, vigiem seus parceiros!


Ao ouvir essa última regra, Severo Snape fez uma cara de desagrado tão grande que todos notaram, Hermione Granger olhou para Rony com aquele olhar que dizia: “se você fizer alguma coisa para pegar detenção eu te mato!”, Harry Potter fez uma cara de desagrado tão grande quanto a de Snape e Salamandra Riddle apenas olhava tudo com curiosidade e desinteresse. Dumbledore continuou:


_ Quero que vocês aprendam a trabalhar em equipe, quero que vocês aprendam a se conhecer e a se respeitar, independente da casa em que vocês e seus colegas estão. Lembro a todos os alunos de quinto e sétimo ano que as duplas que obtiverem aproveitamento menor que sessenta por cento não poderão fazer os NIEM’S e os NOM’S. Nesse período de guerra eminente, precisamos nos unir! Só o amor, a compreensão e a união poderão nos dar a vitória contra nosso inimigo! Só o amor pode vencer o ódio, só o amor pode encher os corações vazios dos Comensais da Morte, só o amor pode converter o mal em bem, só o amor pode nos trazer a esperança e, principalmente, só o amor pode nos dar a força necessária para vencer! Agora... Vou deixá-los comerem em paz. Qualquer dúvida sobre as novas regras, podem perguntar a mim ou a qualquer professor!


Após o café, todos receberam seus horários. Rony não ficou muito contente ao saber que teria que acompanhar Hermione às aulas de Aritimancia e Runas Antigas e, nem preciso dizer o quão Hermione ficou felicíssima em saber que teria que acompanhar Rony às aulas de adivinhação, preciso? Quanto a Harry, não houve problemas, já que as matérias que ele faria seriam as mesmas que Salamandra faria.


_ Então é isso... Temos que ficar juntos com nossa dupla o tempo todo, como se estivéssemos grudados, não é? _ Rony falou.


_ É... Infelizmente sim. _ Harry disse.


_ Harry, tenha cuidado com a tal Riddle! _ Advertiu Hermione. _ Ela é muito perigosa!


_ Ah, tá... _ Rony ironizou. _ Harry, Salamandra é muito perigosa! Ela é muito mais inteligente que eu e, isso é um perigo!


_ Rony! Não é isso! _ Protestou Granger. _ Não é esse o problema! O problema é que ela não tem escrúpulos! E não sei por que, Dumbledore parece não se importar com isso! Ontem, à noite ela lançou a Maldição Cruciatus nas colegas de quarto dela, só porque elas desarrumaram suas coisas! Ela obrigou as colegas a arrumarem as coisas dela, usando o Cruciatus!


_ Sério? _ Questionou Potter.


_ Sério, Harry! E... Bem, as garotas procuraram o diretor da Sonserina e... Sabe o que ele fez?


_ Não... _ Respondeu o “menino que sobreviveu”.


_ Ele deu uma detenção a elas porque elas desarrumaram as coisas daquela Riddle insuportável! E Dumbledore provavelmente sabe de tudo! E não faz nada! Nada! Essa garota é perigosa, muito perigosa, Harry!


_ Deve ter sido muito legal ver a Parkinson e as outras garotas horrorosas da Sonserina sendo torturadas... _ Comentou Rony.


_ Rony! _ Reprovou-o Hermione. _ Isso não é legal!


_ Mas deve ter sido interessante... _ Insistiu o mais jovem filho dos Weasley.


_ Você é insensível, Rony!


Harry não quis ouvir mais aquilo. Ele se levantou e começou a caminhar na direção de sua primeira aula _ Poções. Talvez no caminho _ e ele esperava que fosse bem no final do caminho _ ele encontrasse a outra metade da sua dupla.


Potter ia para as masmorras quando Malfoy e sua turma se colocaram na frente do “menino que sobreviveu”, impedindo que continuasse seu caminho. Draco Malfoy falou:


_ E aí, Potter? Como se sente quando alguém te lança a Maldição Cruciatus?


Harry não respondeu. Malfoy continuou a provocá-lo:


_ Você deve ter ficado feliz, não é mesmo, Potter? Afinal, você escapou da morte, ao contrário de Diggory, que não teve a mesma sorte!


A turminha de Malfoy gargalhou e o garoto continuou seu showzinho:


_ Da próxima vez, Potter, você morrerá assim como Diggory e seus pais! Mas, enquanto isso, eu vou fazer da sua vida um inferno!


_ Se você não guardar a sua língua dentro da sua boca, Malfoy, quem vai morrer será você! Você morrerá, assim como sua mãe! E, acredite, sou mais competente que o assassino dos pais de Potter e de Diggory! Mas, suponho que isso você já sabe, porque viu como eu matei sua mãe, certo? _ Quem disse isso foi, nada mais nada menos que... Salamandra Riddle.


Após dizer essas palavras, a garota foi vista, ao lado de Harry, de frente para Draco Malfoy. O filho único e mimado dos Malfoy tremeu. Salamandra continuou:


_ E, quanto à pergunta que você fez a Potter sobre a Maldição Cruciatus, acho que você mesmo pode responder, já que não faz muito tempo que eu lhe lancei essa maldição. E então? Como você se sentiu, Malfoy? Ah! Talvez você tenha se esquecido! Talvez você queira que eu te lembre...


Nesse momento, Riddle tirou sua varinha do bolso e a apontou para Draco, que deu três passos para trás e tremeu mais ainda. Salamandra provocou:


_ O que foi, Malfoy? Está com medo?


_ Vamos embora! _ Ordenou Malfoy à sua turma.


_ Covarde! _ Salamandra disse, com um sorrisinho sarcástico no rosto.


Depois, ela se virou para Harry e o chamou:


_ Vamos, Potter?


_ Ah... Claro... _ Harry estava pensativo.


A idéia de ver Malfoy sofrendo com a Maldição Cruciatus não o desagradava... Mas, não, isso não era certo! E daí? Aquele sonserino mimado merecia! Ou não?


O “menino que sobreviveu” não teve muito tempo para pensar nessas coisas, já que, mais rápido que o bruxinho queria, ele chegou na sala de aula do querido, amado e idolatrado Mestre das Poções.


Todos os alunos estavam sentados em seus lugares quando Severo Snape entrou na sala, com sua cara fechada, seu mau-humor costumeiro, seu modo duro de pisar e, com um movimento brusco de varinha, fechou estrondosamente a porta, assustando muitos alunos. O Professor de Poções começou sua aula:


_ Este ano é ano de NOM’S. Então, vocês terão um ano horrível! Terão de aprender poções realmente complicadas, terão muitos deveres e as provas serão muito difíceis! É claro que alguns _ e olhou para Salamandra _ não terão nenhuma dificuldade; porém, outros _ agora Severo Snape encarou Harry _ não conseguirão fazer nada, como sempre, porque têm o cérebro menor que um vírus. Alguns de vocês _ e o docente olhou para Harry _ tiveram sorte com suas duplas... Que pena! Mas, isso não importa! Os NOM’S são individuais, e aí, veremos quem é capaz _ e mais uma vez olhou para Salamandra _ e quem não é capaz _ e, mais uma vez, olhou para Harry. Eu os advirto que não permitirei conversas nas minhas aulas! Também não irei tolerar erros idiotas! _ Agora o professor encarou Nevile. _ Bom, já basta de idiotices! Vamos começar logo a aula! Hoje vamos preparar uma poção extremamente difícil! Prepararemos a Poção dos Sonhos. Alguém sabe me dizer qual o efeito da Poção dos Sonhos?


Hermione levantou a mão, mas o docente a ignorou. Ele se aproximou de Harry e Salamandra e questionou:


_ Poderia me dizer os efeitos da Poção dos Sonhos, senhorita Riddle?


_ Claro, Professor! _ Respondeu a “prole do inominável”. _ A Poção dos Sonhos permite que a pessoa que fez a poção controle os sonhos de quem a toma. Se quem tomar a poção for a pessoa que a fez, ela poderá controlar seus próprios sonhos. Bom, como vamos fazer a poção em duplas... Se um dos dois tomar a poção, os dois poderão controlar os sonhos do que tomou.


_ Excelente, senhorita Riddle! Dez pontos para a Sonserina! Alguém poderia me dizer qual o efeito colateral dessa poção, se tomada em excesso?


Mais uma vez Hermione levantou a mão; ela sempre era a única a levantar a mão. E, mais uma vez, Severo Snape ignorou a mão levantada de Hermione e dirigiu a pergunta a Salamandra:


_ Senhorita Riddle?


_ Sim, professor?


_ Poderia responder a pergunta que fiz?


_ Sim... Bom, se tomada em excesso, a Poção dos Sonhos pode provocar coma.


_ Muito bem! Mais dez pontos para a Sonserina! Agora, vocês prepararão a Poção dos Sonhos. Eu não vou aceitar erros infantis, entenderam? E também não quero ver um só membro de uma dupla trabalhando! Quero que os dois trabalhem! Particularmente, eu preferiria que vocês fizessem as poções individualmente, mas, não posso desrespeitar as regras da escola... Então, ao trabalho!


Com um movimento de varinha, as instruções apareceram no quadro.


Harry e Salamandra faziam a poção... A garota sempre tinha que corrigir Harry, porque ele nunca prestava atenção nas instruções. Entretanto, as coisas fluíam bem, na medida do possível, é claro. Algumas discussões entre eles podiam ser ouvidas e vistas, todavia não era nada incomum entre eles. No final da aula, Snape passou nas mesas, analisando as poções. Ele retirou alguns pontos da Grifinória e deu alguns pontos para a Sonserina, mas, isso também era normal. O incomum aconteceu quando Snape foi analisar a poção de Harry e Salamandra.


_ Excelente poção! _ Comentou o professor. _ É a melhor poção até agora! Cinco pontos para a Sonserina!


Os grifinórios ficaram indignados... Afinal, um dos membros da dupla era da Grifinória!


E, qual não foi a surpresa de todos, quando a voz de Riddle foi ouvida:


_ Professor?


_ Sim?


_ Bom... O senhor disse que a poção ficou boa... Certo?


_ Sim, ficou excelente!


_ Bom... Creio que os cinco pontos que o senhor deu para a Sonserina foi pela poção, não é?


_ Sim, é isso mesmo!


_ Mas... Professor, minha dupla é da Grifinória! Se a poção ficou boa, creio que a Grifinória também mereça pontos, não?


_ Não acredito, senhorita Riddle, que Potter tenha sido de grande ajuda para você!


_ Ah, sim, foi sim, professor! Nós fizemos a poção juntos! Então, acho que a Grifinória também merece pontos, o senhor não concorda?


_ Bom, se você diz que Potter ajudou... Cinco pontos para a Grifinória _ resmungou contrariado.


Agora sim, todos estavam petrificados! Os sonserinos não acreditavam que aquela garota havia feitoo Professor Snape dar pontos para a Grifinória! E os grifinórios não acreditavam que uma sonserina tinha defendido a causa deles! Os sonserinos olhavam para Salamandra com cara de ódio; no entanto, a garota lhes devolvia o olhar. Entretanto, o olhar de Riddle era de desprezo, ódio e desafio, além de ser gélido e penetrante; todos os que eram encarados por ela desviavam o olhar. Harry simplesmente não podia acreditar no que havia acontecido.


A aula acabou. Todos deixaram amostras de suas poções na mesa de Snap e se dirigiram à próxima classe, que era de Defesa Contra as Artes das Trevas.


Entraram e esperaram ansiosamente, até que a professora entrou na sala e começou sua aula:


_ Bom-dia, queridos alunos! Meu nome é Cristina Vinks e vocês podem me chamar de Professora Vinks, mas, por favor, não me tratem de “senhora”, porque isso me faz sentir velha! E, eu não sou velha ainda, sou?


O sorriso no rosto da docente era encantador! Os garotos concordavam que a professora definitivamente não era velha... As garotas, mesmo a contragosto, acabavam por concordar também com isso. A mestra prosseguiu:


_ Muito bem, este ano vocês terão de fazer os exames dos Níveis Ordinários em Magia. Devo dizer que são exames muito difíceis e que vocês terão de estudar muito! Quem tem uma boa dupla, aproveite para aprender bastante! Usem bem o tempo de estudo de vocês, treinem incansavelmente, principalmente a minha matéria! É extremamente necessário que vocês tenham prática em duelo... Não só para os NOM’S, mas também para a vida de vocês, para a guerra que está iminente. Sei que essa matéria cada ano tem um professor... Bom, espero não quebrar o recorde, espero não morrer antes do fim do ano... _ E a professora sorriu. _ Bem, quero ver o nível em que vocês estão! É claro que não espero grandes coisas de alguns sonserinos, porque sei muito bem que alguns pais só ensina Magia Negra aos filhos e, alguns de vocês aprendem por conta própria... Nossa matéria não é Artes das Trevas, mas sim a defesa contra a mesma. Então, conhecer artes das trevas não ajudará vocês a se defender contra ela...


_ Eu não concordo com isso, professora. _ Salamandra a interrompeu.


_ Ah, não, senhorita Riddle?


_ Não.


_ E... Por quê?


_ Veja... Como você vai se defender de uma coisa que você não conhece? É difícil se defender contra as artes das trevas porque, assim como a Magia Branca é eterna, a Magia Negra também o é. Não há meios para destruir a Magia Negra, não há nenhuma forma para aniquilar definitivamente as trevas. O mundo precisa das trevas, assim como também precisa da luz; não há luz sem trevas, nem trevas sem luz, as magias Negra e Branca são complementares. E você só saberá se defender das trevas se você as conhecer muito bem, porque as trevas se modificam, mudam sua forma de persuadir, de atacar e de destruir, assim como a luz também o faz. Se você desconhece as trevas, não poderá criar contra-feitiços, nem contra-maldições, muito menos antídotos aos novos venenos; se você desconhece as trevas, elas te surpreenderão. Por outro lado, se você as conhece, criará defesas e não será surpreendido. Você só pode criar algo para se defender da Maldição Cruciatus, por exemplo, se você conhecer essa maldição em todos os seus aspectos. É por isso que é difícil se defender do “Avada Kedavra”... Só uma pessoa conhece a Maldição da Morte em todos os seus aspectos e, só ela poderá criar algo contra tal maldição.


_ Há uma falha na sua teoria, senhorita Riddle. Muitos conhecem a Maldição Cruciatus, mas não há contra-maldição, não há como se defender dela.


_ Sim, há sim, professora; há um feitiço que reflete qualquer ataque lançado contra você... Eu o criei e, obviamente, você não o conhece.


_ Está me dizendo que você pode se defender da Maldição Cruciatus, Riddle?


_ Exato, professora!


_ Muito bem, então. Acho que você será a primeira a demonstrar suas habilidades aqui na frente.


_ Com muito gosto, professora!


E Salamandra se levantou, foi para onde a professora indicou. Cristina perguntou:


_ Alguém quer desafiar a senhorita Riddle?


_ Eu! _ Draco Malfoy gritou.


_ Muito bem, senhor Malfoy, vamos lá!


Draco se levantou, foi para sua posição e se preparou. A professora Vinks disse:


_ Já que a senhorita Riddle diz que pode se defender do Cruciatus, nesse duelo vale usar Imperius e Cruciatus.


O filho mimado dos Malfoy sorriu. Finalmente ele poderia fazer aquela garota pagar por tudo!


_ No três vocês começam! _ Afirmou a docente. _ Um... Dois... Três!


_ [Crucio] _ Lançou Malfoy.


_ [Espelium!] _ Defendeu-se Salamandra.


A maldição lançada por Draco Malfoy ia na direção de Salamandra Riddle, mas quando a bruxinha lançou seu feitiço, um espelho foi criado na frente dela; o feitiço de Malfoy bateu no espelho e se voltou contra ele. Draco caiu no chão e começou a berrar de dor. Após um tempo, Salamandra parou a Maldição Cruciatus e disse:


_ Que decepção, Malfoy! Eu esperava mais de você! Mas... Bom, vamos nos divertir um pouco. A professora disse que podia lançar Imperius; então... [Imperiu!].


E Draco foi submetido à maldição.


_ De pé, Malfoy! _ Ordenou Riddle e foi obedecida. Ela continuou: _ Declare seu amor pelos trouxas! Quero que você diga que ama a todos os trouxas, bruxos nascidos trouxas e mestiços!


Malfoy berrou:


_ Eu amo os trouxas! Amo todos os trouxas, bruxos nascidos trouxas e mestiços! Os Sangue-Puros são inúteis e idiotas! Meu pai é o pior deles, o mais idiota! E, Voldemort... Voldemort é um mestiço idiota, que nega sua própria raça!


_ Negue a seu mestre, Malfoy. _ Ordenou Salamandra; a garota estava olhando nos olhos de Malfoy.


_ Voldemort não é meu mestre! Ele é um idiota, fraco e inútil! É um imbecil! Eu desprezo Voldemort! Eu o nego!


_ Ótimo! _ Falou Riddle. _ Agora, vamos brincar de outro jeito... [Finite Incantatem!]. Bem... Que vou fazer com você agora, Malfoy? Ah! Já sei! [Difindo!] [Incarcerous!] [Expelliarmus!] [Estupefaça!]


Draco não teve chances... Ele foi derrotado.


A professora reanimou Draco, fê-lo se sentar e perguntou:


_ Mais alguém quer desafiar a senhorita Riddle?


_ Eu quero! _ Hermione disse.


_ Muito bem, senhorita Granger! Venha até aqui. Mas, agora, sem Maldições Imperdoáveis, certo, senhorita Riddle?


_ Tudo bem, professora. _ Respondeu Salamandra.


Hermione ocupou o mesmo lugar que Draco havia ocupado antes. A professora falou:


_ No três, comecem! Um, dois, três!


_ [Expelliarmus!] _ Lançou Hermione.


O feitiço ia na direção de Riddle, mas ela desapareceu. O feitiço acabou batendo na parede e se dissipando. Hermione olhou para todos os lados, procurando por sua oponente. Contudo, não conseguia achá-la.


Então, vários feitiços começaram a surgir de distintos lugares. Granger era duramente atingida e não conseguia reagir. Vários cortes surgiam no corpo dela e o sangue escorria. Em um determinado momento, quando Hermione estava muito machucada e esgotada, a voz de Salamandra foi ouvida:


_ [Incarcerous!] [Expelliarmus!] [Estupefaça!]


E Granger, assim como Malfoy, foi duramente derrotada.


Após reanimar, curar e ordenar a Hermione Granger que se sentasse, a professora Vinks voltou a questionar:


_ Mais alguém quer desafiar a senhorita Riddle?


Harry, timidamente, levantou a mão. A professora disse:


_ Muito bem, Potter! Pois venha!


O sorriso que a docente deu a Harry foi diferente dos que ela dava aos outros alunos. Harry ocupou a posição que Hermione ocupava e se preparou.


_ Quando eu disser três, comecem! _ Falou a mestra. _ Um... Dois... Três!


_ [Expelliarmus!] _ Lançou Harry.


Mais uma vez Salamandra desapareceu. Nesse momento, Harry Potter se lembrou... “Há outras formas de se ficar invisível, Harry”... Ah! Então era isso! Ela estava invisível! E, certamente, era por um feitiço, um feitiço de invisibilidade! Ele tinha que tirar o feitiço, mas... Como? Um feitiço veio na direção de Harry, mas ele se protegeu:


_ [Protego!]


E assim ficou por um tempo. Os escudos de Potter barravam os feitiços de corte lançados por Riddle. E, quando podia, Harry contra-atacava:


_ [Expelliarmus!]


Entretanto, ele nunca conseguia acertar seu alvo. E foi então que os feitiços pararam de chegar do nada a Harry. Ele também parou de tentar contra-atacar e se concentrou, tentando ouvir ou sentir qualquer coisa que delatasse a presença de Salamandra em algum lugar. Então, o garoto sentiu um vento sobre sua cabeça e, sacou: a garota estava nas suas costas, ela havia pulado para ficar atrás do garoto, na tentativa de surpreendê-lo. Harry, sem se virar, apontou sua varinha para trás de si mesmo e lançou:


_ [Expelliarmus!]


Na mosca! Salamandra foi surpreendida e, conseqüentemente, duramente atingida. Ela perdeu sua varinha e foi arremessada para trás, batendo na parede. O som do encontro do corpo de Riddle com a parede entregou a posição dela; Potter se virou rapidamente, apontou a sua varinha para a posição do barulho e lançou:


_ [Finite Incantatem!]


E Salamandra ficou visível.


_ Acabou, Riddle! _ Afirmou Harry.


_ Ainda não, Potter! _ Retrucou Salamandra.


_ Vamos ver, então!


_ Vá em frente!


_ [Estupefaça!]


_ [Protego!]


Mesmo sem varinha, a “prole do inominável” conseguiu formar um escudo muito bom! A professora estava petrificada... Aquela garota realmente era boa! Ela era capaz de fazer magia sem varinha! Aquilo era fantástico!!!


_ Eu te disse que ainda não tinha acabado, não foi, Potter? Bom, e agora... [Expelliarmus!]


Harry não esperava o feitiço e, dessa forma, foi atingido em cheio. O bruxinho perdeu sua varinha e foi lançado para trás violentamente, batendo na parede oposta à que havia batido Salamandra.


_ E agora, Potter? _ Salamandra provocou. _ Eu sei fazer magia sem varinha! E você? Será que sabe? Bem, vamos ver... [Estupefaça!]


O feitiço voou na direção de Harry.


Não, não, ele não podia perder para Riddle! Não! Ele tinha que fazer algo, precisava fazer algo!


Sem saber o que fazia, Harry pensou fortemente em um escudo... Ele queria se proteger, queria vencer esse duelo, queria mesmo! Sem saber, ele mentalizou o “Protego”.


E, quando o feitiço lançado por Salamandra se aproximava, um forte escudo se formou na frente de Potter, protegendo-o do feitiço lançado por Riddle.


Salamandra ficou admirada. Afinal, seu grande rival havia executado um feitiço não-verbal sem varinha, o que era dificílimo! Contudo, ela não estava disposta a perder esse duelo, por nada nesse mundo!


Harry precisava de sua varinha... Sim, ele precisava! Ele pensou em como seria bom se sua varinha fosse até sua mão, como seria bom se ele pudesse, assim como Salamandra, fazer feitiço sem varinha e convocar sua varinha até ele! E, qual não foi sua surpresa quando viu sua varinha indo até sua mão... O garoto se concentrou mais e a varinha ia cada vez mais rápido até ele.


Vendo aquilo, Salamandra também convocou sua varinha, da mesma forma que Harry: com um “Accio” não-verbal.


Harry e Salamandra, agora ambos com suas varinhas em mãos, olharam-se. O olhar de ódio era recíproco.


Salamandra pôde ler na mente de Harry que ele pretendia lançar um “Expelliarmus”. Contudo, ela decidiu não bloquear o feitiço, ela decidiu lançar o mesmo feitiço, ao mesmo tempo, para ver quem era mais forte.


_ Ah, Potter... Isso vai ser interessante. _ Murmurou a garota.


Os dois se concentraram, colocaram naquele feitiço toda a sua energia mágica e, em uníssono, enunciaram:


_ [Expelliarmus!]


(***) E, NO PRÓXIMO CAPÍTULO...


As aulas continuam e, as brigas também. Após uma interessante aula de D. C. A. T. e um desastre na aula de Transfiguração, Harry terá um momento de diversão com seus amigos... E um pequeno problema nessa “diversão”. Não percam, o próximo capítulo de “HARRY POTTER E A PROLE DO INOMINÁVEL”: “RESULTADO INESPERADO”!


(***) RECADO DE UM PERSONAGEM:


{“A inteligência te ajuda a resolver seus problemas. Porém, sozinha, ela não basta, não vale nada.”. De Hermione Granger, para os leitores de Bruno P. L.}


(***) PALAVRA DO AUTOR:


E aí? Gostaram?


Confesso que o capítulo ficou maior do que eu pensava... Mas isso não é ruim não. E aí? Já sabem de que lado Salamandra está? Se você acha que sabe, no próximo capítulo vamos ver se as coisas continuam assim... Kkkkk!!!


Bom, até o próximo capítulo! Continuem lendo e, quem puder, por favor, comente! Valeu!


N/B: Oi Bruno, tudo bem? Como você mesmo disse, esse é um capítulo de transição, então nada de muito relevante acontece. Eu fiz umas observações, se achar pertinentes, fique a vontade para alterá-las

1) As aulas de adivinhação e runas antigas são no mesmo horário, foi por isso que a Hermione teve que escolher entre uma e outra. Acho que aqui você teria que fazer um desistir da aula para ir com o outro na outra...

Acho que é isso, nos vemos em breve.

Abs,
Belle


(***) RESPOSTA DO AUTOR:


Bom, Belle, erros corrigidos! Valeu! Quanto ao que você falou sobre Rony e Hermione, sim, um deles terá de desistir de alguma aula para acompanhar o outro, mas isso veremos mais adiante. Valeu!




Autor: bruno

A DECISÃO DE DUMBLEDORE

postado em 28/02/2008 às 13:56:44 na página biblioteca_ler

 

A DECISÃO DE DUMBLEDORE
CAPÍTULO 5

A DECISÃO DE DUMBLEDORE


(***) FILOSOFIA:


O amor não nasce do nada, nem de um simples olhar apenas, não há “amor à primeira vista”. O máximo que pode haver entre duas pessoas que se vêem pela primeira vez é atração física, paixão, mas amor não. O amor verdadeiro não nasce do nada, ele nasce com o tempo, das dificuldades enfrentadas em conjunto, das vitórias e das derrotas que um casal enfrenta, do diálogo, das discussões, da aceitação e da compreensão. O amor verdadeiro é sólido, belo, indissolúvel e indestrutível. Ele nasce do coração e da alma dos amantes, a partir da convivência.


(***) NO CAPÍTULO ANTERIOR...


A chegada de Salamandra Riddle deixou as coisas na Mansão Black bem interessantes... Harry Potter não teve uma boa primeira impressão da “Prole do Inominável”... Hermione Granger e Gina Weasley também não gostaram muito da filha de Lorde Voldemort... Mas Dumbledore pareceu mesmo disposto a impor a presença da garota. No Beco Diagonal, nossos bruxos sofreram um ataque dos Comensais da Morte e do próprio Voldemort. Salamandra deixou Harry em um lugar seguro e, voltando à batalha, encontrou-se com o “Inominável”...


(***) HISTÓRIA:


Então, quando a bruxinha estava correndo, a fim de estuporar e amarrar mais um comensal, uma figura cadavérica e viperina apareceu na frente dela e questionou:


_ Salamandra, onde você escondeu Harry Potter?


Sim, Era Voldemort. Salamandra respondeu:


_ Ora, Tom, eu não sei do que você está falando!


_ Salamandra, _ Voldemort retrucou _, eu vi quando você saiu levando Harry Potter para algum lugar! Agora me diga... Onde você o escondeu?


_ Tom, acha mesmo que, se eu o tivesse escondido, eu lhe diria?


_ Está do lado de Harry Potter, Salamandra? Está do lado dele?


_ Tom, creio que não lhe interessa o lado em que estou... Mas... Não importa... Na verdade, não sei de que lado estou mesmo... A única coisa que sei é que eu não estou do seu lado, e jamais estarei!


_ Então, você está do lado de Dumbledore e Potter!


_ Não necessariamente. Você acha que só há dois lados... Mas... Não é bem assim. Veja todas as possibilidades... Mas... Sabe, acho que estar do lado de Dumbledore não é má idéia.


_ O quê?


_ Você teve a oportunidade de me ter do seu lado, Tom, mas você não quis. Agora... Bom, acho justo que Dumbledore tenha uma oportunidade, você não acha?


_ Ora...


_ Agora... Sem mais conversa! [Crucio!]


E mais uma vez Voldemort era torturado pela maldição que tanto usava. Aquela dor... Ah, como era dura! Após alguns segundos, porém, o Lorde das Trevas aparatou para algum lugar... Não, ele não seria humilhado perante seus comensais! Entretanto, não queria enfrentar sua filha, ele só queria matar Harry Potter.


Salamandra sabia que “o Inominável” não desistiria tão fácil. Ela sabia que não poderia esconder Potter para sempre. Então, teve uma idéia arriscada, mas que, talvez, pudesse dar certo.


A bruxa começou a se dirigir ao local onde havia escondido o “menino que sobreviveu”; ela percebeu que era seguida; então, discretamente, lançou um “Confundus” não-verbal em quem a seguia _ que, indubitavelmente, era Voldemort _ e, após perceber que ele ia na direção oposta à dela, continuou seu caminho.


Harry acordou... O feitiço lançado por Riddle não tinha sido muito forte. Nesse momento, o bruxo ouviu o barulho de passos... Ah, certamente era Salamandra Riddle, voltando com seu pai... Mas Harry Potter não se entregaria tão fácil! Não mesmo!


Ele viu sua varinha... Não estava muito longe... Ah, a garota havia, então, cometido um erro! Harry, em um pulo, chegou onde estava sua varinha e a apanhou; em seguida, ficou em posição de combate e atento. Assim que a porta foi aberta, ele lançou:


_ [Expelliarmus!]


_ [Protego!] _ Defendeu-se Salamandra.


O feitiço de Harry bateu no escudo e se voltou contra ele; como o “menino que sobreviveu” esperava obter êxito e estava confiante demais (já que pensava que a garota não esperava o ataque), foi atingido pelo feitiço e perdeu sua varinha. Salamandra disse:


_ Confiante demais, Potter! Se eu fosse Voldemort, agora, eu o mataria. Você precisa aprender a se defender melhor.


Agora Harry estava nas mãos dela... O que ele podia fazer?


_ Com medo, Potter? _ Questionou Riddle.


_ Jamais! _ Harry respondeu, no tom mais convincente que conseguiu.


_ Não minta pra mim, Potter, não adianta! Sei que você tem medo que eu te entregue a Voldemort! Sabe, até não seria uma má idéia... Mas, como eu já devo ter dito milhares de vezes nesses últimos dias, eu não estou do lado de Voldemort! Será que é tão difícil assim de entender?


_ Não é isso, Riddle, é fácil entender, mas é difícil confiar em você. _ Rebateu Harry.


_ Escute, Potter, você não pode me julgar pela minha ascendência!


_ Você é como seu pai, Riddle!


_ E você não? Vejamos... Você fala Língua de Cobra assim como Voldemort, você é capaz de sentir quando ele está próximo, você, assim como ele foi, é um garoto que não tem pais... Você é diferente dele, Potter?


Isso desarmou Harry... Sim, ele também era como Voldemort. Salamandra finalizou:


_ Potter, Voldemort passou alguns poderes dele pra você... Se ser filha dele me faz ser como ele, o fato de ele ter transferido poderes a você também o torna igual a ele. Então, você não pode falar nada de mim, entendeu? Agora... Que tal a gente parar de discutir sobre ser ou não igual a Voldemort e sair daqui?


_ E... Pra onde? _ Questionou Harry.


_ Pra onde mais seria, Potter? Será que você, além de bruxo subdesenvolvido e incompetente, é também desmemoriado? O que nós viemos fazer aqui? Não se lembra, por acaso?


_ É claro que eu me lembro, Riddle!


_ Então, por que perguntou pra onde iríamos?


_ Ora, isso não é fácil? Sempre há a possibilidade de que você me leve a...


_ Cale-se, Potter! _ Salamandra estava muitíssimo irritada. Droga! Por que aquele garoto sempre dizia a mesma coisa? Após contar até dez, questionou, em um tom mais brando: _ Potter, no seu segundo ano, quando todos descobriram que você era Ofidioglota, quando todos te desprezaram por isso e acharam que você era como Voldemort por um motivo tão banal, como você se sentiu?


Aquela pergunta deixou Harry sem resposta. Ah, ele não havia se sentido nada bem! Salamandra, como sempre fazia quando falava com ele, olhava-o nos olhos. Aquele olhar penetrante, que parecia ver toda a sua mente... Ah, como ela podia ter aquele olhar? Aquele olhar era tão incômodo! Harry não se sentia bem sob aquele olhar... Parecia que a garota via todos os seus pensamentos e sentimentos e, isso não era bom.


Salamandra continuou:


_ Não foi bom, não é mesmo, Potter?


Não, não havia sido, todavia ele não queria admitir, ao menos não para ela. Contudo, parecia que ela havia lido seus pensamentos... A bruxa concluiu:


_ Pois é assim que me sinto quando as pessoas me julgam por minha ascendência. Acho que você me entende, certo?


Sim, ele entendia. Entretanto, jamais diria isso a ela. Contudo, parecia que a bruxa já sabia... Como? Harry não compreendia como, mas podia jurar que Salamandra sabia.


_ E então? Vamos, Potter? _ Salamandra chamou.


_ Tudo bem, vamos. _ Harry concordou. Ele não queria mais discutir.


E os dois saíram dali.


Eles caminhavam pelo Beco Diagonal. De repente, Harry foi jogado no chão por Salamandra.


_ O quê... _ Ia reclamar Harry, mas, quando ele olhou para o alto e viu um raio verde passando no exato lugar onde estaria seu peito, desistiu.


Salamandra não estava mais tão magra quanto estivera no momento em que chegou à sede da Ordem da Fênix; contudo, ela ainda estava bem magra. Além disso, ela era menor que Potter. No entanto, a força da garota era impressionante! A bruxa “arrancou” Harry Potter do chão e disse:


_ Vamos!


E os dois saíram correndo.


A “Prole do Inominável” tinha reflexos fantásticos! Ela se desviava de feitiços que o “menino que sobreviveu” nem mesmo via... E o ajudava a se desviar também. Sim, ele era ingrato. Salamandra estava salvando sua vida e ele pensando que ela o entregaria a Voldemort... Mas, que era estranho, isso era. Primeiro, ela chega lançando uma Cruciatus nele; depois, deu uma poção que anula os efeitos da maldição; então, eles passam dias tendo discussões horríveis; agora, ela... Salvava a vida dele? Sim, aquilo era muito estranho mesmo! Afinal, qual era a dela? Harry não sabia.


Então, eis que aparece, diante dos dois garotos, Lorde Voldemort. O Lorde das Trevas falou:


_ Ora, ora, ora! Vejam o que temos aqui? E então? Decidiu entregar Harry Potter para mim, Salamandra?


_ Já falamos sobre isso, Tom, e você sabe a minha resposta.


A bruxinha se virou para Harry e murmurou:


_ Atrás de mim, Potter.


E se colocou na frente dele, com a varinha em mãos.


_ Vai defendê-lo, Salamandra? _ Questionou Voldemort. _ Vai defender o garoto que foi responsável por todo o seu sofrimento?


_ Se for preciso... _ Salamandra respondeu. _ Afinal, não estou tão certa assim de que ele foi o real responsável pelo que passei... Diga-me, Tom, se ele não o tivesse vencido naquele dia, teria sido diferente? Você teria cuidado de mim melhor que Lúcio? Pelo nosso primeiro encontro, pela sua recepção, acho que não...


_ Você estaria ao lado de sua mãe... _ Insinuou o Lorde das Trevas.


_ E daí? _ Contestou Salamandra. _ Ela não parece se preocupar tanto assim comigo...


_ Você não sabe o que diz, Salamandra...


_ Bom, agora isso não importa. No momento, estou do lado de Alvo Dumbledore e farei de tudo para impedir que você consiga o que quer.


_ Vejo que terei de enfrentá-la.


_ E você só agora vê isso, Tom? Pouco astuto...


_ Já chega! [Estupefaça!] _ Lançou Voldemort.


_ Acha que vai me vencer com isso? _ Salamandra zombou, após bloquear o feitiço. _ Terá de lutar de verdade, se quiser vencer!


_ [Cru...]... _ Ia enunciando o Lorde das Trevas, mas sua magia foi bloqueada antes mesmo de ele lançar.


_ Sua Oclumância de quinta não funciona contra mim, Tom. Na verdade, nem contra Dumbledore ela funciona... Eu acho.


_ Ora essa! Quem você pensa que é pra...


_ Ao contrário de você, Tom, que tem vergonha do nome, que odeia seus pais, eu não tenho vergonha do meu nome! Eu sou Salamandra Riddle! E sou melhor que você.


_ O quê? Você se acha melhor que eu?


_ Não, Tom, eu não me acho, eu sou.


_ Vamos ver, então!


E o Lorde das Trevas apontou sua varinha para aquela garota e tentou lançar:


_ [Cruc...]...


Novamente, o feitiço foi bloqueado. Salamandra contra-atacou com um movimento sutil de varinha que lançou Voldemort no ar e o jogou violentamente no chão. Em seguida, com mais um movimento de varinha ela fez aparecerem cordas que prenderam e imobilizaram por completo ao Lorde das Trevas. Então, ergueu a mão direita (e, conseqüentemente, a varinha) e falou, em voz alta, a fim de que todos os seguidores do inominável ouvissem:


_ Vejam! Seu líder está no chão! Sim, Voldemort não é nada! Nada! Ele está no chão, amarrado, como uma criança indefesa! E vocês? Querem ficar assim também? Querem ser pegos pelos aurores do Ministério da Magia?


_ Como ousa? _ Gritou um comensal, lançando um feitiço na direção de Salamandra, em seguida.


A “Prole do Inominável” bloqueou o feitiço, contra-atacou, fazendo com que o comensal voasse e caísse aos seus pés e perguntou:


_ Você ama sua vida, comensal?


Nessa hora, a luta entre os membros da Ordem da Fênix e os Comensais da Morte parou. Todos assistiam à cena. O comensal que estava aos pés da filha do Lorde respondeu:


_ Minha vida pertence ao Lorde das Trevas!


_ Eu não lhe perguntei isso, comensal! Eu perguntei se você ama ou não sua vida! E então? Você ama sua vida, comensal?


_ Minha vida é do Lorde!


_ Bom, se não me responde... [Crucio!]


E o comensal ficou no chão, contorcendo-se de dor. Após um tempo, a garota parou o feitiço e perguntou, novamente:


_ E então? Ama sua vida, comensal?


_ Não! _ Respondeu ele, firme.


_ Oh! Que pena! Já que você não a ama, eu o deixarei vivo. Mas... Claro, farei com que se lembre de mim.


Em seguida, a bruxa lançou dois feitiços que arrancaram os braços do seguidor de Voldemort. Então, ela lançou um feitiço que o jogou longe.


Harry estava perplexo. Ele queria impedir aquilo, queria fazer alguma coisa... Não é que ele estivesse do lado de Voldemort, não era isso! Mas... Mesmo sendo um comensal, o bruxo não merecia aquilo. Contudo, que podia ele fazer? Salamandra era mesmo poderosa, muito mais que ele. Salamandra, então, perguntou:


_ E então? Mais alguém quer me lançar algum feitiço?


Dessa vez foi uma mulher (horrivelmente feia) que lançou um feitiço. Assim como o outro, ela não obteve êxito e, após poucos segundos, já estava caída aos pés de Salamandra Riddle. A garota questionou:


_ E então? Ama sua vida, comensal?


_ Sim, amo. _ Respondeu a comensal.


_ Então, implore por ela!


_ Nunca!


_ Você é quem sabe... [Crucio!]


E a comensal sentiu as dores da pior tortura... Salamandra falou:


_ Sabe, excesso de Cruciatus pode levar à morte... Se você não implorar pela sua vida, você a perderá.


Após algum tempo, a “prole do inominável” parou o feitiço e repetiu:


_ Implore pela vida!


A comensal, por fim, cedeu:


_ Por... Favor... Não... Me... Mate...


_ Covarde! _ Salamandra bradou. _ Se teme tanto a morte, você morrerá! [Avada Kedavra!].


E um raio verde saiu da ponta da varinha de Salamandra, atingindo a comensal, que ficou ali, no chão, sem vida.


A “prole do inominável” novamente perguntou:


_ Mais alguém?


Não houve resposta nem reação. Então, ela gritou:


_ Então, sumam daqui!


E todos os comensais aparataram para seu esconderijo. Salamandra, então, voltou-se para o Lorde das Trevas e disse:


_ Agora é sua vez, Tom. [Crucio!]


E Voldemort gritou de dor. A Harry não desagradava ver seu pior inimigo, o homem que matou seus pais, sofrendo, impotente. Ele se sentia feliz com isso e isso o assustava. Com muito esforço, Voldemort conseguiu se livrar das cordas e gritar:


_ Plano Zeta!


Em seguida ele aparatou, lançando um feitiço que tornou tudo escuro. Então, um grupo de comensais aparatou atrás de Salamandra e Harry. Contudo, antes que eles lançassem algum feitiço, duas vozes foram ouvidas:


_ [Estupefaça!] _ Enunciaram as vozes, em uníssono.


Com um gesto de ampliação do feitiço, feito pelos donos das vozes, vários comensais caíram. Os donos das vozes eram Cristina e Severo Snape. A mulher correu até Harry e, quando viu Salamandra ali, do lado do garoto, enfureceu-se:


_ Você é a responsável por isso, garota! O que você está fazendo com o Harry? Diga-me!


_ Escuta aqui, bruxa de quinta, eu não estou fazendo nada com o Potter! _ Respondeu Salamandra, com ódio na voz. _ Se eu o quisesse matar, já teria feito há muito!


_ Você é a responsável por esse ataque, não é? _ Cristina estava fora de si.


_ Ah, claro! _ Salamandra ironizou. _ Afinal, eu não estava na sede da Ordem da Fênix esse tempo todo, não é?


_ Eu acho, Cristina, que Salamandra não tem nada a ver com esse ataque! _ Interferiu Snape. _ E acho que você devia agradecê-la por proteger o Potter.


_ Proteger? _ Questionou Cristina, incrédula.


_ Sim, Cristina, proteger! Veja! Potter está inteiro! Inteiro! E, acha que ele tem competência suficiente pra ficar inteiro após sofrer um ataque de comensais? Não, não tem! Salamandra o protegeu!


Nesse momento, um grupo de dementadores apareceu diante deles. Era realmente um grupo muito grande! Severo Snape e Salamandra Riddle não conseguiram reagir. Embora fossem os dois bons bruxos, eles não tinham uma lembrança feliz o suficiente para lançar o Feitiço do Patrono.


Um grupo de dementadores se aproximou de Salamandra e a agarrou. Cristina olhava com aquela cara que dizia: _ “Bem feito!”; Harry não. Ele não podia ser tão ingrato! Afinal, por mais que odiasse aquela menina, ela tinha lhe salvado a vida! Então, ele pegou sua varinha, apontou para os dementadores que seguravam Salamandra _ a qual estava muitíssimo pálida e fraca _, lembrou-se de todos os momentos de felicidade que teve em sua vida e enunciou, veemente:


_ [Expecto Patronum!]


O servo de Harry atacou os dementadores e os afastou para muito longe! Salamandra ficou ali, no chão. Contudo, todos sabiam que a garota se recuperava rápido, ela era muito poderosa mesmo e, o principal, muito bem treinada. A cena surpreendeu Cristina. Então, era verdade que Salamandra estava protegendo Harry, ou ele não a teria defendido.


Enquanto isso, alguns dementadores conseguiram pegar Severo Snape. Um deles retirou o capuz... Sim, Severo Snape seria submetido ao Beijo do Dementador... Cristina, ao olhar na direção de Snape, viu aquela cena aterradora. Ah, não, ela não podia deixar que aquilo acontecesse!


_ Severo! _ Gritou Cristina, correndo na direção do bruxo.


Cristina pensou em um momento de felicidade de sua vida... Um momento que, para ela, foi muito especial. Em seguida, apontou sua varinha para os dementadores, que seguravam Snape, em especial para o que ia aplicar o Beijo do Dementador... E, enunciou, com todas as forças que tinha:


_ [Especto Patronum!]


Da varinha de Cristina saiu um Hipogrifo. Sim, leitor, um Hipogrifo! O patrono da bruxa atacou os dementadores e, a força do ataque foi tamanha, que eles foram destruídos.


Cristina correu até Snape e questionou, preocupada:


_ Severo! Tá... Tá tudo bem com você?


_ Sim... Tudo bem, Cristina. _ Respondeu, ainda meio fraco.


Nesse momento, um vento muito forte fez tudo voar. Cristina apenas se jogou no chão e segurou a mão de Snape.


Salamandra, embora um pouco fraca, jogou Harry no chão e segurou a mão dele. Harry Potter reclamou:


_ Por que fez isso, Riddle?


_ Ora, Potter! Queria que eu o deixasse receber o vento estando de pé? Será que você é tão burro assim? Não sabe que, em uma forte corrente de vento, capaz de carregar qualquer coisa, é melhor estar deitado?


_ Sim, eu sei! _ Os dois, mesmo deitados, estavam sendo arrastados pelo vento forte. Harry gritou, para ser ouvido: _ Mas, por que está segurando minha mão?


_ Ora, Potter, não imagina quem está produzindo esse vento?


_ Ah... Talvez... Mas... Não pode ser...


_ Sim, Potter, só pode ser o idiota do Voldemort! E, sabe por que ele faz isso?


_ Não...


_ Ah, como você é retardado! É óbvio, Potter, que Voldemort faz isso para te separar daqueles que o protegem! E, lógico, se ele conseguir isso, você estará morto! Portanto, é melhor segurar minha mão e ficar calado!


Harry não teve como contestar. Após um tempo, o vento parou. Salamandra e Harry se perderam dos outros. Os dois se levantaram e olharam... Sim, ainda estavam no Beco Diagonal.


Voldemort, muitíssimo infeliz por não conseguir capturar Harry Potter, aparatou no seu esconderijo, ordenando a alguns comensais que observassem Harry e, se ele ficasse sozinho, capturassem-no.


_ Onde será que estão os outros? _ Perguntou o “menino que sobreviveu”.


_ Sei tanto quanto você, Potter. _ Respondeu a “Prole do Inominável”, ríspida.


_ E agora?


_ Eu não sei.


_ Oh! Então, quer dizer que a “Grande” Salamandra Riddle não tem a solução?


_ E... Por que eu deveria ter a solução, Potter? Diga-me... Você tem alguma solução?


_ Não...


_ Ah... Deixa eu ver se eu entendi... Então, você está me dizendo que o “menino que sobreviveu”, o bruxo que já enfrentou Voldemort várias vezes, o “grande” Harry Potter, também não tem solução para o problema? É isso?


Harry não disse nada. Salamandra estava, afinal, certa. Nenhum dos dois sabia o que fazer. A bruxa falou:


_ Bom, eu acho melhor comprarmos tudo o que precisamos aqui... Bem, já que estamos aqui... Melhor aproveitarmos, não?


_ É... _ Concordou Harry. _ Mas... Não precisamos ir juntos! Podemos...


_ Sim, precisamos ir juntos sim, Potter, ou os puxa-sacos de Voldemort o pegarão!


_ Não vejo nenhum por aqui...


_ Ah, não? Então, olhe naquela direção...


Harry olhou. Salamandra lançou um feitiço que fez a manga da camisa do homem deixar exposta a Marca-Negra. Rapidamente ele arrumou a camisa, tampando a marca, mas Harry pôde ver...


_ Por quê... _ Tentou falar Harry.


_ Nem pense nisso, Potter! _ Salamandra negou. _ Não será bom pra nós uma confusão aqui. Eles não farão nada enquanto estivermos juntos e, se eles não nos atacam, é melhor que nós também não os ataquemos. Vamos fazer nossas compras e torcer para que alguém da Ordem da Fênix nos encontre. Afinal... Você não quer repórteres por aqui, quer?


_ Não...


_ Então, vamos.


_ Tá... _ Harry acabou por aquiescer.


Harry pensou que seria insuportável. Afinal, fazer compras com uma garota _ e ainda mais quando se trata de Salamandra Riddle _ é muito enfadonho... Geralmente as garotas não gostam de Quadribol...


Salamandra disse:


_ Potter, já que nós vamos ter que nos aturar por algum tempo, é melhor que tornemos isso o menos desagradável possível, tudo bem pra você?


_ Se você não for tão insuportável quanto você costuma ser, por mim, tudo bem.


_ Potter, você também é totalmente insuportável!


_ Ah, é?


_ É, é sim! E acho que você pode colaborar um pouquinho, deixando de ser tão... Ah, deixa pra lá. Vamos comprar os materiais rápido! Afinal, eu tô louca pra ir ver se tem vassouras novas...


_ Você? Você gosta de...


_ Sim, Potter, eu gosto de Quadribol! Mesmo que eu não tenha ido a nenhum jogo... _ O último comentário foi feito não no tom costumeiro, estúpido, mas sim em um tom triste, melancólico.


Harry percebeu. Ele perguntou:


_ Você... Nunca esteve em um jogo de Quadribol?


_ Não. _ Respondeu a garota. _ Como queria que eu estivesse em um jogo, Potter, se fiquei presa quatorze anos em um quartinho escuro da Mansão Malfoy?


_ Você esteve presa na... Mansão Malfoy?


_ Sim, estive. E, acredite, não foi nada agradável.


_ Ah... E... Como poderia ser agradável? Ficar lá deve ser... Horrível.


_ Lá é o inferno.


_ Ah! Eu... Eu preciso ir a Gringotes...


_ Nossa! É mesmo! Preciso ir lá também!


_ Você também tem conta lá?


_ Tenho... A família dos meus avós paternos eram ricos... Meu avô paterno tinha uma boa fortuna no mundo trouxa e minha avó paterna também tinha uma boa fortuna, só que no mundo bruxo. Bom, Tom Riddle seria o herdeiro natural, mas abriu mão de tudo... Orgulho... Ele quis começar do zero... Bom, como ele abriu mão de tudo e eu... Bem, você sabe, não é? Agora tudo é meu. Eu até não faria tanta questão, mas... Preciso para me manter, para estudar...


_ Entendo.


E os dois fizeram tudo o que precisavam fazer. O dia não foi desagradável. Afinal, quando queria, Salamandra sabia ser até suportável... Pelo menos foi o que pensou Harry. E, do mesmo jeito, Salamandra pensou que Harry podia ser, às vezes, até aceitável...


Por idéia da bruxa, os dois foram mandar cartas aos membros da Ordem. Depois, decidiram ficar no Caldeirão Furado.


À noite, uma comitiva da Ordem foi buscá-los. Estavam na comitiva: Cristina _ muito preocupada com Harry _, Snape _ tinha uma preocupação mal-disfarçada com Salamandra _, Dumbledore _ preocupado se os dois garotos não se haviam matado... _, Lupin _ também preocupado com Harry _ e Tonks _ esta estava mais tranqüila e, como sempre, sorridente.


Tudo correu bem. Todos se espantaram quando chegaram e viram os dois calmos, tranqüilos e inteiros.


O resto das férias foi normal. Harry achou aquela tal de Cristina muito estranha... Ela sempre se preocupava com ele, mas nunca se aproximava muito. As discussões entre Harry e Salamandra continuaram tão duras ou piores que as de antes daquele dia memorável. As discussões entre Salamandra e Hermione e entre Salamandra e Gina também eram duras demais, mas, todos já se acostumaram mesmo com aquilo.


No dia anterior ao da ida a Hogwarts, Rony e Hermione foram avisados de que seriam monitores. Harry fingiu uma felicidade que convenceu os amigos, mas, na verdade, estava triste, já que esperava ser ele Monitor; não questionava o cargo de Hermione _ era merecido _, mas... Rony? O “menino que sobreviveu” não esperava.


Todos arrumaram seus malões, para evitar problemas.


No dia da ida a Hogwarts, foi uma correria só. Contudo, os garotos chegaram a tempo no trem. Eles foram em um carro emprestado pelo Ministério da Magia, vigiados por membros da Ordem da Fênix.


Rony e Hermione entraram no trem e foram à Cabine dos Monitores, o que deixou Harry mais triste ainda. Não, o garoto não queria ficar com ninguém, ele queria uma cabine vazia, para ficar sozinho. Ele procurava uma cabine vazia, mas, em todas as cabines ouvia vozes de pessoas ou qualquer outro barulho, o que indicava que tinha alguém, certo?


No fundo do trem, bem no fundo, ele encontrou uma cabine que parecia estar vazia, já que não havia barulho algum lá dentro... Harry colou o ouvido na porta da cabine e não ouviu barulho nenhum, nem mesmo de malão sendo arrastado. Então, o bruxo abriu a porta e começou a entrar, mas parou, quando viu, ali, sentada, nada mais nada menos que... Salamandra Riddle.


A garota parecia concentrada na janela... Ela também não parecia muito feliz. Harry considerou... Se fosse às outras cabines, as pessoas o incomodariam, o encheriam de perguntas... Se ficasse ali, quem sabe Riddle fingisse que não o via? Quem sabe ele conseguisse ficar como se estivesse sozinho?


Então, ele questionou:


_ Posso?


Salamandra desviou o olhar da janela, olhou-o nos olhos, considerou... Se dissesse que não, uma discussão poderia começar e, naquela hora tudo o que ela menos queria era ter que discutir... Então, ela apenas disse:


_ Você é quem sabe, Potter.


Harry entendeu aquilo como um sim, terminou de entrar, fechou a porta e, sem nem perceber o que fazia (porque estava mesmo muito triste), colocou o seu malão em um lugar e se sentou, sem ao menos perceber que havia se sentado do lado da garota que mais odiava no mundo.


Salamandra não discutiu, não disse nada... Apenas olhava para janela. A bruxinha parecia também estar triste... Ah, sim, parecia!


Harry baixou a cabeça, enquanto o Expresso de Hogwarts continuava seu caminho.


Após um tempo, a garota olhou para Harry... Ela questionou:


_ Triste, Potter?


Harry, o qual estava de cabeça baixa, ergueu os olhos e ficou mudo... Como ela sabia? Todos os seus amigos pensavam que ele estava feliz!


_ Você esperava ser Monitor, não é? _ Insistiu Salamandra.


Harry pensou em negar, mas a bruxa falou, em um tom ameno, que raras vezes ela usava:


_ Não precisa mentir pra mim, Potter, eu sei que o que eu disse é verdade... Você ficou triste, por não ter sido escolhido para Monitor... Você escondeu essa tristeza, só para não deixar seu amigo Weasley decepcionado, mas você está triste.


_ É... _ Concordou Potter, sem outra opção.


_ Eu acho que você está certo.


_ O quê? _ Harry Potter assustou-se. Ela estava... Achando que... Ele estava... Certo?


_ Sim, Potter... No seu lugar, eu também estaria triste. Só que... No seu lugar, eu iria falar com Dumbledore; mas, você não vai, certo?


_ Não, não vou. Dumbledore não quer falar comigo... No dia em que fui falar com ele, ele foi extremamente seco...


_ Eu sei.


_ Você... Sabe?


_ Claro! Acha que eu não vi tudo? Eu vi e ouvi tudo. Sabia que você ia falar com ele sobre o que eu fiz... E, sério, eu não esperava a resposta que ele te deu!


_ Mas...


_ Fique tranqüilo, Potter, não fiquei com raiva de você por ter falado com Dumbledore... Tenho vários outros motivos bem mais interessantes pra ficar com raiva de você... _ E Riddle sorriu, um sorriso pequeno e inédito. _ Mas... Voltando ao assunto inicial... Sabe, Potter, acho que você seria um monitor muito melhor que o Weasley. Ele é ridículo!


_ E eu não sou?


_ Não, não é. Você é presunçoso, retardado, convencido, confiante demais, subdesenvolvido, idiota, mas não é ridículo... Você é um grande bruxo, Potter.


Harry estava incrédulo. Salamandra Riddle estava dizendo que ele era um... “Grande bruxo”???????


_ Sim, Potter, você é um grande bruxo! _ Salamandra repetiu. _ Você é muito melhor que a Granger... E não me venha dizer que ela sabe mais, porque ela só sabe aquilo que está nos livros! Mas você é diferente... Você tira boas notas sem sequer se esforçar muito... Você tem a prática, o que, na minha opinião, vale muitíssimo mais que qualquer teoria! Não é que isso seja grande coisa, mas, você venceu Voldemort várias vezes... Potter, você é um grande bruxo sim! E seria um grande monitor! Mas, por algum motivo, Dumbledore não te escolheu... Talvez ele esteja ficando velho demais... Ou, talvez, ele tenha um motivo verdadeiramente sério... Não sei.


_ É... _ Concordou Harry.


Ah! Agora ele se lembrava! A garota também estava triste! Percebendo a oportunidade, ele contra-atacou:


_ Mas... Você também não me parece muito melhor que eu... Está triste também, Riddle?


_ Ah... Bem... Sim.


_ E... _ Potter foi com cuidado. _ Eu... Poderia... Saber... Por quê?


_ Bom, não vejo problema... É que... Todos estão acompanhados por seus pais... Exceto você, claro... Mas... Mesmo você tem companhia... Tem a Família Weasley, que é como sua família... E... Bem, eu até tenho pais, mas... Acho que eles jamais me acompanhariam, né? Meu pai está ocupado demais tentando tornar o mundo um lugar inabitável e, minha mãe... Em Azkaban. E o pior é que ela está lá por pura justiça! Sabe, muitos acham que não tenho sentimentos... Mas sim, eu os tenho.


_ Talvez não sejam as pessoas... Talvez você transmita essa imagem... Já pensou nisso?


_ É... Talvez você tenha razão. Mas... Não totalmente... O fato de eu ser filha de quem sou ajuda muito... A maioria acha que estou do lado de Voldemort... A maioria me vê como um monstro... E... Talvez eu seja mesmo, em parte, não é?


_ Ou talvez não...


_ É...


Nesse momento, Draco Malfoy e seus capangas entraram na cabine.


_ Ora, vejam só! _ Começou Malfoy. _ O Potter cicatriz na mesma cabine da...


Mas ele não terminou, porque foi jogado violentamente contra o vidro da cabine oposta por Salamandra. Com mais um movimento de varinha, a garota jogou os capangas de Draco Malfoy longe também. Ela trancou a porta com um feitiço que Harry não conhecia e, então, disse:


_ Quando você quiser sair, avisa, tá?


_ Tá, tudo bem.


O resto da viagem foi tranqüila. Não tivemos mais nada de interessante.


Quando eles chegaram na estação, eles desceram. Todos estranharam que Salamandra Riddle e Harry Potter tenham ficado na mesma carruagem... O esperado era que os dois se odiassem. Realmente, os dois se odiavam; contudo, naquele dia estavam em paz. Harry nem mesmo viu Hagrid e ninguém se opôs a que Salamandra fosse nas carruagens. Rony e Hermione não viram Harry antes que ele estivesse já dentro da carruagem... Hermione, ao ver aquilo, arrastou Rony para uma outra... Não, nem mesmo por Harry ela ficaria no mesmo lugar que Salamandra Riddle... E, se o próprio Harry queria ficar lá com aquela garota (sim, porque foi escolha dele!), que ficasse sozinho com ela, então! Rony não entendeu nada... Apenas olhou para o amigo com um olhar de pena, mas não recebeu um olhar em resposta.


Ao chegar no castelo, a Professora McGonagal interceptou Salamandra e a fez ir junto com os novos alunos. Harry se sentou na mesa da Grifinória e, após um tempo, Rony se sentou ao seu lado e Hermione se sentou ao lado de Rony.


Tudo estava pronto, todos estavam sentados. Então, Dumbledore falou:


_ Muito bem, vamos, antes de tudo, à seleção!


A seleção dos alunos novos foi feita. Em seguida, o diretor de Hogwarts falou:


_ Esse ano vamos receber uma aluna nova, que entrará no Quinto Ano. Ela estudava em casa, mas, tenho certeza de que está bem preparada. _ E Dumbledore olhou para Severo Snape. _ Professora Minerva...


_ Salamandra Riddle! _ Chamou a professora.


Severo Snape estava muitíssimo orgulhoso. A garota entrou imponente. Ela colocou o chapéu. O Chapéu Seletor demorou muito tempo... Após um bom tempo, ele anunciou:


_ Sonserina!


Agora sim, Severo Snape estava até com um SORRISO NO ROSTO!!! Sim, leitor, você leu direito, não está ficando louco não, Severo Snape estava com um SORRISO NO ROSTO!!!


Salamandra se dirigiu à ponta da mesa de sua casa e se sentou, afastada de todo mundo. A garota olhava seus colegas de casa com um olhar de total nojo e desprezo.


Depois disso, Dumbledore falou:


_ Tenho alguns avisos para dar... Primeiramente, alunos novos, sejam bem-vindos! E, alunos velhos... Bem-vindos novamente! Este ano teremos uma nova professora de Defesa Contra as Artes das Trevas. Trata-se da senhorita... Cristina Vinks!


Uma mulher se ergueu e todos aplaudiram. Harry a conhecia... Era aquela mulher que se preocupava sempre com ele mas evitava uma aproximação...


Estranhamente, Severo Snape não tinha aquela cara de ódio... Ele olhava para Cristina com uma cara de total admiração... Admiração? É, acho que esse ano em Hogwarts vai ser muito interessante, não? O mundo está mudando mesmo... Não se preocupem, leitores, vocês logo entenderão tudo, não pensem que estão ficando loucos, porque vocês não estão.


O diretor continuou:


_ Bem, a Floresta Proibida é expressamente e terminantemente proibida. A lista de objetos proibidos aumentou um pouco... Este ano tenho uma novidade maior para vocês. Este ano, queridos alunos, vocês trabalharão em duplas. As duplas já foram escolhidas previamente por mim e não têm nada a ver com as casas a que vocês pertencem. Isso significa que as duplas poderão ser formadas por alunos de casas diferentes. Mas, sugiro que os alunos mais sortudos, que ficarem com duplas estudiosas, não deixem de estudar... Lembrem-se de que os NOM’s e os NIEM’s serão individuais. E, esse ano, para que vocês possam fazer os NOM’s e os NIEM’s a nota da dupla terá de ser igual ou maior que sessenta por cento. Tudo será feito em dupla, não teremos nada individual! Cada dupla terá uma sala de estudos individual, com uma senha que a dupla escolherá... Além disso, vocês terão de passar um tempo estudando juntos na biblioteca. Bom, vou dizer os nomes das duplas, então.


E Alvo Dumbledore começou a dizer o nome das duplas. Em um certo momento, ele falou:


_ Ronald Weasley e... Hermione Granger!


Rony ficou muitíssimo feliz! Harry comentou:


_ Você tem sorte, heim?


_ É, tenho. _ Rony respondeu.


_ Ronald Weasley, não pense que, só porque faz dupla comigo, você vai ficar sem estudar, entendeu? _ Hermione se irritou. _ Você vai estudar e muito, porque esse ano é ano de NOM’s!


Mas, quando o diretor continuou...


_ Harry Potter e...


Todo o salão se calou. Só a voz de Dumbledore foi ouvida:


(***) E, NO PRÓXIMO CAPÍTULO...


O primeiro dia de aulas será muito interessante! E, algo muito inesperado acontecerá... Não perca o próximo e surpreendente capítulo de “HARRY POTTER E A PROLE DO INOMINÁVEL”: “CINCO PONTOS PARA A GRIFINÓRIA!”! Se você não ficar atento, será surpreendido!


(***) PALAVRA DO AUTOR:


E aí? O que estão achando?


Só algumas perguntinhas, pra quem gosta de mistérios... Cadê a Fênix, heim? Onde será que está Ágata? Eu diria que ela esteve na batalha... Bom, que mistérios guarda essa nova professora de Defesa Contra as Artes das Trevas? Afinal, qual é a de Salamandra? Por que o Chapéu Seletor demorou para se decidir sobre a casa dela, se ela é a “Prole do Inominável”? Qual será a dupla de Harry Potter?


Tente responder às perguntas, se puder! Continuem lendo e, quem puder, por favor, comente! Valeu!


N/B: Bruno, eu realmente não tenho muito o que falar deste capítulo, está muito bem escrito, sem maiores problemas. Bem... com relação à dupla de Harry acho que não será grande surpresa né? Provavelmente todos já sabem... kkkkkk


(***( RESPOSTA DO AUTOR:


Olá Belle! Que bom que tudo foi certinho dessa vez! Kkkkk!!!


É, acho que todos já têm uma idéia de quem será a dupla de Harry... Kkkk!!! Mas, e quanto às outras perguntas que deixei aí no ar? Será que alguém sabe respondê-las? Acho que não... Kkkkk!!!




Autor: bruno

AMOR E ÓDIO

postado em 28/02/2008 às 13:55:40 na página biblioteca_ler

 

AMOR E ÓDIO
CAPÍTULO 4

AMOR E ÓDIO


(***) NOTA DO AUTOR:


Bem, galera, antes de começar este capítulo, gostaria de relembrar uma coisa... Como estou escrevendo a partir do quarto livro, posso remodelar algumas coisas, como, por exemplo, a Mansão dos Black. Então, não estranhem se faltar ou sobrar alguma coisa lá que não tem no quinto livro, ok? Agradeço a compreensão de todos e a paciência. A fic está só no começo, em breve ela vai melhorar. Valeu!


(***) FILOSOFIA:


Nenhum ser humano odeia seus verdadeiros inimigos. Afinal, o ódio sempre vem acompanhado de um amor em potencial, e vice-versa; isso significa que só amamos aqueles que, um dia, poderemos odiar e, só odiamos aqueles que, um dia, poderemos amar. Aos nossos verdadeiros inimigos, não damos nem o ódio nem o amor, mas sim, o desprezo. É assim: aos amigos, o amor e o ódio; aos inimigos, o desprezo. E, entre o amor e o ódio há uma linha muito tênue.


(***) NO CAPÍTULO ANTERIOR...


Harry finalmente conseguiu deixar os Dursley e chegar à sede da Ordem da Fênix, após uma dura batalha. Ele teve sua festa de aniversário (a primeira, por sinal) e acabou aceitando as explicações dos amigos para não terem entrado em contato com ele. Então, uma nova garota chegou na Mansão dos Black: Salamandra Riddle, a “Prole do Inominável”. E o primeiro encontro dela com Harry Potter não foi, nem será, nada agradável...


(***) HISTÓRIA:


Harry saiu dali e foi para a sala. Ele se sentou em uma poltrona... Ah, ele queria pensar... Quem seria a tal Riddle?


Nesse momento, entrou na sala uma garota baixa, extremamente magra, de cabelos negros e lisos, olhos muito negros, olhar penetrante, perturbador, frio e sombrio e uma cara de poucos amigos. A garota encarou o “menino que sobreviveu” e perguntou:


_ Potter? Você é Harry Potter?


_ É... Ahn... Bem... Sim... Mas... E você? Quem é?


_ Eu sou Riddle, Salamandra Riddle! _ Disse a garota, com ar superior, petulante, prepotente e tom ríspido na voz, encarando diretamente Harry. _ E vou acabar com você, Potter!


Salamandra lançava um olhar de extremo ódio ao bruxo à sua frente. A menina retirou sua varinha, apontou-a para Harry Potter e disse:


_ Potter, você é o culpado de tudo! Você é o culpado por eu ter passado mais ou menos quatorze anos de minha vida num lugar horrível! Você é o culpado por tudo! Mas agora você pagará por isso! _ E Salamandra lançou, com ódio na voz e no olhar: _ [Crucio!]


E Harry foi duramente atingido pela Maldição.


Salamandra o encarava nos olhos... Ela queria ver tudo! Queria ver o sofrimento dele, queria vê-lo implorar pela vida (ou pela morte indolor), mesmo que mentalmente! Afinal, aquele garoto merecia sofrer! Ora! Foi ele o culpado pelos anos de sofrimento dela! Foi ele! E Salamandra olhava nos olhos de Harry... Sim, ela viu, mas não era bem o que esperava ver...


Harry se lembrou de toda a sua vida... Ele imaginou como devia ter sido feliz em seu primeiro ano... Imaginou como devia ter sido quando tinha o amor de seus pais... Imaginou a morte dos pais... Imaginou Voldemort lançando o “Avada Kedavra” nele... O “menino que sobreviveu” se lembrou dos duros anos com os Dursley... Ah, como foram difíceis! Ele se lembrou das vezes que tentou fugir do primo Duda... Das vezes em que conseguiu fugir... Das vezes em que não conseguiu... Ah, tudo era tão difícil! Harry se lembrou do desprezo e até ódio dos Dursley... Do seu primeiro ano em Hogwarts, quando ele enfrentou Voldemort... Do segundo ano, quando enfrentou novamente o Lorde das Trevas, só que, agora, na figura jovem de Tom Riddle... Do terceiro ano... Da descoberta do padrinho... Da esperança que teve de morar com ele... Da frustração... Afinal, Rabicho fugiu... Do quarto ano... Do desprezo da maioria dos alunos de Hogwarts, por ele ter sido escolhido pelo Cálice de Fogo... Do abandono de Rony... Sim, naquele ano ele ficou quase sozinho, sem amigos... Não fosse por Hermione, teria ficado sem ninguém. Harry Potter se lembrou do torneio... Dos perigos... Da prova final... Da morte do colega... E ele não pôde fazer nada... Nada! Como ele era inútil! Ah, Potter se lembrou da luta entre ele e Lorde Voldemort... Da mesma maldição... A Cruciatus... Que o Lorde das Trevas lançou nele... Ah, como era doloroso! Ele se lembrou da volta para casa... Do tempo difícil que passou com os tios... Será que ele morreria ali? Então, Harry se lembrou de Ágata... Dos amigos... De seu padrinho... Não, ele não podia, não queria morrer ali! E, se tivesse que morrer, morreria lutando, como seus pais!


Salamandra via tudo... Não, não era justo o que ela estava fazendo! Afinal, a vida de Harry não tinha sido tão boa assim comparada com a sua! O garoto tinha sofrido muito... E, era perseguido por um louco... Tinha que lutar, sem preparo, sem nem querer realmente lutar... Não era justo! Mas... Harry Potter foi o culpado pelos anos que ela passou trancada naquele lugar horrível! Ora essa! Será que seria mesmo? Ele não teve escolha, teve? Ele tinha um ano apenas! Foi Voldemort quem escolheu atacá-lo! Potter não teve culpa! Ah, tinha sim! Ele reverteu a maldição! Mas... Não escolheu reverter! Ora, mas reverteu!


Aos poucos, o ódio que Salamandra Riddle sentia foi sendo atenuado, por um outro sentimento... Que sentimento era aquele? Pena? Ela não sabia... Certo, ela percebeu que Harry Potter era diferente... Sim, era... Outro bruxo já teria implorado pela vida, ou, ainda, por uma morte rápida e sem dor... Mesmo que mentalmente. E, o “menino que sobreviveu” não fazia isso; ao contrário, ele até aceitava morrer, mas pensava em morrer lutando... Como? Nem varinha ele tinha! Por que, mesmo sem chances, ele continuava determinado, confiante e corajoso? Nenhum outro bruxo era assim! Nem mesmo Tom Riddle! Salamandra não entendia...


O ódio que ela sentia foi se extinguindo gradativamente e, junto com ele, a maldição também. Salamandra Riddle continuava apontando a varinha para Harry Potter; contudo, o feitiço lançado por ela acabou perdendo o efeito.


Harry, vendo que o feitiço havia parado, provocou:


_ O que foi, Riddle? Por que não continua? Ou melhor... Por que não faz como seu pai? Por que não lança um Avada Kedavra em mim? Talvez eu o reverta, como fiz quando seu pai me lançou a Maldição da Morte quando tinha apenas um ano...


Harry não sabia por que falava aquilo... Ele não gostou de Salamandra Riddle! Ora, quem ela pensava que era? Ela estava sendo acolhida pela Ordem da Fênix e ainda chegava lançando uma maldição imperdoável? Isso era um absurdo! O ódio cresceu dentro de Harry... Um ódio grande, muito grande!


Salamandra não acreditava... Depois de receber uma Maldição Cruciatus, ele ainda a provocava? Ora essa! Nem varinha ele tinha! Quem ele pensava que era? Ela respondeu, dura, fria e com ódio, muito ódio na voz:


_ Ora, Potter, quem você pensa que é? Você se acha o bruxo mais poderoso do mundo, não é? Mas... Eu vou lhe dizer uma coisa... Você não é! Se fosse, teria salvado seu coleguinha no ano passado... Teria evitado a volta de Voldemort... Teria tirado notas melhores... Potter, você é ridículo! Sabe... Eu sou filha de Tom Riddle e Belatrix Lestrange... Não que eu me orgulhe disso... Não me orgulho nada! Mas, eles são dois grandes bruxos, e, como descendente deles, eu também sou. O que o faz pensar que você conseguiria reverter uma Maldição da Morte contra mim?


_ Ora, Riddle! Eu já fiz isso uma vez, não foi? Poderia fazer novamente!


_ Não, Potter, não poderia. Afinal, você não sabe como fez... Mas eu lhe digo como: o amor de sua mãe, o sacrifício dela por você lhe deu poderes para reverter o Avada Kedavra... Mas... Agora, não tem ninguém aqui pra se sacrificar por você. Potter, você é ridículo! Você vive do sacrifício dos outros, vive daqueles que morrem por você! Você é desprezível!


_ Você não tem ninguém que se sacrificaria por você, não é, Riddle? Você diz que sou desprezível, mas, pelo menos, eu tenho amigos! Eu tenho meu padrinho! Eu tenho quem goste de mim! E você? Você não tem ninguém! Sua mãe é... Bellatrix... Lestrange... Certo? ... É, por acaso, aquela que jurou fidelidade a Voldemort, mesmo após a destruição dele, não é? ... Vejamos... Então quer dizer que, mesmo tendo uma filha, ela preferiu ir para Azkaban, a cuidar de você, certo? Bom... Se nem sua mãe gosta de você...


_ Cale-se, Potter! Pelo menos eu não preciso que ninguém morra para que eu viva! Pelo menos eu não dependo da vida daqueles que gostam de mim! Pelo menos eu não preciso da morte deles para viver!


Harry e Salamandra estavam totalmente fora de controle... Ele jamais teria dito isso a outra pessoa, aquelas palavras não sairiam de sua boca, porém ele estava, naquela hora, totalmente fora de si, completamente descontrolado! Salamandra, por sua vez, desde o momento que viu o bruxo à sua frente não respondia por si mesma...


As palavras dos dois eram duras demais. Realmente, Salamandra não tinha ninguém, ninguém que gostasse dela. Ah, droga! Por que ela não tinha ninguém? Por quê? E, realmente, Harry só estava vivo por causa do sacrifício de seus pais... Ah, não, ele não queria isso! Ele não queria viver por causa da morte das pessoas que o amavam! Quantos mais precisariam morrer para que ele vivesse? Não, não, não! Ele não podia deixar!


Algumas lágrimas caíram, tanto dos olhos de Riddle, quanto dos olhos de Potter. Agora os dois estavam abalados, muito tristes.


Salamandra percebeu que aquela discussão não levaria a lugar nenhum, e que aquele dia não era o melhor para o que ela queria... Não, não mesmo! Então, ela disse:


_ Já chega. Potter, outro dia terminaremos o que começamos hoje, mas, agora não. Não é o melhor momento...


A voz da bruxinha estava mais calma, mais tranqüila, menos estúpida. Harry estranhou.


Nesse momento, Riddle retirou do bolso um frasquinho com uma poção, estendeu a mão e disse:


_ Tome, Potter, essa poção vai anular os efeitos da Maldição Cruciatus. Eu a criei há pouco tempo... Uns dois dias, no máximo, mas acho que vai funcionar.


Harry não aceitou... Não mesmo! Ele não aceitaria nada que viesse daquela garota! Salamandra, então, no tom mais cínico que tinha, falou:


_ Potter, você tem duas opções, sabe? Você pode tomar a poção por livre e espontânea vontade, ou eu o obrigarei a tomá-la. Você escolhe! Não posso negar que vai ser engraçado obrigá-lo...


_ Eu não vou tomar nada, Riddle! Saia daqui!


_ Ah, sim... Entendo. Então, você não me dá outra opção, a não ser...


E a “Prole do Inominável” conjurou algo que tapou o nariz do “menino que sobreviveu”. Quando ele foi respirar pela boca, Riddle fez o frasquinho voar na direção do bruxo e entornar o conteúdo da poção na boca dele; em seguida, a bruxa a tapou. Potter teve que engolir a poção, ou não voltaria a respirar. Então, Salamandra destapou a boca e o nariz de Harry e disse:


_ Bom garoto!


E, do mesmo modo estranho que chegou, sumiu.


Harry não podia negar que a poção lhe fez bem. Toda a dor, todo resquício de Maldição Cruciatus desapareceu. Ah, aquela garota era estranha... Primeiro, chega lançando uma Maldição Imperdoável; depois, discute com ele e, por fim, dá uma poção que o faz se sentir como se nada tivesse acontecido! Afinal, qual era a dela?


O tempo passou e, no jantar, Dumbledore apresentou:


_ Meus caros, hoje, nós ganhamos mais um aliado na luta contra Voldemort... Na verdade, uma aliada... Peço que vocês _ e Dumbledore olhou para Hermione, Rony e se demorou mais tempo olhando para Harry _ a recebam bem. Trata-se de... Salamandra Riddle. Sim, ela é filha de Tom Riddle _ aquele que se diz Lorde Voldemort _ e Bellatrix Lestrange... Estou lhes contando isso porque, não sei como, os jornais descobriram... Mas... Por favor, peço que vocês não a julguem pela sua ascendência... Ninguém tem culpa de ser filho de alguém... Então, por favor, recebam bem Salamandra.


Harry achou um absurdo o que Dumbledore pediu... Ora, a garota era filha de Voldemort e lançava maldições imperdoáveis! E Dumbledore queria que eles a recebessem bem? Era definitivamente um absurdo!


No fim do jantar, Harry foi falar com Dumbledore. O garoto contou ao diretor de Hogwarts o que tinha acontecido algumas horas atrás. Dumbledore apenas disse:


_ Harry, todos nós erramos quando julgamos nosso semelhante... Peço que não julgue Salamandra.


E, depois, sem dar chance ao menino de dizer nada, foi-se embora. Hermione se aproximou de Harry e perguntou:


_ Harry, algum problema?


_ Não, tá tudo bem... _ Respondeu o bruxinho, de modo pouco convincente.


Hermione não insistiu, mas tinha certeza de que não estava nada bem e, tinha quase certeza de que o motivo era aquela garota, a tal de Riddle.


Algum tempo se passou e a rotina naquela casa, com Salamandra Riddle, ficava bem interessante. Hermione e Salamandra não se deram bem e algumas discussões eram bem atraentes; Harry e Salamandra também travavam bons duelos verbais. A Sra. Weasley, por sua vez, gostou muitíssimo da menina Riddle; afinal, a garota ficava muito tempo com a matriarca Weasley, ajudava-a nas tarefas domésticas e conversavam bastante. Quem não gostou muito disso foi Gina, que, antes, era tão próxima da mãe e, após a chegada de Salamandra, perdeu um pouco do seu espaço (Gina pensava que agora a mãe gostava mais de Salamandra Riddle que dela). Rony sempre perdia as partidas de xadrez que jogava contra Salamandra; contudo, ele não tinha nada contra a garota... Pelo menos era alguém com quem podia jogar e, alguém que jogava muito bem!


Como as cartas de Hogwarts haviam chegado, eles precisariam ir ao Beco Diagonal. No dia anterior à ida, o Sol brilhava forte; afinal, era verão!


Harry Potter foi acordado pela forte luz que invadia a Mansão dos Black. A mansão era enorme! Enorme, majestosa e estranha... Algumas partes daquele lugar eram extremamente claras, belas e incríveis; por outro lado, alguns lugares eram escuros e sombrios. O quarto onde Harry dormia com Rony ficava numa das partes claras...


O bruxo decidiu se levantar e tomar café. Rony continuava dormindo.


Harry se levantou, saiu do quarto e se dirigiu ao banheiro, para tomar um belo banho.


Concomitantemente...


Desde a chegada de Salamandra _ aliás, pouco antes disso _, Sirius Black estava escondido em seu quarto, com as portas trancadas. Só os amigos e o afilhado podiam visitá-lo, de vez em quando. Afinal, o padrinho de Harry não queria que a prole do inominável o descobrisse... Ele não confiava nela. Dumbledore não concordava com a atitude de Sirius, mas não o impedia de fazer isso.


Nessa manhã ensolarada, Sirius estava ali, preso naquele quarto; ao menos dava para ver a luz do Sol! Black queria sair, jogar Quadribol com o afilhado no campo que tinha no quintal da mansão, mas não podia, não queria que a filha de Voldemort o descobrisse ali.


O animago ilegal estava no quarto, pensativo, quando, de repente, a porta foi escancarada. Sirius, automaticamente, assim que ouviu o baque, transformou-se em cão, a fim de evitar qualquer problema; afinal... E se não fosse alguém conhecido? E se fosse a tal Salamandra Riddle?


Sirius fez bem, já que era mesmo Riddle. A menina o encarou nos olhos e disse:


_ Pode voltar à sua forma normal, Black.


O animago achou muito estranho... Será que ela sabia quem ele era?


_ Sim, Black, eu sei quem é você. _ Salamandra falou. _ Sei que você está aqui, protegido pelo segredo Fidelius, sei que Dumbledore é o Fiel do Segredo que protege a Mansão Black, sei que você fugiu de Azkaban, sei também que é padrinho de Potter... Enfim, eu sei de tudo, Black.


Sirius voltou à sua forma humana, correu até um canto do quarto, apanhou sua varinha e apontou para Salamandra; contudo, a garota falou:


_ Não, Black, não faça isso... Se tentar apagar minha memória, eu serei obrigada a reverter o feitiço contra você. E aí sim as conseqüências seriam... Ahn... Catastróficas. Sabe, acho que seu afilhado não gostaria de saber que o padrinho dele perdeu a memória...


Sirius manteve a varinha apontada para a bruxa. Então, Salamandra lançou:


_ [Expelliarmus!]


E a varinha de Sirius foi parar longe. O padrinho do “menino que sobreviveu” ficou muitíssimo preocupado. E se aquela menina o denunciasse? Salamandra o acalmou:


_ Fique tranqüilo, Black, eu não vou denunciá-lo, sei que é inocente. E, além disso, somos primos...


_ Primos? _ Sirius não entendeu.


_ Sim, Black... Veja... Eu não tenho o sangue dos Lestrange... Tenho apenas o sangue dos Black, que herdei de Bellatrix, e também o sangue Riddle, que herdei de Tom...


_ Tom?


_ Sim, Black, Tom... Tom Riddle! Esse é o verdadeiro nome daquele que se diz Lorde Voldemort.


_ Ah... Então... O que você quer aqui?


_ Nada de especial... Apenas... Gostaria que você voltasse à sua rotina normal. Sabe, seu afilhado sente falta de alguém que jogue Quadribol com ele, de alguém que possa, de certa forma, substituir o pai... Acho que você cumpre bem esse papel, mas não pode fazer isso preso em um quarto. E, como eu sabia que você estava se escondendo por minha causa, vim dizer que, por mim, você não precisa se esconder. Agora... Black, eu lhe peço para que seja bonzinho comigo, sabe? Afinal, sei de um segredinho seu, que você esconde até mesmo de Dumbledore e que, se eu contasse, muitos se afastariam de você...


_ Co... Co... Como é que... _ Sirius estava com medo agora. _ Como é que você sabe?


_ Black, eu sou excelente em Legilimancia, muito melhor que Voldemort! Para mim, sua mente é um livro aberto. Mas... Não se preocupe... Quando disse para ser bonzinho, não estou pedindo muito... Apenas peço que não aja como a maioria dos membros da Ordem da Fênix...


_ Como assim?


_ Apenas peço para que não desconfie de mim.


Aquele pedido, tão sincero e tão simples, surpreendeu Sirius.


_ Só isso? _ Questionou o animago.


_ Sim, só isso. Agora... Por que não vai tomar café com seu afilhado? Acho que ele vai gostar...


E Salamandra se dirigiu até a porta e ia saindo, mas se voltou para o animago ilegal e questionou:


_ Ah, é mesmo! Black, você se interessaria em ir para Hogwarts e ficar perto do seu afilhado?


_ Claro que sim! Mas... Não posso...


_ Sim, você pode! Mas conversaremos sobre isso depois...


E Salamandra saiu, deixando um perplexo Sirius Black para trás.


Chegando na cozinha, Riddle cumprimentou a Senhora Weasley:


_ Olá, Senhora Weasley, bom dia! Posso ajudar?


_ Bom dia, querida! Não, não precisa... _ A Sra. Weasley respondeu, carinhosamente.


_ Ah, Senhora Weasley, é claro que eu vou ajudar! Não vou deixar a senhora fazer tudo sozinha!


E Salamandra ajudou-a a preparar o café da manhã e a arrumar a mesa também. Em seguida, a matriarca da família Weasley pediu:


_ Querida, você poderia, por favor, ir chamar as meninas?


_ Claro, Senhora Weasley! Com muito prazer!


E Salamandra se foi. A Sra. Weasley comentou, para si mesma:


_ Ah, pobre menina... Tão educada! Nem parece que tem pais como aqueles...


E Riddle subiu as escadas, dirigiu-se até o quarto onde as garotas dormiam e chamou, seca:


_ Weasley! Granger! A Senhora Weasley está chamando vocês para tomarem o café da manhã.


E as garotas se levantaram, arrumaram-se e desceram.


Harry saiu do banho muito animado. A manhã ensolarada estava linda e acolhedora! O garoto se arrumou e saiu do quarto. Ele seguiu pelo corredor e foi até a escada; desceu, passou por uma sala, depois por um corredor e entrou na cozinha. Lá, encontrou as garotas que chegavam naquela hora e também a Sra. Weasley. Mas, o que surpreendeu o “menino que sobreviveu” foi ver Sirius na mesa do café.


_ Olá, Harry! Bom dia! _ Cumprimentou Sirius.


_ Sirius! Que bom que você está aqui! Mas... _ Harry ia dizendo, quando seu padrinho o interrompeu.


_ Depois conversamos, Harry.


_ Olá, Harry, querido! Bom dia! _ Cumprimentou a mãe de Ronald.


_ Bom dia, Senhora Weasley!


E todos começaram a tomar café. A matriarca da família, que acolheu Harry como se ele fosse um filho subiu, acordou e obrigou Rony a descer e tomar café.


Todos tomaram café e se dispersaram.


Salamandra, como sempre, foi ajudar a matriarca da família Weasley. Gina foi jogar Quadribol com Harry, Rony, Sirius e os gêmeos e Hermione foi ler um livro.


Salamandra estava indo ao quarto, após terminar o que fazia, a fim de buscar alguma coisa para fazer. Algum tempo já havia se passado depois do café. Nesse momento, alguém esbarrou nela e quase a jogou no chão com a força do impacto.


Riddle rapidamente olhou e viu quem era...


_ Granger! Você não olha por onde anda não, é?


_ Eu não tenho culpa de você andar correndo igual a uma louca!


_ Granger, louca é você! Sim, eu ando correndo mesmo, mas isso não é sinal de loucura... Mas... Sabe, ler compulsivamente... Talvez isso deixe as pessoas loucas... Ou cegas, como você.


_ Riddle, eu não tenho medo de você! Você é patética! Francamente!


_ Granger, eu acho que você tem medo de mim sim... _ Salamandra falava baixo, mas em um tom provocativo, estúpido e de ameaça. _ Ou pelo menos deveria ter, sabe?


_ Você não me engana, Riddle! Você se esconde atrás dessa máscara de boazinha, mas é pior que...


_ Cale-se, Granger! Você não é ninguém pra falar comigo sobre me esconder! Você é a que mais se esconde por aqui! Todos sabem quem eu sou, sabem o que fiz e sabem do que sou capaz! Todos sabem o que quero! Eu não escondo nada! Mas, você... Você se esconde atrás dos livros, atrás dessa máscara de garota-gênio, de comandante, de mandona, de corajosa, mas... Você não é nada, Granger! Você não é nada! Potter só é seu amigo por pena! Pena! É esse o motivo por que ele te salvou daquele trasgo... E é esse o motivo pelo qual ele ainda te suporta! Sabe, se não fosse o Potter ter pena de você, você seria só uma garota sozinha no mundo da magia, chata e sabe-tudo! Ah, Granger, você pode enganar a quem você quiser, mas a mim você não engana! Você tem medo... Medo de que as pessoas descubram sua fraqueza... Medo de não poder ajudar... Medo de Voldemort... Sim, você tem medo dele, eu vejo isso nos seus olhos! Você tem medo até de dizer o nome dele, medo de quando dizem Voldemort perto de você! Mas, o principal... Você tem medo de que descubram seus sentimentos... Sabe, Granger, se eu fosse você, seria mais educada comigo... Afinal, eu sei seu segredo mais secreto... E eu poderia tornar seu maior medo em realidade, sabe?


Hermione olhava para a “Prole do Inominável” com um olhar desentendido e de medo. Salamandra zombou:


_ Oh! Então quer dizer que a “grande” sabe-tudo de Hogwarts não entendeu o que uma simples e humilde mortal disse? Muito bem, Granger, eu explico pra você entender... Eu posso contar ao jovem Weasley o que você sente por ele. E, sabe o que seria muito engraçado? Se eu contasse, ele a rejeitaria, ele deixaria até mesmo de olhar pra você! E... Sabe por quê? Não é porque ele não goste de você do mesmo jeito... Não! É porque, assim como você, ele é cabeça-dura e tem medo de admitir seus sentimentos... Vocês são ridículos! Nem parecem da Grifinória! Granger, se você não for mais educada comigo, eu juro que acabo com você, entendeu?


E, após isso, Salamandra Riddle saiu, deixando uma Hermione Granger muito preocupada e atônita.


No quarto, Salamandra se encontrou com Gina Weasley. Gina, ríspida, disse:


_ Maldita Riddle, você vai me pagar pelo que está fazendo!


_ Ah... Outra louca... _ Salamandra murmurou e, depois, questionou, sarcástica: _ E... Será que eu poderia... Assim... Se não for incômodo... Ao menos saber o que eu estou fazendo?


_ Você está enganando minha mãe! Está se fazendo de boazinha...


_ Weasley, é melhor pensar duas vezes antes de falar, sabe? Minha paciência está chegando no fim! Eu já me cansei de dizer que não estou enganando ninguém! Eu já me cansei de dizer que não estou do lado de Voldemort!


_ Não diga o nome dele!


_ E... Por que não? Só por que você tem medo?


_ Você é estúpida, Riddle! É igual ao seu pai!


_ Weasley, cale-se! Se eu fosse como meu pai, você já estaria morta! Você e, claro, a Granger também! Weasley, você não vai querer que eu conte ao Potter sobre sua paixonite aguda por ele, vai?


_ O... O quê?


_ Não se faça de idiota! Você entendeu muito bem!


_ E... Ele... Ele jamais... Jamais... Jamais acreditaria em você!


_ Talvez se eu dissesse pessoalmente não, mas... Como ele reagiria se recebesse aquela cartinha que você escreveu ontem à noite e não vai entregar? Sabe, você não percebeu, mas eu vi você escrevendo... Sei onde você a colocou e, não se preocupe em destruí-la, porque eu já a copiei!


_ Vo... Você... É... É... É...


_ Inteligente? Astuta? Sim, talvez eu seja isso tudo... É melhor se comportar, Weasley... Afinal, sua mãe não vai gostar de saber o que você está fazendo... Você está tratando mal a pobre Riddle... Hahahahahahahaha!!!


Após dizer isso, Salamandra pegou um jogo do seu malão e foi para a sala de visitas da Mansão Black se divertir um pouco.


Harry se encontrou com Sirius após o jogo de Quadribol; os dois finalmente puderam conversar a sós. Sirius explicou o que aconteceu.


Harry, então, foi procurar Salamandra. Ele a encontrou na Sala de Visitas e disse:


_ Riddle, se você denunciar o meu padrinho, eu juro que acabo com você!


_ Ora, Potter, seja mais educado! E... Seja um pouco mais inteligente também! Pense! Se eu quisesse entregar seu padrinho, eu já teria feito isso há muito tempo!


_ Se você contar a seu pai, Riddle... Eu...


_ Potter, se eu quisesse entregar você ou seu padrinho, ou qualquer um de seus amigos a Voldemort... Bom, eu já teria feito isso há muito tempo e com muita facilidade!


_ O quê?


_ Acha que é difícil tirar qualquer um de vocês daqui? É tão fácil! Basta que eu faça você ou qualquer um deles acreditar que o outro está em perigo... Fácil demais!


_ Riddle, se você...


_ Deixe de ser ridículo! Acha que está protegido aqui? Acha mesmo, Potter? Enquanto você for esse bruxo medíocre, nada, nem ninguém poderá protegê-lo! Eu poderia matá-lo com apenas três movimentos...


_ Está me ameaçando, Riddle??


_ Não, Potter, eu apenas estou tentando abrir seus olhos para a realidade! Mas parece que isso é impossível, não é? Você confia demais naqueles que o protegem! Mas, se Voldemort matar essas pessoas, você não poderá fazer nada... Nada, Potter. Você é inútil.


_ E você, Riddle? Pode fazer alguma coisa?


_ Posso!


_ Mas não tem ninguém pra você proteger, não é, Riddle? Você não tem ninguém! Pode ser que eu não possa proteger aqueles que tentam me proteger... Pode ser que eu não consiga proteger aqueles que eu amo... E você pode, não é, Riddle? Mas não tem ninguém que ama você! Não tem ninguém que protege você! Você não ama ninguém! Pode proteger quem você quiser, mas não tem ninguém pra proteger! E aí, Riddle? Qual é a diferença?


Perto de Salamandra Riddle, Harry Potter se descontrolava, dizia e fazia coisas que ele jamais faria perto de qualquer outra pessoa!


Salamandra respondeu:


_ Potter, eu posso não ter ninguém pra me proteger, posso não ter ninguém que eu possa proteger, mas... Pelo menos eu não vivo como um parasita, pelo menos eu não vivo esperando que outras pessoas morram para que eu possa continuar viva... Pelo menos eu não sou tão medíocre quanto você!


_ Será que não, Riddle? O que é ser medíocre pra você? Pra mim, ser medíocre é ser sozinha no mundo, como você é!


_ Pois pra mim, Potter, ser medíocre é não poder proteger as pessoas que te amam! Ser medíocre é depender da vida deles para continuar vivo! Ser medíocre pra mim, Potter, é ser como você é! Agora... Voltando ao assunto inicial... Denunciar seu padrinho não me interessa! Então, fique tranqüilo... E me deixe em paz!


Harry saiu de lá morrendo de ódio.


O resto do dia foi tranqüilo.


No outro dia, todos acordaram cedo. A Sra. Weasley queria ir mais cedo ao Beco Diagonal.


Todos se arrumaram e foram para lá, então. Sirius, obviamente, ficou em casa.


Assim que chegaram, porém, algo os surpreendeu...


_ A Marca Negra! _ Hermione constatou, mais alto do que pretendia, tremendo de medo.


E então, feitiços voaram na direção deles.


_ Corram! _ Gritou a matriarca Weasley.


E todos correram. Contudo, um feitiço atingiu Harry. O garoto caiu no chão. Um outro feitiço lhe tirou a varinha. Então, uma voz foi ouvida:


_ Ah, Potter... O Lorde das Trevas vai ficar muito satisfeito! _ A voz era de Lúcio Malfoy.


_ Malfoy! _ Harry bradou, com ódio na voz.


_ Potter, eu acabarei com você! O Lorde te quer vivo... Mas não disse que precisava ser inteiro... Hahahahahahahahahahahahahahahahaha!!! [Crucio!]


_ [Expelliarmus!] _ Gritou uma voz conhecida de Harry.


E a varinha de Lúcio voou das mãos dele.


Quem seria? Ah, parecia ser... Não, não podia ser!


_ Ah, Salamandra... _ Lúcio murmurou.


_ Nossa, Malfoy! Que raciocínio brilhante e rápido o seu! Já pensou em trabalhar como “O Inteligente” do Ministério da Magia? Sabe, o ministro precisa de você!


_ Irônica como sempre... Você não perde o jeito mesmo, não é, Salamandra?


_ É, Malfoy, acho que não. Agora... Devolva a varinha do Potter!


_ Vai ficar do lado do Potter, Salamandra?


_ Vamos, Malfoy, eu não tenho tempo a perder com você!


_ Você não respondeu à minha pergunta!


_ Vejo que terei de tirá-la de você, não é? Então... [Accio Varinha!].


E a varinha de Harry foi parar nas mãos de Salamandra.


_ Muito bem, Malfoy, eu adoraria acabar com você, mas, agora não tenho tempo! _ Falou Salamandra, enunciando depois: _ [Incarcerous!] [Estupefaça!]


E Lúcio Malfoy caiu no chão estuporado e amarrado.


Salamandra se virou para Harry, ajudou-o a se levantar e disse:


_ Vem comigo, Potter!


Harry hesitou... Ir... Com ela? Com a prole do inominável?


_ Você prefere ser morto por Tom Riddle, Potter? Vem comigo! Rápido!


O “menino que sobreviveu” não se mexeu. Salamandra perdeu a paciência:


_ Potter, ou você mexe essas pernas e vem rápido, ou eu o levo a força!


Harry não se mexeu. Salamandra, então, falou:


_ Bom, Potter... Então, nesse caso... [Mobilicorpus!]


E Harry flutuou no ar.


Salamandra corria, corria, para um lugar que Harry não conhecia. Feitiços voavam para todos os lados e Salamandra sempre se desviava e protegia Harry com escudos realmente poderosos. Então, eles chegaram em um lugar que Salamandra parou; do nada, uma porta apareceu, quando a garota tocou com a varinha um certo número de vezes em algum lugar que Potter não conseguiu ver. Riddle abriu a porta, entrou, fez o bruxo entrar com ela, fechou a porta, conduziu o garoto a uma sala, colocou-o sentado em um sofá bem confortável e disse:


_ Potter, seja bem-vindo à minha casa! Aqui você estará seguro.


E Salamandra deu as costas, após deixar a varinha de Harry em uma mesa que havia na sala. O garoto questionou:


_ Ei, Riddle! Onde você vai?


_ Vou voltar para a batalha, Potter. Eles precisam de mim lá.


_ Eu não vou ficar aqui enquanto você busca seu pai pra me matar, Riddle!


_ Potter, quantas vezes eu vou ter que lhe falar que eu NÃO estou do lado de Voldemort? Droga! Você é um imbecil, garoto!


_ Eu não vou ficar aqui! _ Disse Harry, levantando-se.


_ Ah, vai sim!


_ Não mesmo!


Salamandra estendeu a mão direita, na direção do “menino que sobreviveu”. Harry não entendeu... O que ela pretendia? Cumprimentá-lo? Selar a paz? Então, a garota lançou, após dizer:


_ Desculpe-me, Potter, mas você precisa ficar aqui. [Estupefaça!]


E Harry foi atingido, caindo no sofá, inconsciente.


_ Será melhor pra você, Potter. _ Salamandra falou, sozinha. _ Você ainda não tem o treinamento necessário para entrar nessa guerra.


E saiu.


De volta à batalha, a garota percebeu que os comensais estavam levando vantagem. Um deles lançava em Hermione:


_ [Avada Kedavra!]


_ [Impedimenta!] _ Lançou Salamandra Riddle, desviando a Maldição da Morte.


_ SA... Sa... SA... Salamandra?


_ Como adivinhou? _ Questionou a bruxa.


_ É... Ahn...


_ [Incarcerous!] [Estupefaça!] _ Lançou Riddle.


E o comensal caiu no chão, amarrado e estuporado.


_ Por que me ajudou, Riddle? _ Questionou Hermione.


_ Granger, acredite, eu a deixaria morrer com o maior prazer! Mas, não posso...


E Salamandra sumiu da frente de Hermione.


A “Prole do Inominável” simplesmente virou o jogo. Agora os comensais estavam perdendo feio!


Então, quando a bruxinha estava correndo, a fim de estuporar e amarrar mais um comensal, uma figura cadavérica e viperina apareceu na frente dela e questionou:


_ Salamandra, onde você escondeu Harry Potter?


Sim, Era Voldemort. Salamandra respondeu:


_ Ora, Tom, eu não sei do que você está falando!


_ Salamandra, _ Voldemort retrucou _, eu vi quando você saiu levando Harry Potter para algum lugar! Agora me diga... Onde você o escondeu?


_ Tom, acha mesmo que, se eu o tivesse escondido, eu lhe diria?


_ Está do lado de Harry Potter, Salamandra? Está do lado dele?


(***) E, NO PRÓXIMO CAPÍTULO...


A batalha entre os comensais e os amigos de Harry continua. Mas, o mais interessante, indubitavelmente, é o encontro de Salamandra Riddle e Lorde Voldemort. De que lado está Salamandra? E, depois da batalha, eles vão voltar para Hogwarts. E, lá, serão surpreendidos por uma decisão de Dumbledore... Que decisão será essa? Não percam, o próximo e surpreendente capítulo de “HARRY POTTER E A PROLE DO INOMINÁVEL”: “A DECISÃO DE DUMBLEDORE”! Você já teve que escolher entre seu desafeto e seu verdadeiro inimigo?


(***) RECADO DE UM PERSONAGEM:


{“Muitos de vocês julgarão Salamandra. Eu apenas digo que quem fizer isso é um completo e irrecuperável idiota. Afinal, nenhum de vocês sabe pelo que ela passou! Se, por acaso, alguém conseguir passar pelo mesmo e sobreviver e, claro, não for como ela, aí sim poderá julgá-la; mas, eu duvido que algum incompetente que a julga sem pensar no que ela pode ter sofrido agüente passar pelo enorme sofrimento que Salamandra passou e sobreviva para julgá-la.” De Severo Snap, para os leitores de Bruno P. L.}


(***) PALAVRA DO AUTOR:


Galera, confesso que este capítulo ficou maior do que eu pretendia e menor do que os capítulos que costumo escrever na minha outra fic _ “A VIDA EM JOGO”. Bom, espero que tenham gostado! Lembrem-se de que a história está ainda só no comecinho, hem? Continuem lendo e, quem puder, por favor, comente!


N/B: Olá Bruno, como vai? Não sei se é impressão minha, mas parece que essa história está mais dinâmica que a outra, talvez porque não precisou construir várias teorias para se enquadrarem na história.
Eu ainda não consegui me decidir se eu gosto ou não da Salamandra. Ela pretende comprar os amigos com informações? Será que ela não percebe que se ela for simpática com os outros eles serão com ela?
Mas por outro lado, coitada, sempre foi sozinha – se bem que o Harry também foi e ele nunca foi desse jeito.
Realmente é um personagem interessante, intrigante e não tenho a mínima idéia do que será dela. Vamos aguardar para ver.

Com relação ao capítulo, 3 observações:


1) Na página 8 você lança o expelliarmus e a varinha vai parar na mão dela. Na verdade, esse feitiço de desarmamento faz com que a varinha seja jogada longe. Para convocá-la, ela teria que lançar o accio varinha.
2) Aqui você usa um impedimenta para desviar o Avada Kedavra. Na outra fic o Professor Oliveira explicou que havia um meio de impedir o avada e tal, mas no mundo do Harry Potter criado pela Rowling, isso não acontece, senão seria muito fácil escapar desse feitiço, que é indefensável e irreversível, de acordo com a Rowling. Eu sugiro que você faça uma observação para os leitores se na sua fic vc pretende fazer com que esse feitiço possa ser defendido.
3) Onde está a fênix agora que o Harry tanto precisa dela!?!?!?!


(***) RESPOSTA DO AUTOR:


Olá, Belle! Foi muito bom você ter levantado essas questões... Vai ser muito bom esclarecê-las.


Primeiro, sobre o “Expelliarmus”... Problema resolvido. Mas, é importante dizer que Salamandra poderia ter lançado o “Accio Varinha” de modo não-verbal e isso não seria surpresa nenhuma. Lembre-se de que ela recebeu um treinamento muito duro e tem conhecimentos avançados tanto em D. C. A. T., quanto em Feitiços e, claro, como o professor dela foi Severo Snap, em Poções também. Ah! Não pense que ela é perfeita! Ela não é! Ela também tem suas fraquezas e, logo você perceberá que Transfiguração não é bem o forte dela.


Sobre o “Avada Kedavra”... Sim, ele pode ser desviado sim, ao menos nas minhas fics. Nesta fic, a Maldição da Morte não poderá ser defendida com um escudo (pelo menos não com um escudo tão simples como o “Protego”) _ diferente do que ocorre na minha outra fic, “A vida em jogo” _, mas poderá ser desviado sim, com o “Impedimenta”. Então, que isso fique claro a todos vocês, queridos leitores! A Maldição Mortal poderá ser desviada com o “Impedimenta”.


Sobre Salamandra... Lembre-se de que a vida dela foi um pouquinho pior que a de Harry... Afinal, ela teve como professor Severo Snap e começou a aprender magia das trevas muito cedo... Além disso, ela tem como padrinho Lúcio Malfoy e, lembre-se, recebeu uma Maldição Cruciatus aos dois anos, pela primeira vez. Claro que ela recebeu várias vezes mais essa maldição... Então, a vida dela foi um pouco pior que a de Harry Potter. Salamandra não quer comprar nem Gina nem Hermione com informações, ela apenas quer que essas duas a deixem em paz... Afinal, ficar ouvindo insultos só por ser a “Prole do Inominável” cança, não é? Quanto a Sirius eu não sei... Salamandra é mesmo uma personagem bem interessante, você dificilmente saberá de que lado ela está, ou se ela é boa ou não. Mas isso vai ser bem interessante. Ao longo da história, ela tomará tanto atitudes adoráveis quanto detestáveis; então, ao menos nesta fic, que é a primeira de uma série apenas, a dúvida permanecerá... Até o final da fic, creio.


E, quanto à Fênix... Bem, esse é o maior mistério... Por que será que ela não apareceu? Sinto muito, mas não posso revelar... Kkkkkk!!! Até mais!




Autor: bruno

UMA FÊNIX MUITO ESTRANHA

postado em 28/02/2008 às 13:54:27 na página biblioteca_ler

 

UMA FÊNIX MUITO ESTRANHA
CAPÍTULO 3

UMA FÊNIX MUITO ESTRANHA


(***) NOTA DO AUTOR:


Olá, Galera! Tudo bem com vocês? Espero que sim! Bem, vamos à notinha inicial, chata, muito chata, mas necessária.


Gente, este capítulo é também muito importante. Pode parecer que estou brincando, mas não é isso: esses capítulos iniciais têm uma grande relevância para esta fic e para a série “UM TOQUE DO AMOR” como um todo. Quem prestar atenção nesse início conseguirá descobrir muitos mistérios.


Sei que algumas coisas na fic estão misteriosas, sem explicação. Mas, galera, isso é proposital e acontece mesmo, ok? Tenham paciência, que no final de tudo, tudo será explicado.


Mudando de assunto... Eu gostaria de lembrar a vocês, queridos leitores, que, embora eu esteja aproveitando muitas coisas dos livros 5 e 6, a base para a minha história é o livro 4; sendo assim, podem existir alterações, mudanças nas descrições de lugares. Por exemplo: eu posso descrever a Manção dos Black de modo diferente do que está nos livros; posso descrever o Ministério da Magia de outro jeito e, não estará nem certo nem errado, já que é a minha visão e a fic começa depois do livro 4 (ou seja, após o livro 4, sou livre para inventar, explicar como eu achar melhor o que não foi explicado até o livro 4). Estou dizendo isso apenas para que, caso eu resolva descrever de outra maneira, ou o Ministério da Magia, ou a Manção dos Black, ninguém me venha dizer que estou errado. Esclarecido isso, podemos ir adiante.


Bom, no capítulo anterior, citei algumas fics que me serviram de inspiração. Uma delas foi: “A FILHA DE VOLDEMORT”; sobre ela, eu disse que não havia achado a continuação, certo? Pois bem: com a ajuda de uma querida leitora, consegui achar. Então, vou postar aqui de novo a fic e a continuação dela. A autora diz que haveria, ainda, uma terceira fic, que seria continuação da segunda, obviamente; contudo, não achei essa terceira fic e nem minha leitora achou. Vamos lá:


Fic:

“A FILHA DE VOLDEMORT”.

Autora: Jessica A. Cunha

Resumo:

Antes de sua queda Voldemort teve uma herdeira. O que ninguém espera é que o destino dela acabe se cruzando com o de Harry Potter, mas é exatamente isso
que acontece. Então terá de escolher entre seu sangue e seu coração.

Link:

http://www.alianca3vassouras.com/a/afilhadevoldemort-2.html


http://www.floreioseborroes.net/menufic.php?Id=131


Fic:

“UM VERÃO AGITADO”

Autora: Jessica A. Cunha

Resumo:

" As coisas boas deveriam durar para sempre, mas geralmente não é assim... talvez só nas nossas lembranças... doces lembranças de verão..."*br*
Esse romance é a continuação de "A Filha de Voldemort"... Harry pensava que teria finalmente as férias dos seus sonhos... enfim ele iria morar com Sirius...
casa nova, muito presentes, sua namorada e seus amigos... tinha tudo para ser perfeito... mas infelizmente as coisas não saíram do jeito que ele planejava...
Muita ação, aventura e romance... nesse Verão Muito Agitado!!!

Link:

http://www.floreioseborroes.net/menufic.php?Id=200


Bom, aí está.


Agora, vou publicar e responder os comentários que recebi. Vamos lá:


Comentário: “Óia o tamanho desse resumo, entao qr dizer q a fic eh boa, neh? xD!! Vo ler o prólogo e depoid digo o q eu achei, ok? Hreter”.

Resposta: Olá, Hreter! Sim, a fic é boa sim! Pelo menos na minha opinião... Bem, mas... Sou suspeito pra falar, não é? Kkkkkk!!! E... Estou esperando você ler e dizer se gostou, ok? Valeu!


Comentário: “Oie. Sua fic parece ser muito legal. Só precisa postar + uns caps. p/ gente enetender a historia direitinho. Eu vi q vc gosta (e se inspira) das fics da
"Herdeira" e da "filha de Vold." Eu tb gostei muito dessas fics!!! E se vc se inpira nelas msmo, tenho certeza q sua fic vai ficar d+!!!!!!!!!!!!!!!!!
Vc disse q não acho a continuação da "Filha". Ela tem aqui no site msmo. http://www.floreioseborroes.net/menufic.php?Id=200 (ta aí o link) E essa já tem
outra cont. q chama DESTINOS. Só q eu ainda ñ encontrei. Atualiza logo!!!!!! Bjusss. **Lúh**”.

Resposta: Olá, Luh! Beleza? Fico feliz que você, até agora, esteja gostando da fic! Sim, eu concordo com você, a fic ainda está no começo, vocês, leitores, precisarão de um tempo para se ambientar com a história e, claro, acostumar com os personagens novos e com a própria história. Tentarei fazer atualizações quinzenais... Que bom que você acredita na fic, muito obrigado mesmo! E... Bom, espero seus comentários nos próximos capítulos, ok? Valeu!


Quero agradecer a todos os meus leitores, do 3v e do Floreios e Borrões. Peço a todos os leitores que continuem lendo a fic e que, se possível, comentem! Muito obrigado.


Para finalizar, digo que este capítulo ficou muito bom! Gostei muito de escrevê-lo. Contudo, acho que o próximo será melhor e mais legal ainda de se escrever. Espero que vocês gostem!


Então, chega de enrolação e, vamos à história!


(***) FILOSOFIA:


Até que ponto podemos ser culpados por aquilo que acontece conosco e com as pessoas que nos rodeiam? O que é o destino? Um caminho já traçado? Ou o resultado de nossas escolhas? A sabedoria está não em culpar os outros, mas sim em aceitar e entender os acontecimentos de nossas vidas; a sabedoria está não em aceitar o destino nem tampouco em lutar contra ele, mas em entendê-lo para melhor controlá-lo.


(***) NO CAPÍTULO ANTERIOR...


Harry percebeu que Ágata é uma fênix diferente. O garoto sofre um estranho acidente e, no seu aniversário, coisas incomuns aconteceram. Primeiro, um sonho estranho; depois, um presente da pessoa que o estava espionando; em seguida, um belíssimo presente de Ágata e, para completar, Lupin e mais algumas pessoas vão buscá-lo, mas não dão nenhuma informação, nem parecem dispostos a responder perguntas... Eles partiram em uma viagem com destino oculto para Harry, e no caminho foram cercados por Comensais da Morte. Uma intensa batalha começou, e agora a sorte está lançada! A fênix de Harry Potter o defendeu das investidas de Lúcio Malfoy, e na batalha Lupin foi atingido por um feitiço e caiu da vassoura, inconsciente. Será que os seguidores de Voldemort conseguiram eliminar um integrante essencial da Ordem da Fênix? Será que Harry ficará sem respostas? Por que os amigos não lhe escreveram?


(***) HISTÓRIA:


_ Peguem os outros! Harry e essa fênix maldita são meus!


Então ele disse:


_ Ah, fênix maldita... Eu acabarei com você e com Harry Potter também!


_ Vai mesmo, Lúcio? _ A fênix fez aparecer no ar, provocante.


_ [Estupefaça!] _ Lançou Lúcio.


O feitiço lançado pelo comensal foi rebatido pelo “Protego” de Ágata.


_ [Crucio!] _ Lançou Lúcio, só que, agora, em Harry.


O garoto não esperava por isso. Ele seria atingido se sua fênix não tivesse lançado um escudo protetor nele, que rebateu, mais uma vez, o feitiço de Lúcio.


_ Maldita! _ Bradou Malfoy.


Nesse momento, Harry Potter olhou para baixo e viu seu ex-professor de D. C. A. T. caindo, atingido por um feitiço fortíssimo. Ah, não, não podia ser! Em um ato inconseqüente, o garoto mergulhou, a toda velocidade, na tentativa de pegar o ex-mestre, antes que este caísse no chão. O “menino que sobreviveu” soltou um grito alto, desesperado:


_ Professor Lupin!!!


Foi um ato extremamente impensado. Potter não pensou em nada, não pensou nas conseqüências do que fazia. Ágata, quando viu aquilo, mergulhou atrás do garoto. Era uma atitude arriscada...


Lupin caía... Caía... Harry ouviu uma voz... De quem seria? Ele não sabia. A voz bradou:


_ [Estupefaça!]


Não, o feitiço não era para ele, era para acertar Lupin; sim, a eficácia desse feitiço foi incontestável. Harry perdeu o antigo professor de D. C. A. T. de vista. Droga! O garoto gritou:


_ Professor Lupin! Professor! Professor Lupin!


O desespero dele era inimaginável. Ágata o seguia... O “menino que sobreviveu” continuava a mergulhar... Não sabia por que, mas continuava.


Foi então que Harry sentiu o ar ficar frio, enquanto ouvia... Ah, aquelas vozes... Sua mãe se sacrificara por ele... “Avada Kedavra!”... “Avada Kedavra!”... Sim, certamente eram dementadores.


Ágata alcançou o bruxo... Contudo, estranhamente, não conseguiu fazer nada. A fênix parecia se enfraquecer... Será que os dementadores eram capazes de enfraquecer fênix? Mas... Sirius dissera, certa vez, que os dementadores não percebiam animais... Ou será que Harry estava enganado? O garoto olhou e viu um monte de dementadores... Será que Voldemort os tinha trazido para o seu lado? Ah, isso não importava agora!Tudo o que importava era que Ágata, que tinha tanto ajudado Harry, agora estava sem forças e caía, em queda livre, na direção das criaturas! Não, Harry Potter não permitiria isso, não mesmo, jamais! O garoto acelerou a vassoura mais ainda na direção do chão, na direção de sua fênix. Então, quando estava quase chegando no chão, segurou-se na vassoura só com as pernas, esticou os dois braços e conseguiu agarrar a ave. Rapidamente colocou Ágata em seu ombro, retornou com uma das mãos para a vassoura e fê-la subir. Ele estava fraco... Os dementadores estavam tirando suas forças... Ágata, porém, estava bem pior e, parecia que a presença dos dementadores a enfraquecia cada vez mais. Não, isso não podia ficar assim!


Potter, então, saltou da vassoura, retirou sua varinha, fechou os olhos, lembrou-se da vitória no Quadribol e do Torneio das Casas no Terceiro Ano, lembrou-se de seu padrinho, dos momentos felizes que passou com Ágata, abriu os olhos, pegou sua varinha, apontou-a para o grupo de dementadores e enunciou, veemente:


_ [Expecto Patronum!]


Um cervo enorme e forte saiu de sua varinha e foi na direção dos dementadores. O servo não só os afastava, como também, estranhamente, os destruía. Sim, a batalha estava ganha ali.


Harry sabia que a única coisa que podia dar forças a Ágata era o chocolate. O garoto, porém, não tinha nenhum com ele. Então, montou novamente em sua vassoura e subiu... Ele precisava achar alguém!


Nesse momento, o bruxo ouviu uma voz que o chamava:


_ Harry! Harry!


_ Estou aqui!


Foi quando viu aquela mulher... Aquela que tinha arrumado sua mala... Ela vinha voando rapidamente em sua direção. A mulher era jovem... Pelo menos parecia bem jovem... Ela falou:


_ Harry! Que bom que você está bem! O que aconteceu?


_ Dementadores...


_ Nossa, Harry! Dementadores?


_ Sim...


_ Ah... Toma, Harry, isso vai fazê-lo se sentir melhor! _ A mulher deu-lhe uma enorme barra de chocolate. Ela continuou: _ Vamos, precisamos ir embora!


Os dois passaram a voar lado a lado. Harry não o comeu, ele preferiu fazer com que Ágata comesse o doce. Estranhamente, a fênix parecia gostar de chocolate e, rapidamente, já estava melhor. Mais uma vez o “menino que sobreviveu” pensou se era normal uma ave como aquela comer e gostar de chocolate... Será que Fawkes também comia e gostava de chocolate? Harry pensava que não. Todavia, ele deixou isso para lá.


O bruxo perguntou à mulher:


_ Para onde estamos indo?


_ Ah, sim... Lupin não te contou?


_ Não... Aliás... Eu nem sei quem é você...


_ Ah, é mesmo! Nossa! Nós saímos tão rápido que eu nem tive tempo de me apresentar... Bem, Harry, meu nome é Ninfadora Tonks, mas pode me chamar de Tonks... E... Nós estamos indo para a sede da Ordem da Fênix.


_ Ordem da Fênix?


_ Sim, Harry... A Ordem da Fênix é uma organização criada por Dumbledore que luta contra aquele que não deve ser nomeado... A sede fica na Mansão dos Black... No Largo Grimmauld.


_ A mansão... Dos... Black?


_ Sim... É a casa em que Sirius mora agora... Sabe, ela está protegida pelo feitiço Fidelius... Só quem é autorizado pode entrar lá e ninguém sabe o endereço... Ninguém que não seja da Ordem, é claro. O fiel do segredo é Dumbledore.


_ Ah...


_ E Sirius está escondido lá... É muito arriscado que ele fique em outro lugar... Aliás, todos estão lá... Seus amigos também.


_ Você quer dizer Rony e Hermione? _ Questionou, com uma cara de extrema raiva e indignação. Por que não tinham escrito para ele?


_ Sim, Harry, estão.


Após um tempo, Tonks gritou:


_ Nossa! Ah, por Merlin! Eu acho que falei demais... Ah, Harry, por favor, não conte pra ninguém que... Que eu... Que eu contei tudo isso pra você, tudo bem?


_ Tudo bem, não se preocupe! Eu não vou contar pra ninguém! Afinal, ninguém me contou nada mesmo...


Tonks sorriu. Os dois bruxos voavam na direção do Largo Grimmauld quando um feitiço voou na direção de Potter.


Tonks enunciou:


_ [Protego!]


O escudo barrou o feitiço. Nesse momento, Lúcio Malfoy apareceu diante de Tonks e Harry. O bruxo das trevas disse:


_ Muito bem... Agora, Potter virá comigo!


_ Não mesmo, Malfoy! _ Falou Tonks.


_ Patético... _ Bradou Lúcio.


O Comensal da Morte apontou sua varinha para Harry Potter e lançou:


_ [Impedimenta!]


_ [Protego!] _ Tonks conjurou um escudo que protegeu o garoto.


_ [Flipendo!] _ Lançou Malfoy na vassoura de Tonks.


A bruxa perdeu sua vassoura e começou a cair em queda-livre.


Potter gritou:


_ Tonks!


Todavia, quando o bruxo ia mergulhar para apanhá-la, ouviu uma voz, que enunciava:


_ [Crucio!]


A fênix, já recuperada, colocou-se na frente de Harry e conjurou um escudo protetor que dissipou o feitiço lançado por Lúcio. O Comensal bradou, com ódio na voz:


_ [Estupefaça!]


Mais uma vez Potter foi protegido pelo escudo de sua fênix. Harry se irritou. Ele sacou sua varinha, apontou-a para Lúcio Malfoy e vociferou:


_ [Expelliarmus!]


_ [Protego!] _ Defendeu-se o seguidor de Voldemort.


_ [Impedimenta!]


Nesse momento, Malfoy desapareceu. Harry olhou e não o viu... Onde ele estaria?


Após um breve tempo, ouviu-se a voz de Lúcio, que enunciava, atrás de Harry Potter:


_ [Avada Kedavra!]


Sem tempo para nada, a fênix se colocou na direção do feitiço e o engoliu. Então, ela pegou fogo, e das cinzas, renasceu no ar, pequena. A ave não tinha forças... Ela não parecia capaz de realizar nenhum feitiço, mas, estranhamente, conseguiu voar até o ombro de Potter e ali pousar. Não, Ágata não era uma fênix normal, não mesmo! Harry se virou e lançou, com raiva e determinação:


_ [Expelliarmus!]


Dessa vez o feitiço foi certeiro. Lúcio Malfoy foi duramente atingido e perdeu a varinha, além de ser derrubado da vassoura. Harry lançou em Lúcio, antes que ele caísse:


_ [Difindo!]


E, em seguida, lançou na vassoura do comensal:


_ [Depulso!]


A vassoura do seguidor do Lorde das Trevas voou longe e o bruxo do mal caiu violentamente no chão. Harry ouviu uma voz que enunciou:


_ [Estupefaça!] [Incarcerous!]


Em seguida, o “menino que sobreviveu” viu Tonks, que vinha em sua direção. A bruxa perguntou:


_ Harry! Você está bem?


_ Sim, estou. E você?


_ Também. Eu sou Auror... Enfrento coisas piores... Até que foi fácil escapar dessa! _ Tonks sorriu.


_ Você é Auror? _ Questionou o menino.


_ Sou. Ah! A propósito... Você tem uma fênix realmente fiel, Harry.


_ Ah, sim... Ágata é realmente incrível. Tonks, o que vai acontecer com Lúcio?


_ Bem, eu o deixei estuporado e amarrado... Se tivermos sorte, alguém da Ordem o encontrará... Mas... Se os comensais o encontrarem primeiro, aí ele infelizmente, vai escapar. Bom, Harry, vamos embora!


_ Vamos. _ Concordou o bruxo.


E, assim, os dois foram para a sede da Ordem da Fênix, sem mais problemas.


Chegando lá, Harry foi surpreendido com uma festa... Ele reencontrou os amigos, que o cumprimentaram, reencontrou seu último professor de Defesa Contra as Artes das Trevas (o verdadeiro), boa parte da família Weasley e muitos membros da Ordem. Até Lupin estava lá - ele não ficou tão mal assim depois da batalha e compareceu à festa do aniversário de Harry. Todos o cumprimentavam e lhe parabenizavam. Não houve na festa nada de interessante que merecesse um relato. Os presentes que Potter ganhou também não foram tão interessantes... De Rony, uma camiseta do time para o qual Ronald torcia; de Hermione... Adivinhem! Estão em dúvida? Um livro... De Defesa Contra as Artes das Trevas. Da Sra. Weasley uma caixa de doces. Dos gêmeos, Harry ganhou um quite com várias genialidades Weasleys. Dumbledore devolveu o Mapa do Maroto ao “menino que sobreviveu”; Lupin lhe deu um belo álbum de fotos e Sirius um relógio bruxo de última geração. Hagrid deu uma miniatura de dragão, que servia como chaveiro. Harry se divertiu muito na festa e, por alguns momentos, até se esqueceu de que ninguém lhe havia escrito nas férias.


Depois da festa, o aniversariante foi, juntamente com os amigos, conversar no quarto em que ele e Rony dormiriam. Rony e Hermione disseram que não escreveram porque não podiam... Eles não podiam enviar cartas da sede da Ordem e, mesmo que pudessem, corria-se o risco de serem interceptadas. Como Potter estava muito feliz, ele acabou por aceitar as explicações e não questionou.


Os dias na sede da Ordem eram muito divertidos, de modo que passavam muito rápido. É sempre assim, não é, leitores? O tempo sempre parece brincar conosco... Aparentemente, ele sempre passa de maneira igual, exata, fixa; entretanto, quando estamos felizes, não há como negar que o tempo corre bem mais do que quando estamos tristes. É, realmente, uma pena isso, não é?


Ágata foi apresentada a Rony e Hermione. Rony achou a fênix muito interessante... Ela quase sempre ganhava dele no xadrez. Hermione, por outro lado, não gostou muito... E, parecia que a ave não gostou de Hermione também. A bruxa sempre dizia, irritada:


_ Harry, essa fênix não é normal! Há algo errado com ela, Harry! Nenhuma fênix joga xadrez, nem lança feitiços! Eu nunca li isso em livro nenhum! Há algo de errado aí... Sim, há. E eu vou descobrir o que é!


Rony sempre rebatia:


_ Você está é com inveja, só porque a fênix escolheu Harry, e não você!


_ Rony, não é isso! _ Retrucava Granger. _ Além de todas as coisas estranhas... Veja... Essa fênix foi afetada por dementadores... Ela come comida normal... E... Por que ela escolheu Harry? Pode ser um espião! Pode ser um animago! Essa fênix não é normal!


_ Hermione, ninguém conseguiria se transformar em fênix! _ Rony replicava. _ Não há registro, em lugar nenhum, de um animago que tenha se transformado em fênix!


E aí os dois começavam a discutir, e a discussão não parava mais. Harry, particularmente, gostava de Ágata, não importando o que Hermione dissesse. Ágata já o defendera várias vezes, ela já se provara fiel a ele e, ele gostava dela!


Certo dia, de tarde, uma reunião de emergência da Ordem da Fênix foi convocada. Fred e George se aproximaram de Harry e disseram:


_ Será que o nosso patrocinador estaria interessado em testar nosso novo invento?


_ Qual? _ Questionou Harry. _ Digo... Que invento?


Os gêmeos mostraram a Potter as Orelhas Extensíveis e lhe explicaram a funcionalidade do novo invento. É claro que Harry se interessou em testar, e os três foram para a porta, a fim de tentar ouvir a reunião.


Na cozinha. onde a reunião ocorria, uma acalorada discussão acontecia.


_ Você está louco, Dumbledore? _ Uma voz feminina questionou. _ Não podemos deixar essa garota entrar na sede da Ordem!


_ Concordo com a Cristina! _ Sirius falou.


_ Black, você é um imbecil! _ Vociferou Snape. _ Cristina... Salamandra não é como o Lorde!


_ Severo, ela é filha de Voldemort! _ Retrucou a voz, que, como vocês, leitores espertos, puderam perceber, pertencia a uma mulher, de nome Cristina.


_ Cristina, ela não é como o Lorde das Trevas! _ Insistiu Severo Snape. _ Ela não concorda com o que o Lorde faz! Ela não gosta dele! Ela não tem nada contra trouxas! Nem contra mestiços! Cristina, ela é, no fundo, uma boa garota!


_ Severo, ela matou a mãe do tal Draco Malfoy! Ela lançou um “Avada Kedavra” na Senhora Malfoy! E nós sabemos que ela odeia o Harry! Ela vai... _ Cristina falava, descontrolada.


_ Não! _ Replicou Snape, firme. _ Ela não vai matar o Potter! Salamandra não conhece a magia do amor... Ela nunca foi amada, por ninguém. Ela pode não ter escrúpulos, pode usar maldições imperdoáveis como se fossem magias comuns, mas, isso não é culpa dela...


_ Ah, não? _ Sirius questionou, sarcástico.


_ Ora, Black! _ Severo se irritou. _ Se, com dois anos de idade, o presente que você recebesse fosse um “Cruciatus”, você também acharia normal lançar maldições imperdoáveis! Salamandra não é má! Ela apenas não foi educada corretamente...


_ Severo, o que faz você pensar que ela não mataria o Harry? _ Perguntou Cristina.


_ Ah, Cristina... _ Snape estava mais calmo e respondeu com um tom de voz que parecia que guardava algum... Carinho... Por Salamandra Riddle. _ Cristina... Ah... Salamandra é dura, pode não ter escrúpulos, pode ser fria, mas... Ela é uma menina extremamente justa.


_ Justa? _ Sirius esbravejou. _ Justa? E... Matar alguém é justo?


_ Não é justo, Black? _ Snape perdeu a paciência e gritou, já de pé. _ E não é justo? Não é justo matar uma pessoa que te prendeu e te torturou por quatorze anos? O que é justo pra você? Eu, se fosse ela, tinha matado o Draco e o Lúcio também! E sem um pingo de compaixão!


_ Severo... Você a conhece? Digo... Você conhece essa tal... Salamandra Riddle? _ Perguntou Cristina.


_ Sim, eu a conheço. Eu... Eu fui o professor dela. O Lorde... O Lorde me deu a missão de ensiná-la. _ Respondeu o Professor de Poções de Hogwarts.


_ Ah... Severo... Mas... E se ela achar justo matar o Harry? Bem, nós não conhecemos o censo de justiça dela... _ Falou Cristina.


_ Cristina, _ interveio Dumbledore _, creio que, quando Salamandra conhecer Harry, ela não conseguirá matá-lo. Eu sei que é isso o que ela pretende agora, mas... Sei que ela não conseguirá.


_ Tem certeza, Dumbledore? _ Questionou Cristina.


_ Tenho certeza sim. Eu apostaria a minha vida nisso! Cristina, conheço os planos de Salamandra... Sei o que ela fez... Sei do que ela é capaz... Sei o que ela provavelmente fará... Mas acho que ainda podemos recuperá-la. Aliás, nós não... Harry pode. _ Dumbledore respondeu. _ Cristina, eu confiaria a vida de Harry a Salamandra... Eu confiaria minha própria vida a ela. Os dois não vão se entender no início, eu sei, mas sei também que, no final, acertarão as diferenças e lutarão juntos contra Voldemort. Cristina, Harry tem uma missão importantíssima e, sei que Salamandra pode ajudá-lo. Ah, Cristina, eu sei que ela o ajudará!



_ Se você diz, Dumbledore... _ Cristina falou.


_ Dumbledore, eu confio em você, mas, acho arriscado... _ Sirius interrompeu.


_ Meu caro Sirius, se nós não arriscarmos, não ousarmos, não ganharemos essa guerra. _ Respondeu Dumbledore. _ É melhor termos Salamandra do nosso lado... E eu sei que ela é contra Ton Riddle, eu sei que ela ficará do nosso lado... Apenas precisamos deixar que ela e Harry resolvam seus problemas pessoais.


_ Não sei não, Dumbledore... _ Sirius balbuciou.


_ Confie em mim, Sirius! Confie em mim! _ Dumbledore pediu.


_ Tudo bem. Aceitarei essa menina aqui, mas só porque é um pedido seu.


_ Obrigado, Sirius! Estou certo de que você não se arrependerá no final! Mas... Tenha paciência com ela, tudo bem?


_ Eu tentarei, Dumbledore. _ Sirius afirmou.


_ De quem eles estão falando? _ Perguntou George.


_ Não sei... _ Fred falou.


_ Engraçado... Salamandra... Riddle... Riddle... Esse nome não me é estranho... _ Harry disse.


Os três ouviram boa parte da conversa daquela reunião. Harry estava pensativo... Quem seria Salamandra Riddle? Uma coisa ele sabia: que ela era filha de Voldemort. Mas... Como? Potter nunca ouviu falar que Voldemort teve uma filha! Como podia? Não tinha jeito, o melhor era esperar. Afinal, se ele entendeu bem, Salamandra Riddle estaria, em pouco tempo, naquela casa.


Harry saiu dali e foi para a sala. Ele se sentou em uma poltrona... Ah, ele queria pensar... Quem seria a tal Riddle?


Nesse momento, entrou na sala uma garota baixa, extremamente magra, de cabelos negros e lisos, olhos muito negros, olhar penetrante, perturbador, frio e sombrio e uma cara de poucos amigos. A garota encarou o “menino que sobreviveu” e perguntou:


_ Potter? Você é Harry Potter?


_ É... Ahn... Bem... Sim... Mas... E você? Quem é?


_ Eu sou Riddle, Salamandra Riddle! _ Disse a garota, com ar superior, petulante, prepotente e tom ríspido na voz, encarando diretamente Harry. _ E vou acabar com você, Potter!


Salamandra lançava um olhar de extremo ódio ao bruxo à sua frente. A menina retirou sua varinha, apontou-a para Harry Potter e disse:


_ Potter, você é o culpado de tudo! Você é o culpado por eu ter passado mais ou menos quatorze anos de minha vida num lugar horrível! Você é o culpado por tudo! Mas agora você pagará por isso! _ E Salamandra lançou, com ódio na voz e no olhar: _ [Crucio!]


(***) E, NO PRÓXIMO CAPÍTULO...


A sede da Ordem da Fênix vai ficar agitada depois da chegada de Salamandra Riddle. E, no Beco Diagonal, os garotos serão atacados. Harry receberá ajuda de quem ele menos espera... E, entre chuvas de feitiços, amor e ódio, nossos personagens precisarão comprar o material de Hogwarts... Não perca, o próximo capítulo de “HARRY POTTER E A PROLE DO INOMINÁVEL”, “AMOR E ÓDIO”! Você já salvou um inimigo?


(***) RECADO DE UM PERSONAGEM:


{“Certa vez, usei minha inteligência para julgar uma pessoa. Ah, como me arrependo! Nós, seres humanos, não devemos julgar nosso semelhante, porque dificilmente acertaremos nos nossos julgamentos. Cada um de nós tem suas qualidades e seus defeitos, suas bondades e suas maldades... E, não temos o direito de julgar ninguém.”. De Hermione Granger, para os leitores de Bruno P. L.}


(***) PALAVRA DO AUTOR:


E então? O que acharam do capítulo? Preferi não enfatizar muito a Ordem da Fênix, porque sei que vocês, meus caros leitores, já conhecem... Vocês já sabem tudo sobre ela e seria chato ficar repetindo. Optei por apresentar logo Salamandra, porque a coisa estava meio sem graça, sabe? Agora o bicho vai pegar! Ah! Quem quiser, pode mandar recados para nossos personagens nos comentários, ok? Tipo assim... Quem quiser mandar recado pro Harry, pra Salamandra, pra Hermione, pro Rony, pro Dumbledore, pro Snape, ou pra qualquer outro personagem, fique à vontade! Eu faço questão de transmitir o seu recado, estimado leitor, para os personagens! E faço questão de trazer a resposta do personagem para você! Espero que vocês estejam gostando! Continuem lendo e, quem puder, comente, ok? Valeu!


Oi Bruno, como vai? Como a fic ainda está no começo, não há muito o que comentar, pois estamos nos ambientando com os personagens novos e com a trama em si. Tenho apenas uma observação a fazer.
1) O que aconteceu com o Remo? Ele estava caindo, Harry deixou de salvá-lo para ir atrás de Agatha... e depois? Simplesmente apareceu na festa? Acho que seria melhor deixar isso um pouquinho mais claro.


(***( RESPOSTA DO AUTOR:


Olá, Belle! Bom, na verdade, o modo como Lupin escapou é um mistério... Então, não será, ainda, explicado. Mas, futuramente, as explicações virão... Mas foi bom você ter perguntado sobre isso, porque deve ser dúvida de mais leitores. Ah, Belle, como você sofre, hem? Devo ser o escritor que mais dá trabalho pra beta... Kkkkk!!! Você é uma heroina, sabia? Kkkkkk!!! Valeu!




Autor: bruno

PEDRAS NO CAMINHO

postado em 28/02/2008 às 13:53:29 na página biblioteca_ler

 

PEDRAS NO CAMINHO
CAPÍTULO 2

PEDRAS NO CAMINHO


(***) NOTA DO AUTOR:


Olá, galera! Beleza? Bem, como prometi, vou colocar aqui fics que me inspiraram e seus links, pra quem quiser lê-las. Faço isso para que vocês tenham a oportunidade, se quiserem, de ver em que minha fic se aproxima e em que ela se afasta dessas fics aí que me inspiraram. Como eu já disse, a maior aproximação é, certamente, o fato de todas falarem sobre filhas de Voldemort. Por outro lado, minha fanfic se diferencia no fato de todos saberem que a personagem é filha de Voldemort, incluindo ela mesma. Na minha fic, todos saberão que Salamandra Riddle é filha de Voldemort. Bom, vamos lá, então!


A autora que mais me inspirou foi, indubitavelmente, Angela Miguel. Bom, quem quiser fazer uma visitinha às fics dela, deixo abaixo o link de Angela Miguel no fanfiction.net... Aí vai:

http://www.fanfiction.net/u/479605/


A série “VARINHA DE PRATA” da Angela Miguel foi minha maior inspiração para a criação da minha série “O TOQUE DO AMOR”. No quesito série, Angela Miguel não foi a única que me inspirou; já li várias séries de fics e séries fantásticas! Então, decidi tentar criar uma também.


Minha fic se aproxima da fic de Angela Miguel no fato de ter a “filha de Voldemort” e também nos conflitos entre Harry Potter e a filha do Lorde das Trevas. Minha fic se afasta das fics de Angela Miguel justamente no fato de Salamandra Riddle saber de suas origens e, como eu já disse, todos os personagens saberão, incluindo o próprio Harry. Além disso, Salamandra é uma personagem bem mais ambígua que a “Ametista” (personagem criada por Angela Miguel) e, estou certo de que Salamandra dará um nó na cabeça de muitos de meus leitores.


Sobre as fics da série “VARINHA DE PRATA”, abaixo vão fichas dessas fics. Nada muito explicativo, só mesmo o básico. Vamos lá, então!

Fic:

“Harry Potter e a herdeira de Hogwarts”.

Autora: Angela Miguel.

Resumo:

Ao voltar a Hogwarts para iniciar seu quinto ano Harry se vê obrigado a lidar com um novo desafio: a neta do diretor de Hogwarts, Ametista Dumbledore. O
garoto aprenderá a odiar mais que Duda Dursley ou mesmo Draco Malfoy, tendo de conviver com esta barreira. Novas aventuras aguardam Harry Potter e seus
amigos - Rony Weasley e Hermione Granger - nesse ano. Conseguirão superar seus obstáculos e concretizar suas tarefas e desejos?


Links:

http://www.fanfiction.net/s/1582097/1/


http://www.alianca3vassouras.com/a/aherdeiradehogwarts.html



Fic:

“Harry Potter e o olho da escuridão”.

Autora: Angela Miguel.

Resumo:

Continuação de Herdeira de Hogwarts. Harry terá agora em seu sexto ano de se preparar para fortes emoções e, principalmente, um ataque em massa de Voldemort,
que fará de tudo para completar um plano criado há mais de dezesseis anos...


Links:

http://www.fanfiction.net/s/1601570/1/

http://www.alianca3vassouras.com/o/oolhodaescuridao.html



Bom, é isso aí. Aí está minha maior inspiração. Recomendo a leitura de “HARRY POTTER E A HERDEIRA DE HOGWARTS”; a fic já está completa. Todavia, quem não gosta de ler fics incompletas e que o autor demora a atualizar... Bem, não leia “HARRY POTTER E O OLHO DA ESCURIDÃO”. Bem, de minha parte, recomendo a leitura apenas até, mais ou menos, o capítulo 36... Ou talvez um pouco menos ainda... Talvez até o 34, ou 35... Por aí. O problema da série “VARINHA DE PRATA” é que a autora não atualiza há mais ou menos um ano... É realmente uma pena.


Mudando de assunto...


Vou falar de outra fic que me inspirou. A fic é excelente e está completa! Eu recomendo a leitura! A única coisa ruim é que, se me lembro bem, a autora promete uma continuação, mas eu não achei a continuação até agora... Bom, mas isso não faz muita diferença, a fic é excelente! Leiam! Abaixo vai aquela breve ficha da fic...

Fic:

“A FILHA DE VOLDEMORT”.

Autora: Jessica A. Cunha

Resumo:

Antes de sua queda Voldemort teve uma herdeira. O que ninguém espera é que o destino dela acabe se cruzando com o de Harry Potter, mas é exatamente isso
que acontece. Então terá de escolher entre seu sangue e seu coração.

Link:

http://www.alianca3vassouras.com/a/afilhadevoldemort-2.html



Bom, é isso aí. As principais fics de inspiração minha estão aí. Futuramente, posso postar novas fics sobre o assunto e até mesmo outras fics que indico (eu até acho que vou fazer isso), mas não prometo nada.


Sobre o capítulo de hoje, acho que é um capítulo bem legal, mas, principalmente, é um capítulo importante. Espero que vocês gostem! Vamos a ele, então? Vamos lá!


(***) FILOSOFIA:


Espionar o inimigo é perigoso. Afinal, quando conhecemos nossos inimigos, corremos o risco de gostar deles.


(***) NO CAPÍTULO ANTERIOR...


Harry Potter teve um sonho muito bom e foi acordado na melhor parte, da pior maneira. O “menino que sobreviveu” se sentiu triste porque não recebeu informações, não recebeu cartas dos amigos; neste momento, ele teve duas surpresas: um encontro com uma fênix _ a qual pretende ser “a Fênix de Harry Potter” _ e um bilhete misterioso _ o qual diz, resumidamente, o seguinte: “Eu vou te observar, Potter!”. Quem teria mandado esse bilhete? E... De onde surgiu essa fênix? Quem é Ágata?


(***) HISTÓRIA:


Nesse momento, uma coruja vermelha entrou no quarto e deixou cair um bilhete no colo de Harry. O garoto pegou o bilhete, cujo papel era vermelho sangue, e o abriu. As letras eram vermelho escuro, e eram lindas... Certinhas, redondinhas... Que grafia! Mas, tudo vermelho... Harry Potter, então leu:


_ “Fique de olhos abertos, porque eu vou te observar, Potter! Eu vou te observar, Potter!”


Quem teria escrito aquele bilhete? Voldemort? Não, ele não perderia tempo com ameaças... Era alguém, alguém que queria mostrar sua presença... Era alguém que queria preveni-lo... Era alguém que queria assustá-lo... Mas, quem seria? A frase ficou na cabeça de Harry: “Eu vou te observar, Potter!”; “Eu vou te observar, Potter!”; “Eu vou te observar, Potter!”.


A coruja vermelha se foi. Ágata continuava no colo do garoto, olhando atentamente para o bilhete em sua mão. Em seguida, a fênix olhou nos olhos do “menino que sobreviveu” e pareceu entendê-lo. Ah, aquela fênix era mesmo especial! Ela parecia entender cada sentimento, cada pensamento de Harry. O olhar do animal era de espanto. Era como se Ágata não esperasse que o “grande Harry Potter” tivesse medo. Ah... Medo? Seria esse mesmo o sentimento de Harry? Sim, naquele momento era. E Ágata parecia não esperar aquilo... Com um olhar de ternura e compreensão, a fênix moveu uma das patinhas e fez aparecer na frente de Harry o seguinte:


_ Harry, não tenha medo! Você é um grande bruxo!


Potter olhou para a sua fênix; o olhar dela o acalmou um pouco; mas, o medo permanecia em seu coração... Quem teria mandado aquilo? Onde estava a pessoa que mandou aquilo? Será que ela agiria como Voldemort, matando várias pessoas? Harry Potter não temia tanto por ele; é claro que ele tinha medo de morrer, mas seu maior medo era a morte de seus amigos. O garoto respondeu, triste:


_ Ah, Ágata... Eu... Eu não sou nada.


Mais uma vez parecia que o animal foi surpreendido; aparentemente, Ágata não esperava nem o temor do garoto pelos seus amigos, nem a resposta dele. Mais uma vez, a fênix moveu a patinha e fez aparecer a resposta:


_ Harry, você enfrentou Voldemort várias vezes! E sempre saiu vitorioso! E, agora, vai temer um bilhete?


_ Eu não tenho medo do bilhete, Ágata... _ Harry respondeu. _ Eu tenho medo de que a pessoa que mandou esse bilhete seja tão louca quanto Voldemort...


_ Harry, _ a fênix moveu a patinha e fez aparecer sua réplica _, você é o maior bruxo do mundo e vai vencer tudo! Não importa o que vier, você vencerá!


_ Ah, Ágata... Obrigado. Eu... Eu não sei o que faria sem você aqui... _ Harry respondeu, agora já mais encorajado, mais confiante, acariciando a cabecinha de sua fênix.


O animal baixou a cabeça e aceitou o gesto de carinho de seu dono, com muito gosto.



Os dias com os Dursley eram horríveis. Todavia, a chegada de Ágata melhorou as coisas. De vez em quando, a fênix sumia... E, então, no momento em que Harry mais precisava, ela reaparecia, sempre imponente e pacífica, sempre confortadora. Como será que ela adivinhava os momentos em que Potter mais precisava? Será que havia algum elo de ligação entre eles? Harry pensava nisso enquanto deixava os jardins do Número Quatro impecáveis. Ele não entendia... Como Ágata podia entendê-lo tanto e tão bem? Como ela podia... Adivinhar seus pensamentos e sentimentos? Como ela conseguia entender a língua dele? Fawkes não conversava com Dumbledore, conversava? E, o mais estranho era que Ágata não só conversava, mas também fazia de tudo para que o garoto não ficasse triste. Ela até jogava xadrez bruxo com ele e sempre ganhava! O bom era que a fênix especial lhe dava dicas, mostrava onde ele errava... Enfim, Ágata era mais que um animal de estimação para Harry, muito mais! A fênix era como uma amiga... Ou talvez um pouco mais que isso...


Na véspera de aniversário de Harry Potter, o bruxo em questão foi obrigado a subir no telhado para substituir algumas telhas e, depois, para limpara a caixa d’água. O garoto se empenhava no trabalho de trocar algumas telhas, quando, de repente, um corvo negro o atacou duramente. Harry caiu em cima dos telhados e o corvo investiu novamente contra ele. Nesse momento, várias pedras voaram na direção do garoto, como se estivessem enfeitiçadas. Potter não entendia... Como podia isso? Quem estava fazendo aquilo? Foi então que ele se lembrou do bilhete: “Eu vou te observar, Potter!”. Ah... Ele não tinha sua varinha, não podia fazer nada... Morreria ali.

O corvo dava bicadas no bruxo e as pedras o acertavam, impiedosamente. Ele tentava recuar, rastejando. Ele recuava... Recuava... Recuava... E, sem perceber, cada vez mais chegava à beira da laje. Foi então que alguma coisa _ algo como um raio, talvez um feitiço _ foi lançado contra Potter e o garoto caiu. Nessa mesma hora, uma pedra enorme _ a maior de todas até ali _ atingiu a cabeça de Harry. O “menino que sobreviveu” caiu de cabeça no jardim da casa dos Dursley, inconsciente.


O barulho das pedras e da queda do bruxo chamaram a atenção dos vizinhos, para o horror de Petúnia Dursley. Várias cabeças “voaram” para fora das janelas, a fim de ver o que ocorria. Petúnia saiu correndo e viu, seu sobrinho, ali, caído, inconsciente. O passar do tempo trouxe pessoas. À casa dos Dursleys vieram assistentes sociais, uma ambulância e muitos curiosos. Tudo isso, claro, chamados pelos vizinhos. Petúnia ficou o tempo todo estática, sem reagir; afinal, o odiado sobrinho estava quase morto e, isso não era ruim... Por outro lado, ela tinha que fingir que gostava dele, para não ser mal-falada na vizinhança... E então? O que fazer? A Senhora Dursley ficou em estado de choque. Quando a ambulância chegou, o fato de não ter tocado no corpo foi muito elogiado; afinal, essa é a atitude mais correta nessas situações, não é? O menino foi levado para um hospital trouxa, obviamente, e Petúnia teve de acompanhá-lo. Duda, a princípio, nem ficou sabendo de nada, porque no momento não se encontrava em casa. Logicamente, a fofoca sobre a queda do sobrinho dos Dursley se espalhou e, rapidamente, chegou aos ouvidos de um feliz Duda... Ah, será que o primo morreria? Que legal! Podia morrer mesmo! E bem rápido!



No hospital, Petúnia estava na Sala de Espera, torcendo pela morte do maldito sobrinho... Droga! Por que aquele garoto não morria de uma vez e parava de dar trabalho?



Harry Potter abriu vagarosamente os olhos; tudo estava desfocado... Será que ele, finalmente, conseguiu dormir sem ter pesadelos? O bruxo tateou a mesa de cabeceira, à procura dos óculos, e não os encontrou. Então, ele forçou a vista, para ver onde estavam; foi aí que o menino se deu conta de que não estava em seu quarto... Mas... Onde será que ele estava? Forçou a vista mais ainda, olhando para todos os lados, e percebeu que estava em um quarto diferente... Parecia... O que é mesmo que parecia? Ah, sim, parecia... Um hospital? Sim, parecia um hospital...



Eis que entrou no quarto do garoto uma moça, de mais ou menos uns trinta anos, usando uma roupa branca. Quem seria?


Deveria ser a enfermeira! A enfermeira, vendo que o garoto havia acordado, chamou o médico. O doutor examinou o garoto, explicou a ele o que havia ocorrido (e depois Potter acabou se lembrando também) e se espantou com a rápida recuperação de Harry. Como era possível? Inexplicável! Pelo menos, para os trouxas... Afinal, se eles soubessem o que Harry Potter já havia enfrentado, não se espantariam com a recuperação, certo? Bem, acho que os trouxas se espantariam mais em saber que o garoto era bruxo, mas, isso não vem ao caso agora.



No mesmo dia, o bruxo foi liberado e voltou para casa, para a infelicidade dos tios e do primo. Valter ficou extremamente furioso quando descobriu o que havia acontecido, porque agora os Dursley eram o foco da atenção da vizinhança. Além disso, Valter e Petúnia tiveram que responder a longos questionamentos dos Assistentes Sociais, o que desagradou mais ainda o Senhor Dursley.



Quando viu Harry entrando na casa e se viu livre dos Assistentes Sociais, Valter pulou em Potter, agarrou-lhe o pescoço e, enforcando-o, gritou:


_ Seu moleque imprestável! O que você estava pensando, heim? Queria chamar a atenção, era? Moleque inútil! Inútil! Ingrato! Fedelho sem-vergonha! Você queria me ver na prisão, não é? Não é isso, maldito? Mas isso não vai acontecer, seu moleque desgraçado! Fedelho, inútil, maldito, infeliz! Você é tão imprestável quanto seus pais!


Harry estava sem ar... Ele morreria ali, nas mãos de um trouxa... Se Voldemort soubesse disso, daria gargalhadas. Se Voldemort soubesse pelo que o “menino que sobreviveu” passava nas férias, certamente riria demais e, talvez, até fizesse um pequeno “acordo” com os Dursley, para que eles matassem o “grande” Harry Potter... E aí Voldemort nem sujaria suas mãos... Ah, triste fim!


A força de Harry Potter, todavia, jamais se limitou apenas ao seu poder; a força de Harry Potter reside também em suas amizades. Então, o bruxo não precisava se preocupar tanto...


Valter gritava e continuava enforcando o garoto:


_ Seu moleque imprestável e ingrato, eu te odeio! Você podia ter morrido, moleque! Mas, nem pra isso você presta! Imprestável! Imprestável!


Nesse momento, Valter caiu no chão e sua cabeça sangrou. Harry não acreditou... Ele não tinha feito nada... Tinha?


Não, não tinha. Na Casa Número Quatro voava, diante de Harry, uma bela e imponente fênix. Sim, era Ágata, que veio em socorro de Potter. No ar, escrito, apareceu:


_ Trouxa maldito, não ouse tocar em Harry Potter!


Valter se assustou... Que bicho era aquele?


_ O... O... O que é isso, moleque? _ Valter perguntou, com medo agora.


_ Ágata? _ Harry falou, incrédulo.


_ Você está bem, Harry? _ Questionou a fênix, agora bem próxima ao garoto (lembrando que a fênix se comunicava com Potter através de frases escritas no ar).


_ Ahn... É... Bem, eu... Eu... Eu acho que... Acho que sim... _ Harry respondeu, assustado. Afinal, ele não esperava ver Ágata ali.


_ Que bom! _ Agora, além da frase escrita pela fênix, ouviu-se um pio de alegria.


Válter, recuperando-se do susto inicial, ergueu-se e ordenou:


_ Já para o seu quarto, fedelho imprestável!


Harry se levantou e se dirigiu ao quarto, seguido por Ágata, a qual voava próxima dele. Potter entrou no quarto e um barulho de porta sendo trancada foi ouvido. A fênix parecia não acreditar no que presenciava... Então, essa era a vida de Harry Potter? Essa era a recompensa que ele ganhava por livrar o mundo do terrível Lorde das Trevas? Ah, que triste! Sim, havia trouxas idiotas, intolerantes e que mereciam a morte; contudo, também havia bruxos idiotas, imbecis, intolerantes, ingratos e que mereciam mais ainda a morte! Não, o fato de ser trouxa ou bruxo não interfere no caráter da pessoa; nem todo trouxa merece a morte e, nem todo bruxo merece a vida. Harry Potter era, realmente, um bruxo fantástico! Afinal, era, segundo a opinião de Ágata, um dos bruxos mais poderosos do mundo e, mesmo assim, aceitava tudo aquilo, aceitava as ordens daqueles trouxas, aceitava o abandono dos bruxos, enfim, aceitava todo o sofrimento, mesmo tendo poderes para escapar. Ágata olhava para o “menino que sobreviveu”, com um misto de admiração e compaixão.


O animal questionou, do jeito habitual como conversava com o dono:


_ Harry... Eles sempre te tratam assim?


_ Ah... Bem, ahn... É... Bom... Sim... _ Potter respondeu, com medo da reação da fênix; ele temia que ela tentasse algo contra os tios.


Mais uma vez acertando os pensamentos de Harry, Ágata disse (como sempre, fazendo aparecer escrito no ar):


_ Não se preocupe, Harry, não vou fazer nada contra seus tios, se é isso que você deseja. Sou sua fênix e sou fiel, Harry: não vou fazer nada que o contrarie.


Ágata estava triste. E, por que ela estava assim? Ora, é simples: ela estava assim, porque Potter estava triste também.


Decidindo por tentar alegrar o garoto, Ágata conjurou um jogo de xadrez... Harry se assustou: ele teria problemas com o Ministério da Magia! A fênix o tranqüilizou:


_ Não se preocupe, Harry, eu lancei nesta casa uns feitiços que criei... São feitiços anti-detecção e o Ministério não poderá detectar nada aqui.


_ Mas... Mas... Mas... Como? Você sabe usar magia? E... Sem varinha?


_ Sim, Harry, eu sei.


_ Mas... Mas... Que eu saiba...


_ Não, os animais não usam magia... Além de mim, é claro. Não sou uma fênix comum, Harry.


_ Ágata... Bem, você é especial, por tudo o que já mostrou... E... Eu, por outro lado, não sou nada... Então... Por que você me escolheu, Ágata?


_ Harry, você é o maior bruxo de todos os tempos!


_ Não, eu não sou.


_ É sim, Harry. E... Sua grandeza está nas suas atitudes e, claro, também no seu poder. Agora... Fique tranqüilo, tá? E, responda-me: quer jogar xadrez?


_ Quero... _ Harry agora estava mais feliz.


Passar o tempo trancado com Ágata era bem diferente de passar o tempo sozinho: a ave era mesmo muito especial.


Na hora do jantar, que não demorou, Petúnia colocou uma tigela de ração de cachorro para Harry e se foi, trancando a porta novamente. Ágata se revoltou e lançou escrito no ar:


_ Mas... Mas... O que é isso, Harry? Isso é uma brincadeira, não é?


_ Não, Ágata, essa é minha comida...


_ Mas... Mas... Mas... _ A fênix voava irritada... _ Isso... Isso... Isso é um absurdo!!!


_ Tudo bem, Ágata...


_ Como tudo bem? Não está nada bem, Harry! Eles não podem te tratar assim!


_ Ágata... Acalme-se... Eles podem sim me tratar assim... Afinal, Dumbledore me jogou aqui... E meus amigos devem ter se esquecido de mim. _ Harry fez a última afirmação com lágrimas nos olhos.


Mais uma vez, o “menino que sobreviveu” surpreendeu sua fênix. Ágata parou de voar descontroladamente e olhou para o garoto. Ela viu a tristeza no olhar do garoto... Ah, aquilo que faziam com ele era um absurdo! Era assim que os bruxos tratavam seu salvador? Era assim? Então, definitivamente, os bruxos eram também repugnantes, tanto quanto alguns trouxas! Ágata se aproximou de Harry, passou as asas pelo rosto do garoto, tentando confortá-lo, e fez aparecer no ar:


_ Harry, eu estou com você. E, sempre estarei! Você não está sozinho e jamais estará!


A fênix pousou no ombro de Harry e ficou passando as asas no rosto do garoto... Ah, Potter jamais sentiu aquele tipo de carinho, aquele carinho confortador... Parecido um pouco, talvez, com o carinho de uma mãe... De uma amiga... Ou sabe-se lá de quê...


Após um tempo, quando Harry Potter estava calmo, Ágata voou para perto da tigela e transfigurou seu conteúdo em um belo jantar. Então, a fênix moveu a pata e a tigela levitou até o colo de Harry... A fênix fez aparecer no ar:


_ Bom, Harry, espero que você goste!


_ Ah, Ágata... Obrigado!


_ De nada!


Harry comeu um tanto e depois se levantou, com a tigela na mão. O garoto colocou um pouco da comida para sua coruja e, em seguida, ofereceu à sua fênix.


_ Não, Harry, você precisa se alimentar... _ Era a resposta que Ágata ia dando, mas o bruxo a interrompeu.


_ Ágata, eu não vou deixar você ficar com fome!


Mais uma vez o animal parecia ter sido surpreendido, parecia que ele não esperava aquela atitude de Potter. Contrariada, a fênix teve que aceitar a comida, já que o menino não a comeria mesmo.


Após um tempo (e mais algumas partidas de xadrez), Harry Potter se deitou. Ágata ficou voando e acariciando o rosto do garoto com as asas, o que, para Harry, foi um excelente conforto... Ah, como era bom ter alguém (ele já considerava Ágata bem mais que um animal de estimação) para acalentar seu sono!!!


Harry começou a dormir... Com pouco tempo, ele se encontrava em um cemitério... Ele já até podia imaginar o que vinha! Contudo, dessa vez foi diferente. Como em um passe de mágica, o cenário mudou. O “menino que sobreviveu” ouviu uma voz, que lhe falou:


_ Harry Potter... É realmente interessante conhecê-lo. Sabe, você me surpreendeu. Bom, parece que o que me falavam sobre você não era bem a verdade... Você tem uma vida bem triste. Bem, sei que você tem pesadelos, sei todos os seus passos; sei que hoje é seu aniversário. E, quero lhe dar um presente... Aliás, mais que um. O primeiro será um bom sonho. Divirta-se!


Então, Potter teve um sonho maravilhoso! Ele sonhou que era o apanhador da Seleção de Quadribol da Inglaterra e, na final, agarrava o pomo. Então, seus pais o abraçavam, felicitando-o. O garoto se sentia extremamente feliz! E foi então que viu seus amigos, Sirius, todos o felicitavam! Ah, como era bom! Então, ao final do maravilhoso sonho, ele ouviu novamente a voz que lhe dizia:


_ Parabéns, Potter, feliz aniversário! Quando você abrir os olhos, verá meu presente nos pés da sua cama. Um dia nós vamos acertar as contas, Potter; mas, até lá, não desejo sua infelicidade. Parabéns!


Harry estava em paz e feliz. Ele acordou calmamente, pela primeira vez após muito tempo ele teve um sono tranqüilo e um sonho feliz. Então, vagarosamente, abriu os olhos.Tudo estava desfocado. Então, o bruxo procurou, achou, pegou e colocou seus óculos. Ele olhou para o quarto e, qual não foi sua surpresa quando, olhando para os pés de sua cama, viu um embrulho de tamanho médio (não era muito grande, mas não era pequeno). Então, será que aquele sonho foi real? Mas... Como? Ele pegou o embrulho, com receio. O papel era lindo! Potter não o rasgou, apenas o retirou, cuidadosamente. Então, ele viu uma caixa; o bruxo a abriu; o que teria ali? Logo que abriu, viu uma outra caixa, só que de vidro. Dentro dela, para espanto do menino, havia um quite de Quadribol: um Pomo, dois balaços e uma goles. Harry ficou maravilhado... Aquilo certamente custou um bom dinheiro, mas... Quem teria mandado isso? Dentro da caixa maior (a que não era de vidro), Harry encontrou duas coisas; a primeira que ele pegou foi um cartão, que dizia: “Parabéns, Harry, feliz aniversário!”; mas, não tinha assinatura. A segunda coisa que o bruxo pegou o assustou _ era um bilhete, que dizia: “Eu vou te observar, Potter!”. Ah, quem fazia isso? E... Por quê? O garoto não sabia o que fazer... Por fim, após pensar bastante, decidiu guardar o presente, já que não viu nada demais. Ele sabia que Hermione não aprovaria a idéia, mas não viu nada demais no presente; então, decidiu guardá-lo.


O dia, que começou tão bem, foi ficando triste. Harry continuava sem cartas e sem respostas dos amigos. Não recebeu presente algum, nada mesmo! Agora já devia ser meio-dia e o garoto estava ali, trancado em seu quarto, sem ter comido nada. Potter estava sentado, com o olhar perdido em algum ponto da janela, muito triste. Será que seus amigos se esqueceram dele? Será que ele voltaria a Hogwarts? E seu padrinho? Onde estaria? Estaria bem? Droga! Por que tantas perguntas? Droga!


Nesse momento, entrou, voando pelo quarto, Ágata. Vendo a tristeza do bruxo, a fênix sobrevoou o garoto e fez aparecer no ar, com letras chamativas:


_ Parabéns, Harry!!! Anime-se! Hoje é dia do seu aniversário, é seu dia! Parabéns!


A fênix brincava de passar rapidamente diante dos olhos dele; Harry, então, tentou pegá-la, mas ela ficou brincando de voar entre as mãos dele. A agilidade da fênix era incrível! E, isso acabou por distrair o bruxo e deixá-lo feliz novamente. Pelo menos alguém se lembrava dele!


Em um determinado momento, Ágata lançou, escrito no ar:


_ Harry, eu vou te dar um presente; mas, para isso, preciso que você me diga... Você confia em mim?


Harry estranhou a pergunta... Vendo a dúvida nos olhos do garoto, Ágata explicou e insistiu:


_ Harry, eu quero te levar num lugar muito bonito... Tenho certeza de que você vai gostar! Só que eu preciso vendar seus olhos... Mas, para isso, preciso que você me responda... Você confia em mim?


Sem hesitar, ele respondeu:


_ Sim, Ágata, é claro que eu confio em você!


_ Então, fique tranqüilo: apenas curta!


Após fazer isso aparecer no ar, a fênix moveu a patinha e conjurou uma venda, que tapou os olhos de Potter. Então, o garoto sentiu a presença de mais alguém ali... Quem seria? Seus tios? Fosse o que fosse, Harry confiava em Ágata, ele estava seguro! Então, sentiu uma mão pegar a sua; sua mão foi colocada em algo e ele sentiu o puxão no umbigo... Ah, sim, devia ser uma chave de portal. Mas... Para onde ele estaria sendo levado? Certamente Dumbledore e seus amigos não gostariam nada de saber que ele tinha saído da casa dos Dursley, mas... Que importava isso? Dumbledore não se importava com ele, e nem os amigos! Afinal, nem uma carta ele recebeu! Após um tempo, o garoto sentiu seus pés tocarem o chão; ele teria caído, se a mão forte, firme, mas delicada, não o tivesse segurado. Então, a mão do bruxo ficou livre e, depois, ele pôde ver onde estava, porque a venda desapareceu. Harry olhou e viu sua fênix ali, na sua frente; em seguida, ele olhou em volta e viu... Ah, que bela paisagem!!! Muito verde, animais brincando, pássaros... Era lindo!


_ O... O... Onde estamos? _ Potter questionou.


_ Aqui é um jardim que uma bruxa muito poderosa conjurou, Harry. _ Ágata respondeu. _ Esse jardim fica suspenso no ar, e nenhum trouxa pode vê-lo; para dizer a verdade, nenhum bruxo pode ver o jardim, além daqueles autorizados pela dona.


_ E... Quem... Quem é essa bruxa?


_ Ah, Harry, desculpe-me, mas não posso dizer... É que... Sabe, eu não lembro o nome dela...


_ Tudo bem...


Ágata fez do resto do dia um belo sonho! O dia ali foi fantástico! Harry comeu muito, pois havia um verdadeiro banquete montado em uma cabana que havia por ali. Ele também se divertiu bastante nadando no lago que existia no “Jardim” (foi assim que Ágata disse, não é?)... Harry pensava que aquilo era bem mais que um simples Jardim, mas, não perguntou nada... Afinal, ele estava feliz ali.


Quando a noite chegou, após um farto lanche, era hora de voltar. Mais uma vez Potter teve seus olhos vendados, sentiu aquela mão, que pegava a sua e fazia com que ele tocasse na chave de portal, sentiu o puxão no umbigo, sentiu seus pés tocarem o chão, sentiu-se novamente amparado pela mão misteriosa, deixou de sentir o toque da mão, viu seus olhos sendo desvendados e, por fim, viu seu quarto novamente. Ágata estava ali, no ar, na sua frente. Ela perguntou, apreensiva:


_ E então, Harry, gostou?


O menino abriu o maior sorriso que tinha e respondeu, exultante:


_ Eu adorei, Ágata! Muito obrigado!


_ De nada, Harry! Que bom que você gostou! _ Respondeu a fênix (da forma usual, ou seja, fazendo aparecer no ar o que queria dizer).


A noite chegou. Harry não ouvia barulho algum na casa. Tudo estava quieto. Será que os tios saíram? De repente, Potter ouviu vozes. As vozes diziam:


_ Onde será que ele está?


_ Não, aqui ele não está!


_ Na cozinha também não!


_ Talvez ele esteja no quarto!


_ Vamos lá então!


Harry começou a se preocupar. Ah, quem seria? Comensais? Amigos? Não, ele não tinha amigos... Bom, tinha Ágata, mas, só ela.


O “menino que sobreviveu” pegou sua varinha. Ele estava pronto, com a varinha apontada para a porta. Fosse quem fosse, ele lutaria até o fim!


Potter ouviu passos... Passos e vozes... Estavam subindo as escadas. Então, ouviu a maçaneta ser forçada. Em seguida, uma voz disse:


_ Não, não abre: está trancada.


_ Então, use magia! _ Disse outra.


_ [Alorromora!]


Assim que a porta abriu, Harry Potter lançou:


_ [Expelliarmus!]


O barulho de alguém caindo foi ouvido. Contudo, Harry não foi o único que lançou algum feitiço... Ágata também lançou, um belo ”Incarcerous”. A pessoa agora estava presa e sem varinha. Ágata se preparava para lançar outro feitiço, no outro que estava avançando. Harry, então, ouviu alguém gritando:


_ Harry, não! Sou eu!


Ah, aquele era...


_ Lupin? _ Perguntou o garoto.


_ Sim, Harry, sou eu!


Não deu tempo de fazer nada: Ágata, ágil, lançou um “Expelliarmus” em Lupin e este se viu sem sua varinha. Potter falou:


_ Não, Ágata, eu o conheço, é amigo!


Então, a fênix recuou e pousou no ombro de Potter. Lupin pegou novamente sua varinha e clareou o lugar:


_ [Lumus!]


O ex-professor de Hogwarts olhou e viu a fênix pousada no ombro de Harry...


_ Fawkes? _ Perguntou o ex-mestre.


_ Não... _ Respondeu Harry. _ Ela se chama Ágata.


_ E... De quem é? _ Questionou novamente Lupin.


_ Bem... É... An... É... Ela... Ela é...


_ É sua? _ Perguntou Remo Lupin.


_ Ah... É... É sim. _ Respondeu Harry, meio sem-graça.


Ágata piou, feliz.


_ Bem, Harry, viemos buscá-lo!


Nesse momento, Harry viu uma turma que estava ali para buscá-lo.


_ E... Vamos... Prá onde? _ Questionou o “menino que sobreviveu”.


_ Você já vai saber, Harry. _ Lupin falou, sério. _ Agora, é melhor se apressar, porque não temos muito tempo.


E, assim, sem apresentações, sem nada dizer, Harry viu uma bruxa, de rosto pálido e feitio de coração, olhos escuros e cintilantes e cabelos curtos e espetados" arrumar seu malão e, em seguida, alguém pegou a gaiola de sua coruja e foram todos rapidamente para fora da casa. Lupin parecia muito preocupado e, claramente, queria sair dali o quanto antes.


_ Vamos, Harry! _ Disse Lupin, que entregou a Potter a vassoura do “menino que sobreviveu”.


Harry queria explicações, muitas explicações, mas não teve oportunidade de dizer nada. Lançaram nele um feitiço... Disseram que era... Como era mesmo o nome? Feitiço... Desilucionista?... Bem, ele não ouviu direito. O importante era que, em pouco tempo, o garoto já estava voando pelos ares. Rapidamente, a Rua dos Alfeneiros ficou pequena e eles voavam no ar. A paisagem era tranqüila e calma. Lupin falou:


_ Harry, se alguma coisa acontecer, voe para Leste, que alguém irá pegá-lo. De modo algum, Harry, de modo algum mesmo _ ouviu? _, de modo algum enfrente quem quer que seja! Se algo acontecer, apenas fuja, voe para Leste!


_ Tudo bem, Professor Lupin. _ Harry respondeu, não acreditando que cumpriria aquilo...


Ágata estava pousada no ombro de Potter, calma. Qualquer coisa, ela o defenderia. A fênix fez aparecer no ar:


_ Fique tranqüilo, Harry: qualquer coisa, eu o defenderei.


Harry se sentia estranho... Pela primeira vez sentia aquela proteção... Era estranha... Seria... Uma... Proteção maternal? Ele não sabia; em certos momentos parecia, em outros não. Em alguns momentos parecia apenas uma proteção de amigo... Em outros, algo mais que isso... O fato é que Ágata transmitia uma paz e um amor que acalmavam Harry. Sempre que ele estava tenso, lá na casa dos Dursley, ela cantava e, o canto dela o acalmava, transmitia uma paz incrível! Agora, tudo estava calmo, incluindo Harry.


De repente, porém, a turma que levava Harry se viu cercada por comensais da morte. Ah, não! De onde eles apareceram? Como? Harry não sabia. Ouviu-se uma voz, provavelmente de Lúcio Malfoy, que disse:


_ Muito bem: agora, entreguem Potter para nós!


_ Nunca! _ Respondeu Lupin.


_ Muito bem, então, vamos pegá-lo! _ Respondeu Malfoy, arrogante como sempre.


Então, choveram feitiços para todo canto. Lupin gritou:


_ Fuja, Harry!


Harry até que ia obedecer, mas, um feitiço acertou sua vassoura e outro veio em sua direção. Seria o fim?


Não. Ágata lançou um escudo protetor nele e o feitiço se voltou contra quem o lançou. Ágata voou, mais para o alto, e piou de um modo que fez todos os comensais pararem. Então, ela lançou fortes feitiços, que atingiram vários comensais. Lúcio gritou:


_ Ataquem a fênix! Ataquem aquele animal!


Muitos comensais tentavam atingir a fênix... Harry, então, resolveu lutar. Pegando sua varinha e a apontando para o grupo que se preparava para atacar Ágata, o “menino que sobreviveu” lançou:


_ [Expelliarmus!]


O feitiço foi certeiro, tirando as varinhas de vários comensais. Lúcio disse:


_ Peguem os outros! Harry e essa fênix maldita são meus!


Então, ele disse:


_ Ah, fênix maldita... Eu acabarei com você e com Harry Potter também!


_ Vai mesmo, Lúcio? _ A fênix fez aparecer no ar, provocante.


_ [Estupefaça!] _ Lançou Lúcio.


O feitiço lançado pelo comensal foi rebatido pelo “Protego” de Ágata.


_ [Crucio!] _ Lançou Lúcio, só que, agora, em Harry.


O garoto não esperava por isso. Ele seria atingido, se sua fênix não tivesse lançado um escudo protetor nele, que rebateu, mais uma vez, o feitiço de Lúcio.


_ Maldita! _ Bradou Malfoy.


Nesse momento, Harry Potter olhou para baixo e viu seu ex-professor de D. C. A. T. caindo, atingido por um feitiço fortíssimo. Ah, não, não podia ser! Em um ato inconseqüente, o garoto mergulhou, a toda velocidade, na tentativa de pegar o ex-mestre, antes que este caísse no chão. O “menino que sobreviveu” soltou um grito alto, desesperado:


_ Professor Lupin!!!


(***) E, NO PRÓXIMO CAPÍTULO...


A batalha entre a Ordem da Fênix e os Comensais da Morte continua. Descobre-se a fraqueza de Ágata e a Ordem passa por apuros. É hora de explicações, mas ainda há tempo para festas. E, entre explicações, comemorações, alegrias e raivas, nossos personagens vão se preparar para voltar a Hogwarts. Não percam, o próximo capítulo de “HARRY POTTER E A PROLE DO INOMINÁVEL”: “UMA FÊNIX MUITO ESTRANHA”! Quando a esmola é muita, você desconfia do santo?


(***) RECADO DE UM PERSONAGEM:


{“Depois do final do terrível quarto ano, eu me vi preso no Número Quatro da Rua dos Alfeneiros, sem esperança, sem amigos, sem ninguém, triste. Eu estava triste, muito triste, até que Ágata chegou e iluminou meus dias enfadonhos na Casa dos Dursley. Ágata foi muito importante para mim e eu posso dizer que minha vida se divide em duas: antes de Ágata e depois de Ágata. Depois eu descobri várias coisas... Mas, Ágata continuou a ser importante para mim, mesmo depois, no fim de tudo.”. De Harry Potter, para os leitores de Bruno P. L.}



(***) PALAVRA DO AUTOR:


Bom, e aí, leitores? O que vocês estão achando? Bem, tenham paciência... Esse é só o começo da fic! Ainda teremos muita ação! Ah! Não se preocupem! Sei que o final está pouco explicado... Foi proposital. No próximo capítulo teremos as explicações, ok? E... Só uma coisinha, pra terminar... Essa fênix é muito estranha, não? Sei não... Kkkkk!!! Por favor, comentem! Valeu!




Autor: bruno

A FÊNIX DE HARRY POTTER

postado em 28/02/2008 às 13:52:33 na página biblioteca_ler

 

A FÊNIX DE HARRY POTTER
CAPÍTULO 1

A FÊNIX DE HARRY POTTER


(***( NOTA DO AUTOR:


Olá, queridos leitores! É muito bom estar com vocês em uma fic nova! Bem, sei que há várias fanfics que falam sobre uma suposta filha de Voldemort. Contudo, penso que a minha é única... Digo isso, porque, de todas as fics que li sobre o assunto, em nenhuma delas a “filha do Lorde” sabia e assumia sua condição de filha. Na minha fic, porém, a prole do inominável sabe quem é e quem são seus ascendentes. Então, a história vai ser bem interessante... É claro que pode ocorrer alguma situação parecida com uma ou com outra fic, mas, não é plágio (quero ser original aqui). Outra coisa é que, embora minha fanfic comece a partir do livro quatro, algumas coisas dos livros cinco e seis serão aproveitadas; isso significa que terei de reescrever cenas desses livros. É evidente que jamais eu conseguirei reescrever essas cenas com a mesma maestria que a grande J. K.. Então, peço a vocês paciência e diálogo e prometo tentar reescrever da melhor maneira possível. Se alguma coisa que eu reescrever ficar ruim ou parecido demais, conto com a colaboração de vocês em me falar e me sugerir, ok? Bom, acho difícil que alguma coisa reescrita não fique parecida; aliás, talvez essa seja mesmo a intenção... Vou tentar reescrever do modo mais criativo possível, ok? Com isso, deixo claro que o mundo Harry Potter pertence todo à grande J. K. e minha história não tem fins lucrativos. Espero que os personagens que eu criar sejam bem interessantes... Espero que vocês gostem! Vamos à história, então?


(***) FILOSOFIA:


O que diferencia um bruxo forte de um bruxo fraco é que o bruxo forte é capaz de, como uma fênix, renascer das cinzas. Mas, o que diferencia um bruxo da luz de um bruxo das trevas é que, o bruxo da luz, ao contrário do bruxo das trevas, além da capacidade de renascer, possui também a capacidade de reconhecer que precisa de ajuda para renascer.


(***) HISTÓRIA:


Eu poderia dizer que, na Rua dos Alfeneiros, número 4, vive uma família normal, de pessoas normais, que odeia coisas anormais. Poderia dizer, ainda, que, no período de férias, vai para aquela casa um garoto que, de normal, não tem nada! E, por isso, é odiado pelos demais membros da moradia. Eu poderia ir mais além e dizer que este garoto se chama Harry Potter, que ele já enfrentou Voldemort _ o maior bruxo das trevas de todos os tempos _ por diversas vezes e sobreviveu! Eu poderia falar que o menino em questão enfrentou seu arquiinimigo com apenas um ano e reverteu, surpreendentemente, a Maldição da Morte contra o Lorde das Trevas; depois disso, o garoto ainda se confrontou três vezes contra Voldemort: no primeiro ano de estudos na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, no segundo ano de estudos na mesma escola e no quarto ano e, o principal, Harry Potter sobreviveu! Sim, eu poderia dizer isso tudo; todavia, a maioria dos autores de Fanfics (principalmente aqueles que começam as histórias após o quarto ano do “menino que sobreviveu”) diz isso e, eu pretendo criar algo diferente, original. Ah, mas... Acho que minha originalidade foi por água abaixo, não é? Acabei dizendo tudo o que não queria dizer... Droga! Bem, fazer o quê? Vamos continuar a história, então.


Harry Potter estava no Salão Principal de Hogwarts. Ao seu lado, havia uma garota baixinha, de longos cabelos pretos e lisos, olhos negros e grandes, dezessete anos e uma personalidade que contrastava e, às vezes, tornava imperceptível sua pele delicada e sua doce e meiga voz (isso quando a menina não usava o costumeiro tom superior, prepotente, arrogante e ríspido). A garota trazia, na mão direita, uma aliança dourada e um belo anel (o qual continha uma pedrinha de diamante). Ela parecia importante para Harry, mas... Quem seria? O garoto não se lembrava... Era como se ele tivesse sido jogado em seu futuro... Quando Potter olhou para si, viu que também trazia uma aliança dourada na mão direita. Ah, sim, agora ele estava entendendo: aquela devia ser sua noiva! Mas... Qual era o nome dela? E, onde eles estavam? Digo... Em que situação? O “menino que sobreviveu” olhou para todos os lados... Ele viu Rony e Hermione de mãos dadas, logo à frente dele e da sua noiva. Viu, atrás, Luna e Neville também de mãos dadas. Ampliando o foco da visão, pôde visualizar um palco, onde estavam todos os professores _ Dumbledore no centro, é claro _, uma platéia, que estava em uma arquibancada criada no salão _ da qual Sirius fazia parte _ e uma fila de alunos, em que estavam todos os setimanistas. Aquilo seria, por acaso, uma... Formatura? Ah, parecia... Harry olhou para o lado... Quem seria sua noiva? Digo... Qual seria o nome dela? E, qual teria sido a história dos dois? Não, não era Cho Chang, grande sonho utópico de Harry até então; tão pouco era Gina Weasley, eterna apaixonada pelo garoto: era alguém que ele não conhecia. Mas... Quem? Ele fixou seu olhar na noiva. Ah, ela era bonita! E, ele sentia, muito importante para ele! Sim, o “menino que sobreviveu” amava demais aquela menina! Potter se perdeu no olhar dela... Ah, como era bom! Então, ele ouviu a moça dizer, naquele tom superior, prepotente, arrogante, ríspido, que sempre o provocava (ele não se lembrava de nenhuma situação em que foi provocado, mas, de alguma forma, sentia que sempre era provocado com aquele tom de voz):


_ O que foi, Potter? Nunca me viu, é?


Ora! Se ela era noiva dele, por que o chamava de Potter? Sim, certamente era uma provocação! No entanto, ele, estranhamente, não se sentiu tentado a responder grosseiramente; sem pensar e sem saber por que fazia aquilo, ele disse, chamando também a garota pelo sobrenome:


_ Sim, Riddle, eu já te vi muitas vezes! Aliás, vejo você a todo tempo! Mas... Gosto de te olhar porque, cada vez que te olho, vejo uma qualidade nova, que eu, até então, não tinha reparado.


Diante daquela resposta, a noiva de Potter pareceu se comover. Ela abriu um sorriso... Ah, Harry sabia que aquele sorriso era só dele, só para ele! Ele até agora não entendia como sabia aquilo, mas, sabia, sentia... A menina respondeu:


_ Ah, Harry, eu te amo!


_ Eu também te amo demais, Salamandra! Você é e sempre será o amor da minha vida! _ Harry declarou.


_ Você é tudo pra mim, Harry, é tudo o que tenho! _ Salamandra disse.


Ah, então a garota se chamava... Salamandra, Salamandra Riddle! Riddle... Riddle... Riddle... Harry já tinha ouvido aquele sobrenome em algum lugar... Onde mesmo? Quando? Ele não se lembrava. Riddle... Riddle...


Dumbledore começou a chamar os alunos:


_ Ronald Weasley e Hermione Granger!


Os dois foram até o palco, pegaram seus diplomas, foram cumprimentados por todos os professores _ incluindo Severo Snape, o qual não trazia no rosto aquela expressão de desprezo... Por quê? _ e voltaram para as cadeiras onde antes estavam sentados. Dumbledore continuou chamando:


_ Harry Potter e Salamandra Riddle!


Os dois se deram as mãos e foram até o palco. Ah, aquela sensação... Aquela sensação de dever cumprido, de alegria infinita, aquilo tudo era tão bom! Harry tinha, agora, tudo o que sempre sonhou! Ele tinha um diploma, seria um auror, tinha uma bela noiva, a qual o acompanharia até o fim em tudo (seria auror também), tinha seu padrinho _ que parecia ser um homem livre _, enfim, tinha tudo! Tudo o que sempre sonhou! Ah, aquilo era um sonho! Harry pegou o diploma. Salamandra também pegou o seu. Em seguida, Hagrid os cumprimentou:


_ Parabéns, meninos! Vocês conseguiram! Agora serão os melhores aurores que o mundo já viu!


_ Ah, obrigada, Hagrid... _ Salamandra agradeceu.


_ É... Obrigado, Hagrid! Parte disso tudo é graças a você! _ Harry complementou.


_ Ah, garotos... _ O meio-gigante derramou lágrimas e não conseguiu falar mais nada.


Minerva McGonagal também os cumprimentou, mas, de maneira bem mais formal. A Professora de Herbologia também cumprimentou o casal. Vários professores fizeram o mesmo. Então, eles chegaram onde estava Severo Snape. Harry esperava algum impropério, mas, o que ouviu o espantou:


_ Potter e Riddle, parabéns! Vocês foram brilhantes! _ Disse Severo.


Harry não acreditou no que ouvia. Seria verdade? Não, era um sonho! Sem saber por que, ele se ouviu dizer:


_ Obrigado, Professor! O senhor também teve parte nisso... Mesmo que, às vezes, de maneira assustadora...


Snape sorriu. Ah, não, ele... Sorriu? Aquilo era possível? Ia chover! Sim, aquilo só podia ser um sonho!Salamandra também agradeceu:


_ Obrigada, Professor.


Em seguida, eles voltaram para o centro do palco e Dumbledore os felicitou:


_ Ah, meus garotos... Vocês sabem que eu os considero muito, não sabem? Eu fico muito feliz por vocês! Parabéns! Vocês foram brilhantes!


_ Ah, Professor, obrigado! O senhor foi sempre muito importante pra mim! Foi como um avô que eu nunca tive... _ Harry falou.


_ Ah, Professor... Muito obrigada mesmo, por tudo! Obrigada por ter confiado em mim, por ter me ajudado... Por tudo! Sem o senhor, eu jamais conseguiria... Obrigada, Professor, obrigada... _ Salamandra finalmente demonstrava seus sentimentos... Ela estava abraçada ao diretor, chorando.


_ Salamandra... Eu sempre soube que você não era como seu pai... Eu sempre acreditei que o bem venceria em você... Sempre acreditei que você era uma boa menina! _ Dumbledore disse, também muito emocionado. _ E, principalmente... Eu sempre acreditei que você seria a melhor pessoa para o Harry...


_ Obrigada, Dumbledore, obrigada! _ A garota falou, apertando mais o abraço.


_ Ah, Harry _ Dumbledore se voltou novamente para o rapaz _, você sempre foi como um neto pra mim... Eu vou sempre estar por perto, eu vou sempre te ajudar... Você poderá sempre contar comigo...


_ Obrigado, Dumbledore... _ Harry falou, emocionado e feliz.


Harry se voltou para Salamandra, após os cumprimentos, e olhou para ela... Seus olhares se encontraram... Ah, eles se entendiam só com o olhar! Os dois se aproximaram... Os lábios deles quase se tocavam... Iam se beijar, certamente! Os lábios quase se tocavam, quando Harry Potter ouviu:


_ Acorde logo, garoto imprestável! _ Gritou Tio Válter.


Ah, sim, aquilo era um sonho... Só um sonho... Infelizmente, um sonho e nada mais!


Harry abriu os olhos... Droga! Por que o tio o acordou no melhor momento do seu sonho? Ah era sina... Os Dursleys sempre estragaram sua vida... E, pareciam saber sempre como fazer isso. Potter se levantou, desceu, tomou seu café, fez tudo o que os tios mandaram... Dessa vez ele não se importava em fazer tudo o que os tios mandavam, porque queria esquecer o ano que passou, queria esquecer a morte de Cedrico... Sim, ele queria esquecer tudo aquilo! Para piorar tudo, Harry ainda não tinha recebido uma carta sequer de Rony e Hermione. O “menino que sobreviveu” queria esquecer tudo de ruim que aconteceu no final do ano letivo, mas, queria saber o que estava acontecendo no mundo mágico. Afinal, Voldemort _ o Lorde das Trevas _ estava de volta e Harry precisava tomar conhecimento do que estava acontecendo, queria ajudar a impedir Tom Riddle! Mas, nem Dumbledore e, dessa vez, nem seus amigos pareciam dispostos a dizer-lhe nada... Droga! Harry Potter almoçou aquela comida escassa (Duda, seu primo, estava tendo que fazer uma dieta e comer pouco; para compensar, sua tia colocava menos comida para o “menino que sobreviveu” que para seu primo, a fim de não abaixar a auto-estima de Duda). Depois, Potter cumpriu mais tarefas e, quando não tinha mais nada mesmo para fazer, o garoto saiu, indo para os jardins. Lá ele ficou, até tarde... Tio Válter, que havia saído cedo para o trabalho, chegou e foi ouvir jornal... Harry ficou ali, tentando ouvir alguma coisa... Qualquer pista da atuação de Voldemort... Ah, ele não conseguiu ver nada, nenhuma pista! Será que Voldemort estava parado, sem agir, sem fazer nada? Era o que parecia, mas, era improvável! Harry voltou para casa na hora do jantar. Ele comeu a pouca comida que lhe ofereceram e foi para seu quarto. Todos os dias ali eram tediosos... Todos iguais!


Ah, Potter se sentia abandonado! O bruxo derrotara seu pior inimigo (e, diga-se de passagem, inimigo da maioria da comunidade bruxa também) por várias vezes e sobreviveu! E, agora, estava ali, abandonado, sem notícia nenhuma! Nem Dumbledore, nem seus amigos... Ninguém dizia nada! Nada! Droga! Droga! O feiticeiro se sentia triste... Muito triste...


Harry se sentia só. Então, foi nesse momento que entrou pela janela algo que fez Potter se sentir melhor: voando imponente, entrou no quarto do menino uma bela fênix; contudo, não era Fawkes _ a fênix de Dumbledore _, mas uma outra fênix. O animal pousou no colo do garoto e ele pode ler, escrito na patinha da ave, um nome: Ágata. Harry Potter questionou:


_ Ágata? Quem é Ágata? É o nome da sua dona?


A fênix moveu a patinha e apareceu, escrito, na frente de Harry, no ar, a resposta:


_ “Não... Eu não tenho nem dono nem dona! Ágata é o meu nome! E o seu, qual é?”


_ Ah... Meu nome é Harry, Harry Potter. Mas... Você pode me entender? Como?


_ “Eu sou uma fênix especial, Harry... E gostei de você! Se você quiser, eu posso ser a sua fênix, a fênix de Harry Potter.” _ A fênix novamente fez aparecer isso escrito no ar, com o movimento de uma patinha.


_ A... A... A... A minha fênix?


_ “Sim, Harry... Mas, só se você quiser. Ah... Eu entendo... Você não quer, não é?”. _ Tudo isso aparecia escrito no ar, na frente de Potter. Era o modo como a fênix se comunicava com ele.


_ Não é isso, Ágata... É que ter uma fênix é coisa de bruxos grandes... E, eu... Eu não sou grande... Eu não sou nada...


A fala de Harry pareceu comover a fênix. Parecia que ela não esperava isso... Afinal... Quem iria imaginar que o grande Harry Potter fosse dizer que não era grande? Ágata fez aparecer no ar:


_ “Ah, Harry... Você é maior do que pensa! Você é grande, muito grande!”.


_ Não, não sou. Mas, se você quer ser minha fênix, eu aceito!


Ágata piou, feliz.


Nesse momento, uma coruja vermelha entrou no quarto e deixou cair um bilhete no colo de Harry. O garoto pegou o bilhete, cujo papel era vermelho sangue, e o abriu. As letras eram vermelho escuro. As letras eram lindas... Certinhas, redondinhas... Que grafia! Mas, tudo vermelho... Harry Potter, então leu:


_ {Fique de olhos abertos, porque eu vou te observar, Potter! Eu vou te observar, Potter!}


Quem teria escrito aquele bilhete? Voldemort? Não, ele não perderia tempo com ameaças... Era alguém, alguém que queria mostrar sua presença... Era alguém que queria preveni-lo... Era alguém que queria assustá-lo... Mas, quem seria? A frase ficou na cabeça de Harry: “Eu vou te observar, Potter!”; “Eu vou te observar, Potter!”; “Eu vou te observar, Potter!”.


(***) E, NO PRÓXIMO CAPÍTULO...


Com a chegada de Ágata, a rotina de Harry Potter fica bem mais interessante. No aniversário do garoto, ele ganha um presente a mais, de alguém que ele não conhece. Que presente seria? E, quem o mandou? A Ordem da Fênix vai buscar Potter... Muitos segredos ficarão no ar, sem serem revelados ainda... Muitas coisas acontecerão. E, no meio da viagem, uma surpresa... Comensais... Harry Potter conseguirá escapar com vida? Não percam, o próximo capítulo de “HARRY POTTER E A PROLE DO INOMINÁVEL”: “PEDRAS NO CAMINHO”! Você já mudou seu caminho, por causa da chegada inesperada de alguém?


(***) RECADO DE UM PERSONAGEM:


{“Não conheci o amor. Desde que me entendo por gente, só conheci maldições imperdoáveis, dor, fome, sede, sofrimento! Como querem que eu seja boa? Esperei meus pais por muito tempo! E, quando encontrei meu pai, ele me fez ver que o amor não existe! Minha mãe preferiu ir para a prisão a cuidar de mim! Não, o amor não existe! A bondade não existe! Contudo, se eu for má, serei igual ao meu pai e eu não quero isso. O que fazer? Eu não sei. E, não tenho ninguém para me ajudar, ninguém para me mostrar o caminho... Julguem-me, se quiserem! Eu não me importo! Mas, se algum dos que me julgam conseguir sobreviver ao que eu sobrevivi, aí sim ele poderá me julgar com propriedade, aí sim eu me importarei com o que ele disser.”. De Salamandra Riddle, para os leitores de Bruno P. L.}


(***) PALAVRA DO AUTOR:


Bem, leitores, nos finais dos capítulos da fic, um personagem sempre deixará um recadinho para vocês. Isso é inovação de Bruno P. L., hem? Espero que gostem!


NB: Sem grandes comentários Bruno, está muito bom.


(***) RESPOSTA DO AUTOR:


Obrigado. Espero que algumas coisas já tenham ficado claras... Espero que você tenha percebido as pistas... Valeu!




Autor: bruno

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